Walmor Corrêa lança livro, Caixa Especial e inaugura Espaço 3 na Fundação

Março marca os 10 anos de atividades da Fundação Cultural Badesc, que preparou atividades especiais para celebrar este período de dedicação à cultura em Santa Catarina. Uma das atividades que promete reunir grande público será no dia 3 de março, a partir das 19h, com o lançamento do livro O Estranho Assimilado, de WalmorCorrêa,um dos artistas brasileiros de maior projeção nacional e internacional.

Neste mesmo evento, o artista lançará uma caixa com edição especial que contém além de livro, duas obras assinadas e numeradas. Para fechar a noite, a Fundação Cultural Badesc inaugura seu terceiro espaço expositivo, o Espaço 3.

Sobre o livro

O Estranho Assimilado, obra bilíngue (português e inglês),  apresenta um apanhado da produção de Walmor Corrêa nos últimos 15 anos. Com concepção do próprio artista, o livro de 400 páginas foi organizado pela historiadora e crítica de arte Paula Ramos que também assina os ensaios com Clarissa Diniz, Fernando Cocchiarale, Francisco Marshall, Maria de Fátima Costa e Mônica Zielinsky. O livro apresenta ainda textos produzidos especialmente para exposições individuais, desta vez assinados por Bianca Knaak, Blanca Brites, Icleia Borsa Cattani, Guy Amado e Rosângela Cherem.

“Reunimos textos e imagens para facilitar a compreensão do público sobre o meu trabalho, conforme o título se refere, assimilar o estranho”, explica Walmor.

Caixa Especial

Walmor Correa criou uma caixa especial com tiragem de 100 exemplares que contém o livro O Estranho Assimilado e duas obras assinadas e numeradas: Eletrocardiograma de Uma Sereia (76,5 cm x 11,5cm) e Laudo (23cm x 41cm), impressas sobre papel, carimbo e caneta esferográfica, obras que irão inaugurar o Espaço 3.

Espaço 3

Enfatizando seu projeto de preservar a Memória das Artes Visuais, a Fundação Cultural Badesc inaugura um pequeno espaço de 4 m2, localizado no hall de entrada do Casarão histórico. Batizado de Espaço 3, este ambiente será dedicado a revisitar exposições e artistas que fizeram história nos 10 anos da Instituição e nos 25 anos de inauguração do Espaço Cultural Fernando Beck.

O primeiro artista convidado a ocupar o Espaço 3 é Walmor Corrêa, que em 5 de agosto de 2009 inaugurou no Espaço Fernando Beck, a mostra Teleplastias, com curadoria de Rosângela Cherem, que ganhou o prêmio de melhor exposição daquele ano pela Fundação Frankilin Cacaes.

Para inaugurar o Espaço 3, o artista apresenta suas obras mais recentes: Eletrocardiograma de Uma Sereia e Laudo (impressão sobre papel, carimbo e caneta esferográfica) e Eletrocardiograma de Uma Sereia (neon sobre acrílico).

Sobre Walmor Corrêa

Discutindo os liames entre arte e ciência, Walmor Côrrea tem participado de importantes mostras nacionais e internacionais, desde, pelo menos, o início dos anos 2000. Em 2004, com sala especial, participou da XXVI Bienal Internacional de São Paulo. Em 2008, integrou a itinerante Os trópicos, que passou por diversas cidades do Brasil e também Berlim (Alemanha) e a Cidade do Cabo (África). Em 2014 e 2015, participou de várias exposições junto ao Museu de Arte do Rio (MAR). Walmor Corrêaestá representado em acervos de importantes coleções públicas e particulares do país.

Programação Cineclube março 2016

Confira a programação do Cineclube da Fundação Cultural Badesc de março de 2016

Dia 01, terça-feira, 19h, ABERTURA DE EXPOSIÇÃO

Não haverá sessão do Cineclube.

