Desenho de Monstro é 1ª exposição inédita de 2023 na Fundação Cultural BADESC

Nona edição do projeto leva o nome de “Nau dos In-sensatos” e abre na quinta-feira, dia 16 de fevereiro; entrada gratuita

A exposição Coletiva Desenho de Monstro “Nau dos In-sensatos” – 9ª edição, organizada por Adriana Mdos Santos, é a primeira mostra inédita a ser exposta em 2023 na Fundação Cultural BADESC. A abertura, com entrada gratuita, será às 19h da quinta-feira, 16 de fevereiro. Na data será realizada uma intervenção musical do projeto Tokata Monstro e declamação de poesia com Rosane Cordeiro da Silva.

Adriana explica que o projeto começou em 2010 e a cada edição há um ineditismo tanto na temática, quanto no formato da mostra. A curadora destaca que Desenho de Monstro trata de pensar o monstruoso como via de reflexão acerca do que a sociedade entende como além do humano.

Para a curadora, a mostra coletiva propõe que o visitante busque o estranho, o insólito, o diferente na sua produção pessoal, não havendo nenhuma restrição de conteúdo, abordagem ou linha conceitual.

Desenhos, pinturas, fotografias, objetos e peças cerâmicas, instalação e vídeo fazem parte desta edição da mostra.

“‘Nau dos In-sensatos’ tem como princípio transpor certas regras curatoriais e de montagem, tendo um caráter muito particular. Tanto que ela se constitui numa certa imprevisibilidade, ainda que obviamente respeitando as regras dos espaços onde acontece. Na coletiva há uma certa cumplicidade entre os envolvidos que tange alguns movimentos da arte onde ela pode tocar notas muito sutis e profundas do público que a aprecia”, destaca a organizadora da mostra.

Artistas participantes

Além da curadora e idealizadora do projeto, Adriana Mdos Santos, outros 19 artistas participam da exposição, são eles: Betânia Silveira, Camila Villacis, Carmen Zaglul, Eliane Veiga, Estevão Mattos, Fernanda Fonseca Machado, Isabela Mendes Sielski, Janaína Corá, João Muller, Joseane Regina Reginatto, Kauê Policastro, Manolo Doyle, Marta Martins, Maurício Muniz, Ricardo Ramos, Robson Xavier da Costa, Ronaldo Linhares, Saulo Pereira e Thaís Gil. O texto de apresentação da nona edição é de Jayro Schmidt.

Adriana ressalta que todos os participantes da nona edição ficaram felizes com a realização da exposição na Fundação Cultural BADESC. “Há um vínculo afetivo e de profundo respeito pelo que este espaço representa em Santa Catarina. E a nossa expectativa é de que a Desenho de Mostro “Nau dos In-sensatos” – 9ª edição seja um acontecimento muito relevante para o histórico da coletiva aliada a um recomeço simbólico da vida cultural do país”, completa.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis, a visitação gratuita pode ser feita até 30 de março de 2023, sempre de segunda a sexta, das 13h às 19h.

Serviço: Abertura exposição Coletiva Desenho de Monstro “Nau dos In-sensatos” – 9ª edição

Data:  16 de fevereiro – quinta-feira

Horário: 19h

Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro Florianópolis/SC)

Visitação de 17 de fevereiro a 30 de março de 2023 – de segunda a sexta, das 13h às 19h

Entrada gratuita

Fundação Cultural BADESC divulga resultado do Edital 20233

Fundação Cultural BADESC divulga resultado do Edital 2023

Cinco projetos foram selecionados, primeira exposição será aberta em 6 de abril

 

O calendário expositivo da Fundação Cultural BADESC vai apresentar ao longo de 2023 cinco exposições que foram selecionadas no Edital 2023. Os projetos aprovados pela comissão julgadora são dos seguintes proponentes: Adriane Kirst (Transmudar), Jérémie Bonheure, junto dos artistas Deborah Seixas, Naiara Bertoli e Ruth Steyer (Astronauta de Pano), Luanda de Oliveira (A Arqueóloga na casa do sonho), Lucas Speranza, junto dos artistas Estela Camillo, Gustavo Magalhães, Hércules Scapo e João Matheus (O Sul São Meus Pais) e Rosa Grizzo (Ações para desfazer invisibilidades). Todos os projetos selecionados serão apresentados no Espaço Fernando Beck.

