Principal romance de Raymond Roussel (1877-1933), este é primeiro livro do autor francês a sair no Brasil. A tradução, de Fernando Scheibe, teve apoio do Centre National du Livre (Paris) e do Collège International des Traducteurs Littéraires (Arles) e é lançada pela editora Cultura & Barbárie. Às 17h30, pouco antes do lançamento, o professor da pós graduação em literatura na UFSC Raul Antelo fala ao público sobre a vida de Roussel, o autor. Durante o evento, haverá também a projeção de Impressões da Alta Mongólia, filme de Salvador Dali.
O QUE: Lançamento do livro Locus Solus
QUANDO: 28 de novembro de 2013, quinta-feira, às 19h
ONDE: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216. Centro. Florianópolis
Isqueiros furtados, bitucas, sedas, e versos de embalagens de cigarro compõem a coleção insólita da exposição, uma provocação a quem fuma, mas também a quem nunca fumou e um dia pretende dar uma tragada.
Caro Fumante: tem uma ordem matemática, uma lógica de produção industrial, com efeito pragmático sobre uma sociedade de fumantes. Uma das peças será um texto em linha vertical com o nome das 4700 substâncias contidas e expelidas na queima do cigarro.
Giorgio não fuma e detesta cigarro. A ideia de Caro Fumante: surgiu da observação do artista em torno de pessoas que tem o vício e não conseguem deixar de fumar, mesmo sendo inteligentes e sabedoras do mal provocado pelo fumo. Ainda assim não conseguem se livrar deste dispositivo invasivo.
A reflexão do artista sobre o “fumar” ocorre desde 2006. Foi quando começou a furtar cigarros de amigos, que de acordo com uma lógica própria, seria uma tentativa eficiente de impedir o ato de fumar. Estes cigarros serão apresentados individualmente, envelopados em sacos plásticos, como uma evidência criminal.
A coleção de isqueiros furtados é formada por mais de 200 peças e o montante de bitucas é de 7.300, que apontam para o consumo anual de cigarros de um fumante mediano. Noutro espaço da exposição, o artista vai apresentar os textos estampados nos versos dos maços, que apontam para os malefícios do fumo.
Um grid com centenas de cigarros tem seu título representando o tempo de queima evitado para esta quantidade de fumo. Em duas telas de vídeo serão exibidas sequências de imagens que mostram desde o instante em que se abre a embalagem de isqueiro, sendo repetidamente acendido e apagado até acabar o gás, criando referência para o cálculo de quanto os isqueiros roubados deixaram de acender.
O artista
Giorgio Filomeno não é acumulador, é arquivista. Não é obsessivo compulsivo, é perfeccionista. Não é control freak, é exigente. Não é alienado, é delirante. Não é visionário, é prospectivo. Não é irresponsável, é persistente. Não é megalomaníaco, é excêntrico. Não é sociopata, é efêmero. Não é ladrão, é artista.
Exposição sobre a impossibilidade de comunicação ou sobre mensagens confusas emitidas a partir do trabalho desenvolvido pelos artistas João Rosa e Flávia Klein. A mostra estabelece interações com o espectador, pensando o corpo como plataforma e as palavras como traições.
A linguagem da exposição é desenvolvida a partir de vídeos e instalações. São três vídeos: Afeto, sobre relações de intimidade e violência; Consumo, uma espécie de delírio de um prazer momentâneo; e Desembraçar, neologismo que mistura desembaraçar e abraçar, e remete ao cuidado com o outro.
Há duas instalações sonoras. The pillow listen é um travesseiro visco-elástico com auto-falante, fronha serigrafada e um reprodutor de áudio acionado quando o espectador aproxima o ouvido da peça. Memória ou retroalimentação é uma obra interativa que disponibiliza dois sintetizadores em circuito para manipulação do público.
A vídeo instalação sonora Zumbido balloon é formada por balões inflados a gás e com auto falantes em seu interior, reproduzindo diversos tipos de zumbidos e zunidos, ambientado pela projeção do vídeo Emaranhamentos.
Há também o vídeo looping Máquina que costura – Máquina que escreve que redigem e alinhavam sobre uma mesma superfície, num jogo de costurar palavras de um texto desconexo.
Flávia é estudante de artes visuais na Udesc e cursou Belas artes na PUC de Santiago, no Chile, e João Rosa é formado em artes visuais pela Udesc e cursou Belas Artes na Universidade do Porto, em Portugal. Ambos trabalham com mostras de vídeo e festivais de performance.
