MEIO, Coletiva

Meio

MEIO

BRUNA RIBEIRO • DANIELA VICENTINI • ELISA V. QUEIROZ • LORENA GALERI • SHAYDA CAZAUBON

ESPAÇO FERNANDO BECK | 20 DE SETEMBRO A 04 DE NOVEMBRO DE 2022

Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
previous arrow
next arrow
 
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
previous arrow
next arrow

APRESENTAÇÃO

Quando você sentir que o céu está ficando muito baixo, é só empurrá-lo e respirar.
Ailton Krenak Exposição Meio, Coletiva Exposição Meio, Coletiva Exposição Meio, Coletiva Exposição Meio, Coletiva

Em meio ao fim do mundo, durante a pandemia de covid-19, cinco mulheres artistas têm dividido o espaço virtual para dialogarem sobre suas pesquisas em arte (e vida). Em um grupo de WhatsApp intitulado “meio”, ao longo dos dois anos de isolamento social, trocamos afetos, cuidados, palavras e referências. São pesquisas localizadas sempre no meio: entre corpo e planta, entre terra e céu, entre real e imaginado, entre morte e vida.

Segundo o dicionário, o conceito de meio é amplo: a metade de uma unidade; ponto médio no espaço ou tempo; modo para se chegar a um fim; mais ou menos; nem muito e nem pouco. Com base nesses conceitos, é o contrário de algo completo ou inteiro. Meio é sinônimo de canal, centro, conduto, mediante, bens, recursos, ambiente, possibilidade, metade. A noção de meio está articulada à força que nos move, sendo o nosso local de partida e também de chegada. Nele está tudo aquilo que sobra, que escapa aos olhos, que está à margem na sociedade contemporânea. Habitamos o meio como lugar de morada, insistimos e resistimos para dar vida a memórias, corpos e terrenos baldios.

A exposição para a Fundação Cultural BADESC é feita de múltiplas linguagens, fotografias impressas e projetadas, desenhos, escritos, instalações e ações colaborativas, no desejo de criar — como nos ensina Krenak — novas paisagens, espaços de respiro, estratégias de sobrevivência pela arte e pelo fazer artístico.

Paisagens reais e imaginárias, íntimas, (des)construídas, são percebidas aqui como possibilidades de empoderamento, pertencimento e sensibilidade. Outros meios de habitar e perceber a si e ao mundo.

VEJA MAIS

O FILHO DA SOJA, de Audrian Cassanelli

IMG_2566

O FILHO DA SOJA

AUDRIAN CASSANELLI

ESPAÇO FERNANDO BECK | 26 DE JULHO A 09 DE SETEMBRO DE 2022

Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
previous arrow
next arrow
 
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
previous arrow
next arrow

FILHO DA SOJA

Exposição O filho da Soja, de Audrian Cassanelli Exposição O filho da Soja, de Audrian Cassanelli Desde sempre estive rodeado pelas monoculturas. Da janela de meu quarto conseguia observar os campos de soja nos arredores da cidade. Vez ou outra ainda na infância visitei tais campos. E o que me chamou atenção, não foi a imponência de um manto verde de soja, plantadas lado a lado em uma simetria perfeita. O que me deixou interessado mesmo foi poder observar plantas outras, que como meu pai mesmo dizia: “Eram sem serventia para o agronegócio”. Plantas que nasciam entre os pés de soja que meu pai cuidava com tanto afinco.
Esses inços, cada qual ao seu jeito, insistiam em nascer na terra lavada por Roundup, teimavam em crescer onde ninguém queria que eles nascessem. Rebrotavam mesmo depois de todas as investidas de meu pai em exterminá-las. Iam contra toda a lógica de uma sociedade estruturada em torno da ideia de produtividade no campo, isso de nascer, crescer, dar lucro e morrer.
Eu nunca fui soja, era o filho não planejado, criado por mãe solo, certamente eu era uma peste. Tanto isto é fato, que meu pai agricultor, desses que plantam soja desde que se entende por gente, assim que me identificou como inço, ainda criança, me arrancou de sua vida com o mesmo vigor que ele insistia em eliminar todas as ervas daninhas da lavoura.
Em uma das visitas de final de semana, meu pai disse: “Filho meu não vai ser maricas! Não tenho mais filho!”
Ouvi a porta bater atrás de mim. Esta porta nunca mais se abriu.
Cresci em meio as monoculturas, de grãos e principalmente de mentes. Tentei me encaixar, mas tal qual os inços nas lavouras, minha presença destoava daquele lugar. Hoje entendo que meu lugar é aqui, em meio a soja. Pode parecer contraditório, mas ao invés de fugir, eu escolhi resistir daqui do chão de onde nasci. Rodeado pela soja e pelos coronéis financiados pelo agronegócio, em um dos estados mais fascistas do país. Sigo sendo professor e procurando outros inços, outras bixas do mato, toda a sorte de gentes-pestes e filhos expulsos.
Se eu nasci filho da soja, hoje me tornei filho das ervas-daninhas.