Nesta edição foram inscritas 79 propostas, oriundas de sete estados brasileiros, sendo que a maioria foi de catarinenses. Os projetos foram avaliados pela comissão formada pela professora, pesquisadora e crítica de arte Luciane Garcez, por Marinilse Netto professora e coordenadora do curso de Artes Visuais da Unochapecó e pelo artista visual, arte educador e pesquisador Sebastião Gaudêncio Branco.

A seletiva dos cinco projetos foi realizada na quarta-feira, 8 de março de 2023, durante videoconferência. E conforme descrito no regulamento do Edital, caso algum dos artistas aprovados não possa participar, a comissão elencou também dois projetos como suplentes.

 

Primeira exposição

A equipe da Fundação fará contato com os selecionados e em breve irá divulgar na imprensa, no site e nas redes oficiais da Fundação a ordem das exposições. No entanto, a primeira exposição do Edital 2023 já tem data definida para abertura, será na quinta-feira, 6 de abril.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. As visitações gratuitas podem ser feitas de segunda a sexta, das 13h às 19h.

Romance ficcional baseado numa história real será lançado na Fundação Cultural BADESC

‘Miçangas Húngaras’ é a quinta publicação escrita por Danilo Silvio Aurich; lançamento será em 9 de março

 

Baseado numa história real, o romance ficcional ‘Miçangas Húngaras’, do gaúcho Danilo Silvio Aurich, será lançado às 18h da quinta-feira, 9 de março, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. A entrada é gratuita.

Aurich, que mora desde 1966 em Florianópolis, conta que foi ao ouvir uma história cativante de uma pessoa que enfrentou situações desesperadoras na infância e na adolescência, que percebeu a oportunidade de expor aquele relato dramático nas páginas de um livro. “Evitando o formato biográfico, optei pelo viés da ficção, inserindo inúmeros personagens e ações imaginárias, assim como locais e cidades que não são as originais. No entanto, a trama permaneceu equilibrando-se sobre a linha de vida da protagonista”, destaca o autor de 80 anos de idade.

Dividida em capítulos, que separam episódios bem caracterizados, a obra recebeu esse título em referência a protagonista. Segundo o autor, ela conta sua história a partir de miçangas e objetos que pertenceram a idosas de origem magiar, pessoas que marcaram significativamente a vida dela.

O livro com 172 páginas e que oferece uma leitura fácil e fluida, deixando o leitor sempre na esperança de que a protagonista escape das asperezas que a vida lhe apresenta, estará à venda no dia do lançamento pelo valor de R$ 50.

“Ter a oportunidade de ocupar as dependências da Fundação Cultural BADESC para realizar o lançamento de um livro, deixa o escritor orgulhoso. Orgulhoso não só por ocupar o espaço, mas também pela consideração que recebe como artista. O lançamento de um livro neste espaço é um momento adequado para reconhecer o esforço que a Fundação faz em prol do desenvolvimento cultural e artístico do Estado”, salienta o autor.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis/SC.

 

Quinta publicação

‘Miçangas Húngaras’ é a quinta publicação lançada pelo autor. O primeiro livro foi publicado em novembro de 2009 e recebeu o nome de ‘Sinais – Na esteira de seus códigos e presságios, uma história no Sul do Brasil’. ‘Tatalar de Ossos’, surgiu mais de dez anos após Sinais. “De 2009 até 2019 dediquei-me a contos. Ao final de 2019, no início da pandemia, eu havia decidido reunir alguns contos premiados em concursos e outros de minha predileção num livro. Assim, em 2020, Tatalar de Ossos estava pronto para ser publicado”, conta.

O terceiro, outro romance, ‘Sonhar mais um sonho impossível’, surgiu quando o autor ouviu uma história contada à esposa. Já o quarto livro, ‘Não me pertencem mais’, surgiu durante o período da pandemia. “O livro, que parece ser infantil, na verdade, por resgatar brincadeiras e jogos, muitos deles esquecidos, é dirigido especialmente a idosos que viveram aquele tempo”, explica.

