Compreensão das diferenças faz parte do guia sobre diversidades que será lançado em Florianópolis

CAPA-site.jpg

Lançamento da publicação será na quinta-feira, 27 de outubro, na Fundação Cultural BADESC

Seguindo a programação de lançamento de livros, a Fundação Cultural BADESC promove na quinta-feira, 27 de outubro, o lançamento do livro “DIVERSIDADES: o bê-á-bá para a compreensão das diferenças”, de Édis Mafra Lapolli, Inara Antunes Vieira Willerding e William Paranhos. O evento é gratuito e começa às 18h30.

O livro, editado pela Pandion Acadêmica e com 152 páginas, é segundo os autores, um guia que possibilita com que as pessoas possam compreender como se estabelecem as diferenças na construção da diversidade e pluralidade humanas.

“Infelizmente, por uma questão de necessidade, vamos além dos aspectos percebidos de maneira explícita pela sociedade para que seja possível entender os diferentes mecanismos da violência e da opressão, perpetrados contra os grupos minorizados justamente por conta desta que é a nossa maior riqueza”, destacam os autores que possuem alguns livros já publicados.

Para os autores é uma verdadeira alegria fazer o lançamento da publicação na Fundação. “Sabemos da importância desta Fundação para o cenário cultural de nosso Estado, haja vista todo o apoio e promoção ao desenvolvimento artístico, cultural e educacional de Santa Catarina”, completam.

A obra estará à venda no dia do lançamento. A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. Até 4 de novembro recebe a exposição MEIO, que pode ser visitada de segunda a sexta, das 13h às 19h.

Autores:

Édis Mafra Lapolli
é engenheira civil, Dra. em Engenharia de Produção, docente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC.

Inara Antunes Vieira Willerding é administradora, Dra. em Engenharia e Gestão do Conhecimento (UFSC), docente do curso de administração da UFSC.

William Paranhos é pedagogo, Especialista em Estudos de Gênero e Diversidade na Escola (UFSC), Mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento (UFSC), Pesquisador do Laboratório Afrodite (UFSC/CNPq).

Serviço: Lançamento do livro “DIVERSIDADES: o bê-á-bá para a compreensão das diferenças”, de Édis Mafra Lapolli, Inara Antunes Vieira Willerding e William Paranhos

Data: 27 de outubro – quinta-feira

Horário: 18h30

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC

Entrada Gratuita

Livro em seis idiomas será lançado na Fundação Cultural BADESC

convite a balada do velho Marinheiro

Lançamento da publicação multilíngue organizada por Daniel Serravalle de Sá será em 20 de outubro

O poema “The rime of the ancient mariner”, de autoria de Samuel Taylor Coleridge e publicado originalmente em 1798, integra a coletânea “A balada do velho marinheiro – multilíngue” organizada por Daniel Serravalle de Sá, da Universidade Federal de Santa Catarina, e Gisele Tyba Mayrink Orgado, da Universidade de Birmighan, que será lançada em 20 de outubro na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. O evento de lançamento é gratuito e começa às 18h.

De acordo com Daniel Sá, que é professor de Literaturas de Língua Inglesa, a edição multilíngue apresenta o poema em inglês, seguido de traduções para o francês, italiano, alemão, espanhol e português.

“O livro tem formato de um “revistão” A4 e é composto por um prefácio crítico, pelo poema original em inglês e por traduções históricas para cinco línguas, ensinadas no Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras da UFSC”, destaca o organizador.

“The rime of the ancient mariner” é um poema narrativo que abre a primeira edição da coletânea Lyrical Ballads. De acordo com o professor, se trata do mais longo e emblemático poema de Samuel Taylor Coleridge, contendo sete partes e 625 versos, considerado um dos marcos inaugurais do Romantismo inglês.

“O poema se vale de antigas formas da poesia popular – pois a balada tem origens medievais – e narra a incrível história de um marujo que, sem motivos, mata com uma flecha de sua besta um albatroz que acompanhava o navio, provocando a perdição de sua nau e de toda a tripulação”, explica.

Em 2022 é celebrado os 250 anos de nascimento do autor e os 224 anos da primeira publicação de Coleridge. Daniel Sá explica que a obra apresenta um conjunto de referências, símbolos e imagens literárias que inspiraram a imaginação de artistas em diferentes épocas e que seus elementos temáticos foram disseminados em outras artes.

