MPB é tema de curso na Fundação Cultural Badesc

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Convite WEB_ Curso Origens e transformações MusO curso “Origens e transformações da Música Popular Brasileira: uma escuta psicanalista” será ministrado pelo psicanalista Raul Hartke, no sábado, 13 de junho, a partir das 9h30, na Fundação Cultural Badesc.

Com pelo menos três horas de duração, a atividade abordará o consenso entre especialistas de que a Música Popular Brasileira nasceu da paganização de certos rituais religiosos praticados no Brasil pelos escravos africanos. No curso serão examinados e exemplificados, com gravações originais, a modinha brasileira, o lundu, o choro, o maxixe, o samba, as marchinhas carnavalescas, o samba “de fossa”, o baião, o frevo e a bossa nova.Os diferentes gêneros musicais acima referidos resultaram do casamento desta força matricial com distintos gêneros de músicas estrangeiras.

Para Hartke, a repressão exercida pelos colonizadores provocou uma separação forçada entre o batuque religioso (proibido) e uma derivação laica por vezes chamada batucada, tolerada pela sociedade. A batucada constitui uma força sexual dionisíaca que se expressa por uma sincope rítmica peculiar associada a uma coreografia derivada da “umbigada” (chamada “semba” em Angola), isto é, do roçar de baixo ventre entre os participantes de um ritual de casamento africano.

Raul Hartke é médico psiquiatra e psicanalista. Foi diretor do Instituto de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre da qual também foi presidente. É psicanalista didata e supervisor no curso de Extensão em Psicoterapia de Orientação Psicanalista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Esta atividade, assim como as demais realizadas na Fundação Cultural Badesc, é gratuita.

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Projeto Souvenir na Fundação Badesc

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Jazz
Projeto Souvenir realiza apresentação na Fundação Cultural Badesc
Com a proposta de resgatar os grandes ícones do jazz dos anos 20 e 30, os músicos Kadu Müller, Thiago Almeida, Tie Pereira e Adriano Mendes apresentam no dia 11 de junho, a partir das 20h, na Fundação Cultural Badesc, o projeto Souvenir.
No set list estão incluídas músicas de artistas como Chet Baker, Louis Armstrong, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Fats Waller e Ray Charles. “O improviso e a espontaneidade são fundamentais nas nossas apresentações. Vamos fazer um registro especial nesta apresentação na Fundação Badesc”, explica Thiago Pereira quando conta que o público irá se surpreender com a associação do jazz do século passado com asexperiências contemporâneas dos músicos.

Por que Souvenir?
“Uma taça, um postal, um livreto, uma camisa ou um chapéu podem ser um souvenir. Desses facilmente encontrados nas feirinhas das cidades. Qualquer outro achado ou feito que esteja carregado de memória e significado também pode ser um souvenir para alguém. Ao redor do mundo, as pessoas colecionam essa ideia em forma de presentes. E apesar de carregar lembranças, geralmente custam pouco ou até nada. A música também pode ser um presente? E porque não um souvenir?”, diz o manifesto da banda.

Banda
Kadu Müller – Violino
Thiago Almeida – Vocais / Guitarra Tenor
Tie Pereira – Baixo
Adriano Mendes – Bateria

Haitianos em SC é tema de roda de conversa na Fundação Cultural Badesc

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A Fundação Cultural Badesc promove no dia 10 de junho, às 14h, uma roda de conversa para debater os desafios da inserção laboral e a diversidade cultural dos haitianos em Santa Catarina. O debate é aberto à comunidade e terá a participação da professora Gláucia de Oliveira Assis (Udesc), Luiz Felipe Aires Magalhães (Unicamp), Maria das Graças Brightwell (UFSC) e representantes da comunidade haitiana no Estado.

De acordo com Gláucia de Oliveira, a mesma forma como os imigrantes são recebidos pelos brasileiros, ocorre com  a emigração de brasileiros  para a Europa em busca de novas oportunidades no disputado mercado de trabalho europeu. “Nesse início de século XXI, a dispersão de povos e culturas através de espaços geográficos ou espaços imaginados tem colocado novos sentidos para os deslocamentos. São grupos como afro-americanos, mexicanos, caribenhos, haitianos, portugueses e brasileiros que espalham-se pelo mundo cruzando fronteiras, reconstruindo identidades”, comenta.