 

Vida literária

Natural de Porto Alegre/RS e morando desde 1966 em Florianópolis, Danilo Silvio Aurich começou a se dedicar à literatura em 2004, após a aposentadoria na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na CELESC. Na verdade, mesmo antes disso o engenheiro eletricista de formação, já escrevia textos, mas não pensava em publicações.

“Ainda engenheiro e professor universitário, ensaiava escrever contos, histórias inacabadas, que iam para as gavetas. Aposentado, com a disponibilidade de tempo, antes escasso, surgiu a oportunidade de se dedicar mais às atividades esportivas, aos livros e à escrita”, completa.

 

Serviço: Lançamento do livro Miçangas Húngaras de Danilo Silvio Aurich

Data: 9 de março – quinta-feira

Horário: 18h

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC

Entrada Gratuita

Fundação divulga apenas nas redes oficiais a agenda cultural

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A Fundação Cultural BADESC informa que todos os eventos, seja lançamento de livro, abertura de exposições ou outras ações gratuitas são divulgadas apenas no site fundacaoculturabadesc.com e nas redes sociais oficiais: Instagram @fundacaobadesc e página do Facebook: https://www.facebook.com/fundacao.badesc

 

Agradecemos a compreensão!

MEIO, Coletiva

Meio

MEIO

BRUNA RIBEIRO • DANIELA VICENTINI • ELISA V. QUEIROZ • LORENA GALERI • SHAYDA CAZAUBON

ESPAÇO FERNANDO BECK | 20 DE SETEMBRO A 04 DE NOVEMBRO DE 2022

Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
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APRESENTAÇÃO

Quando você sentir que o céu está ficando muito baixo, é só empurrá-lo e respirar.
Ailton Krenak Exposição Meio, Coletiva Exposição Meio, Coletiva Exposição Meio, Coletiva Exposição Meio, Coletiva

Em meio ao fim do mundo, durante a pandemia de covid-19, cinco mulheres artistas têm dividido o espaço virtual para dialogarem sobre suas pesquisas em arte (e vida). Em um grupo de WhatsApp intitulado “meio”, ao longo dos dois anos de isolamento social, trocamos afetos, cuidados, palavras e referências. São pesquisas localizadas sempre no meio: entre corpo e planta, entre terra e céu, entre real e imaginado, entre morte e vida.

Segundo o dicionário, o conceito de meio é amplo: a metade de uma unidade; ponto médio no espaço ou tempo; modo para se chegar a um fim; mais ou menos; nem muito e nem pouco. Com base nesses conceitos, é o contrário de algo completo ou inteiro. Meio é sinônimo de canal, centro, conduto, mediante, bens, recursos, ambiente, possibilidade, metade. A noção de meio está articulada à força que nos move, sendo o nosso local de partida e também de chegada. Nele está tudo aquilo que sobra, que escapa aos olhos, que está à margem na sociedade contemporânea. Habitamos o meio como lugar de morada, insistimos e resistimos para dar vida a memórias, corpos e terrenos baldios.

A exposição para a Fundação Cultural BADESC é feita de múltiplas linguagens, fotografias impressas e projetadas, desenhos, escritos, instalações e ações colaborativas, no desejo de criar — como nos ensina Krenak — novas paisagens, espaços de respiro, estratégias de sobrevivência pela arte e pelo fazer artístico.

Paisagens reais e imaginárias, íntimas, (des)construídas, são percebidas aqui como possibilidades de empoderamento, pertencimento e sensibilidade. Outros meios de habitar e perceber a si e ao mundo.