 

02 - ohomemquecaiunaterraDia 02, quarta-feira, 19h, ART 7

O Homem que Caiu na Terra

(The Man Who Fell to Earth) de Nicolas Roeg. Inglaterra. 1976. 139min. Drama, ficção. Sem classificação. Com David Bowie, Rip Torn e Candy Clark. Ciclo: David Bowie, uma homenagem.

Alienígena disfarçado de empresário vem à Terra em busca da salvação para seu planeta.

 

03 - badouboyDia 03, quinta-feira, 19h, Cine Africano

Badou Boy

de Djibril Diop Mambéty. Senegal. 1970. 56min. Comédia. 16 anos.

O menino Badou, um jovem delinquente, vive aprontando em sua cidade, perturbando a paz de todos que o cercam. Sua fama consagra-o como uma das figuras mais procuradas pela polícia, que nunca consegue alcançá-lo. Enquanto isso, um mendigo cego sobrevive de sua humilde música, denunciando através do canto uma série de injustiças sociais.

 

04 - perfumeDia 04, sexta-feira, 19h, Sessão Divã

Perfume: A História de um Assassino

(Das Parfum – Die Geschichte eines Mörders) de Tom Tykwer. Alemanha. 2006. 147min. Drama. 16 anos. Com Ben Whishaw, Rachel Hurd-Wood e Dustin Hoffman.

Jean-Baptiste Grenouille nasceu com o olfato mais apurado do mundo. Por isso, encontrou uma prolífica – porém nada reconhecida – carreira como criador de perfumes. No entanto, sua constante busca pelo aroma perfeito o leva a caminhos perigosos.

Comentaristas: Prof. Dr. Carlos Maciel – Professeur émérite – Université de Nantes, membro pesquisador – Centre National de la Recherche Scientifique (Nice). Especialização em Direito (Strasbourg). Membro do IHG-SC e do IASC. Visitante na UFSC (NuPILL, Literatura brasileira, PGET). Presidente do Conselho Científico da Fundação Polo Mercosul (Montevidéu); Membro do Fórum do Campo Lacaniano de Florianópolis (em formação). Atualmente, mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução – PGET.

 

07 - peixe grandeDia 07, segunda-feira, 19h, Imagens do Desejo

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas

(Big Fish) de Tim Burton. EUA. 2003. 125 min. Drama. Classificação: 12 anos. Com Ewan McGregor, Albert Finney e Jessica Lange

Sabendo que a morte está próxima, Ed Bloom (Albert Finney), um grande aventureiro e contador de histórias, tem a última chance de se aproximar do filho Will, um jovem jornalista que está prestes a se tornar pai. Longe da família há alguns anos, Will sente-se enganado, como se não conhecesse o seu verdadeiro pai, que confunde entre a ficção e a realidade de suas histórias.

Comentarista: Claudemir Pedroso Flores – Psicanalista membro de Maiêutica Florianópolis, com formação em Ciências Sociais (UFRGS) e Psicologia (UFSC) Mediadores: Vitor Werner e André Souza – Psicanalistas

 

08 - ogoioentransbordouDia 08, terça-feira, 19h, Estreia

O Goio-En Transbordou

de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt. Brasil. 2014. 70 min. Documentário. Sem clasificação.

Entre as décadas de 20 e 70, os moradores do Goio-En, comunidade às margens do Rio Uruguai, se alegravam com a possibilidade de cheia no rio. Era sinal de trabalho, hora de largar no rio as balsas que transportavam madeira para a Argentina. Em 1965 o “Dilúvio” transformou o local. Hoje, uma “enchente” provocada pela construção da Usina Foz do Chapecó mudou definitivamente o destino da comunidade.

Haverá debate com a presença dos diretores.

 

09 - furyoemnomedahonraDia 09, quarta-feira, 19h, ART 7

Furyo, Em Nome da Honra

(Merry Christmas Mr. Lawrence) de Nagisa Oshima. Inglaterra, Japão, Nova Zelândia. 1983. 123min. Drama, guerra. Sem classificação. Com David Bowie, Tom Conti e Ryuichi Sakamoto. Ciclo: David Bowie, uma homenagem.