Vivem hoje em Santa Catarina aproximadamente 1,6 mil haitianos. A maioria vem em busca de trabalho e de uma melhor condição de vida.

 

Haiti- Bombagai

Quem for até a Fundação Cultural Badesc participar da discussão poderá conferir a exposição Haiti-Bombagai, de Radilson Carlos Gomes. A exposição é um conjunto de 39 fotografias produzidas em 2011, um ano após o terremoto que assolou aquele país e que resultou em pelo menos 100 mil mortos e mais de três milhões de atingidos. A exposição é inédita e fica disponível ao público até 12 de junho.

 

Serviço:

O que: Roda de Conversa: Haitianos em Santa Catarina: os desafios da inserção laboral e diversidade cultural

Quando: 10/06 (quarta-feira), às 14h

Onde: Fundação Cultura Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216- Centro- Florianópolis

8º Múltipla Dança na Fundação Cultural Badesc

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Lançamento de livros, homenagem e exibição de filmes na Fundação Cultural Badesc

A Fundação Cultural Badesc está incluída no circuito de atividades do 8º Múltipla Dança – Festival Internacional de Dança Contemporânea, que será realizado em outros cinco espaços entre os dias 2 e 6 de junho, em Florianópolis.

No dia 3 de junho (quarta-feira), a partir das 19h,  a organização do evento homenageará Diana Gilardenghi. Professora, bailarina e coreógrafa, Diana nasceu na Argentina e atua profissionalmente desde 1978. Começou seus estudos na escola Nacional de Dança e formou-se pelo Taller Del Teatro General San Martin, em Buenos Aires. Mudou-se para Florianópolis em 1992 e tem um currículo repleto de atividades de ensino e espetáculos. Atualmente dá aulas de dança contemporânea, improvisação, composição e pilates em espaços como Bia Vilela, Casa das Máquinas, Kirinus, Nawá Barê, além do estúdio particular que mantém em sua casa. Integra o coletivo de pesquisa e criação Mapas e Hipertextos. A escolha da homenageada foi feita pela curadoria do evento, formada por Jussara Xavier e Marta Cesar e tem como proposta valorizar e divulgar a história da dança, especialmente a catarinense. Diana receberá a Maricota, obra em cerâmica criada pela artista Raquel da Silva e que é entregue aos homenageados todos os anos.

 

Livros

No mesmo 3 de junho, será lançado o livro Grupo Cena 11 – Dançar é conhecer, organizado por Jussara Xavier e com a assinatura da editora Annablume. O livro acompanha a trajetória do Grupo Cena 11 Cia de Dança, uma das mais importantes do Brasil, que tem mais de 20 anos ininterruptos de atuação sob a direção e coreografia de Alejandro Ahmed. A publicação engloba informações sobre a produção artística do grupo e comprova sua contribuição para o desenvolvimento e vitalidade da dança catarinense e brasileira. Além de textos de autores convidados, o livro destaca as produções coreográficas. Cada trabalho é acompanhado por informações originais de seu programa, trechos selecionados de críticas jornalísticas, depoimentos, imagens e documentos relativos aos processos de criação.

Após o lançamento do livro do Grupo Cena 11, tem o lançamento da caixa Cadê a Dança?, que tem concepção e direção artística de Andrea Elias, da Cia de Dança Teatro Xirê. A caixa é um híbrido que integra áudio visual, literatura e brinquedo, resultado da pesquisa da Companhia entre 2003 a 2011. O material pretende estimular o desenvolvimento da produção em dança para o público infanto-juvenil. A caixa tem três DVDs com os espetáculos de repertório da companhia: Ciranda; Quando eu crescer, Eu quero ser e Entrelace. Cada espetáculo é acompanhado de um “brinquedo de dançar” que, seguindo a linha de pesquisa da Cia Xirê, propõe outras mídias para fluir a dança. Com a caixa, a companhia apresenta um produto inédito ao cenário cultural nacional, buscando possibilitar a democratização e facilitar o acesso à linguagem da dança contemporânea. Para os educadores, trata-se de um material oportuno para o desenvolvimento pedagógico e incentivo à criação artística.

