Mostra LGBTrama na Fundação Cultural Badesc

O Cineclube da Fundação Cultural Badesc preparou para este sábado, 5 de setembro, uma mostra que aborda o tema da diversidade sexual, racial e de gênero. Seis filmes serão exibidos gratuitamente ao público entre as 14 e às 20h.

“Buscando obras que não se encontram no meio comercial, inclusive três filmes independentes da década de 60, a mostra pretende celebrar as diferenças dos variados modos que o cinema pode fazê-lo”, explica o curador Arthur Haddad Antunes.

Os filmes selecionados são: But I’m a Cheerleader (de Jamie Babbit), Paris is Burning (de Jennie Livingston), Hedwig and the Angry Inch (de John Cameron Mitchell) e no Cinema Underground, Scorpio Rising (de Kenneth Anger), Flaming Creatures (de Jack Smith)  e My Hustler (de Andy Warhol).

A Mostra LGBTrama integra o calendário de atividades do Mês da Diversidade promovido pelo Fórum da Diversidade da Grande Florianópolis.

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Fundação Cultural Badesc abre Memórias Migratórias dia 3 de setembro

A artista alemã Pauline Zenk compartilha com o público a partir das 19h do dia 3 de setembro, no Espaço Fernando Beck, da Fundação Cultural Badesc, a exposição Memórias Migratórias. O trabalho inédito foi selecionado pelo edital 2015 da Fundação e resgata por meio de desenhos, intervenções sobre fotografias e pinturas sobre tela, os imigrantes que chegaram ao Brasil no século passado.

“Durante a minha pesquisa de fotografia antigas (do período 1880 – 1960), em São Paulo, encontrei um livro de segunda mão e dele  caiu uma fotografia de um homem em um vale de neve em frente de casas com escrituras em alemão. Essa fotografia me intrigou e comecei imaginar muitas das histórias que amigos e conhecidos de Santa Catarina me contaram. Imaginei a vida desse homem, me perguntei se ele jamais viajou como imigrante pra Brasil, ou foi simplesmente o parente de alguém que se instalou aqui. Talvez ele foi o tio, o pai, o namorado de alguém que há décadas  morreu na outra parte do mundo, guardando a fotografia como lembrança de seus parentes distantes. E assim começou o projeto da Memória Migratória”, conta Pauline.

Para a realização do trabalho a artista buscou materiais em fotografias encontradas em mercados, arquivos fotográficos, museus e em coleções privadas.  Ela teve acesso a mais de 100 fotografias de famílias imigrantes, muitas delas de Santa Catarina. “Eu imaginei a vida dessas pessoas que chegaram no Brasil naquela época onde não existia internet, transporte barato o comunicação fácil entre dois continentes.Foi com essa compreensão, da criação de novas vidas e novas perspectivas no Brasil, que eu desenhei, interpretei e modifiquei as fotografias. O que eu quero fazer com as interpretações em desenhos é ressaltar o que está dentro de uma fotografia mas é invisível ao primeiro olhar. Quero ressaltar o que eu vejo neles, o medo nos olhos de uma mulher italiana, com um bebê no colo, que recém chegou desembarcando um barco em São Paulo, a coragem, a vontade de criar algo novo e a energia de mudar as coisas”.

Memórias Migratórias fica aberta ao público até o dia 9 de outubro. A entrada é gratuita.

 

As obras

A exposição é formada por mais de 40 obras, que lidam com os conceitos de identidade, pertencimento, diversidade, integração, cultura e memória. A maior parte da exposição são  pequenos desenhos e aquarelas realísticas e surrealísticas, que é uma técnica, que não recebeu muita atenção nos últimos anos, e se destaca por essa singularidade no tempo.

Memórias Migratórias tem curadoria de Luciano Cortaruas e textos de Fernando Albalustro. “Fico muito feliz em poder expor esses trabalhos na capital de Santa Catarina onde há grande imigração européia”, declara a artista que também experimentou o choque cultural em diferentes lugares do mundo em que viveu.