VEJA MAIS

PRÓLOGO SOBRE EXPERIÊNCIA COLETIVA, de Giba Duarte

IMG_2178

PRÓLOGO SOBRE EXPERIÊNCIA COLETIVA

GIBA DUARTE

ESPAÇO FERNANDO BECK | 31 DE MAIO A 15 DE JULHODE 2022

Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
previous arrow
next arrow
 
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
previous arrow
next arrow

PRÓLOGO SOBRE EXPERIÊNCIAS COLETIVAS

Prologo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte Prologo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte

contém trabalhos autorais e colaborativos, trazendo para superfície temas que atravessaram/atravessam estas vivências no coletivo.

Partindo de uma cosmovisão LGBTQIA+ como proposta, estes temas proporcionam um diálogo múltiplo sobre ativismo, ancestralidade, precariedade, lixo, margens, vivência, hiv, redução de danos, etárismo,  minorias, inclusão, troca de saberes, redes afetivas, performatividade possíveis, acesso e saúde.

Uma instalação com caráter de organismo diverso,  abordando a ressignificação do resíduo/descarte/consumo e memória afetiva, gerando reflexões sobre o ciclo de transformar “lixo e traumas” em possibilidade, ocupar espaços e ampliar conhecimentos.

Assim como a instalação propõe, apropria-se do mecanismo deste ciclo de ressignificação e troca para reinventar novas estruturas de nós mesmos, no sentido de repensarmos decolonialmente o enraizamento em nossas vidas de preconceito, racismo (reparação histórica), consumo e outros. E desta forma fazer novos arranjos de estar e agir diante desta perspectiva para o mundo.

Texto por Giba y Iam Campigotto

VEJA MAIS

DILEÇÃO DIREÇÃO (OU AFETOS TRANSPOSTOS), de Jan M.O.

Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.

DILEÇÃO DIREÇÃO (OU AFETOS TRANSPOSTOS)

JAN M. O.

CURADORIA DE JULIANA CRISPE

ESPAÇO FERNANDO BECK | 08 DE ABRIL A 20 DE MAIO DE 2022

Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
previous arrow
next arrow
 
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
previous arrow
next arrow

APRESENTAÇÃO

Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O. Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O. Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O. Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.

A exposição Dileção-Direção (ou Afetos transpostos) de Jan M.O. propõe pensar relações entre lembrança e acontecimento que partem do tempo do vivido para ganharem novas dimensões na Arte. Memórias e Afecções pessoais ou de outras pessoas são forças motriz para a produção do artista, que se dão em obras de linguagens múltiplas, entre gravuras, dese-nhos, instalações e objetos. A memória aqui está não só como relato, mas como ficção, que deslocada pro-jeta-se para possíveis contágios dos espectadores, nas relações entre memória do artista e a das susci-tadas e provocadas no público. Morte, perda, renasci-mento, lembrança-esquecimento, reinvenção; são dobras que operam nesta exposição.

As palavras Dileção = afeição e estima consciente, e direção = ato ou efeito de dirigir ou apontar, intitulam esta exposição como os caminhos possíveis e trans-portados de vivências e sentimentos desdobrados no tempo presente.

Como em Palimpsestos, que em sua origem, dá-se através de pergaminho ou papiro cujo texto inicial é eliminado para permitir a reutilização para composi-ção de outros textos, criando assim fantasmas tem-porais que se contaminam; as obras de Jan realizam esse processo de raspagens e acúmulos, formando pelas lembranças, camadas possíveis nas relações temporais produzidas pelos acontecimentos.

Diante desses acontecimentos, que pode ser pensado conceitualmente pela via do filósofo francês Gilles Deleuze as obras são como vapor que sai dos estados das coisas, não se confundindo com elas, mas se transportando por outros modos. O acontecimento não é da ordem do tempo classificável, o tempo cujos instantes se sucedem, mas da ordem do devir, o qual pertence ao tempo da imanência.