Prisioneiro inglês em campo de concentração provoca conflito quando decide não obedecer às rígidas regras do capitão.

 

10 - mostraaovitorDia 10, quinta-feira, 19h, Cine Imagens Políticas

Mostra: Ao Vítor, pelo fim do Genocídio – Imagens Indígenas

KIKI – O Ritual da Resistência Kaingang

de Ilka Goldschmidt e Cassemiro Vitorino. Brasil. 2014. 34 min. Documentário. Classificação: Livre.

Aborda o mais importante ritual da etnia indígena kaingang, o Kiki, realizado em 2011 na Aldeia Condá, no oeste de Santa Catarina (Brasil). Através de uma abordagem cronológica são mostrados os preparativos na mata e na aldeia. A construção das casas na mata, a chegada dos pajés, a preparação da bebida que levou mais de dez dias para ficar pronta, a pintura das marcas nos rostos definindo as duas metades: kamé e kainru-kré.

Mbyá Reko Pyguá, a luz das palavras

de Kátia Klock e Cinthia Creatini da Rocha. Brasil. 2012. 18 min. Documentário. Classificação: Livre.

A sensibilidade do povo Guarani em educar as crianças permanece viva mesmo com todas as influências da sociedade contemporânea. Mas os caminhos e esforços dos líderes espirituais e professores indígenas são marcados por dilemas, buscas, encontros e desencontros. Gravado na Aldeia Yynn Moroti Wherá, em Biguaçu, é o primeiro documentário realizado em guarani com recursos do Edital Prêmio Cinemateca Catarinense 2012.

Guarani Resiste!

do Coletivo Vira Lata. Brasil. 10 min. Documentário. Classificação: Livre

Os Guarani das 6 aldeias existentes na cidade de São Paulo, ocuparam a Avenida Paulista, centro financeiro da capital. Eles exigem a assinatura do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que irá regularizar, de uma vez por todas, a demarcação de suas terras na cidade.

Convidados: Cassemiro Vitorino, jornalista e produtor; Cinthia da Rocha, antropóloga e diretora; Lígia Marina, do Grupo Imagens Políticas; Prof. Indígena Geraldo Karai Moreira – Aldeia Yynn Moroti Wherá. Moderadora: Emanuele Mattiello, do Cine Imagens Políticas.

 

11 - fale com elaDia 11, sexta-feira, 19h, Psicanálise Vai ao Cinema

Fale com Ela

(Hable con Ella) de Pedro Almodóvar. Espanha. 2002. 112 min. Drama. Classificação: 14 anos. Com Jávier Cámara, Darío Grandinetti e Geraldine Chaplin.

Dois homens cujas vidas se cruzam no hospital onde estão internadas, em coma, as mulheres que eles amam. Há muitos tipos de amor em jogo, mas eles não passam mais pelo registro do parentesco. É antes um amor entre amigos e um aprendizado do amor: como é possível amar uma mulher fora unicamente do registro sexual?

Comentaristas: Laureci Nunes – Psicanalista da Associação Mundial de Psicanálise e da EBP/SC; Diego Cervelin – Doutorando pela UFSC.

 

14 - trianguloamorosoDia 14, segunda-feira, 19h, Cine Alemão Instituto Goethe

Triângulo Amoroso

(3) de Tom Tykwer. Alemanha. 2010. 119 min. Comédia, Drama. Classificação: 16 anos. Com Sophie Rois, Devid Striesow e Sebastian Schipper.