Publicado pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos Góticos (NIGht/UFSC), a coletânea que tem fins educacionais e terá distribuição gratuita, conta com 121 páginas. “Nosso objetivo é a democratização da informação, do conhecimento e da cultura, conceitos essenciais para o desenvolvimento da educação”, compartilha.

Além da edição impressa, que será distribuída gratuitamente, uma versão digital ficará disponível no Repositório da UFSC para distribuição livre.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis.

Bússola cultural

“Para mim é uma alegria muito grande fazer o lançamento na Fundação Cultural BADESC, instituição que sempre foi uma ‘bússola cultural’ em Florianópolis”, destaca Daniel Serravalle de Sá.

O professor recorda que são muitas as conexões com a Fundação, uma delas, em conjunto com a professora Anelise Corseuil, foi o lançamento de publicações como Ensaios sobre Literatura, Teatro e Cinema, em 2013.

Serviço: Lançamento do livro “A Balada do Velho Marinheiro – multilíngue” organizado por Daniel Serravalle de Sá e Gisele Tyba Mayrink Orgado

Data: 20 de outubro – quinta-feira

Horário: 18h

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC

Entrada Gratuita

Oficina de observação gratuita será realizada na Fundação Cultural BADESC

jardim_de_percepções_Badesc 2022

Coordenada pela artista Daniela Vicentini, que participa da exposição MEIO, ação será em 25 de outubro

A Fundação Cultural BADESC promove na terça-feira, 25 de outubro, a oficina gratuita Jardim de Percepções. Coordenada pela artista Daniela Vicentini, que junto de Bruna Ribeiro, Elisa V. Queiroz, Lorena Galeri e Shayda Cazaubon, participa da exposição MEIO, a ação acontece das 14h às 18h. As vagas são limitadas e os interessados em participar devem se inscrever no e-mail inscricaofundacaobadesc@gmail.com.

Segundo Daniela, Jardim de Percepções é uma oficina que propõe que um grupo de pessoas elaborem observações com base numa planta. “A partir de indicações com desenho e escrita o objetivo da oficina é construir, através das percepções individuais de cada um, um jardim”, explica.

A artista destaca ainda que a oficina busca semear um encontro de pessoas com as plantas e com isso promover espelhamentos, diferenças, encontros e colaborações.

A exposição Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis/SC.

Serviço: Oficina Jardim de Percepções

Data: 25 de outubro – terça-feira

Horário: 14h às 18h

Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro Florianópolis/SC)

Inscrições: inscricaofundacaobadesc@gmail.com.

Evento gratuito

Fundação Cultural BADESC promove lançamento de livro com contos e poesias

convite sinergia 2

Publicação, resultado do 10º concurso literário do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis, reúne textos de 43 autores; lançamento será em 7 de outubro de 2022

Na sexta-feira, 7 de outubro, a Fundação Cultural BADESC promove o lançamento do livro “Conto e Poesia”, resultado do 10º concurso literário realizado pelo Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis (Sinergia). O evento gratuito, que começa às 18h30, vai contar com apresentação musical de Marcoliva e Luciano Bilu e haverá declamação de poesias.

A publicação conta com a participação de 43 autores de todas as regiões de Santa Catarina. De acordo com o Sindicato, 349 escritores participaram da seleção, que teve 873 trabalhos inscritos para a seleção, sendo 594 poesias e 279 contos.

As 30 poesias e os 15 contos, que integram o livro, foram selecionados por Dirce Waltrick, Marcio Markendorf e Telma Scherer, integrantes da Comissão de Conto, e Arlyse Ditter, Marcelo Labes e Pinheiro Neto, da Comissão de Poesia.

Os selecionados no gênero conto foram: Caroline Vetori de Souza, Cecillia Crummenauer Tanner, Diego Ramon Valle Vital, Fabiano Foresti, Giovanni de Sousa Vellozo, Guilherme Bisol, Julia Dias Lopes, Lucas Pereira Carvalho, Lucas Speranza, Luiz Cláudio Cerqueira Baptista, Nicola Gonzaga, Paulo Roberto Missfeldt, Rosana Clesar, Sebastião Gaudêncio Branco de Oliveira e Vanessa Miranda Silva.