Perante estes movimentos dos tempos que se sobre-põem, no que se instala nesse entretempo, o que Jan faz é coexistir o tempo para além da definição ordiná-ria que temos dele, prolongando em novos modos de ser e o reinventando em seu processo criativo.

O que o senso comum pensa sobre o tempo e a me-mória efetivasse em um segmento linear, de um su-jeito que no presente rememora o passado e deseja algo para o futuro. Essa temporalidade linear em que esses três movimentos (passado-presente-futuro) são aparentemente descontínuos e estáticos entre eles é também o que Deleuze propõe abalar a partir das leituras que faz do também filósofo francês Henri Bergson. Deleuze como Bergson compreende o tempo como não linear, ao invés de uma linha de tempo, tem-se um emaranhado de tempo que se cruzam, se fissuram, criam novas camadas do vivido, um labirinto de múltiplos caminhos; tempos que se perfuram e se retomam como outro no agora. Um sempre outro…

Juliana Crispe | Curadora

VEJA MAIS

Fundação Cultural BADESC abre inscrições para o Edital de Exposições 2023

SITE HORIZONTAL (1)

Interessados podem fazer a inscrição gratuita e totalmente online até o dia 10 de fevereiro de 2023

Os artistas interessados em apresentar projetos expositivos na Fundação Cultural BADESC podem se inscrever no Edital de Exposições 2023 a partir do dia 5 de dezembro de 2022. As inscrições gratuitas e totalmente online, podem ser feitas no link bit.ly/editalFCB2023 até o dia 10 de fevereiro de 2023. O regulamento e demais informações do edital estão disponíveis no site da Fundação https://fcbadesc.dreamhosters.com/edital/

Serão selecionados cinco projetos para ocupar o Espaço Fernando Beck e cada um vai ser apresentado de acordo com o calendário expositivo proposto pela Fundação. Cada projeto aprovado no Edital 2023 vai receber, de acordo com os termos do Edital, a quantia de R$ 1.500,00.

A seleção é aberta às diferentes linguagens visuais, incluindo pintura, gravura, desenho, escultura, fotografia, objeto, instalação, videoarte, arte digital, entre outras possibilidades.

O resultado da seleção será divulgado no site www.fundacaoculturalbadesc.com até 31 de março de 2023.

Serviço: Edital de Exposições 2023 – Fundação Cultural BADESC

Data: De 5 de dezembro de 2022 até 10 de fevereiro de 2023

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3224-8846

Inscrições gratuitas e totalmente online no link https://bit.ly/editalFCB2023

Regulamento completo no site fundacaoculturalbadesc.com.

Guerra do Contestado é tema de livro de poesias que será lançado em Florianópolis

HORIZONTAL - Site

“Poema Rima Canção II”, de Adir João Somariva, será lançado na terça-feira, 22 de novembro, na Fundação Cultural BADESC

A Fundação Cultural BADESC promove na terça-feira, 22 de novembro, o lançamento do livro “Poema Rima Canção II” do escritor Adir João Somariva. O evento, com entrada gratuita, está marcado para as 17h.

Com uma reconhecida trajetória de mais de duas décadas na área de Ciências Contábeis e como consultor organizacional de entidades na região de Concórdia, onde mora, bem como de abrangências estaduais e nacional, Somariva vem demonstrando talento também no universo das artes a partir do lançamento das suas obras literárias. Nos livros estão apenas uma parte das centenas de poemas e composições que ele criou nos anos de 2020 e 2021.

Editado pela Santa Editora, Poema Rima Canção II é apresentado em versos rimados em todo o seu conteúdo, da capa à contracapa, assim como o primeiro volume, com seções que identificam os temas do que o autor classificou como poema e como canção: palavras, contemporâneo, de coração e de esperança, de memória, de percepção, de região, de moderação e de cultura.

Entre os temas em destaque na publicação está a Guerra do Contestado, abordando, em forma de poema, a complexidade e a natureza do episódio, causas e consequências, personagens e posicionamentos.

De acordo com o autor, a inspiração se reflete em pensamentos, que decorrem da ação, da experiência, da vivência, da cultura, da reflexão, dos valores e propriamente dos pensamentos que se cultivam.