Hanna e Simon são casados e, apesar de viverem bem, fantasiam aventuras com outras pessoas. Quando Hanna conhece Adam, logo se sente atraída. Não demora muito para que iniciem um caso. Após passar por uma cirurgia, Simon vai a uma piscina pública e lá conhece Adam. Pela primeira vez na vida ele se sente atraído por um homem.

les demoiselles de Rochefort 1967 Réal. : Jacques Demy et Agnès Varda Catherine Deneuve Françoise Dorléac Collection Christophel

Dia 15, terça-feira, 19h, Cine Francês Aliança Francesa

Duas Garotas Românticas

(Les Demoiselles de Rochefort) de Jacques Demy. França. 1967. 120min. Musical. Sem classificação. Com Catherine Deneuve,  Danielle Darrieux e Michel Piccoli. Ciclo: Catherine Deneuve.

Delphine e Solange são duas irmãs gêmeas encantadoras. Elas vivem então da música e sonham ir para Paris e ter uma vida de fantasias. Alguns empresários chegam à cidade e passam a frequentar o bar que é da mãe delas. Uma grande feira é promovida e um marinheiro sonhador está à procura da mulher ideal…

16 - fomedeviverDia 16, quarta-feira, 19h, ART 7

Fome de Viver

(The Hunger) de Tony Scott. Inglaterra, EUA. 1983. 97min. Romance, fantasia, horror. 18 anos. Com Catherine Deneuve, David Bowie e Susan Sarandon. Ciclo: David Bowie, uma homenagem.

Namorado de vampira, com expectativa de vida de 24 horas, procura ajuda de médica especialista em envelhecimento precoce.

 

17 - omeninoeomundoDia 17, quinta-feira, 19h, CineSesc

O Menino e o Mundo

de Alê Abreu. Brasil. 2013. 80 min. Animação. Classificação: Livre. Com Vinicius Garcia, Marco Aurélio Campos e Lu Horta.

Um garoto mora com o pai e a mãe, em uma pequena casa no campo. Diante da falta de trabalho, no entanto, o pai abandona o lar e parte para a cidade grande. Triste e desnorteado, o menino faz as malas, pega o trem e vai descobrir o novo mundo em que seu pai mora.

18 - orlandoDia 18, sexta-feira, 19h, Cinema, Chá e Cultura

Orlando, a Mulher Imortal

(Orlando) de Sally Potter. EUA, Rússia, Itália, França, Holanda. 1992. 93 min. Drama. Classificação: 14 anos. Com Tilda Swinton, Billy Zane e Lothaire Bluteau.

O nobre Orlando é condenado pela Rainha Elizabeth I a permanecer eternamente jovem. A maldição se cumpre e Orlando atravessa os séculos experimentando vidas, parceiros, sentimentos e mudanças de gênero. Baseado na obra de Virginia Woolf.

Convidada: Profª Drª Ramayana de Sousa – PPG em Ciências da Linguagem, UNISUL.

 

21 - antonieta

Dia 21, segunda-feira, 19h, Cine Catarina

Antonieta

de Flavia Person. Brasil. 2015. 14 min. Documentário. Sem classificação.

Antonieta de Barros foi professora, cronista e deputada estadual. Primeira mulher a ingressar na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, primeira negra eleita deputada no Brasil.

Comentaristas: Flávia Person – Diretora e pesquisadora; Cristiane Silva – Unegro e Comitê Impulsor de SC da Marcha de Mulheres Negras; Flavia de Lima – Coordenadora Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/PMF

 

22 - guardachuvasdoamorDia 22, terça-feira, 19h, Cine Francês Aliança Francesa

Os Guarda-chuvas do Amor

(Les Parapluies de Cherbourg) de Jacques Demy. França. 1964. 91 min. Musical. Sem classificação. Com Catherine Deneuve e Nino Castelnuovo. Ciclo: Catherine Deneuve

Geneviève, cuja mãe possui um comércio de guarda-chuvas, é uma adolescente de 17 anos que se vê obrigada a decidir entre esperar por seu amor, um mecânico de 20 anos que foi servir ao exército na Argélia, ou se casar com um comerciante de diamantes, que se propõe a criar o bebê que ela espera como se fosse seu.