Já no gênero poesia, esses são os selecionados: Aline Peretti Silveira, Andrea Honaiser, Brunno Manfrin Dallossi, Camila Hickenbick Kobarg da Costa, Eduard Traste, Carlos Eduardo Vieira de Figueiredo, Cássio Henrique Bauer, Fabiano Foresti, Felipe Moreno Costa, Flávio Theodósio Junkes, Franciely Dal Grande Rosa, Gaby Haviaras, Gisely Jussyla Tonello Martins, Jéferson Silveira Dantas, Jorge Luis Bonamente, Juliana Impaléa, Lino Fernando Bragança Peres, Luciana Gomes Borges, Luiz Cézare Vieira, Renata Luiz dos Santos, Rita Marília Tomaschewski Signorini, Sandrine Allain, Sebastião Gaudêncio Branco de Oliveira, Soeli Tiegs, Suyan de Oliveira de Melo, Talia Bárbara Tumelero, Tamara Martins, Vânia Aparecida Mattozo e Victor de Ávila Domingos.

Mais de 500 exemplares do livro vão ser doados para as bibliotecas públicas de Santa Catarina e outras entidades culturais do país. E no dia do lançamento a publicação estará à venda.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. A visitação no casarão pode ser feita de segunda a sexta, das 13h às 19h.

Concurso literário

O concurso literário da Sinergia existe há 30 anos e tem como objetivo promover o intercâmbio cultural e estimular a criação literária. Segundo os escritores Alcides Buss e Leonor Scliar, é o único no Estado nessa modalidade e com essa longevidade. “Poucas são as entidades não governamentais que tem desenvolvido um programa cultural tão rico e extenso quanto o Sinergia””, destacam.

Nas 10 edições o concurso contou com a participação de 2.671 escritores e teve o registro de 7.103 trabalhos inscritos. Nesse período foram distribuídos gratuitamente mais de 5 mil exemplares.

Serviço: Lançamento do livro “Conto e Poesia” – 10º concurso literário do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis (Sinergia)

Data: 7 de outubro – sexta-feira

Horário: 18h30

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC

Entrada Gratuita

MEIO, nova exposição da Fundação Cultural BADESC, apresenta trabalhos de cinco artistas mulheres

convite exposição Meio

Abertura da mostra, com múltiplas linguagens, será na quinta-feira, 20 de setembro, em Florianópolis

A Fundação Cultural BADESC recebe a partir de 20 de setembro a exposição inédita MEIO. Selecionada no Edital 2022, a mostra gratuita apresenta trabalhos das artistas Bruna Ribeiro, Daniela Vicentini, Elisa V. Queiroz, Lorena Galeri e Shayda Cazaubon. A abertura está marcada para as 18h.

Na mostra vão ser apresentados trabalhos produzidos entre 2018 e 2022 nas mais diversas linguagens: fotografias sobre papel, tecido e projeção digital, desenhos, escritos, instalações, esculturas, entre outras.

“São pesquisas localizadas sempre no “meio”: entre corpo e planta, entre terra e

céu, entre real e imaginado, entre morte e vida”, destacam as artistas.

MEIO

As artistas ingressaram juntas na pós-graduação em Artes Visuais, na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em agosto de 2019 e compartilharam um semestre de forma presencial. No entanto, em 2020, por conta da pandemia da Covid-19 e do desafio de estudar remotamente, resolveram criar um grupo no WhatsApp, que ganhou o nome de ´MEIO´.

“Ao longo dos dois anos de isolamento social aproveitamos o grupo para trocar afetos, cuidados, textos e referências. E dialogar sobre as pesquisas em arte e vida”, compartilham as artistas.

Obra inédita

Além dos 11 trabalhos, a exposição apresenta ainda uma obra inédita, processual e coletiva, desenvolvida pelas cinco artistas. Com o título de “Entre”, o trabalho cria uma outra paisagem a partir de diferentes materiais em diálogo com a arquitetura da instituição.

“Paisagens reais e imaginárias, íntimas, [des]construídas são percebidas aqui como possibilidades de empoderamento, pertencimento e sensibilidade. São outros meios de habitar e perceber a si e ao mundo”, explicam.