“Os temas são frutos da percepção, reflexão, imaginação, invenção, leitura, afinidade, da relevância que se atribui, das culturas que se convive. E os apresento em versos rimados, como forma de arte, para curiosidade, conhecimento, animação, imaginação, descontração e reflexão, na objetividade e criatividade, com a missão de transmitir pensamentos positivos na lembrança e para reflexão, e com a função de gerar poesias rimadas, inclusive em forma de composição, dignas também de serem tratadas nas famílias e nas escolas”, destaca o autor.

No dia do evento a publicação Poema Rima Canção II, de 132 páginas, estará à venda. A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis.

Sobre o autor

Morador de Concórdia, há cerca de 45 anos, Adir João Somariva nasceu em Ipumirim, no Meio Oeste de Santa Catarina (território do Contestado), em julho de 1958. Apresenta uma reconhecida trajetória na área de Ciências Contábeis, como consultor organizacional estrutural de entidades. É Bacharel e pós-graduado em Ciências Contábeis, com especializações com foco na pessoa jurídica, e contador autônomo por mais de 20 anos.

Atuou em diretorias de entidades sociais, inclusive como presidente, com reconhecida trajetória também de valorização do trabalho dos bombeiros voluntários em Santa Catarina e no Brasil, tendo sido coordenador-geral da “PEC dos bombeiros voluntários de Santa Catarina” (PEC 01/2012). Foi agraciado com homenagem de âmbito nacional pela revista Incêndio, que o distinguiu com o “Prêmio Destaque 2013, pelos relevantes serviços prestados ao setor de prevenção e combate a Incêndio”. Também foi homenageado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, “por importante contribuição para o crescimento e fortalecimento da Associação de Bombeiros Voluntários de Santa Catarina”.

Somariva é também autor do livro Poema Rima Canção, lançado pela Santa Editora em dezembro de 2020, e do livro Propósito da Missão: os fundamentos na organização das entidades sob uma visão contábil, lançado em novembro de 2019 pela AGE Editora, livro impresso e e-book. É coautor do livro História de Nossa Gente II, editado pelo Jornal O Imparcial, de Concórdia/SC.

Serviço: Lançamento do livro “Poema Rima Canção II” de Adir João Somariva

Data: 22 de novembro – terça-feira

Horário: 17h

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC

Entrada Gratuita

Catarinas inaugura nova fase com evento cultural em Florianópolis

WhatsApp Image 2022-11-14 at 09.44.26

Portal de jornalismo feminista celebra sua reformulação visual e editorial com apresentações de Anis de Flor e Slam Cruz e Sousa, na Fundação Badesc

Seis anos após o lançamento do Catarinas, a equipe volta à Fundação Badesc, no centro de Florianópolis, para celebrar a nova fase do portal, marcada por uma reformulação visual e editorial. O evento está agendado para o dia 18 de novembro, sexta-feira, das 18h30 às 22h. A programação terá coquetel e apresentações culturais de Anis de Flor e Slam Cruz e Sousa, com entrada gratuita.

O Slam Cruz e Sousa, cujo nome homenageia um poeta negro de Florianópolis, é um coletivo que promove batalhas de poesias faladas e eventos culturais na capital de Santa Catarina e região, visando acessibilizar a arte de resistência no estado.

Anis de Flor é uma cantora contemporânea e da nova MPB naturalizada em Florianópolis. Apaixonada pela potência revolucionária-social da música, lançou recentemente seu primeiro álbum, FÉRTIL, que traz sua narrativa como mulher afro-indigena que vive no Sul do Brasil – obra que será apresentada no evento.

O novo Catarinas

Para a reformulação, o Catarinas criou um grupo de trabalho multidisciplinar composto pelo designer Lyn Jannuzzi e três profissionais da casa: a diretora executiva Paula Guimarães, a editora e estrategista digital Jess Carvalho, e Mariana Fraga, presidenta da Associação Catarinas. Ao longo de quatro meses, a equipe se dedicou a estudar o segmento, o público, os rumos do portal e suas demandas de segurança, a fim de propor novas soluções para a marca, o site e a linha editorial.
“A reformulação da identidade visual e da linha editorial vem para demarcar as mudanças que ocorreram no Catarinas nos seis anos de existência, acompanhando as transformações no jornalismo, nos movimentos sociais, feministas e antirracistas, na produção científica e na sociedade como um todo. Ao mesmo tempo que é uma maneira de reforçar ainda mais nosso jornalismo posicionado e combativo, que mira nas garantias dos direitos fundamentais e humanos, e no fomento ao exercício da cidadania plena em que caibam todas as pessoas”, diz Paula Guimarães.
Hoje o Catarinas se posiciona como um veículo independente, transafirmativo, anticapacitista e anticapitalista que reporta os fatos de maneira crítica, por meio da lente do feminismo interseccional. “O portal segue vivo porque se mantém em diálogo com a sociedade, e a nova logomarca traduz muito bem essa nossa busca diária. Já as cores que agora compõem a paleta remetem à diversidade que pauta cada vez mais o nosso jornalismo, com destaque para o roxo que representa o feminismo, e o verde, que é muito usado pelos movimentos feministas latinoamericanos de luta pela descriminalização do aborto”, comenta Jess Carvalho.
O resultado está disponível no endereço www.catarinas.info.