 

WINTER SLEEPERS, (aka WINTERSCHLAFER), Floriane Daniel, Heino Ferch, 1997, (c) Winstar Cinema

Dia 24, quinta-feira, 19h, Cine Alemão Instituto Goethe

Inverno Quente

(Winterschläfer) de Tom Tykwer. Alemanha. 1997. 140 min. Drama. Sem classificação. Com Ulrich Matthes, Marie-Lou Sellem e Floriane Daniel.

Rebecca vive com Marco num chalé nas montanhas. Rene rouba o automóvel de Marco e provoca um acidente, no qual perde a memória e faz uma vítima. Enquanto Marco procura o ladrão e Theo procura o assassino de sua filha, Rene recupera a memória.

 

Dia 28, segunda-feira, 19h, LANÇAMENTO DO CATÁLOGO DA FUNDAÇÃO

Não haverá sessão no Cineclube.

 

PIG2009008G0218-1802Dia 29, terça-feira, 19h, Cine Francês Aliança Francesa

Catherine Deneuve: Bela e Bem Aqui

(Catherine Deneuve: Belle et Bien Là) de Anne Andreu. França. 2009. 51 min. Documentário. Sem classificação. Com Catherine Deneuve, André Téchiné e Gérard Depardieu. Ciclo: Catherine Deneuve

Catherine Deneuve zomba da fama, mas faz muito tempo que a glória faz dela um ícone que ocupa o nosso imaginário. Se sua carreira narra meio século de cinema, ela testemunha também a força de uma geração que conheceu as mais fortes transformações do mundo.

 

30 - duelodeforasteirosDia 30, quarta-feira, 19h, ART 7

Duelo de Forasteiros

(Il Mio West) de Giovanni Veronesi. Itália. 1998. 87min. Western, drama, comédia. Sem classificação. Com David Bowie, Leonardo Pieraccioni, Harvey Keitel. Ciclo: David Bowie, uma homenagem.

Forasteiro chega à cidade para matar legendário pistoleiro.

 

31 - brutaaventuraemversosDia 31, quinta-feira, 19h, Cine Brasileiro

Bruta Aventura em Versos

de Letícia Simões. Brasil. 2011. 74 min. Documentário. Classificação: Livre. Com Ana Cristina César, Paulo José e Alice Sant’Anna.

Resgata a trajetória da poetisa e tradutora Ana Cristina Cesar, ícone da Geração Mimeógrafo e Poesia Marginal. Com a apropriação de sua obra por outros artistas, o filme procura captar a beleza e originalidade de sua escrita através do olhar de atores, dançarinos, poetas e amigos.

Comentarista: Prof. Dr. Jair Fonseca – Doutor em Estudos Literáros pela UFMG, professor do departamento de Letras da UFSC.

 

Programação março de 2016

Confira a programação de março de 2016 da Fundação Cultural Badesc

Cartaz Programação

 

 

 

 

Exposição Espaço 2

ABLUÇÕES, DE CÉLIO BRAGA

Abertura em 01 de março, terça-feira, às 19h.

Visitação até 28 de abril, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.

O Museu Victor Meirelles e a Fundação Cultural Badesc abrem a exposição Abluções, do artista mineiro Célio Braga, com curadoria de Hércules Goulart Martins. Com atelier em Amsterdã, nos Países Baixos, e em São Paulo, é a primeira vez que os trabalhos de Célio Braga são expostos em Florianópolis. A mostra reúne obras que compõem um conjunto significativo de sua produção artística, justamente por serem trabalhos produzidos em distintos estágios de sua trajetória. Segundo o curador, o interesse conceitual do artista é pautado pela fragilidade do corpo, a cura, a passagem irrevogável do tempo, a memória, a natureza definitiva da morte, o luto e a sexualidade. No dia da abertura, às 18h, acontece a conversa com o artista e curador no auditório da Fundação.

Exposição Espaço Fernando Beck

Paisagem Plural, COLETIVA

Abertura em 10 de março, quinta-feira, às 19h.

Visitação até 20 de abril, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.