Essa é a primeira vez que as cinco artistas expõem juntas na Fundação. Em 2014, a artista Daniela Vicentini apresentou a exposição “M ar”.

“O projeto da exposição nasceu de modo muito natural e espontâneo e por isso resolvemos fazer a inscrição no Edital. Nossas poéticas se uniram por uma verdade que é intrínseca a cada uma de nós”, contam as artistas, que acrescentam ainda que a curadoria da mostra é coletiva e das próprias artistas participantes.

A exposição MEIO poderá ser visitada até 4 de novembro de 2022, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis/SC.

“Acreditamos que a Fundação é um dos mais importantes espaços culturais e expositivos da cidade de Florianópolis. O edital é muito democrático e amplo, o que permite a inclusão de artistas de todo o Estado e isso é muito bom”, completam as artistas.

Sobre as artistas

Bruna Ribeiro é mestra em Arte Visuais, na linha de Processos Artísticos Contemporâneos pelo PPGAV/UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina. Possui especialização em Poéticas Visuais pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e bacharel em Artes Visuais pela mesma instituição. Atualmente participa do grupo de pesquisa Articulações Poéticas (UDESC/CNPq) e do GPA – Grupo de Pesquisa em Arte (UNESC/CNPq). Trabalha com processos autobiográficos, pensando sua própria autoimagem e representação, pesquisando também mulheres-artistas que produzem a partir do autorretrato e escritas de si dentro de uma metodologia feminista. Nasceu e reside em Criciúma/SC.

Daniela Vicentini é artista, terapeuta artística antroposófica (RTA 87) e doutoranda em Artes (PPGAV- UDESC), investiga conceitos de natureza, paisagem na arte e realiza obras em caminhadas, desenhos, aquarelas, escritos e processos colaborativos. Formou-se em Pintura (EMBAP, 1995); fez mestrado em História (PUC-Rio, 2000). Em 2014, realizou a exposição individual, Ma r, no Centro Cultural Badesc, em Florianópolis. Realizou estágio de doutorado sanduíche, no primeiro semestre de 2022, pela CAPES/UDESC, na Universidade de Roma III, Itália. Nasceu em Assis, São Paulo, em 29/01/1973. Atualmente reside em Florianópolis/SC.

Elisa V. Queiroz é artista visual e designer gráfico. Possui mestrado em Artes Visuais (UDESC) com pesquisa em processos artísticos contemporâneos, é bacharel em Artes Visuais (UDESC) e possui graduação em Design Gráfico (UFSC). Fez mobilidade acadêmica em Turim, Itália onde cursou Belas Artes na Accademia Albertina delle Belle Arti di Torino (2021.1) e posteriormente o master em Eco-design no Politecnico di Torino (2013-2014). Já participou de diversas exposições coletivas, com destaque para “Tudo aquilo que não foi Dito”; – MESC, exposição em que estreou como curadora. Sua produção aborda questões, vividas e/ou imaginárias, criando e inventando memórias e lugares de pertencimento. Explora diversos meios como o desenho, escultura, gravura em vidro, pirografia, pintura, escritos e publicações de artista. Nasceu em Florianópolis, Santa Catarina, em 18/07/1991. Atualmente reside em Florianópolis/SC.

Lorena Galeri tem mestrado em Artes Visuais (UDESC – 2021) com pesquisa sobre feminismo descolonial na arte contemporânea e graduação em Artes Gráficas (UFMG – 2013). Desde 2010 trabalha como fotógrafa e artista gráfica freelancer. Já participou de diversas exposições coletivas. Atualmente participa do grupo de pesquisa Articulações Poéticas (UDESC/CNPq), do Coletivo Elza (Florianópolis), e pesquisa e publica mulheres artistas através de sua editora independente, a editora Bemvinda. Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 23/05/1988. Atualmente reside em Florianópolis/SC.

Shayda Cazaubon é artista visual, arte educadora, designer gráfico, Doutoranda em Artes Visuais na linha de Processos Artísticos Contemporâneos e Mestra em Ensino das Artes Visuais (PPGAV/UDESC). Graduada em Licenciatura em Artes Visuais (UFPel), com período de mobilidade acadêmica em Portugal (UA). Investiga o caminhar como prática poética e pedagógica, parte da noção do caminhar como meio sendo ele compreendido como um dispositivo criativo suspenso. Nascida em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 16/09/1991. Atualmente reside em Palhoça/SC.