Apoio

A reformulação foi realizada com o apoio da ONU Mulheres, no âmbito do projeto “Conectando Mulheres, Defendendo Direitos”, após o Catarinas sofrer ataques massivos e sair do ar. Segundo Debora Albu, gerente de projetos em ONU Mulheres Brasil, o financiamento tinha por objetivo apoiar o crescimento do alcance do Catarinas, na direção da defesa dos direitos humanos das meninas e mulheres, a proteção do portal e o fortalecimento das capacidades institucionais da organização.
“Durante os últimos anos, vimos um aumento da violência contra jornalistas e quando fazemos um recorte das mulheres jornalistas, esses ataques se embasam em argumentos misóginos e racistas. Nessa toada, a atuação do Portal Catarinas é fundamental na defesa dos direitos humanos das meninas e mulheres, em especial quanto aos direitos sexuais e reprodutivos”, fala a profissional. Serviço
Lançamento do novo Portal Catarinas
Data: 18 de novembro, sexta-feira
Horário: 18h30 às 22h
Local: Fundação Cultural Badesc (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro de Florianópolis)
Entrada franca

Coletiva Floripa na Foto será apresentada na Fundação Cultural BADESC

FLORIPANAFOTO

32 artistas participam da exposição gratuita que abre na quinta-feira, 17 de novembro, em Florianópolis

A 7ª Coletiva Floripa na Foto é mais uma exposição inédita que a Fundação Cultural BADESC recebe em 2022. Com curadoria de Ana Soukef e Lucila Horn, a mostra, que abre na quinta-feira, 17 de novembro, vai reunir uma diversidade de trabalhos que exploram a fotografia no campo da arte. A abertura está marcada para as 19h e a entrada é gratuita.

Segundo as curadoras, vão estar em exposição desde fotografia pura, fotografia articulada a outras linguagens, até pequenas instalações. Nesta edição são 32 participantes e 39 obras em exposição.

Os artistas que integram a coletiva são: Adriana Füchter, Bianca Cargnin, Bruno Ruy, Catarina Rüdiger, Cleusa Müller, Cristina Rosa, Daniel Machado, Diorgenes Pandini, Dorothy Mendes, Eduardo Beltrame, Fabiana Gonçalves Trindade Santestevan, Fabiano Moraes, Fabio Moreira, Janine Perini, Jaymini Shah, Julia Perosa, Karine Arend, Karla Pfeiffer, Leandro Moreira, Lucas Flygare, Maria Luísa Coura, Maria Luiza Amorim, Maristela Müller, Nycolle Correa, Paloma Gomide, Priscila Anversa, Sergio Manara, Thalita Emanuelle, Tiago Meirelles, Vania Oliveira, Virginia Yunes e Zeila Sardá.

De acordo com as curadoras, os artistas participantes integram dois grupos: o “Clube de Fotografia”, que se trata de um projeto de extensão vinculado ao Laboratório Interdisciplinar de Formação de Educadores (LIFE) do Ceart/Udesc, coordenado pela professora Maria Cristina, e o NEFA que é o Núcleo de Estudos em Fotografia e Arte, coordenado por Lucila. O Núcleo tem sede em Florianópolis e Joinville, no Norte de Santa Catarina.

“A exposição busca trazer uma reflexão sobre a fotografia como forma de expressão no cenário contemporâneo, bem como possibilidade de ampliação de conhecimento e experiência, tanto do ponto de vista dos autores como dos visitantes. Traz a ideia de pequenas narrativas como eixo”, destacam as curadoras.

A Fundação Cultural BADESC já recebeu outras exposições do Floripa na Foto. Uma em 2010 com trabalhos do Walter Firmo e outra em 2011, com imagens de Scott MacLeay. Esta é a 7ª edição do Festival Floripa na Foto e também da exposição coletiva Floripa na Foto.

