ESPAÇO FERNANDO BECK | 10 DE OUTUBRO A 16 DE NOVEMBRO DE 2007
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
APRESENTAÇÃO
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Na grafoteca em exibição neste espaço, lemos um tipo de escritura vital que remete ao mais longínquo ontem e ao mais longínquo amanhã.
“Gravuras para ler”, uma vez que grafo significa ao mesmo tempo escrever e inscrever: nelas passamos dos traços primordiais aos traços finais da existência, no que esta tem de mais sublime e estranho.
Mas o que há de peculiar nessas duas dezenas de “gravuras em metal para ler” são suas intensas cores, aliadas a seus intensos gestos.
Eis por que A COR NA GRAVURA EM METAL.
As variações cromáticas gravadas em ponta seca abrem um leque de possibilidades aos sentidos de quem as mira e estas são reescritas ou reinscritas pelo espectador, na medida em que cada nova leitura reconstrói os grafos iniciais.
Não há referencialidade, não há representação neste conjunto de gravuras, o que não significa a ausência de sentido compositivo nem de sugestão, ao contrário, pois em seus enquadramentos sutis de traços e cores, o movimento e a luminosidade são elementos manifestos: a luz, o vento, a sensação de abertura para a tradução do intraduzível.
São sensações, são sopros de vida capazes de criar suas próprias realidades em função da força, da cor, do movimento e do silêncio de seus dizeres.
ESPAÇO FERNANDO BECK | 15 DE AGOSTO A 02 DE OUTUBRO DE 2007
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Cassia Aresta. Plotagem e acrílica sobre tela, 1,50x2,50m.
Cassia Aresta. Plotagem e acrílica sobre tela, 1,50x2,50m.
Flávia Fernandes. Horizonte, Tubos de PVC transparente, água pigmentada e fotografia, 1,96x2m.
Flávia Fernandes. Horizonte, Tubos de PVC transparente, água pigmentada e fotografia, 1,96x2m.
Helenita Petuzzo. Plotagem sobre entretela e linha, 70x110cm.
Helenita Petuzzo. Plotagem sobre entretela e linha, 70x110cm.
Juliana Hoffmann. Fotografia adesivada em PVC cristal, 2 peças de 60x84cm.
Juliana Hoffmann. Fotografia adesivada em PVC cristal, 2 peças de 60x84cm.
Maurício Muniz. Fotografia com manipulação digital, 50x70cm.
Maurício Muniz. Fotografia com manipulação digital, 50x70cm.
Philippe Arruda. Fotografia com manipulação digital, 1x1,5m.
Philippe Arruda. Fotografia com manipulação digital, 1x1,5m.
APRESENTAÇÃO
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva. Fotografia de Cassia Aresta.
A exposição que carrega o nome, Lestada e a Desconstrução, apresenta obras de arte a partir das fotografias de Philippe Arruda, trilhando os caminhos da desconstrução. Desconstrução que se realiza não como destruição, mas como ação poética que encoraja a pluralidade dos olhares, disseminando possibilidades “outras” para ver o mundo. A desconstrução se estrutura como crítica dos pressupostos estabelecidos para a cidade, desvelando o que dela não vemos de imediato.
Lestada e a Desconstrução, celebra a visão que, devoradora, ultrapassa os simples dados visuais e nos abre para o enigma e o estranhamento do mundo no qual vivemos, tentando, incisivamente, inferir uma “ética da visão”.
Os componentes do grupo Lestada, a meu ver, foram atenciosos com a ilha de Florianópolis que se ofereceu ao “desvelamento”. Aceitaram um convite. Indagaram: o que a faz ser uma ilha-cidade? Buscaram respostas, mesmo sabendo que deverão repetir infinitamente a mesma indagação. Realizaram a ciência secreta que os fez ir “além”, que os fez ir à essência, esse lugar sempre aberto, em que indagar não significa necessariamente encontrar as respostas.
Anita Prado Koneschi | Professora do Centro de Artes da UDESC
ESPAÇO FERNANDO BECK | 27 DE JUNHO A 10 DE AGOSTO DE 2007
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
REINVENTANDO PASSARINHO
Exposição APRENdiz de passaRINHO, de Paulo Damé.