Serviço: Abertura exposição MEIO de Bruna Ribeiro, Daniela Vicentini, Elisa V. Queiroz, Lorena Galeri e Shayda Cazaubon

Data: 20 de setembro – terça-feira

Horário: 18h às 20h30

Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro Florianópolis/SC)

Visitação de 21 de setembro a 4 de novembro de 2022 – de segunda a sexta, das 13h às 19h

Entrada gratuita

François Muleka e Julianna Rosa de Souza lançam livros na Fundação Cultural BADESC

convite Juliana e François

Autores participam de evento gratuito marcado para 13 de setembro, em Florianópolis

Na terça-feira, 13 de setembro, a Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis, promove o lançamento de dois livros: “Precioso”, de François Muleka e “O Teatro Negro e as Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral”, de Julianna Rosa de Souza. O evento é gratuito e começa às 18h.

Natural de São Paulo e morando há 15 anos em Florianópolis, François, que é cantor, compositor e multi-instrumentista, faz sua estreia na literatura. “Escrevi este livro com a intenção de me tornar escritor. Faço-me escritor neste livro”, destaca o autor de “Precioso”.

François conta que a literatura entrou cedo na sua vida. “Nasci uma coisa, logo inculcaram-me dois nomes que são um, a tradução do outro: Francisco e François. Aos 22 de março de 1985 começou minha relação com as palavras e com a literatura e a poesia”, explica.

“Precioso”

O autor conta que o livro é um misto de baú de curiosidades. “Nele estão registros de estudos neurocientíficos, caderno e diário de bordo com composições e cifras, letras e ilustrações diversas, além de exercícios poéticos”, compartilha François.

“Precioso”, com 100 páginas, faz parte de uma espécie de suíte de trabalhos artísticos homônimos, entre eles um filme com o mesmo nome, que estreia em 25 de setembro na programação oficial do Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) e de uma exposição de artes visuais com esculturas, pinturas e instalações, que foi apresentada em março de 2022 no Museu Meyer Filho, em Florianópolis, com curadoria de Vento Lima, Francine Goudel e Juliana Crispe.

Para François, fazer o lançamento do livro de estreia ao lado da Julianna Rosa de Souza é uma grande alegria. “Estar ao lado da Julianna neste lançamento propicia um ambiente muito rico e promissor para escritores como nós”, enfatiza.

Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral

Julianna Rosa de Souza, natural de Florianópolis, vai lançar neste dia o livro “O Teatro Negro e as Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral”. Doutora em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e fazendo Pós-Doutorado em Estudos Culturais, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Julianna conta que a escrita faz parte da sua vida desde muito cedo.

“Como mulher preta e de periferia, fui internalizando a ideia de que para ser alguém na vida era preciso saber ler e escrever bem. Então, minha mãe, Marlene Rosa, fez uma alfabetização precoce em casa e com 4 anos já estimulava a escrita do nome, e reconhecimento das letras”, compartilha.

Julianna, que entrou na graduação em pedagogia aos 17 anos e dois anos depois

na Cia Vanguarda de teatro, destaca que foi neste período que ela começou a compreender a escrita e a cena como espaços de profissionalização.

“Já são 15 anos de experiência com escrita acadêmica, publicações de artigos, capítulos de livro e mais recentemente, a partir da pandemia, a publicação independente e artesanal do livro “Luto, Pássaros e Folhas”, em 2020, com uma escrita poética sobre cura e identidade e na parceria conta com as ilustrações de Daniella Alves e poema de abertura de Iyá Leke”, comenta.

Com três livros já publicados: “Luto, Pássaros e Folha” (2020), “O Teatro Negro e as Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral” (2021) e a peça teatral “Sentença ou Sobre a Fúria da Filha Resignada” (2022), Julianna tem ainda no currículo a participação em outras publicações.

O livro, que será lançado na Fundação, tem 262 páginas e prefácio de Leda Maria Martins e contracapa de Júlio Cesar de Tavares. “O Teatro Negro e as Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral” foi publicado pela editora Hucitec em parceria com a Capes e o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UDESC.