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O FILHO DA SOJA, de Audrian Cassanelli

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O FILHO DA SOJA

AUDRIAN CASSANELLI

ESPAÇO FERNANDO BECK | 26 DE JULHO A 09 DE SETEMBRO DE 2022

Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
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FILHO DA SOJA

Exposição O filho da Soja, de Audrian Cassanelli Exposição O filho da Soja, de Audrian Cassanelli Desde sempre estive rodeado pelas monoculturas. Da janela de meu quarto conseguia observar os campos de soja nos arredores da cidade. Vez ou outra ainda na infância visitei tais campos. E o que me chamou atenção, não foi a imponência de um manto verde de soja, plantadas lado a lado em uma simetria perfeita. O que me deixou interessado mesmo foi poder observar plantas outras, que como meu pai mesmo dizia: “Eram sem serventia para o agronegócio”. Plantas que nasciam entre os pés de soja que meu pai cuidava com tanto afinco.
Esses inços, cada qual ao seu jeito, insistiam em nascer na terra lavada por Roundup, teimavam em crescer onde ninguém queria que eles nascessem. Rebrotavam mesmo depois de todas as investidas de meu pai em exterminá-las. Iam contra toda a lógica de uma sociedade estruturada em torno da ideia de produtividade no campo, isso de nascer, crescer, dar lucro e morrer.
Eu nunca fui soja, era o filho não planejado, criado por mãe solo, certamente eu era uma peste. Tanto isto é fato, que meu pai agricultor, desses que plantam soja desde que se entende por gente, assim que me identificou como inço, ainda criança, me arrancou de sua vida com o mesmo vigor que ele insistia em eliminar todas as ervas daninhas da lavoura.
Em uma das visitas de final de semana, meu pai disse: “Filho meu não vai ser maricas! Não tenho mais filho!”
Ouvi a porta bater atrás de mim. Esta porta nunca mais se abriu.
Cresci em meio as monoculturas, de grãos e principalmente de mentes. Tentei me encaixar, mas tal qual os inços nas lavouras, minha presença destoava daquele lugar. Hoje entendo que meu lugar é aqui, em meio a soja. Pode parecer contraditório, mas ao invés de fugir, eu escolhi resistir daqui do chão de onde nasci. Rodeado pela soja e pelos coronéis financiados pelo agronegócio, em um dos estados mais fascistas do país. Sigo sendo professor e procurando outros inços, outras bixas do mato, toda a sorte de gentes-pestes e filhos expulsos.
Se eu nasci filho da soja, hoje me tornei filho das ervas-daninhas.

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PRÓLOGO SOBRE EXPERIÊNCIA COLETIVA, de Giba Duarte

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PRÓLOGO SOBRE EXPERIÊNCIA COLETIVA

GIBA DUARTE

ESPAÇO FERNANDO BECK | 31 DE MAIO A 15 DE JULHODE 2022

Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
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PRÓLOGO SOBRE EXPERIÊNCIAS COLETIVAS

Prologo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte Prologo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte

contém trabalhos autorais e colaborativos, trazendo para superfície temas que atravessaram/atravessam estas vivências no coletivo.

Partindo de uma cosmovisão LGBTQIA+ como proposta, estes temas proporcionam um diálogo múltiplo sobre ativismo, ancestralidade, precariedade, lixo, margens, vivência, hiv, redução de danos, etárismo,  minorias, inclusão, troca de saberes, redes afetivas, performatividade possíveis, acesso e saúde.

Uma instalação com caráter de organismo diverso,  abordando a ressignificação do resíduo/descarte/consumo e memória afetiva, gerando reflexões sobre o ciclo de transformar “lixo e traumas” em possibilidade, ocupar espaços e ampliar conhecimentos.

Assim como a instalação propõe, apropria-se do mecanismo deste ciclo de ressignificação e troca para reinventar novas estruturas de nós mesmos, no sentido de repensarmos decolonialmente o enraizamento em nossas vidas de preconceito, racismo (reparação histórica), consumo e outros. E desta forma fazer novos arranjos de estar e agir diante desta perspectiva para o mundo.

Texto por Giba y Iam Campigotto

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DILEÇÃO DIREÇÃO (OU AFETOS TRANSPOSTOS), de Jan M.O.

Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.

DILEÇÃO DIREÇÃO (OU AFETOS TRANSPOSTOS)

JAN M. O.

CURADORIA DE JULIANA CRISPE

ESPAÇO FERNANDO BECK | 08 DE ABRIL A 20 DE MAIO DE 2022

Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
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APRESENTAÇÃO

Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O. Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O. Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O. Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.