Provocar acontecimentos que produzam sentido é de urgência vital para quem está preocupado em gerar proposições em arte que sejam condizentes com nossas necessidades de Representação .
Com este processo acelerado e contínuo de pasteurização do coletivo e espetacularização da cultura, ter experiências reais significa a construção de saberes que escapam da lógica de uma forma de subjetividade homogeneizada que leva o imaginário do individuo a ser formatado segundo imagens sedutoras. Frente a esta constatação DAMÉ lança a pergunta: Como o sujeito se reinventa e produz novos sentidos? Esta pergunta funda uma série de articulações pelas quais a proposta “APRENDIZ DE PASSARINHO” leva em consideração. Armar, construir, expor, encontrar as fissuras na subjetividade, reinventar as formas de entender o espaço como lugar praticado significa a aventura de não se deixar ficar prisioneiro de si mesmo, de verdades que sedimentam e cristalizam o imaginário de cada um.
A proposição, como no inicio de um jogo de xadrez, é intervenção do artista. É ele que traduz sua experiência de vida, materializando-a por meio de processos criativos que instalam um novo jogo representacional no sentido de propor novas formas de fazer este mundo ser experenciado de forma mais complexa perante uma radical transformação de como a subjetividade pode ser reinventada. Ou seja, sua proposta gera SENTIDO quando em seu acontecer, possibilita a participação e a colaboração por parte do público, desestabilizando-o, descolocando-o, fazendo com que seu modo de sentir e perceber este mundo possa ser revisto. Este devir intensifica a proposta, pois sua existência não está limitada a um final dado hermeticamente pelo artista, ao revés desborda o campo do artista para invadir o campo de experiências de vida de quem está disposto a se reinventar como passarinho, ou como sabiamente nos diz o Poeta: Eles Passarão, eu passarinho, ou será ? Eu passarinho, eles passarão.
José Luiz Kinceler
Entre uma qualificação e outra de maio de 2007
Vídeo disponibilizado pelo artista Paulo Damé em seu YouTube, a fim de possibilitar a compreensão sobre a perspectiva colaborativa da exposição com o público.
CLÁUDIA LIRA • FABIANA MATEUS • GABRIELA CAETANO • MABEL FRICKE E SILVIA SATO
ESPAÇO FERNANDO BECK | 02 DE MAIO A 22 DE JUNHO DE 2007
Histeria da Memória Inventada, Mabel Fricke, 2006.
Histeria da Memória Inventada, Mabel Fricke, 2006.
Horizontes Interditados, Fabiana Mateus, 2006.
Horizontes Interditados, Fabiana Mateus, 2006.
Insônia, Sílvia Sato, 2006.
Insônia, Sílvia Sato, 2006.
[In]Amanhecer, Gabriela Caetano, 2006.
[In]Amanhecer, Gabriela Caetano, 2006.
Evasões por Espaços Livres, Claudia Lira, 2006.
Evasões por Espaços Livres, Claudia Lira, 2006.
APRESENTAÇÃO
Cinco jovens artistas plásticas apresentam seus trabalhos interessadas menos em perseguir continuidades e mais considerando o difícil propósito de pensar os paradoxos do mundo em que vivem. Assim abordam, de um lado, a questão do eterno movimento do sempre mesmo e, de outro, a busca infinda do que sempre escapa. Recorrendo à tecnologia como meio, evitam contudo as celebrações deslumbradas do suporte e também o sentimento enlutado sobre a contemporaneidade. Longe de reapresentar o mundo, refazendo-o pelos fios da beleza e da felicidade, buscam se tornar fazedoras de mundos concebendo-os como máquinas avariadas e desfuncionadas que colocam o pensamento para sentir e a sensibilidade para pensar.
Rosângela Miranda Cherem | Profª de História da Arte no CEART-UDESC
A exposição reverberou na edição e publicação de catálogo disponível ao clicar na imagem acima.