“O livro é resultado da tese de doutorado em teatro na UDESC, e parte de uma busca por compreender como a categoria raça opera no campo artístico e logo quais as formas de resistência de artistas negras, negres e negros contemporâneos”, adianta a autora.

Ao longo da pesquisa Julianna fez entrevistas com o Coletivo Nega de Santa Catarina, Coletivo Negro de São Paulo, representado por Jé Oliveira, Aldri Anunciação (autor de Namíbia, Não! e Medida Provisória) e Grace Passô.

“Fazer o lançamento na Fundação é representativo e estratégico. E fico feliz em estar ao lado do François Muleka neste evento, principalmente por ser um reencontro permeado de afeto e poética”, completa.

As publicações vão estar disponíveis para venda com os autores no dia do lançamento. A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis e o horário de visitação é de segunda a sexta, das 13h às 19h.

Sobre os autores:

François Muleka

É cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro de origem Congolesa. Já lançou quatro álbuns autorais e em 2017 sua obra em coautoria com Marissol Mwaba (que também é irmã de François), “Notícias de Salvador”, ficou conhecida na voz de Luedji Luna, indicada ao Latin Grammy 2021 com o disco “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’água”, cuja faixa-título também é parceria com o artista. “Precioso” é o primeiro livro de autoria do artista e faz parte de uma suíte de obras homônimas em várias linguagens: “Precioso”, a exposição de obras visuais apresentada no Museu Meyer Filho, em Florianópolis, e do filme “Precioso”, que estreia em 25 de setembro no Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) 2022.

Julianna Rosa de Souza

É artista, mulher negra, LGBTQIA+, do bairro do Jardim Zanellato, região periférica da Grande Florianópolis/SC. Professora Doutora em Teatro com tese defendida no Programa de Pós-Graduação em Teatro (PPGT/UDESC) e autora do livro O teatro negro e as dinâmicas do racismo no campo teatral (2021). Integrante do Núcleo de Estudos Negros (NEN) de Santa Catarina e pesquisadora no Observatório de Mulheres Negras OJU OBIRIN, grupo de pesquisa do CNPq na UESB – Bahia. Pós-doutoranda em Estudos Culturais no Laborátorio de Estudos Negros (LEN) do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) na UFRJ.

Fundação Cultural BADESC promove lançamento do livro “Outras Flores Se Abrem”

CONVITE  LINA

A autora Lina Veira vai estar presente no evento gratuito que acontece em 25 de agosto

Na quinta-feira, 25 de agosto, a escritora Lina Veira fará o lançamento do livro “Outras Flores Se Abrem” na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. A entrada é gratuita e o evento está marcado para as 18h. Haverá um bate-papo com a artista e uma apresentação musical.

“Outras Flores Se Abrem”, com 310 páginas, foi publicado em 2021 pela editora Motres, e é o segundo livro da escritora. O primeiro, intitulado “Um De Meus Olhares”, foi lançado em 2019. “Minha escrita é sensível e dá continuidade aos temas cotidianos”, salienta a escritora que usa a poesia como instrumento de liberdade e reflexão.

Lina explica que a segunda publicação da carreira é indicada para mulheres e homens que buscam o aperfeiçoamento das relações em suas vidas. “O livro é dividido em seis palavras chaves que trazem uma proposta calma e consciente do reinventar-se, ser cura diante das dores, do choro, dos nãos, diante de um mundo inquietante, deixando a renovação e sabedoria como melhor receita da vida”, destaca.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis/SC. A visitação é gratuita de segunda a sexta, das 13h às 19h.

Sobre a autora

Natural de Fortaleza/CE, a escritora, com formação em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é mãe de dois filhos e mora a mais de 25 anos na Capital do Estado.

Segundo Lina, a paixão pela escrita começou ainda quando era criança. No entanto, só entrou mesmo para o mundo da literatura quando fazia o ensino médio no Colégio Irmãs Doroteias na Capital do Ceará.

“Tinha visitas à biblioteca da escola e lembro que era a melhor hora do dia para mim. Tocar e abrir os livros, escolher para ler, me apaixonei. Contudo, devido outras circunstâncias que nossas vidas acolhem, segui outros rumos, sempre com essa paixão no coração. As redes sociais ajudaram, mas somente com o segundo filho em 2012 decidi focar na escrita, organizar arquivos, mudar o foco da vida e começar a publicar”, compartilha.