A paisagem é usada como foco conceitual das obras, em que a representação poética de cada artista vai desde a natureza em si mesma até a sua dimensão simbólica. A paisagem assume outros significados por meio de subjetividades, metáforas e narrativas, em que a intenção, as tramas e os encontros dão origem aos trabalhos que serão levados à visibilidade pública. Artistas: Ana Mähler, Alexandra Eckert, Angela Zaffari, Beatriz Dagnese, Beatriz Harger, Bianca Santini, Fábio André Rheinheimer, Fernando Lindote, Flávio Morsch, Gustavo Rigon, Helena D’Ávila, Marlene Kozicz, Ricardo Giuliani, Rosali Plentz, Silvia Rodrigues, Umbelina Barreto, Vera Reichert, Verlu Macke, Walmor Corrêa, Zetti Neuhaus. Curadoria: Ana Zavadil.

Livro

O Estranho Assimilado, de Walmor Corrêa

03 de março, quinta-feira, às 19h.

A obra bilíngue (português e inglês) representa a produção dos últimos 15 anos de Walmor Corrêa. A concepção do livro é do próprio artista, com organização da historiadora e crítica de arte Paula Ramos. A obra conta com ensaios dos autores Clarissa Diniz, Fernando Cocchiarale, Francisco Marshall, Maria de Fátima Costa, Mônica Zielinsky e Paula Ramos. Também reproduz textos produzidos para exposições individuais do artista, assinados por Bianca Knaak, Blanca Brites, Icleia Borsa Cattani, Guy Amado, Rosângela Cherem. Inclui, também, cronologia. Walmor, natural de Florianópolis, é um artista de reconhecimento internacional. Discutindo os liames entre arte e ciência, participa de importantes mostras nacionais e internacionais, desde os anos 2000.

10 anos de Fundação Cultural Badesc

Em 2016, a Fundação comemora 10 anos de atividades. Ao longo deste ano comemorativo, serão apresentados ao público uma série de eventos que privilegia a Memória. O mês de março é marcado por uma programação especial, tendo em vista que foi no dia 28 deste mês, há 10 anos, que essa história começou.

Inauguração do ESPAÇO 3

03 de março de 2016, às 19h.

Enfatizando seu projeto de preservar a Memória das Artes Visuais, a Fundação inaugura um pequeno espaço de 4m² localizado no hall de entrada, que será dedicado a revisitar exposições e artistas que fizeram história na Instituição. A proposta do novo Espaço é estimular a produção de material crítico e curatorial para divulgação paralela na rede em forma de catálogo eletrônico. O primeiro artista convidado a ocupar o Espaço 3 é Walmor Corrêa, que em 05 de agosto de 2009 abriu a mostra Teleplastias, sob curadoria de Rosângela Cherem, com a qual ganhou o prêmio de melhor exposição do ano pela Fundação Franklin Cascaes.

Lançamento do Catálogo 2014-2015

28 de março de 2016, às 19h.

No dia em que a Fundação completará 10 anos, a Fundação Cultural Badesc lançará o catálogo das atividades dos anos de 2014 e 2015, que reúne dois anos repletos de exposições, cinema, música, dança, atividades e arte.

 

Fundação Cultural Badesc abre Abluções em parceria com Museu Victor Meirelles

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 1º de março, terça-feira, a partir das 19h, no Espaço 2, a exposição Abluções, do artista mineiro Célio Braga. A mostra, que tem curadoria de Hércules Goulart Martins é uma parceria com o Museu Victor Meirelles. Com atelier em Amsterdã (Holanda) e em São Paulo,  esta é a primeira vez que os trabalhos do artista são expostos em Florianópolis.

De acordo com Hércules, a mostra reúne obras que compõem um conjunto significativo da produção do artista em cinco distintas fases de sua trajetória nas últimas duas décadas. “Esta trajetória é marcada pela habilidade de redefinir e expandir fluidamente categorias convencionais como a fotografia e a escultura, entre outras. Os suportes empregados são levados ao limite e mais além, mediante sucessivas experimentações e o uso de materiais e técnicas artesanais inusitados”, explica.