ESPAÇO FERNANDO BECK | 07 DE MARÇO A 20 DE ABRIL DE 2017
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
APRESENTAÇÃO
“A natureza é plena de infinitas razões que não podem ser conhecidas pelos sentidos”
Leonardo da Vinci
…descobrir na categoria da pintura o meio adequado para qualificar seus interesses artísticos e ideológicos levou Débora Steinhaus a um desafio extra, fazer pintura? Não há de omitir-se o fato de que remar ao arrepio da maré implica em esforço muito grande quando o problema é criar idônea versão da realidade, com regras pontualmente apropriadas, e longe dos acessórios e códigos que não devem ser recapitulados.
(…) na travessia da arte, traduzir o mundo, ás vezes concerne mais aos desvios do que aos caminhos.
A pintura de Débora Steinhaus ocupa um nicho específico na arte Brasileira.
O processo produtivo da artista, paciente e esclarecedor, não se orienta para a silenciosa via simbolista onde paisagens imaginárias emergem em brumas que nos envolvem e fascinam seja pela metafísica inerente, seja pela meditação ou pelo ocultamento. A figuração de Débora Steinhaus trai um pensamento alerta, não afeiçoado aos labirintos, e o sossego de seu repertório visual não tende a contemplação, mas a verificação (tornar verdadeiro).
Débora Steinhaus sente-se mais à vontade com grandes formatos. Aí o espaço ampliado nos permite verificar melhor como nada flutua e como, no meio da luz explícita, raramente dramática, o teor introspectivo cede a uma relação matemática (por certo empírica) que lembra os pintores holandeses do século XVII (De Hooch), e também por estranho que pareça, Mondrian, que nesse particular aspecto, é bom intérprete daqueles.
(…) Quando há referências nessas rotinas do cotidiano que se apresentam aos olhos do espectador é mais fácil encontrá-las em Vermeer do que no flagrante tirado pela máquina fotográfica. Percebemos na pintura de Débora Steinhaus intimidade sem intimismo, uma intimidade por assim dizer cartesiana, com lugar para o exógeno, mas não para o exótico. Se as antropologias procuradas podem estar na China, na Europa central, no oriente Médio, é que as guerras ou desastres desses mundos aparentemente distantes pertencem à imediatez do tempo e à contração do espaço, à fuga da lonjura e à condição humana nesse mundo globalizado às portas do aquecimento ameaçador.
(…) podemos afirmar que os códigos de representação, na pintura de Débora, não provêm de nenhum dos realismos experimentados no decorrer do modernismo. Trata-se, está na hora de repetir, de uma conquista que lhe tem custado um comprometimento nada fácil de ser administrado.
Excerto do texto de:
João Evangelista de Andrade Filho
Visitação gratuita pode ser feita de 20 de julho a 1º de outubro de 2021
Uma instalação de buquês de mato seco suspensos em varais de linha e a projeção de vídeo experimental na parede integram a exposição Buquê Marginal das artistas Bruna Granucci e Edinara Patzlaff. A mostra pode ser visitada gratuitamente a partir de 20 de julho de 2021.
Essa é a primeira exposição individual das artistas visuais e foi selecionada no Edital 2020 da Fundação. Com curadoria de Juliana Crispe, Buquê Marginal é uma exposição inédita que começou a ser pensada ainda em 2019.
“Trabalhamos nela desde 2019 quando iniciamos as coletas de mato em nossas cidades, Florianópolis e Porto Alegre, e paralelamente desenvolvemos algumas pesquisas e reflexões em torno deste corpo-mato-marginal”, explicam as artistas.
O projeto, que reúne duas mulheres-mato, Bruna e Edinara, aborda o feminismo e faz questionamentos sobre a beleza e a liberdade da mulher, tendo o corpo e o espaço como inspiração. Ambas utilizam o mato que brota na rua e é podado pelas mãos da sociedade como forma de protesto, e o corpo do mato como ocupação, trazendo uma nova leitura sobre a beleza.
“O projeto é uma instalação que propõe a materialização deste conceito ´mulheres-mato´ que perseguimos nesta pesquisa sobre a invisibilidade social feminina. Tanto que seguimos investigando sobre esse conceito no @mulheresmato”, salientam Bruna e Edinara.