 

Sobre a artista

Pauline Zenk estudou artes visuais na Alemanha, Espanha e Países Baixos e se graduou em História.  Ela se formou na academia de arte Muthesius em Kiel, Alemanha e ganhou uma bolsa para estudar na academia Rietveld em Amsterdam, Holanda. Morou no Brasil entre 2012 a 2014, depois de uma residência artística em Estúdio Lâmina em São Paulo e agora vive e trabalha na França.

 

Serviço:

O quê: abertura da exposição Memórias Migratórias, de Pauline Zenk

Quando: 3 de setemnro, quinta-feira

Horário: 19h

Visitação: até 9 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h.

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Quanto: gratuito

Itaú Cultural e Fundação Cultural Badesc oferecem workshop

Itaú Cultural e Fundação Cultural Badesc oferecem workshop Singularidades-Anotações sobre fotografia e arte digital

 

Em 31 de agosto abrem as inscrições para as oficinas gratuitas a serem realizadas em outubro; por três dias, o artista, curador e doutor em comunicação em semiótica Gabriel Menotti fala sobre as utilidades da foto em diferentes gerações e ensina técnicas e aplicativos atuais para a criação de imagens computacionais

A partir de 31 de agosto, o Itaú Cultural e a Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, recebem inscrições para o workshop gratuito Natureza Calculada: Estudos em Fotografia Computacional, que integra a série de itinerâncias Singularidades/Anotações – Rumos Artes Visuais promovida pelo instituto.

As oficinas acontecerão de 7 a 9 de outubro (quarta-feira a sexta-feira), sempre das 14h às 18h, na fundação catarinense. Durantes estes dias, o curador independente, pesquisador e doutor em comunicação e semiótica pela PUC-SP Gabriel Menotti abordará o desenvolvimento das técnicas e da utilidade da fotografia em diferentes meios e momentos da história, chegando até aos dias atuais com a arte digital ou computacional. Voltado para professores e estudantes de Artes e artistas interessados em fotografia e arte digital, são disponibilizadas 20 vagas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail fundacaoculturalbadesc@gmail.com até 27 de setembro.

Menotti vai apresentar uma reflexão sobre o significado puro da fotografia, considerando a proposta original de sua invenção no século XIX, que era de imitar a aparência de imagens reais por meio das câmeras. No programa do workshop estão previstas apresentações sobre os desdobramentos da foto no decorrer da história, as mudanças de linguagem, técnicas e meios de utilidade até a análise dos desafios atuais da produção fotográfica.

Revisitando desde a arte até a ciência forense; dos sais de prata ao pixel; da manipulação de negativos à arte digital e computacional atuais, Menotti demonstrará aos alunos como se familiarizar com os usos da imagem para reconhecimento de padrões e aferição de medidas, explicará as diferenças entre alguns processos e técnicas e, por fim, dedicará um dos dias para ensinar como utilizar aplicativos para a criação de modelos computacionais a partir de imagens fotográficas.

 

Itinerância Singularidades-Anotações

A oficina Natureza Calculada: Estudos em Fotografia Computacional é a nona da série de workshops Singularidades/Anotações Rumos Artes Visuais, que durante 2015 segue por cidades do país até completar 10 itinerâncias – já esteve em Niterói-RJ, Campo Grande-MS, Natal-RN, Goiânia-GO, Rio Branco-AC, João Pessoa-PB, Londrina-PR e Porto Velho-RO; o último destino será Santos-SP – ministradas por 11 artistas contemplados no programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural.