Serviço: Lançamento do livro “Outras Flores Se Abrem” de Lina Veira

Data: 25 de agosto – quinta-feira

Horário: 18h

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC

Entrada Gratuita

Audrian Cassanelli abre exposição inédita em Florianópolis

Audrian Convite

O Filho da Soja poderá ser visitada a partir de 26 de julho na Fundação Cultural BADESC

O artista catarinense Audrian Cassanelli abre em 26 de julho a exposição O Filho da Soja, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. A abertura está marcada para as 18h e vai contar com a presença do artista que mora em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
A exposição, que foi selecionada no Edital 2022 da Fundação, é inédita e vem sendo preparada há mais de um ano pelo artista. “A mostra é um fragmento da minha pesquisa de mestrado em Artes Visuais junto à UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), onde pesquiso o autorretrato fotográfico associado às ervas daninhas”, destaca o artista.
Na primeira individual da carreira na Fundação, Audrian vai apresentar cerca de 13 obras, sendo que uma delas é uma instalação com pés de soja que vai ocupar uma sala inteira do espaço expositivo. A exposição é composta ainda por fotografias impressas em diversos suportes, desde a clássica impressão em fine art até a fitotipia, que é um processo de impressão sem utilização de tinta e direto sobre a folha de planta. Revanche simbólica
O Filho da Soja aborda a existência LGBTQIAP+ em cidades do interior de Santa Catarina, a partir da vivência do artista em cidades do Oeste catarinense, onde a principal fonte de renda vem das monoculturas de grãos. “Além das monoculturas de grãos, há por parte das pessoas nesses locais uma monocultura de mentes, onde o diferente é posto à margem e visto como uma peste, como um inço no meio da lavoura”, compartilha.
Ainda segundo o artista, a exposição serve como uma revanche simbólica e tardia a estes espaços onde crescer sendo quem se é, nem sempre é uma opção. “Em muitos deles precisamos disfarçar quem somos, para fazer parte do contexto”, completa. O Filho da Soja
A exposição abre no dia 26 e poderá ser visitada gratuitamente até 9 de setembro, sempre de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h.
“Estou feliz em poder expor na Fundação, e mais feliz ainda em ver a multiplicidade de propostas selecionadas e como elas são provenientes de diversos locais do Estado. Isto mostra um compromisso em fomentar as artes para além de Florianópolis e dos grandes centros”
A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. Sobre o artista
Natural de Xanxerê/SC, Audrian é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFSM na linha de pesquisa de Arte e Tecnologia sob orientação da Prof.ª Dr.ª Darci Raquel Fonseca. É bolsista CAPES, integra o Grupo de Pesquisa em Fotografia (LabFoto) – UFSM e Laboratório de Pesquisa de Filosofia da Fotografia (LabFotoFilo) – FAFIL-UFG. Possui graduação em Artes Visuais – Licenciatura Plena pela Unochapecó. Além de ser membro cofundador do Coletivo Inço. Participou de inúmeras exposições pelo país, destaque para participação no Edital Nacional – ArteSesc Confluências (2015), Bienal Internacional de Curitiba-Polo SC (2017 e 2019) e IV Bienal do Sertão de Artes Visuais (2019). Sua pesquisa tem como foco o autorretrato fotográfico e a imagem do corpo humano associado às ervas-daninhas. Serviço: Abertura exposição O Filho da Soja de Audrian Cassanelli
Data: 26 de julho – terça-feira
Horário: 18h às 20h30
Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro Florianópolis/SC)
Visitação de 27 de julho a 9 de setembro de 2022 – de segunda a sexta, das 13h às 19h
Entrada gratuita