A montagem de uma parede de plantas, composta por diferentes tipos e espécies de mato coletado nas cidades das artistas, traz a ideia de uma nova leitura sobre ´plantas sem valor´ que crescem em paisagens urbanas e são marginalizadas.
Para as artistas, a Fundação Cultural BADESC é um espaço incrível dentro da cidade de Florianópolis e que tem o papel importante de dar visibilidade a novos artistas e curadores em Santa Catarina.
“Estamos ansiosas para apresentar todo o mato que coletamos juntas nesses meses todos que antecederam a exposição e temos certeza de que vai ser uma experiência potente”, completam as artistas.
A visitação é gratuita e pode ser feita de terça-feira a sábado, das 13h às 18h, no casarão que fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216. Importante lembrar que o uso de máscara é obrigatório e a visitação é limitada a cinco pessoas por vez no espaço.
Sobre as artistas:
Bruna Granucci é formada em Cinema, nasceu em Mogi-Mirim, interior de São Paulo, vive e trabalha em Florianópolis/SC. É formada em Cinema pela UNISUL – Universidade do Sul de
Santa Catarina, 2010, Artista visual independente. Múltipla, a sua produção abrange desde colagens analógicas, bordados livres passando pelo desenvolvimento de vídeos experimentais e projetos de instalação e murais. Nesses diferentes meios e experimentações procura estabelecer um diálogo com o seu entorno social e político e suas experiências pessoais, materializando a subjetividade de seu pensamento, recorrendo sistematicamente à um discurso feminista e poético. Participou de mostras de arte e feiras gráficas em Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, além de exposições coletivas pelo estado de Santa Catarina.
Edinara Patzlaff trabalha e vive em Porto Alegre/RS. Com formação em Fotografia pela Universidade Feevale em 2017, sua produção abrange processos experimentais dentro da fotografia analógica, oficinas de zines e projetos de instalações/intervenções na rua. Nesses diferentes meios experimentais estabelece um diálogo político e feminista em suas obras, recorrendo à um discurso poético. Expôs em centros culturais de Novo Hamburgo / RS, Porto Alegre/ RS. Participa da Exposição Itinerante Fanzinoteca desde 2016, com 18 zines publicados. Expôs em mostras de artes e feiras gráficas em Porto Alegre/RS, Carlos Barbosa/RS, Bento Gonçalves/RS, Novo Hamburgo/RS, São Paulo/ SP e Santa Catarina/ SC. No momento trabalha como fotógrafa publicitária e em projetos autorais.
Serviço: Exposição Buquê Marginal de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff
Visitação: de 20 de julho a 1º de outubro de 2021 – de terça-feira a sábado, das 13h às 18h Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846 Entrada Gratuita
Mostra inédita apresenta cerca de 20 obras e séries da artista catarinense
A partir de 13 de julho de 2021 a Fundação Cultural BADESC recebe uma mostra inédita para visitação presencial gratuita. Meg Tomio Roussenq apresenta a exposição Pedra-Carne, que faz um recorte dos últimos 10 anos de produção da artista catarinense.
Com curadoria de Anna Moraes e Rafaela Maria Martins, a mostra é composta por cerca de 20 obras e séries, divididas em quatro temas curatoriais: Pedra, Carne, Carnificina e Florescer.
Meg conta que a exposição é um recorte de trabalhos que dialogam com uma ideia de pedra e carne. E ao pintar uma pedra de vermelho como uma representação de carne em seu interior, a artista convida os espectadores a olhar atentamente e refletir sobre as transformações e ciclos vitais da existência.
“A pedra que se faz carne expõe aquilo do interior, transmutando em vida que pulsa e lateja, que vive e morre, completando um ciclo para enfim renascer. A exposição tem a ver com isso: com ciclos de vida e morte, sobre processos de cura e da nossa relação com a natureza”, explica Meg que já participou de outras exposições coletivas na Fundação e em 2004 apresentou a exposição individual Tramas do Tempo também no casarão.