“O espaço da Fundação é um dos melhores espaços expositivos de Florianópolis e estamos construindo uma expografia contemporânea adequada à proposta do espaço”, destacam a curadoras.

A visitação é gratuita e poderá ser feita até 9 de fevereiro de 2023, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, na Fundação Cultural BADESC que fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis.

Curadoras da exposição

Lucila Horn: é artista, curadora, produtora e arte educadora. Graduada em Artes Plásticas, pós-graduada em Pintura, especialista em Arte e Ciências Humanas e em Fotografia, mestre em Educação e Cultura e doutoranda em Educação pelo PPGE- FAED – UDESC. Artista desde 1987, desde 1989 atua na área de educação. Como curadora desenvolveu importantes projetos, destacando-se as exposições “Brasil África em nós” (Parceria com Walter Firmo – 2009) no MIS SC, “Fotografia(s) Contemporânea Brasileira: Imagens, Vestígios, Ruidos” (2013-2014) no Museu de Arte de Santa Catarina – MASC, co-curadoria de “Translitorânea” (2014) com curadoria de Michel Poivert, no Museu da Escola Catarinense. Coordena o Festival de Fotografia Floripa na Foto e o Núcleo de Estudos em Fotografia e Arte – NEFA.

Ana Soukef: é pesquisadora e fotógrafa, doutora em Ciências Humanas (UFSC) e pós-doutora em Artes Visuais (PPGAV/UDESC). Desenvolve trabalho autoral junto ao Núcleo de Estudos em Fotografia e Arte (NEFA – Florianópolis) e realiza pesquisa sobre fotografia, memória, território e ancestralidade na América Latina. Integrou a comissão de seleção do Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, em 2021, e foi uma das fotógrafas brasileiras participantes do Festival de Fotografia de Arles, também em 2021. Em 2022, com apoio da Lei Aldir Blanc, lançou o documentário “Guardiões do Milho”. É colaboradora do Encontro de Livros de Fotografia ELFA e do Festival Floripa na Foto.

Serviço: Abertura exposição 7ª Coletiva Floripa na Foto

Data: 17 de novembro de 2022, às 19h

Visitação: de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h até 9 de fevereiro de 2023

Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC)

Gratuito

“A Jornada de Fahim” marca a estreia de João Pina como escrito

CAPA-site

Lançamento da obra será na terça-feira, 8 de novembro, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis

Nascido em Fortaleza, no Ceará, e morando desde os três anos de idade em Florianópolis, João Pina, lança na terça-feira, 8 de novembro, o livro “A Jornada de Fahim”, na Fundação Cultural BADESC. O evento é gratuito e começa às 18h30 na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro da Capital.

A publicação, com 230 páginas e que começou a ser escrita em 2018, marca a estreia do autor na literatura. “A literatura sempre esteve presente em minha vida e os livros de ficção fizeram parte da minha infância e adolescência”, conta o escritor que se divertia com as aventuras de Harry Potter e adora desvendar mistérios junto aos personagens de Dan Brown.

Pina conta que o livro é formado por 37 capítulos e segue uma narrativa em terceira pessoa. Sem fotos no interior, a publicação narra a história de Fahim, um adolescente de 15 anos que vive no Afeganistão e decide abandonar o mundo que conhece para ir em busca da salvação de sua irmã mais nova, que foi diagnosticada com um câncer raro. A manobra que deve fazer é arriscada, mas a única que vê possível para reunir o dinheiro necessário para salvar o tratamento da irmã: migrar para a Inglaterra. Fahim se junta a outros garotos no percurso, mas os desafios são inúmeros: travessias por montanha e mar até alcançar o seu objetivo.

“É uma história que nos convida a refletir até onde somos capazes de ir para salvar aqueles que amamos”, compartilha o autor.

Para o escritor, é uma grande honra fazer o lançamento na Fundação. “Fiquei muito feliz ao receber a notícia que fui selecionado para fazer o lançamento no espaço um dia após meu aniversário. Certamente, será um grande presente”, completa.

João Pina é graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e especializado em migrações transnacionais pelo programa Transnational Migrations (MITRA), na Europa, e trabalha numa ONG na promoção dos direitos dos migrantes e refugiados e sua inserção laboral em Chapecó.

Serviço: Lançamento do livro “A Jornada de Fahim” de João Pina

Data: 8 de novembro – terça-feira

Horário: 18h30

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC

Entrada Gratuita