 

Mostra de Vídeodança 

No dia 5 de junho, sexta-feira, a partir das 19h, o Cineclube da Fundação Cultural Badesc exibe a Mostra de Vídeodança do Festival Múltipla Dança. A mostra de vídeos é uma parceria com Dança em Foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança e exibirá 17 vídeos divididos em quatro programas: Interiores (28 minutos divididos em quatro vídeos), Onírico (30 minutos divididos em dois vídeos), Transcrições (29 minuto divididos em cinco vídeos) e Urbanidades (25 minutos divididos em seis vídeos).

Os trabalhos foram realizados no Brasil, Estados Unidos, França/Portugal, Eslováquia, Bélgica, Reino Unido, Uruguai, Espanha, Itália, Espanha/Argentina, Finlândia e Canadá.

 

Interiores

O programa Interiores exibirá os vídeos Orestes, 28 (Brasil – direção: Larissa Lax e Renata Saboya /coreografia: Iaci Lomonaco e Thiago Cotta), 890 Broadway  (Estados Unidos – direção e coreografia: Marta Renzi),  Inconsciente inconsistente (Brasil – direção: Cacá Toledo e Leonardo Ventura / coreografia: Leonardo Ventura, Cacá Toledo e Paula Possani) e Atlantis (França e Portugal – direção: Mareike Engelhardt / coreografia: Pedro Pires). Todo o material foi produzido entre os anos de 2011 e 2014.

 

Onírico

O programa Onírico exibirá os vídeos Adelaars/Eagles (Eslováquia – direção: Andrea Sudorova / coreografia: Jan Sevcik) e Ela[S] (Bélgica), ambos produzidos em 2013.

 

Transcriações

O programa Transcrições exibirá os vídeos Green door (Reino Unido, 2011 – direção: Renzo Vasquez / coreografia: Silvia Raz e Neda Ponzoni), Random 2.0 (Uruguai, 2013 – direção: Colectivo Random / coreografia: Nazario Osano), re: formas + eróticasolar (Espanha, 2011 – direção e coreografia: Serafín Mesa García), Single # double # triple (Itália, 2013 – direção e coreografia: APOTROPIA = Antonella Mignone e Cristiano Panepuccia) e Pleasexercise IV – Tatto test (Espanha, 2013 – direção e coreografia: Serafín Mesa García)

 

Urbanidades

O conjunto de filmes Urbanidades apresenta os vídeos Globe trot (Estados Unidos, 2013 – direção: Mitchell Rose / coreografia: Bebe Miller), Pleasexercises (Espanha/Argentina, 2013 – direção: Serafín Mesa García / coreografia: Ines Magouna, Luola Rodriguez, Serafín Mesa, Ines Maguna, Darío Guillermo Castañeda e Ramiro Ortega), White nights (Finlândia, 2013 – direção e coreografia: Nuno Escudeiro), No amanhecer (Brasil, 2013 – direção: Vitor Medeiros / coreografia: Alex Neoral), Cilyndrique (Bélgica / Venezuela, 2013 – direção e coreografia: Flako Rojas) e Vanishing points (Canadá, 2014 – direção: Marites Carino / coreografia: Tentacle Tribe)

 

Saiba mais

Aberto ao público, com todas as atividades gratuitas, o 8° Múltipla Dança – Festival Internacional de Dança Contemporânea é uma realização da Arte Movimenta e tem em seu programa quatro espetáculos, uma performance, três oficinas, dois diálogos, dois lançamentos – um livro e a caixa Cadê a Dança?, uma mostra de vídeo e uma homenagem. O evento é coordenado por Marta Cesar e Jussara Xavier e tem patrocínio da Caixa Econômica Federal. Todas as informações e a programação completa estão em www.multipladanca.art.br e facebook.com/festivalmultipladanca

Lilian Barbon apresenta Autorretrato na Fundação Cultural Badesc

 

“Sou ao mesmo tempo fotógrafa e fotografada, torno-me criadora e criatura de minhas imagens e também, deformadora de meu próprio self”

 

A Fundação Cultural Badesc abre a partir das 19h do dia 28 de maio, no Espaço 2, a exposição Autorretrato, de Lilian Barbon, uma série de autorretratos fotográficos produzidos pela artista nos últimos anos. “Os grandes painéis por certo irão gerar grande reflexão e desconforto ao público tendo em vista que utilizo a fotografia como se fosse um espelho sobre o qual é possível criar e recriar o próprio corpo seja ele deformado, multiplicado ou fragmentado”, explica.