O grupo foi selecionado por Aracy Amaral, Paulo Miyada e Regina Silveira – curadores desta série que dá continuidade ao objetivo da exposição Singularidades-Anotações/Rumos Artes Visuais 1998-2013, também sob curadoria dos três: apresentar ao público o legado deste que é o principal programa de fomento no Itaú Cultural nos últimos 18 anos. Realizada em 2014 no instituto em São Paulo, a mostra exibiu obras de outros 35 artistas de todas as regiões do país escolhidos pela curadoria entre os contemplados em todos os editais de Artes Visuais e Arte e Tecnologia do Rumos.

“Os artistas selecionados pela equipe curatorial para esta fase de Singularidades/Anotações têm suas trajetórias ligadas a práticas relacionadas à educação e à formação”, explica Sofia Fan, gerente do núcleo de Artes Visuais do Itaú Cultural. “Como a ideia é gerar trocas de experiências e referências, esta série pode resultar na aproximação destes artistas, que já passaram pelo Rumos com o público e a produção local”, conclui.

 

Rumos Legado

Principal programa de apoio à produção cultural brasileira do Itaú Cultural e uma das plataformas mais longevas de incentivo do país, ao chegar à sua 16ª edição, em 2013, o Rumos Itaú Cultural passou por mudanças estruturais e de conceito, eliminando, entre outras modificações, a divisão de carteiras por áreas de expressão.

A iniciativa estimulou o instituto a buscar o que os contemplados até aquela edição produziram, com a proposta, segundo Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, de lançar um olhar sobre os anteriores 16 anos de trajetória do programa. Assim, ao longo de 2014, o instituto apresentou um recorte da produção realizada pelos artistas selecionados, em um total de 1.130 projetos em Artes Visuais, Arte e Tecnologia, Cinema e Vídeo, Dança, Educação, Jornalismo Cultural, Literatura, Música, Pesquisa Acadêmica e Teatro.

No ano passado, a mostra Singularidades-Anotações/Rumos Artes Visuais 1998-2013 apresentou um recorte do legado dos editais neste período. Foram exibidos mais de 60 trabalhos de 35 artistas, entre os contemplados desde 1998 nos editais de Artes Visuais, Arte e Tecnologia, Transmídia e Novas Mídias até 2013. Agora, em 2015, a série de workshops funciona como uma extensão desse trabalho, com o objetivo de fomentar o debate e a formação sobre a produção recente de arte contemporânea.

 

Sobre Gabriel Menotti

Professor adjunto do Departamento de Comunicação da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), atua também como curador e pesquisador nas mais variadas formas de Cinema. Já organizou exibições de cinema pirata, festivais de filmes remix, campeonatos de videogame, oficinas de roteiro pornô, instalações com projetores super8, mostras de arte generativa e simpósios acadêmicos, entre outros eventos relacionados à produção audiovisual. É PhD em Media and Communications pelo Goldsmiths College (Universidade de Londres) e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Menotti teve obras e resultados de pesquisa apresentados em eventos internacionais, tais como o International Symposium of Electronic Arts, Bienal de Arte de São Paulo, os Rencontres Internationales Paris/Berlin/Madrid e o Festival Transmediale. É autor de Através da Sala Escura (Intermeios, 2012), uma história da exibição cinematográfica a partir da perspectiva do Vjing, e editor da coletânea Besides the Screen (Palgrave, 2015), sobre a distribuição, promoção e curadoria de imagens em movimento.

 

 

 

SERVIÇO

Natureza Calculada: Estudos em Fotografia Computacional
Workshop Singularidades/Anotações – Rumos Artes Visuais
Com Gabriel Menotti

De 7 a 9 de outubro (quarta-feira a sexta-feira)

Das 14h às 18h

Inscrições: de 31 de agosto a 27 de setembro, pelo e-mail:

fundacaoculturalbadesc@gmail.com

20 vagas

Fundação Cultural Badesc realiza 6ª Entremostras

Buscando uma interação e aproximação entre artistas e público, a Fundação Cultural Badesc realiza neste sábado (29/08) a 6ª edição da Entremostras, feira de artes que inicia às 11 e encerra às 17h. Dos mais de 70 inscritos, foram selecionados 33 artistas que irão comercializar as suas obras com valores acessíveis.