Videoarte: mulheres da América Central apresentam curtas na Fundação Cultural BADESC

convite Fronteiras

Exposição pode ser visitada gratuitamente de 20 a 22 de julho, das 13h às 19h

Entre os dias 20 e 22 de julho, a Fundação Cultural BADESC apresenta a Exposição Fronteiras, uma mostra com sete curtas metragens dirigidos por mulheres artistas contemporâneas da América Central. Com curadoria de Silvana Macêdo e Francela Carrera, a ação é gratuita vai apresentar trabalhos vindos de El Salvador, Guatemala, Honduras e Panamá. A abertura está marcada para as 18h do dia 19 e as curadoras vão falar sobre o processo de seleção dos curtas.
Migração, isolamento pandêmico, assédio sexual no trabalho e violência doméstica são temas dos vídeos. Segundo as curadoras, os curtas retratam as percepções e a cotidianidade dessas seis mulheres a partir de suas vivências em seus países de origem. “As artistas também revelam suas dinâmicas emocionais, identidades de gênero e classe, e outras experiências que vivenciam a partir dos seus contextos geopolíticos”, destaca Francela, que é da Guatemala e mora desde 2019 em Florianópolis.
A Fundação fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. A visitação é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta, das 13h às 19h. Artistas participantes
Andrea Arauz, de Honduras, apresenta Cuerpos Vivos, Gabriela Novoa, que é de El Salvador, produziu o curta Extraño, já Laura Fong Prospert, do Panamá, traz o documentário Where He Was Born, Maria Adela Diaz, da Guatemala, apresenta dois vídeos Bordeline e Free Fall, também da Guatemala, Margarita Figueroa, traz La Casita Azul e Mia Anderson, de Honduras, apresenta o Autorretrato De Um Potencial Malgastado. Sinopse dos curtas
Autorretrato De Um Potencial Malgastado – Mia Anderson
“Inconcebível”, é o autorretrato de Emilia Ánderson, uma jovem hondurenha com ilusões de voltar ao seu país para fazer filmes, apesar do fato de que as pessoas ao seu redor a aconselham a investir seu talento em um país desenvolvido. Emília, com sua própria voz-off e uma colagem de imagens paradas e em câmera lenta, narra a busca de uma identidade cultural estética em um lugar que historicamente têm sido condenado a se definir através do olhar de outsider.
Duração 5:41 minutos Borderline – Maria Adela Diaz
Borderline é uma mirada na realidade de milhares de pessoas que no desespero de sair do país que habitam acodem a situações de alto risco para atravessar fronteiras, neste caso, a artista coloca seu corpo como declaração viva do que os imigrantes vivenciam para tentar uma nova vida. No vídeo se documenta como a artista se acomoda dentro do interior de uma caixa de madeira revestida para empreender uma viagem mar adentro, com a intenção de evidenciar a tortuosa passagem dos indocumentados para chegar aos Estados Unidos.
Duração: 1:55 minutos Cuerpos Vivos – Andrea Arauz
Este curta documental experimental procura, através da sensorialidade de imagens e sons, reivindicar o fortalecimento do corpo feminino e destacar os estereótipos prejudiciais aos quais as meninas, mulheres jovens e mulheres em Honduras estão expostas. Ao mesmo tempo, procura tornar visíveis as altas estatísticas de violência que afetam o país e a falta de proteção por parte das instituições governamentais.
Duração: 17 minutos Extraño – Gabriela Novoa
Estranho é um retrato de nostalgia, de liberdade durante o confinamento, onde as lembranças se tornam os pilares que nos mantêm a flutuar durante a crise de saúde.
Duração: 5 minutos Free Fall – Maria Adela Diaz
Caída Libre é um vídeo-performance onde um grupo de imigrantes latinos colocam asas fictícias para encenar o voo de um pássaro. Como o mito de Ícaro, os imigrantes tentam construir asas para voar alto, mas por mais que tentem as asas não cumprem sua função e eles voltam no chão. Uma reflexão sobre o cotidiano dos indocumentados, que logo de atravessar a fronteiras procuram uma e outra vez uma vida estável, uma vida que não conseguiram nos países dos quais fugiram.
Duração: 3:35 minutos La Casita Azul – de Margarita Figueroa
Ao chegar em um hotel na Cidade da Guatemala, Tita enfrentará a memória de sua estadia anterior, uma viagem que prometia novidade e conforto em um albergue em algum lugar isolado e tranquilo, mas ao invés disso ela encontra um ambiente de trabalho inseguro e instável graças ao proprietário do lugar. Inspirado por uma história verdadeira, infelizmente mais de uma de nós se identificará com sua situação.
Duração: 9 minutos Where He Was Born – Laura Fong Prospert
Documentário íntimo sobre a busca das raízes e a descoberta de parentes perdidos na casa, perto de Zhongshan, China.
Duração: 30 minutos