Mestre em Artes Visuais pela UDESC, onde fez também sua graduação, investiu ali grande parte de seus dias dentro do laboratório fotográfico, descobrindo as nuanças que a fotografia apresenta. “Aos poucos, compreender a fotografia tornou-se um desafio que logo se transformou em paixão”, confessa a artista. “Utilizei incessantemente meu corpo como objeto de minhas primeiras imagens, por ser o mediador mais próximo de minha expressão e comunicação criativa com o mundo. De fato, o corpo humano sempre foi minha grande paixão. Ter um corpo presente, de maneira rápida e precisa, sem a intervenção do outro, tornou-se, a princípio, a maneira mais rápida e prática para expressar minhas ideias”.

A partir disso, a artista embarca em uma pesquisa teórica sobre o tema do autorretrato e da autorrepresentação na fotografia, tema este abordado em sua Graduação e Mestrado em Artes Visuais (UDESC) e sua Especialização em Fotografia pela Universidade Estadual de Londrina, onde refletiu a questão de como as pessoas se fotografam nos meios de comunicação virtual.

Lilian explica que esta exposição é um desdobramento de imagens apresentadas anteriormente em sua exposição “Cronofotografias doSelf”, produzida por ela em 2012, e a oportunidade de apresentar sua produção, tanto prática como teórica, ao público da Fundação Cultural Badesc.

A artista ministra diversas oficinas e workshops sobre o tema, e ministrará também, no dia 24 de junho, na Fundação Cultural Badesc, o mini-curso “O autorretrato fotográfico na arte contemporânea”, quando abordará questões técnicas sobre seu processo e fará uma breve reflexão sobre a fotografia o autorretrato no contexto atual.

A exposição Autorretrato fica aberta ao público até o dia 26 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h, com entrada gratuita.

 

Serviço

quê: abertura da exposição Autorretrato, de Lilian Barbon

Quando: 28 de maio, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 26 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

 

 

Sobre Lilian Barbon

Formação acadêmica:

Mestre em Artes Visuais (UDESC)

Especialista em Fotografia (Universidade Estadual de Londrina)

Bacharel em Artes Plásticas (UDESC)

FCBadesc apresenta performance e pré-lançamento do disco de Diogo de Haro

 

O pianista Diogo de Haro realiza a perfomance “Miragem” na quinta-feira (21/5), às 20h, na Fundação Cultural Badesc. O trabalho consiste em som produzido exclusivamente pelas variações de tensão elétrica em equipamentos de síntese analógica. Na ocasião Diogo também realizará o pré-lançamento do  seu disco solo “Paisagem em Colapso”.

De acordo com Diogo, o contato com sintetizadores iniciou em 2013, com o projeto “Som e Chão” realizado em parceria com o artista plástico Tiago Romagnani Silveira. “Neste projeto trabalhávamos muito  com a arte sonora, agora em Miragem a perfomance é mais musical”, explica.

Diogo de Haro é pianista e compositor. Faz há 18 anos apresentações de música experimental e composição instantânea. Autor de trilhas sonoras para filmes, peças de teatro e espetáculos de dança, estudou piano e improvisação e música eletrônica em Colônia, Alemanha.

 

Mais sobre “Miragem”

As configurações dos sintetizadores são preparadas tendo-se em vista as possibilidades de processo de manipulações de sons em tempo real e a ativação de geradores de acaso, proporcionando uma colaboração entre a intencionalidade e aleatoriedade. O momento é uma proposta de estado de consciência fluida em que interpenetram-se os âmbitos da matéria, dos sentidos e do imaginário.