O curador explica que o interesse conceitual do artista é pautado pela fragilidade do corpo, a cura, a passagem irrevogável do tempo, a memória, a natureza definitiva da morte, o luto e a sexualidade. “A série de objetos orgânico-abstratos Camisas Brancas (2000-2001) foi concebida a partir de doações feitas por uma rede de amigos de diversos pontos do mundo. Essas peças, que se assemelham a insólitas crisálidas, foram produzidas enquanto a AIDS e seus efeitos nefastos continuavam atingindo a vida e a identidade sexual de milhares de pessoas. Com o ato laborioso de coser e pespontar um item universal e formal do vestuário masculino, o artista desejava, simbolicamente, tocar, proteger e abluir aqueles que lhe eram mais próximos.”

Outros trabalhos que compõem a exposição são Ex-Votos (2006-2007), que são fragmentos híbridos realizados em porcelana de ossos e suturados com tecido de algodão e linha; Brancos e Negros (2003-2006), elaborados com feltro, contas de vidro, cabelo, linha e seda, que evocam órgãos fictícios e joias ritualísticas ancestrais; e Desvelar (2008-2009), uma diáfana cortina de anelos feitos com bulas de remédios, fornecidas por amigos, incluindo desde aspirinas a medicamentos para doenças terminais.

O trabalho mais recente de Célio Braga, Sem Título (2015), os limites da fotografia são estendidos. Imagens de pele são dobradas, amassadas, descamadas e perfuradas indefinidamente, surgindo texturas análogas às do envelhecimento da pele humana e das afecções cutâneas. “Com uma carga altamente simbólica, os trabalhos apresentados operam como uma narrativa multidimensional, proporcionando ao público múltiplas leituras e estados de fruição. A orquestração espacial das obras, bem como o ato de caminhar entre elas, suplementam-se. Essas, em virtude da delicadeza e da riqueza de detalhes, requerem uma relação mais intimista e de proximidade. É a partir da locomoção do visitante que distintas imagens e objetos passam a configurar um espaço narrativo e afetivo, revelando, assim, inter-relações complementares e infindáveis associações”, acrescenta o curador.

Sobre o artista

Célio Braga foi aluno do Museu da Escola de Belas Artes de Boston (EUA) e do Rietveld Academie Gerrit (Holanda). Expôs individualmente em espaços como a Galeria Pilar e Galeria Vermelho (ambas em São Paulo), Hein Elferink Galerie, Brummelkamp Galerie, Rob Koudijs Galerie (estes três na Holanda), Galeria Pilar de Londres (Inglaterra) e Galeria Amparo 60 (Recife). Também participou de coletivas na Fundação RAM, Textiel Museu Tilburg, Museum voor Moderne Kunst, Museum voor Moderne Kunst (todas na Holanda), Kunstmuseum, (Áustria), Weltkunstzimmer (Alemanha), Gustavsbergs (Suécia), e MAD-Museu de Artes e Design (USA)

Revitalização

A parceria com a Fundação Cultural Badesc, que possibilitou a realização da exposição Abluções, acontece no momento em que Museu Victor Meirelles passa por obras de ampliação, adequação e expansão de suas instalações.

Encontro com o artista

Antes da abertura da exposição, às 18h, a Fundação Cultural Badesc e o Museu Victor Meirelles promovem o Encontro com o Artista, evento em que o expositor conversa com o público sobre sua obra e carreira artística que, nesta edição, contará também com a presença do curador.