Contemplada no Edital 2020 da Fundação, a mostra apresenta trabalhos fortes, impactantes e carregados de metáforas a respeito da vida enquanto mundo, seu peso e suas transformações.
A exposição Pedra-Carne poderá ser visitada, gratuitamente, de terça-feira a sábado, das 13h às 18h, até 1º de outubro de 2021. E para garantir uma visitação segura, a equipe da Fundação segue todos os protocolos sanitários, tanto que o uso de máscara é obrigatório e a visitação é limitada a cinco pessoas por vez no espaço.
Sobre Meg Tomio Roussenq
Artista visual nascida em Rio do Sul/SC, é graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela PUC/RS, especializou-se em pintura mural e afresco em Mezzolombardo, Itália. Mestrado em Poéticas Visuais na linha de processos de criação PPGAV– UFRGS. Atua há 22 como professora de artes, em Santa Catarina.
Como artista realizou cerca de 36 exposições individuais e 82 exposições coletivas, escreveu textos críticos para artistas de SC, assim como criou, orientou e desenvolveu projetos expositivos nacionais e internacionais. Vive e trabalha em Florianópolis há 15 anos, e participa do Nacasa Coletivo Artístico desde a sua criação.
Serviço: Exposição Pedra-Carne de Meg Tomio Roussenq
Visitação: de 13 de julho a 1º de outubro de 2021 – de terça-feira a sábado, das 13h às 18h Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846 Entrada Gratuita
Exposição Rodrigo de Haro: Sem repetir uma única estrela.
O artista e poeta Rodrigo de Haro morreu na manhã da quinta-feira, 1º de julho de 2021, em Florianópolis aos 82 anos. Nascido na França e radicado em Florianópolis, ele era graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), doutor pela Universidad del País Vasco e pós-doutor em Arte Pública pela UFF-RJ.
Rodrigo de Haro faz parte da história artística de Santa Catarina. Em 2018 recebemos na Fundação Cultural BADESC a exposição Rodrigo de Haro: Sem Repetir Uma Única Estrela. Com curadoria de Fabrício Peixoto e Enéleo Alcides, a mostra reuniu 60 obras – dentre elas pinturas, desenhos, cartazes, livros e manuscritos de coleções particulares e de instituições públicas. E muitas delas foram expostas pela primeira vez.
A equipe da Fundação, em nome da diretora geral, Margaret Waterkemper, expressa os mais sinceros sentimentos para os familiares do artista.
ANA VIEGAS • LENGO D´NORONHA • CARLA LINHARES • CHARLES STEUCK • EGIDIO ROCCI • FELIPE VERNIZZI • GUTO KUERTEN • LEANDRO LOPES DE SOUZA • RADJI SCHUCMAN • SANDRA CORREIA FAVERO • SERGIO VIGNES
CURADORIA DE FERNANDO BOPPRÉ
ESPAÇO 2 | 17 DE SETEMBRO A 16 DE OUTUBRO 2015
Fotografias, vídeos e objetos de 11 artistas em homenagem aos povos ameríndios pré-históricos, os chamados homens do sambaqui, que ocuparam o território litorâneo brasileiro há milhares de anos. “eu considerei que o procedimento de coletar e caçar na atualidade – isso no interior do campo artístico, também se faz por meio de instrumentos modernos como a câmera fotográfica e a de vídeo”, declara o curador e criador da proposição.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografia por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografia por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
APRESENTAÇÃO
Uma singela homenagem aos povos ameríndios pré-históricos, os chamados homens do sambaqui, que ocupavam o território litorâneo em que vivemos. Uma retumbante constatação deque – apesar da tecnologia, dos fast-foods, das bolsas de valores especializadas em sabotar estados nacionais, das impressões fotográficas em papel 100% algodão – continuamos sendo um bando de caçadores, coletores e acumuladores em larga escala. Um convite a artistas que se utilizam com delicadeza do procedimento do estar à espreita e com os olhos bem abertos para o outro e para o ambiente.
Fernando Boppré | Curador
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VISITAÇÃO E CONTATO
SEGUNDA A SEXTA | 13 ÀS 19H* Todas as atividades são gratuitas.