 

Serviço

O quê: Perfomance Miragem, de Diogo de Haro

Quando: 21 de maio, às 20h

Onde:  Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846

Quanto: gratuito

Maio de Shakespeare no Cineclube ART7

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A programação do Cine ART 7, na Fundação Cultural Badesc, deste mês de maio contempla a exibição de quatro filmes baseados na obra de William Shakespeare. O Mercador de Veneza, Macbeth, Rei Lear e Hamlet serão exibidos sempre às 19h nos dias 12, 13, 20 e 27 respectivamente. O escritor, filósofo, poeta, tradutor e membro da Academia Catarinense de Letras, Júlio de Queiroz, promoverá palestras sobre temas relacionados a Shakespeare e a Inglaterra  nos dias das exibições. O acesso ao Cineclube é gratuito e a administração da Casa pede que os interessados em participar de mais essa programação, cheguem com meia hora de antecedência para a retirada de senhas.

 

Shakespeare (1564-1616): é considerado o maior dramaturgo da língua inglesa e um dos mais influentes do mundo ocidental. Suas obras, que permanecem atuais, consistem em 38 peças, 154 sonetos, 2 poemas narrativos e diversas outras poesias. O Bardo de Avon (em referência ao seu local de nascimento, Stratford-upon-Avon), teve tradução de suas peças em praticamente todas as línguas modernas. Produziu a maior parte de sua obra entre 1590 e 1613. As primeiras peças eram principalmente comédias e obras baseadas em eventos e personagens históricos, gêneros que ele levou ao ápice da sofisticação e do talento artístico ao fim do século  XXVI. A partir de então escreveu tragédias até por volta de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear e Macbeth, obras-primas da língua inglesa. Em sua última fase, escreveu um conjunto de peças classificadas como tragicomédias ou romances.

 

Programação dos filmes e palestras

 

Dia 12/05 – terça-feira – às 19h

O Mercador de Veneza: The Merchant of Venice (2004), de Michael Radford. Com Al  Pacino, Jeremy Irons, Joseph Fiennes

Sinopse: Jovem nobre, Bassânio, deseja se casar. Por dificuldades financeiras, recorre ao amigo comerciante, Antônio. Este acaba sendo seu fiador no empréstimo conseguido com o agiota Shylock, que impõe uma estranha condição: caso não pague o empréstimo no prazo, Antônio dará uma fatia do próprio corpo ao agiota.

Citação: Já fui vendido por quem dizia me amar, / e fui negociado por alguém que amei, / porém eu, não negocio ninguém / nem tão pouco serei mercador daqueles que amo!

Tema da palestra: Visão Geral – Inglaterra do Renascimento; Teatro na era da rainha Elizabeth I; Shakespeare além da dúvida.

 

Dia 13/05 – quarta-feira – às 19h

Macbeth: Macbeth (1971), de Roman Polanski. Com Jon Finch, Francesca Annis, Martin Shaw

Sinopse: Macbeth, general do exército escocês, traiu seu rei após ouvir o presságio de três bruxas de que seria o novo monarca. Ele é muito influenciado por Lady Macbeth, sua esposa manipuladora.

Citação: Duvida da luz dos astros,/ De que o sol tenha calor, / Duvida até da verdade, / Mas confia no meu amor.

Tema da palestra: Personagens secundários – Lady Macbeth (Macbeth), Horácio (Hamlet), Mercúrcio (Romeu e Julieta)

 

Dia 20/05 – quarta-feira- às 19h

Rei Lear: King Lear (1983), de Michael Elliott. Com Laurence Olvier, Colin Blakely, Anna Calder-Marshall

Sinopse: Lear, idoso rei da Bretanha, é fadado à tragédia ao rejeitar sua esposa e decidir que não será mais corrupto e que não irá tolerar mais os caprichos de seus filhos. Decide dividir o reino entre seus três filhos egoístas.

Citação: Fale o que nós sentimos, não o que devemos dizer. / Nada virá do nada: Fale novamente / O príncipe das trevas é um cavalheiro! / Lamentar uma dor passada, no presente; é criar outra dor e sofrer novamente. / Tu não devias ter ficado velho antes de ter ficado sábio.

Tema da palestra: O Enredo espelho – Glocester: Edmundo e Edgard – Rei Lear.