Abertura da exposição dia 19, quinta-feira, às 19h na Fundação Cultural Badesc. Visitação até 18 de outubro, segunda a sexta, 12h às 19h.
Difundir textos significativos para a arte contemporânea que não foram traduzidos, publicados, reeditados ou veiculados no Brasil. É com este objetivo que a publicação ¿Hay em Portugués? número dois foi produzida ano passado e é lançada agora, dia 7 de agosto, quarta-feira, às 19h, na Fundação Cultural Badesc.
Na mesma noite será aberta a exposição A vídeo-instalação Mekarõ consiste no encontro entre duas autorias, a de Carol Matias e a do Grupo Mentuwajê do povo indígena Krahô. As fotografias da realizadora brasiliense retratam a ação da câmera indígena durante o ritual de iniciação Pembkahèc, enquanto os vídeos dos guardiães da cultura (mentuwajê) registram momentos dessa e de outras festas na aldeia Pedra Branca, próxima à Itacajá no norte de Tocantins. Tanto as fotografias quanto os vídeos são denominados pelo povo Krahô de Mekarõ. A mesma palavra designa alma, reflexo e sombra; ou seja, duplos, imagens. A partir desse conceito, a vídeo-instalação propicia o encontro interestético da fotógrafa visitante e dos realizadores nativos. Mekarõ – imagens em diálogo apresenta a contemporaneidade da produção indígena num viés subjetivo. Toda a fonte de luz encontrada nas fotos é proveniente da iluminação feita para os vídeos noturnos. A escuridão da noite e a idéia de alma (tanto entre os krahô quanto no imaginário ocidental) guiaram a produção das fotos: são vultos, espectros, visões obtidas com a exposição expandida do obturador fotográfico. O som dos vídeos de curta duração do grupo indígena criam a ambiência imersiva do projeto.
A vídeo-instalação, conjugada com outra série fotográfica, Mehin, foi apresentada em março na Galeria Ponto, em Brasília, como resultado do fim de curso de graduação em Audiovisual na Universidade de Brasília, orientado pela profª Drª Susana Dobal.
Nesta terceira edição, o foco está nos documentos de performance, sobretudo performances latino-americanas. Entre os textos traduzidos estão presentes a correspondência inédita entre os artistas performáticos Alex Hamburger e Ricardo Basbaum e a autora e crítica RoseLee Goldberg, e um inventário listando performances ocorridas nas últimas décadas na América Latina.
Além deles, a publicação traz a tradução de dois textos de referência para os estudos de performance: A performatividade dos documentos de Performance, de Philip Auslander e, Sobre performance (e outras complicações) de Jens Hoffmann e Joan Jonas.
¿Hay em Portugués? número dois é uma produção da disciplina Performance ministrada por Regina Melim, no Programa de Pós Graduação em Artes Visuais, na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Participaram deste número Adriana Barreto, BilLühmann, Cristina de Oliveira Cardoso, Daniela Souto, Letícia Cobra Lima, Maria Simonetti, Marta Facco, Michele Schiocchet, Milene Duenha, Oscar Chica e Vanessa Schultz, e contribuições de Alex Hamburger, Daniela Mattos, Fabio Morais, Paulo Reis e Ricardo Basbaum.
SERVIÇO:
O que: Lançamento ¿Hay em Portugués? número dois e abertura da exposição
Quando: 7 de agosto de 2013
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216. Centro. Florianópolis
Quanto: Gratuito
A mostra discute sobre ilhas, que podem aparecer como ideia de isolamento ou como ligação ao continente. A proposição oscila entre ser ou não uma ilha em algumas plataformas distintas.
Abertura da exposição dia 15, quinta-feira, às 19h na Fundação Cultural Badesc.
Visitação até 13 de setembro, segunda a sexta, 12h às 19h.
Obras que fazem um simulacro do próprio corpo do artista compõem o conceito desta mostra, realizada por estudantes orientados pela professora Adriana Maria dos Santos, da disciplina Poética do desenho, do curso de artes visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
Poéticas do desenho, exposição coletiva, abre dia 18 de julho, às 19h na Fundação Cultural Badesc. A visitação acontece até o dia 02 de Agosto, de segunda a sexta, das 12h às 19h.