Entre os trabalhos que serão expostos estão as fotografias de Radilson Gomes, Radji Schucmann, Rafael Schultz, Diogo de Andrade e Vanessa Alves. O público poderá conferir desenhos e pinturas de Kelly Kreis Taglieber e Hellmannoide, além de desenhos das artistas Luanda Olívia, Fernanda Ehmke e Grupo Suspenso.

Entre os artistas selecionados também estão Miguel Etges, Jefferson Adriano Maier que irão comercializar suas xilogravuras e Susano Correia, Thiago Brito e Fábio Dudas que apresentarão gravuras. A aquarela e linha ficará por conta de Andressa Proença Rosa e a colagem com Emília Simon. Patrícia Peccin irá expor colagens digitais e a categoria design será representada pelo estúdio Crua Design e os designers Renato Cardoso e Marcos Bernardes

A 6ª Entremostras abre espaço para a literatura. Christian von Koenig compartilhará com o público o romance Paixões Clandestinas. Fêre Rocha trará o livro Cotidiado Horizonte (Poesia), Matheus Massabk Caco de Vidro (Poesia) e Vássia Silveira comercializará os livros Febre Terçã (Poesia) e Indagações de Ameixa, (Romance).

Além das exposições e comercialização de trabalhos, o músico Carlos Abiel e as bandas Les Savons Superfins, Marcapágina, Seu Baldecir e Trio Lero Lero se apresentam na varanda com os mais variados tipos de som.

Mais de 100 artistas participaram do projeto que é realizado desde 2013. Para esta edição é esperado que aproximadamente 900 pessoas passem pelo evento.  As obras variam de R$ 10,00 à no máximo R$ 1.000,00 e são comercializadas diretamente com os artistas.

 

 Serviço

O quê: 6ª Entremostas

Quando: 29 de agosto – sábado – das 11 às 17h

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

Fundação Cultural Badesc apresenta 4ª edição de Desenho de Monstro

Exposição reunirá obras de dezenas de artistas catarinenses

 

De 10 a 18 de setembro, os jardins da Fundação Cultural Badesc serão invadidos pelas criaturas da 4ª edição de Desenho de Monstro. A proposta ousada reunirá vários artistas que terão o desafio de realizar suas obras em um espaço urbano sujeito as intempéries, explica a autora do projeto, a artista plástica Adriana Maria dos Santos.

“A relação que cada um fará com o monstruoso perpassa a condição temporal, o caráter perecível e a fragilidade do que é trazido à tona fora do ambiente fechado do atelier e da galeria. A ideia parte da necessidade de pensar o monstro no projeto individual de cada artista, submetendo o olhar do público que transita pela rua ou que, de passagem para o interior da casa, ao imaginário singular comprometido com o estranho que a abordagem deste ícone simbólico remete”, diz Adriana.

Nesta edição além de Adriana estarão presentes os artistas Clara Fernandes, Ricardo Ramos, Djuly Gava, Bruno Bachmann, Claudia Cárdenas e Rafael Schlichting, Adson Loth, Pablo Rodriguez Vence, Pama Krowczuk, Estevão Mattos, Yasminka Guimarães, Felipe Vernizze, Airton Perrone, Fabrício Manohead, Jonathan Belusso, Marta Martins, Lara Montechio, Yuri Bastos e Kelly Kreis Taglieber.

“Este projeto envolve artistas cuja direção do trabalho pessoal nem sempre têm o monstruoso como foco conceitual ou poético, as linguagens são variadas não tendo limitação neste aspecto. A curadoria é feita apenas como escolha dos participantes. A organização é colaborativa envolvendo os artistas e o único mote comum é a paixão pelo tema, seja de leitores de velhos quadrinhos, identificação com o monstro do cinema seja de que época for, com o feio, o diferente ou a conexão com o transgressor em si e no trabalho em arte. Trata-se de encontrar o monstro que habita a linha gráfica, cênica, sonora de cada um”, destaca Adriana.

 

A história

Desenho de Monstro foi idealizado a partir do trabalho de dissertação de mestrado em poéticas visuais de Adriana dos Santos, concluído em 1998, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O assunto central era uma reflexão acerca do corpo e a loucura como psicopatologia, que envolveu entrevistas, visitações a instituições psiquiátricas, leituras e tentativas de aproximação com moradores de rua que apresentavam alguma singularidade compulsiva ou comportamento que pudesse ser entendido como portador de doença mental.

Considerando toda complexidade que envolve o assunto e a problemática envolvida, foi necessário um distanciamento do tema e um mergulho em outras águas, não menos complexas, mas para as quais a pintura conduziu que foi a pesquisa em torno do corpo mutilado e uso de próteses, especialmente a cadeira de rodas. Nesta abordagem surge o monstro como ícone simbólico, num sentido crítico, pensado como emblema de todo corpo considerado fora de padrões estéticos. O monstro que concentra todo um histórico humano de deformações, anomalias corporais, mutilações de ordem física, mental, psíquica que acabam por des-socializar o sujeito num isolamento interno e externo.

 

Serviço

O quê: abertura da 4ª edição de Desenho de Monstro

Quando: 10 de setembro, quinta-feira, às 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Entrada gratuita

Exposição aberta para visitação até 18 de setembro.

Fundação Cultural Badesc divulga selecionados para a 6ª Entremostras

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A Fundação Cultural Badesc divulga a lista de selecionados para a 6ª Feira de Artes Entremostras, que ocorre no dia 29 de agosto, sábado, das 11h às 17h, no Espaço Fernando Beck na Fundação.
Mais de 70 trabalhos foram inscritos e entre os selecionados estão artistas de artes visuais, moda, música e literatura.

A Entremostras é realizada desde 2013 e tem como proposta funcionar como espaço para o artista conversar sobre seu processo criativo e comercializar suas obras.

Veja os selecionados:

 

Literatura  

Christian von Koenig

Ferê Rocha

Matheus Massabk

Vássia Silveira

Música

Carlos Abiel

Les Savons  Superfins

Marcapágina

Seu Baldecir

Trio Lero Lero

 

Design

Crua Design

Marcos Bernardes

Renato Cardoso

 

Artes Visuais

Kelly Kreis Taglieber

Miguel Etges

Radilson Gomes

Bruno Barbi

Jefferson Adriano Maier

Ederson Simas

Grupo Suspenso / Adriana Santos

Luanda Olívia

Radji

Rafael Schultz

Patrícia Peccin

Diogo de Andrade

Fábio Dudas

Emília Simon

Vanessa Alves

Fernanda Ehmke

Andressa Proença Rosa

Gabi Bresola /Ana Carmolinga/Marcos Walickosky

Hellmannoide

Thiago Brito

Susano Correia

Prorrogadas inscrições para 6ª Entremostras

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Foram prorrogadas até o dia 17 de agosto, as  inscrições para 6ª Entremostras da Fundação Cultural Badesc. O evento será realizado no dia 29 de agosto (sábado), das 11 às 17h. A Entremostras é realizada desde 2013 e tem como proposta, promover um espaço de comércio e interação entre artistas e o público. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: fundacaoculturalbadesc@gmail.com Mais informações: (48) 3224-8846 das 12 às 19h, de segunda a sexta-feira. O prazo de inscrições encerra no dia 10 de agosto.

 

6ª Entremostras – Regulamento

Disposições gerais

A Entremostras é uma feira de artes incluindo literatura, música, audiovisual, moda/design, artes visuais entre outros que ocorre no Espaço Fernando Beck e dependências externas da Fundação Cultural Badesc. A 6ª edição será no dia 29 de agosto, entre 11h e 17h. Na feira, os artistas expõe seus trabalhos, conversam com o público sobre seus processos criativos e comercializam as obras.

O valor de cada trabalho não poderá ultrapassar R$1.000,00 (mil reais). Todas as apresentações musicais e cênicas serão gratuitas e abertas ao público geral, CDs e DVDs também poderão ser comercializados. Os horários das apresentações musicais serão definidos de acordo com o número de selecionados. Os selecionados das demais áreas deverão estar presentes no dia da feira a partir das 8h para montagem do seu expositor.

Cada expositor terá em média 1,5 m de parede para expor seus trabalhos de artes visuais (a altura do painel é de 2,8 m), mais uma pequena mesa para trabalhos adicionais. O espaço expositivo possui painéis em fórmica não perfuráveis. Para fixação das obras podem ser utilizadas fitas adesivas, fios ou cabos presos na parte superior. O material necessário à apresentação das obras deverá ser trazido pelo expositor. Já livros, CDs e DVDs serão expostos em mesas coletivas.

A Fundação disponibilizará aparelho de TV (LED 40’’), um projetor e caixa amplificadora para apresentações audiovisuais e para apresentações musicais serão disponibilizados os equipamentos de sonorização listados anexo.

Inscrições

A inscrição é gratuita e pode ser efetuada até 19h do dia 10 de agosto através do e-mail fundacaoculturalbadesc@gmail.com, fazendo constar no campo assunto a expressão “6ª Entremostras”. No corpo da mensagem e/ou em anexo deverá conter:

TODAS AS ÁREAS:

1.    Telefones e e-mail para contato;

2.    Descrição das obras que serão expostas, com valor da venda para o evento e outras informações que julgar necessárias.

ARTES VISUAIS:

1.    Descrição das obras de arte visual;

2.    Fotos com boa visualização, devidamente identificada com título, técnica, dimensões, ano de realização e valor. Não há necessidade de apresentação de todas as obras, mas sim uma amostra suficiente para fins de seleção;

3.    Para obras mistas de arte e design ou moda conceitual, identificar a obra com as respectivas imagens e valores.

LITERATURA:

1.    Capa do livro;

2.    Resenha;

3.    Trechos de narrativa.

MÚSICA:

1.    Capa do CD;

2.    Link com áudio ou vídeo das músicas.

AUDIOVISUAL:

1. Sinopse e ficha técnica;

2. Link para visualização do trabalho/trailer.

Seleção e resultado

A seleção será feita por uma comissão em parceria com a Fundação, com base no conjunto das propostas enviadas, priorizando a diversidade de estilos, linguagem, modalidades, etc.

O resultado da seleção para a 6ª Entremostras será divulgado dia 20 de agosto, através do site www.fundacaoculturalbadesc.com e da fanpage no Facebook (fundacaoculturalbadesc.com / facebook.com/fundação.badesc)

Fundação Cultural Badesc recebe Mostra Diversa Cultural

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Mês da Diversidade
Fundação Cultural Badesc recebe Mostra Diversa Cultural

A Fundação Cultural Badesc abre as portas no dia 22 de agosto, sábado, às 17h30, para a Diversa Cultural, evento de manifestação cultural que congrega inúmeras expressões artísticas desenvolvidas por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais sobre temas relacionados às identidades e manifestações político-corporais. A promoção é do Grupo Acontece – Arte e Política LGBT

O objetivo da Mostra – que é uma das atividades do Mês da Diversidade de Florianópolis, é promover e divulgar a potência cultural das identidades sociais historicamente consideradas marginais e vulneráveis e dar visibilidade, questionar e problematizar poeticamente a política corporal no contexto contemporâneo.

A programação da Mostra contempla a exposição fotográfica “Entre Lençóis”, de Patrícia Manaro (São Paulo), um sarau poético-erótico com debate com a escritora Ana Carla Lemos (Pernambuco) e o escritor Moisés Guimarães (Minas Gerais), com condução de Nanni Rios e Monique Guimarães (Rio Grande do Sul).

Cláudia Olivier, da UDESC, realiza a Performance E.L.A – Elementos Legitimadores de Alteridade e Úrsula Barros e Karla Eva encerram o evento numa apresentação que reúne voz, violão e percussão.

Entre Lençóis
A exposição fotográfica Entre Lençóis retrata, sem cortes, de forma franca e poética, a intimidade de casais durante o ato de amor, apresentando desta maneira, os sentimentos reais de pessoas em momentos singelos de sensualidade, mesclando sensitividade e erotismo. Durante a execução do trabalho, a fotógrafa Patrícia Manaro optou por não induzir imagens e a não padronizar a luz do local, transmitindo ao expectador exatamente a intimidade alheia de forma franca e sem manipulação. É uma exposição voltada para o público adulto tem como objeto a consumação do amor e seus momentos mais íntimos, revelando corpos e relações diversas, baseada numa ampla pesquisa de pessoas reais e localidades distintas. As imagens em preto e branco foram produzidas entre 2013 e 2015 em ambiente escolhido pelo casal.
Patrícia Mannaro é formada em Direito, Artes Cênicas e Fotografia. Como fotógrafa, atua como fotojornalista e documentarista, com material publicado em veículos de informação do país.

Sarau poético-erótico
Moisés Guimarães é mineiro de Divinópolis. Estudou Letras na Universidade Federal de Minas Gerais e especializou-se em Educação Sexual pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo. Roteirista de três curtas metragens sobre Intolerâncias (2007). Publicou em 2010 os Contos de Lara no site do grupo teatral do Rio de Janeiro “Eu mesmo e Cia”, é autor da peça teatral “A peruca Loura de Álvaro Campelo” e autor do livro “Neca Faloônica” de 2012, composto em versos livres.
A escritora Ana Carla Lemos, que divide com Moisés o debate do sarau poético-erótico, t0em em sua trajetória de vida a escrita como forma política de estar no mundo, de se mostrar em seus diversos espaços, suas dores, amores e ações políticas, evidenciando o amor entre mulheres, questionando as normatizações, as formas de sentir prazer, despindo-se em palavras. É autora dos livros Letra e Música, Fragilidade e Silêncio e Retalhos e selecionada no Prêmio Novos Poetas 2014, da Editora Vivara.

Performance E.L.A
Cláudia Olivier é mestranda em Teatro UDESC, graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tem experiência diversificada na área de Artes, com ênfase em teatro e dança, atuando principalmente nos seguintes temas: teatro pós-dramático e hibridismo artístico, hoje mais direcionado a interfaces com a dança e o teatro, explorando possibilidades artísticas através da arte da performance.
É performer, atriz, bailarina, pesquisadora e professora de teatro e dança e participa há três anos do espetáculo de dança-teatro Estratégia, dirigido por Zilá Muniz, do Ronda Grupo. Desenvolve pesquisa pessoal em performance e em processos colaborativos junto ao Líquido e Táctil – coletivo de artes e artistas transdisciplinares. Participou do Laboratório Permanente de Performance como artista pesquisadora e como monitora. Auxiliou no preparo corporal, ensaios e processo criativo do espetáculo de dança Assemblage, relativo à realização de estágio docência na disciplina de Montagem do curso de graduação em Teatro da UDESC.
Em E.L.A. o corpo se mostra como um sítio político, sede de agenciamentos culturais que legitimam discursos de alteridade. A partir de um mixed media, se propõe a discutir esses discursos trazendo-os à tona, especialmente aqueles que se referem à violência doméstica, buscando uma revisão dos códigos definidores, questionando: que corpo é esse que se chama de feminino?

Saiba mais
A Mostra Diversa Cultural é uma das atividades do Mês da Diversidade de Florianópolis, que acontecerá entre os dias 08 de agosto a 05 de setembro, com atividades voltadas para o fomento das discussões sobre a diversidade e suas subjetividades culminando na Parada da Diversidade, que será realizada no dia 6 de setembro.
O Grupo Acontece – Arte e Política LGBT é uma entidade sem fins lucrativos e econômicos, de utilidade pública, fundado por um grupo de militantes LGBT e dos Direitos Humanos da capital catarinense em 2013. O Grupo é filiado à Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e tem como finalidade principal defender e promover, a partir de ações políticas e por meio da arte e da cultura, os direitos humanos e a cidadania plena de LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Programação

17h30 – Vernissage de abertura da exposição fotográfica “Entre Lençóis”, de Patrícia Manaro (São Paulo)
18h – Lançamento do livro “Bicha (nem tão) má – LGBTs em telenovelas”, da pesquisadora Fernanda Nascimento (Rio Grande do Sul)
19h – Sarau Poético/Erótico com debate com a escritora Ana Carla Lemos (Pernambuco) e o escritor Moisés Guimarães (Rio de Janeiro), com condução de Nanni Rios e Monique Guimarães (Rio Grande do Sul)
20h30 – “Performance E.L.A” – Elementos Legitimadores de Alteridade, com Claudia Olivier da UDESC
21h – Voz, violão e percussão com Úrsula Barros, Stefy Cunha e Karla Eva (Santa Catarina)

Serviço
O quê: Mostra Diversa Cultural
Quando: 22 de agosto, sábado, às 17h30
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Entrada gratuita

 

Fundação Cultural Badesc apresenta Sob o preço da carne, de Jenny Granado

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 6 de agosto, a partir das 19h, no Espaço 2, a exposição  Sob o preço da carne, de Jenny Granado.  O trabalho foi selecionado na categoria Primeira Individual do Edital 2015, que abre espaço a novos artistas.  A proposta da artista acompanha o movimento dos seus projetos anteriores, que giram em torno das diversas manifestações políticas do corpo e reinterpretações de conceitos como pornografia, violência e gênero.

De acordo com Jenny, Sob o preço da carne tece algumas inflexões no que não está exposto, no que diz respeito ao Outro/Outra/Outrem e como nos posicionamos como expectadores do nosso próprio dia-a-dia frente à descarga diária de informações provenientes principalmente dos meios de comunicação televisivos.

“A ideia e abstração geral para essa exposição veio da observação diária na maneira como qual a cultura visual apresenta-se a nós. Principalmente por via de jornais,  noticiários televisivos e meios de comunicação em massa, e de como geram informação. Esses meios parecem adotar uma postura que seria ao mesmo tempo de exploração e espetacularização dos acontecimentos da vida cotidiana. Na minha cabeça, seria reposicionar assim o espectador como sendo um terceiro publico,  ou melhor, como um júri do momento político corrente, como que se quem estivesse no sofá vendo seu programa nãotivesse a ver com tudo o que acontece fora dele, direcionando assim, um caráter passivo frente a ação. Como se ele estivesse apenas numa arquibancada. Ou como diz Guy Debord em Sociedade do Espetáculo: ‘A sociedade produz suas próprias patologias especificas que logo pretende combater, ignorando que são sua própria produção’” declara a artista.

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Mais sobre a artista
Jenny Granado nasceu em Uruana, no Estado de Goiás. É formada em artes visuais pela Udesc e atualmente vive e trabalha na Cidade do México, no México. Seus trabalhos mesclam a performance, imagem em movimento, cine experimental, instalações, publicações impressas e intervenções.  Já participou de mostras e festivais no Brasil, Espanha, UK, Puerto Rico, e México.

 

Serviço

O quê: abertura da exposição Sob o preço da carne, de Jenny Granado
Quando: 6 de agosto, quinta-feira, às 19h
Visitação: até 11 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h
Onde: Espaço 2, da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Entrada gratuita