 

Dia 27/05- quarta-feira – às 19h

Hamlet: Hamlet (1948), de Laurence Olivier. Com Laurence Olivier, Peter Cushing, John Laurie

Sinopse: Príncipe da Dinamarca procura vingar a morte do pai, pois o fantasma do rei narra que foi assassinado pelo irmão, que assumiu o trono e casou com a mãe de Hamlet.

Citação: Ser ou não ser… Eis a questão. / Dormir, dormir… talvez sonhar… / Há algo de podre no reino da Dinamarca. / De que servem cabelo e manto impecáveis, ó tolo? / Tudo dentro de ti está confuso e, no entanto, penteias a superfície. / Nada em si é bom ou mau; tudo depende daquilo que pensamos.

Tema da palestra: Caliban e Ariel (A Tempestade)

Fundação Cultural Badesc realiza a 5ª Entremostras

3ª Entremostras. Foto de Bruno Bachmann (1)

3ª Entremostras. Foto de Bruno Bachmann (1)

Entremostras, 2

Buscando uma interação e aproximação entre artistas e público, a Fundação Cultural Badesc realiza neste sábado (09/05) a 5ª edição da Entremostras, feira de artes que inicia às 11 e encerra às 17h. Dos 60 inscritos nesta edição, foram selecionados 22 artistas. A primeira edição da feira foi realizada em dezembro de 2013 e a proposta é que mais duas sejam realizadas ainda este ano.

Entre os trabalhos que serão expostos estão a série de fotografias Edifício, produzida por Diórgenes Pandini, que apresenta a  relação humana com a natureza, em especial a privatização do sol e suas consequências. A trajetória da bola nos jogos de futebol foi objeto das experimentações poéticas de Leandro Serpa tratando a questão da imagem enquanto matéria plástica. Contemplando diariamente a paisagem, Cristina Botkowski direciona a vontade do traço interior que compõem seus acrílicos sobre painel.

Adriana Santos, que recentemente apresentou na Fundação Cultural Badesc a exposição Disability, retorna à casa com as pinturas que tratam da fragilidade do corpo. As esculturas de Marinela Goulart trazem expressões da figura humana produzidas em tela metálica enquanto Lela Muniz apresenta esculturas em tecido malha, costuradas à mão e preenchidas com fibra sintética.

Fotografias analógicas e digitais e aquarelas sobre papel serão trazidas pelo ateliê Alumiar e Tu, yo e y La Luna (de Luã Olsen) e Caixa de Poemas (de Beatriz Tramontin) são os livros que serão comercializados pelos autores. A categoria moda conta com os acessórios da Crua Design, entre eles anéis e pulseiras. Isabela Teixeira apresenta camisetas estampadas a mão, produzidas a partir de pinturas abstratas que faz nas telas, além de lenços e bonés, e outros trabalhos na categoria artes visuais.

Além da exposição e comercialização de trabalhos, os músicos Jesse Lee, Bruna Nogueira, a banda Rascal Experience e Projeto Autoral Diego Raimundo se apresentam na varanda da Casa.

Beto Quaresma (obras em tela, aquarela e digital), Bruno Barbi (acrílico sobre tela), Camila Piovesan (fotografia e xilogravura), Diego de Los Campos (desenhos em naquim), Fábio Dudas (xilogravuras, telas e posteres), Fátima Velazco (fotografias especiais registradas em cinco anos no Brasil e no Uruguai), Franco Palioff (oléo sobre tela, e aquarelas e pastel sobre papel), Miguel Etges ( xilogravuras e impressão sobre adesivo fixado em lâmina PVC), Luciano Mota (colagens em materiais que seriam jogados fora) e Susano Correia (pinturas e desenhos) são os artistas que integram a Entremostras

Cerca de 100 artistas já participaram do projeto e é esperado que aproximadamente 900 pessoas passem pelo evento hoje.  A Casa limita o valor das obras em R$ 1 mil.

Serviço

O quê: 5ª Entremostas

Quando: 9 de maio – sábado – das 11 às 17h

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita / O Café estará aberto durante o evento

Fundação Cultural Badesc apresenta Haiti – Bombagai

Foto de Radilson Carlos gomes.