A exposição Dileção-Direção (ou Afetos transpostos) de Jan M.O. propõe pensar relações entre lembrança e acontecimento que partem do tempo do vivido para ganharem novas dimensões na Arte. Memórias e Afecções pessoais ou de outras pessoas são forças motriz para a produção do artista, que se dão em obras de linguagens múltiplas, entre gravuras, dese-nhos, instalações e objetos. A memória aqui está não só como relato, mas como ficção, que deslocada pro-jeta-se para possíveis contágios dos espectadores, nas relações entre memória do artista e a das susci-tadas e provocadas no público. Morte, perda, renasci-mento, lembrança-esquecimento, reinvenção; são dobras que operam nesta exposição.

As palavras Dileção = afeição e estima consciente, e direção = ato ou efeito de dirigir ou apontar, intitulam esta exposição como os caminhos possíveis e trans-portados de vivências e sentimentos desdobrados no tempo presente.

Como em Palimpsestos, que em sua origem, dá-se através de pergaminho ou papiro cujo texto inicial é eliminado para permitir a reutilização para composi-ção de outros textos, criando assim fantasmas tem-porais que se contaminam; as obras de Jan realizam esse processo de raspagens e acúmulos, formando pelas lembranças, camadas possíveis nas relações temporais produzidas pelos acontecimentos.

Diante desses acontecimentos, que pode ser pensado conceitualmente pela via do filósofo francês Gilles Deleuze as obras são como vapor que sai dos estados das coisas, não se confundindo com elas, mas se transportando por outros modos. O acontecimento não é da ordem do tempo classificável, o tempo cujos instantes se sucedem, mas da ordem do devir, o qual pertence ao tempo da imanência.

Perante estes movimentos dos tempos que se sobre-põem, no que se instala nesse entretempo, o que Jan faz é coexistir o tempo para além da definição ordiná-ria que temos dele, prolongando em novos modos de ser e o reinventando em seu processo criativo.

O que o senso comum pensa sobre o tempo e a me-mória efetivasse em um segmento linear, de um su-jeito que no presente rememora o passado e deseja algo para o futuro. Essa temporalidade linear em que esses três movimentos (passado-presente-futuro) são aparentemente descontínuos e estáticos entre eles é também o que Deleuze propõe abalar a partir das leituras que faz do também filósofo francês Henri Bergson. Deleuze como Bergson compreende o tempo como não linear, ao invés de uma linha de tempo, tem-se um emaranhado de tempo que se cruzam, se fissuram, criam novas camadas do vivido, um labirinto de múltiplos caminhos; tempos que se perfuram e se retomam como outro no agora. Um sempre outro…

Juliana Crispe | Curadora

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Fundação Cultural BADESC abre inscrições para o Edital de Exposições 2023

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Interessados podem fazer a inscrição gratuita e totalmente online até o dia 10 de fevereiro de 2023

Os artistas interessados em apresentar projetos expositivos na Fundação Cultural BADESC podem se inscrever no Edital de Exposições 2023 a partir do dia 5 de dezembro de 2022. As inscrições gratuitas e totalmente online, podem ser feitas no link bit.ly/editalFCB2023 até o dia 10 de fevereiro de 2023. O regulamento e demais informações do edital estão disponíveis no site da Fundação https://fcbadesc.dreamhosters.com/edital/

Serão selecionados cinco projetos para ocupar o Espaço Fernando Beck e cada um vai ser apresentado de acordo com o calendário expositivo proposto pela Fundação. Cada projeto aprovado no Edital 2023 vai receber, de acordo com os termos do Edital, a quantia de R$ 1.500,00.

A seleção é aberta às diferentes linguagens visuais, incluindo pintura, gravura, desenho, escultura, fotografia, objeto, instalação, videoarte, arte digital, entre outras possibilidades.

O resultado da seleção será divulgado no site www.fundacaoculturalbadesc.com até 31 de março de 2023.

Serviço: Edital de Exposições 2023 – Fundação Cultural BADESC

Data: De 5 de dezembro de 2022 até 10 de fevereiro de 2023

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3224-8846

Inscrições gratuitas e totalmente online no link https://bit.ly/editalFCB2023

Regulamento completo no site fundacaoculturalbadesc.com.