O Goio-En transbordou será lançado dia 8 de março na Fundação Cultural Badesc

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O documentário “O Goio-En transbordou”, dirigido pelos cineastas e jornalistas Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt, de Chapecó, será exibido no dia 8 de março, às 19h, no Cineclube da Fundação Cultural Badesc, com lançamento do DVD do filme. Depois da exibição, haverá debate com os realizadores. Em seus 70 minutos, o documentário apresenta 22 moradores e ex-moradores do Porto Goio-En, no oeste catarinense, que contam suas vivências naquele lugar que passou por diversas transformações ligadas às águas do rio Uruguai. Assim, o trabalho é um resgate da memória de uma região marcada por enchentes, como o da década de 60, quando o rio levou casas, animais, pertences e plantações. Um lugar impactado também pela chegada da Usina Foz do Chapecó, que mudou completamente o povoado e transformou para sempre a história daquele núcleo social.


“Era uma comunidade forte, que tinha nas barcas, que faziam as travessias no rio Uruguai, entre as cidades de Chapecó com Nonoai e Erechim, sua fonte de renda. Com as transformações, como a construção da ponte que liga Santa Catarina ao Rio Grande do Sul (1974) e as enchentes, o lugar foi perdendo seus moradores. Cabe lembrar que essas águas também traziam o desenvolvimento à região quando o rio Uruguai era utilizado pelos balseiros para o transporte de madeiras até a Argentina”, explica Cassemiro.
As gravações iniciaram em 2013 e exigiram mais de 30 horas. “Foi um privilégio para nós encontrar pessoas dispostas a contar um pouco da história que viveram no Porto Goio-En, das transformações do lugar, da vida em comunidade, das lembranças que ficaram dentro do rio”, afirmam os diretores. O público presente no lançamento na Fundação Cultural Badesc receberá um DVD gratuitamente.

Projeto premiado
O projeto O Goio-En transbordou foi contemplando pelo prêmio Elisabete Anderle de incentivo à cultura, na categoria patrimônio imaterial/2014. A Margot Produções, que assina esse projeto, também realizou vários filmes a partir de histórias do oeste catarinense, como “Celibato no Campo”, vencedor do Prêmio Catarinense de Cinema de 2008, e ‘Kiki – o ritual da resistência Kaingang”.

Ficha técnica:
Direção, roteiro e montagem: Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt
Assistente de direção: Adriane Canan
Produção: Ilka Goldschmidt
Direção de Fotografia: Cassemiro Vitorino
Câmeras: José Sergio Boita Jr. e Cassemiro Vitorino
Operador de microfone: Antônio Luiz Pellegrini
Finalização: Mário de Oliveira Júnior
Foto Still: Adriane Canan e Nicoly G. Vitorino
Acervo Fotográfico: Victorino Zolet
Trilha tema: O Porto – composição: Márcio Pazin e Capello Ca
Concepção de Arranjos: Márcio Pazin e Alex Martinez
Trilhas especialmente cedidas: Fúria das Águas – Composição: Arlindo Sander e Romeu Roque Hartmann. “Balseiro do Uruguai” – Composição: Marcio Hartmann, Michel Hartmann e Rogério Wink

Serviço:
O que: Exibição e lançamento do DVD do documentário “O Goio-En transbordou”, dirigido pelos cineastas e jornalistas Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt.

Quando:8 de março, terça-feira, às 19h
Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone: (48) 3224-8846
Quanto: Entrada gratuita

Exposição Impossíbilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad é destaque no Diário Catarinense

Caderno Anexo do jornal Diário Catarinense divulga a exposição Impossíbilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad como uma das atrações para os apreciadores de arte em Florianópolis. A exposição fica aberta para visitação na Fundação Cultural Badesc até sexta-feira, 26 de fevereiro. Para o encerramento da atividade está marcada uma roda de conversa às 16h com pensadores, críticos, colecionadores e jornalistas e às 19h com  artistas e professores que irão compartilhar seus olhares sobre o trabalho do artista.

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Néri Pedroso reforça convite para lançamento de livro de Walmor Corrêa

Jornalista Néri Pedroso destaca em sua coluna Mosaico, do jornal Notícias do Dia, mais informações sobre o lançamento do livro O Estranho Assimilado, que será realizado no dia 3 de março, às 19h, na Fundação Cultural Badesc.

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