“Não enxerguei os escombros, apenas a beleza da vida que saltava dos olhares daquelas pessoas A beleza ou riqueza do país estava ali, diante de minhas lentes”

 

A Fundação Cultural Badesc abriu em maio a exposição Haiti – Bombagai, de Radilson Carlos Gomes. A exposição é um conjunto de 39 fotografias produzidas em 2011, um ano após o terremoto que assolou aquele país e que resultou em pelo menos 100 mil mortos e mais de três milhões de atingidos. A exposição é inédita e fica disponível ao público até 12 de junho.

“A exposição se construiu no processo de gente olhando gente e formando imagens que falam por si mesmas.  Essa exposição se resume a uma palavra: bombagai: sangue bom, gente boa, coisa boa. É um verdadeiro agradecimento, um dizer imagético de um fotógrafo que se alimentou pelo afeto do povo haitiano”, destaca Radilson, que é fotógrafo desde 1986.

Radilson foi para o Haiti integrando uma equipe multidisciplinar do Itamaraty e do Ministério da Saúde, que a convite do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas (ONU), participou de um acordo de cooperação técnico científico Brasil-Haiti com o objetivo de redução da violência contra a mulher naquele país.

A missão de Radilson era a de realizar uma oficina de fotografia para  profissionais de saúde para facilitar os registros dos casos de violência contra a mulher que chegavam às unidades de saúde todos os dias. “Assim que cheguei o início dos trabalhos foi adiado, período em que reencontrei um amigo (Martin Wartchow) que conhecera em uma missão no Amazonas e que estava em missão humanitária no Haiti. Acompanhei seu trabalho durante dois dias e registrei as minhas afetações sobre tudo o que observava. Não enxerguei os escombros, apenas a beleza da vida que saltava dos olhares daquelas pessoas. A beleza ou riqueza do país estava ali, diante de minhas lentes. Em cada clique um sorriso, um gesto, um olhar profundo e muita altivez”, conta.

Motivado pela busca daquele povo em se reerguer, Radilson destaca que as colegiais vestidas com uniformes impecavelmente limpos, meias brancas e calçados brilhantes, sem ter sequer água nas torneiras lhe provocavam curiosidade e admiração. “Todos os dias a água tinha que ser conquistada por cada família. Decidi assim, registrar a vida, a luz, as pessoas e não a tragédia. Várias e várias edificações destruídas e com pouca esperança de que sejam recuperadas um dia”, acrescenta.

Sem projeto

Radilson destaca que saiu do Brasil sem um projeto específico. Tinha consciência de que o Haiti lhe renderia imagens. Mas não sabia o que especificamente. “Levei todo o equipamento necessário para realizar um documentário fotográfico. No dia de minha chegada houve uma reunião em que ficou decidido que o curso seria adiado em dois dias e no final daquele dia recebi o convite de Martin Wartchow, que conheci dois anos antes na Amazônia. Ele estava no aeroporto para receber sua esposa (médica) que fazia parte da missão. Ele é engenheiro sanitário e foi como voluntário para o país em 2010, logo após o terremoto”, explica ao relatar que o projeto surgiu ao natural.

Representatividade

Questionado sobre a imagem que melhor representa a exposição, Radilson destaca a fotografia das moças em perfil e as meninas da escola correndo em direção à luz. “Como se buscassem conhecimento, energia e sabedoria. Mexe bastante comigo”, conta ao destacar que o Haiti foi por muitos anos conhecido como a Pérola das Antilhas, um país próspero que teve o protagonismo de ser o primeiro do mundo a abolir a escravidão e o segundo país das Américas a conquistar a sua independência em 1804. “Mas desde então foi retaliado, isolado e vítima de várias tragédias sociais, políticas e também naturais.

Curadoria 

Escolher as imagens para compor uma exposição não é tarefa fácil. Para realizar o trabalho, Radilson convidou o fotógrafo e poeta André Ricardo Souza, especialista em artes visuais e pesquisador de processos artísticos contemporâneos. “Mas gostaria de ressaltar que o apoio da equipe da Fundação Cultural Badesc foi fundamental”, diz.

Sobre o fotógrafo

www.radilsongomes.com.br

 

Serviço

O quê: abertura da exposição Bombagai – Haiti, de Radilson Carlos Gomes

Quando: 14 de maio, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 12 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita