François Muleka e Julianna Rosa de Souza lançam livros na Fundação Cultural BADESC

convite Juliana e François

Autores participam de evento gratuito marcado para 13 de setembro, em Florianópolis

Na terça-feira, 13 de setembro, a Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis, promove o lançamento de dois livros: “Precioso”, de François Muleka e “O Teatro Negro e as Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral”, de Julianna Rosa de Souza. O evento é gratuito e começa às 18h.

Natural de São Paulo e morando há 15 anos em Florianópolis, François, que é cantor, compositor e multi-instrumentista, faz sua estreia na literatura. “Escrevi este livro com a intenção de me tornar escritor. Faço-me escritor neste livro”, destaca o autor de “Precioso”.

François conta que a literatura entrou cedo na sua vida. “Nasci uma coisa, logo inculcaram-me dois nomes que são um, a tradução do outro: Francisco e François. Aos 22 de março de 1985 começou minha relação com as palavras e com a literatura e a poesia”, explica.

“Precioso”

O autor conta que o livro é um misto de baú de curiosidades. “Nele estão registros de estudos neurocientíficos, caderno e diário de bordo com composições e cifras, letras e ilustrações diversas, além de exercícios poéticos”, compartilha François.

“Precioso”, com 100 páginas, faz parte de uma espécie de suíte de trabalhos artísticos homônimos, entre eles um filme com o mesmo nome, que estreia em 25 de setembro na programação oficial do Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) e de uma exposição de artes visuais com esculturas, pinturas e instalações, que foi apresentada em março de 2022 no Museu Meyer Filho, em Florianópolis, com curadoria de Vento Lima, Francine Goudel e Juliana Crispe.

Para François, fazer o lançamento do livro de estreia ao lado da Julianna Rosa de Souza é uma grande alegria. “Estar ao lado da Julianna neste lançamento propicia um ambiente muito rico e promissor para escritores como nós”, enfatiza.

Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral

Julianna Rosa de Souza, natural de Florianópolis, vai lançar neste dia o livro “O Teatro Negro e as Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral”. Doutora em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e fazendo Pós-Doutorado em Estudos Culturais, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Julianna conta que a escrita faz parte da sua vida desde muito cedo.

“Como mulher preta e de periferia, fui internalizando a ideia de que para ser alguém na vida era preciso saber ler e escrever bem. Então, minha mãe, Marlene Rosa, fez uma alfabetização precoce em casa e com 4 anos já estimulava a escrita do nome, e reconhecimento das letras”, compartilha.

Julianna, que entrou na graduação em pedagogia aos 17 anos e dois anos depois

na Cia Vanguarda de teatro, destaca que foi neste período que ela começou a compreender a escrita e a cena como espaços de profissionalização.

“Já são 15 anos de experiência com escrita acadêmica, publicações de artigos, capítulos de livro e mais recentemente, a partir da pandemia, a publicação independente e artesanal do livro “Luto, Pássaros e Folhas”, em 2020, com uma escrita poética sobre cura e identidade e na parceria conta com as ilustrações de Daniella Alves e poema de abertura de Iyá Leke”, comenta.

Com três livros já publicados: “Luto, Pássaros e Folha” (2020), “O Teatro Negro e as Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral” (2021) e a peça teatral “Sentença ou Sobre a Fúria da Filha Resignada” (2022), Julianna tem ainda no currículo a participação em outras publicações.

O livro, que será lançado na Fundação, tem 262 páginas e prefácio de Leda Maria Martins e contracapa de Júlio Cesar de Tavares. “O Teatro Negro e as Dinâmicas do Racismo no Campo Teatral” foi publicado pela editora Hucitec em parceria com a Capes e o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UDESC.

“O livro é resultado da tese de doutorado em teatro na UDESC, e parte de uma busca por compreender como a categoria raça opera no campo artístico e logo quais as formas de resistência de artistas negras, negres e negros contemporâneos”, adianta a autora.

Ao longo da pesquisa Julianna fez entrevistas com o Coletivo Nega de Santa Catarina, Coletivo Negro de São Paulo, representado por Jé Oliveira, Aldri Anunciação (autor de Namíbia, Não! e Medida Provisória) e Grace Passô.

“Fazer o lançamento na Fundação é representativo e estratégico. E fico feliz em estar ao lado do François Muleka neste evento, principalmente por ser um reencontro permeado de afeto e poética”, completa.

As publicações vão estar disponíveis para venda com os autores no dia do lançamento. A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis e o horário de visitação é de segunda a sexta, das 13h às 19h.

Sobre os autores:

François Muleka

É cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro de origem Congolesa. Já lançou quatro álbuns autorais e em 2017 sua obra em coautoria com Marissol Mwaba (que também é irmã de François), “Notícias de Salvador”, ficou conhecida na voz de Luedji Luna, indicada ao Latin Grammy 2021 com o disco “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’água”, cuja faixa-título também é parceria com o artista. “Precioso” é o primeiro livro de autoria do artista e faz parte de uma suíte de obras homônimas em várias linguagens: “Precioso”, a exposição de obras visuais apresentada no Museu Meyer Filho, em Florianópolis, e do filme “Precioso”, que estreia em 25 de setembro no Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) 2022.

Julianna Rosa de Souza

É artista, mulher negra, LGBTQIA+, do bairro do Jardim Zanellato, região periférica da Grande Florianópolis/SC. Professora Doutora em Teatro com tese defendida no Programa de Pós-Graduação em Teatro (PPGT/UDESC) e autora do livro O teatro negro e as dinâmicas do racismo no campo teatral (2021). Integrante do Núcleo de Estudos Negros (NEN) de Santa Catarina e pesquisadora no Observatório de Mulheres Negras OJU OBIRIN, grupo de pesquisa do CNPq na UESB – Bahia. Pós-doutoranda em Estudos Culturais no Laborátorio de Estudos Negros (LEN) do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) na UFRJ.

Fundação Cultural BADESC promove lançamento do livro “Outras Flores Se Abrem”

CONVITE  LINA

A autora Lina Veira vai estar presente no evento gratuito que acontece em 25 de agosto

Na quinta-feira, 25 de agosto, a escritora Lina Veira fará o lançamento do livro “Outras Flores Se Abrem” na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. A entrada é gratuita e o evento está marcado para as 18h. Haverá um bate-papo com a artista e uma apresentação musical.

“Outras Flores Se Abrem”, com 310 páginas, foi publicado em 2021 pela editora Motres, e é o segundo livro da escritora. O primeiro, intitulado “Um De Meus Olhares”, foi lançado em 2019. “Minha escrita é sensível e dá continuidade aos temas cotidianos”, salienta a escritora que usa a poesia como instrumento de liberdade e reflexão.

Lina explica que a segunda publicação da carreira é indicada para mulheres e homens que buscam o aperfeiçoamento das relações em suas vidas. “O livro é dividido em seis palavras chaves que trazem uma proposta calma e consciente do reinventar-se, ser cura diante das dores, do choro, dos nãos, diante de um mundo inquietante, deixando a renovação e sabedoria como melhor receita da vida”, destaca.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis/SC. A visitação é gratuita de segunda a sexta, das 13h às 19h.

Sobre a autora

Natural de Fortaleza/CE, a escritora, com formação em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é mãe de dois filhos e mora a mais de 25 anos na Capital do Estado.

Segundo Lina, a paixão pela escrita começou ainda quando era criança. No entanto, só entrou mesmo para o mundo da literatura quando fazia o ensino médio no Colégio Irmãs Doroteias na Capital do Ceará.

“Tinha visitas à biblioteca da escola e lembro que era a melhor hora do dia para mim. Tocar e abrir os livros, escolher para ler, me apaixonei. Contudo, devido outras circunstâncias que nossas vidas acolhem, segui outros rumos, sempre com essa paixão no coração. As redes sociais ajudaram, mas somente com o segundo filho em 2012 decidi focar na escrita, organizar arquivos, mudar o foco da vida e começar a publicar”, compartilha.

Serviço: Lançamento do livro “Outras Flores Se Abrem” de Lina Veira

Data: 25 de agosto – quinta-feira

Horário: 18h

Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC

Entrada Gratuita

Audrian Cassanelli abre exposição inédita em Florianópolis

Audrian Convite

O Filho da Soja poderá ser visitada a partir de 26 de julho na Fundação Cultural BADESC

O artista catarinense Audrian Cassanelli abre em 26 de julho a exposição O Filho da Soja, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. A abertura está marcada para as 18h e vai contar com a presença do artista que mora em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
A exposição, que foi selecionada no Edital 2022 da Fundação, é inédita e vem sendo preparada há mais de um ano pelo artista. “A mostra é um fragmento da minha pesquisa de mestrado em Artes Visuais junto à UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), onde pesquiso o autorretrato fotográfico associado às ervas daninhas”, destaca o artista.
Na primeira individual da carreira na Fundação, Audrian vai apresentar cerca de 13 obras, sendo que uma delas é uma instalação com pés de soja que vai ocupar uma sala inteira do espaço expositivo. A exposição é composta ainda por fotografias impressas em diversos suportes, desde a clássica impressão em fine art até a fitotipia, que é um processo de impressão sem utilização de tinta e direto sobre a folha de planta. Revanche simbólica
O Filho da Soja aborda a existência LGBTQIAP+ em cidades do interior de Santa Catarina, a partir da vivência do artista em cidades do Oeste catarinense, onde a principal fonte de renda vem das monoculturas de grãos. “Além das monoculturas de grãos, há por parte das pessoas nesses locais uma monocultura de mentes, onde o diferente é posto à margem e visto como uma peste, como um inço no meio da lavoura”, compartilha.
Ainda segundo o artista, a exposição serve como uma revanche simbólica e tardia a estes espaços onde crescer sendo quem se é, nem sempre é uma opção. “Em muitos deles precisamos disfarçar quem somos, para fazer parte do contexto”, completa. O Filho da Soja
A exposição abre no dia 26 e poderá ser visitada gratuitamente até 9 de setembro, sempre de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h.
“Estou feliz em poder expor na Fundação, e mais feliz ainda em ver a multiplicidade de propostas selecionadas e como elas são provenientes de diversos locais do Estado. Isto mostra um compromisso em fomentar as artes para além de Florianópolis e dos grandes centros”
A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. Sobre o artista
Natural de Xanxerê/SC, Audrian é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFSM na linha de pesquisa de Arte e Tecnologia sob orientação da Prof.ª Dr.ª Darci Raquel Fonseca. É bolsista CAPES, integra o Grupo de Pesquisa em Fotografia (LabFoto) – UFSM e Laboratório de Pesquisa de Filosofia da Fotografia (LabFotoFilo) – FAFIL-UFG. Possui graduação em Artes Visuais – Licenciatura Plena pela Unochapecó. Além de ser membro cofundador do Coletivo Inço. Participou de inúmeras exposições pelo país, destaque para participação no Edital Nacional – ArteSesc Confluências (2015), Bienal Internacional de Curitiba-Polo SC (2017 e 2019) e IV Bienal do Sertão de Artes Visuais (2019). Sua pesquisa tem como foco o autorretrato fotográfico e a imagem do corpo humano associado às ervas-daninhas. Serviço: Abertura exposição O Filho da Soja de Audrian Cassanelli
Data: 26 de julho – terça-feira
Horário: 18h às 20h30
Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro Florianópolis/SC)
Visitação de 27 de julho a 9 de setembro de 2022 – de segunda a sexta, das 13h às 19h
Entrada gratuita

Videoarte: mulheres da América Central apresentam curtas na Fundação Cultural BADESC

convite Fronteiras

Exposição pode ser visitada gratuitamente de 20 a 22 de julho, das 13h às 19h

Entre os dias 20 e 22 de julho, a Fundação Cultural BADESC apresenta a Exposição Fronteiras, uma mostra com sete curtas metragens dirigidos por mulheres artistas contemporâneas da América Central. Com curadoria de Silvana Macêdo e Francela Carrera, a ação é gratuita vai apresentar trabalhos vindos de El Salvador, Guatemala, Honduras e Panamá. A abertura está marcada para as 18h do dia 19 e as curadoras vão falar sobre o processo de seleção dos curtas.
Migração, isolamento pandêmico, assédio sexual no trabalho e violência doméstica são temas dos vídeos. Segundo as curadoras, os curtas retratam as percepções e a cotidianidade dessas seis mulheres a partir de suas vivências em seus países de origem. “As artistas também revelam suas dinâmicas emocionais, identidades de gênero e classe, e outras experiências que vivenciam a partir dos seus contextos geopolíticos”, destaca Francela, que é da Guatemala e mora desde 2019 em Florianópolis.
A Fundação fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. A visitação é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta, das 13h às 19h. Artistas participantes
Andrea Arauz, de Honduras, apresenta Cuerpos Vivos, Gabriela Novoa, que é de El Salvador, produziu o curta Extraño, já Laura Fong Prospert, do Panamá, traz o documentário Where He Was Born, Maria Adela Diaz, da Guatemala, apresenta dois vídeos Bordeline e Free Fall, também da Guatemala, Margarita Figueroa, traz La Casita Azul e Mia Anderson, de Honduras, apresenta o Autorretrato De Um Potencial Malgastado. Sinopse dos curtas
Autorretrato De Um Potencial Malgastado – Mia Anderson
“Inconcebível”, é o autorretrato de Emilia Ánderson, uma jovem hondurenha com ilusões de voltar ao seu país para fazer filmes, apesar do fato de que as pessoas ao seu redor a aconselham a investir seu talento em um país desenvolvido. Emília, com sua própria voz-off e uma colagem de imagens paradas e em câmera lenta, narra a busca de uma identidade cultural estética em um lugar que historicamente têm sido condenado a se definir através do olhar de outsider.
Duração 5:41 minutos Borderline – Maria Adela Diaz
Borderline é uma mirada na realidade de milhares de pessoas que no desespero de sair do país que habitam acodem a situações de alto risco para atravessar fronteiras, neste caso, a artista coloca seu corpo como declaração viva do que os imigrantes vivenciam para tentar uma nova vida. No vídeo se documenta como a artista se acomoda dentro do interior de uma caixa de madeira revestida para empreender uma viagem mar adentro, com a intenção de evidenciar a tortuosa passagem dos indocumentados para chegar aos Estados Unidos.
Duração: 1:55 minutos Cuerpos Vivos – Andrea Arauz
Este curta documental experimental procura, através da sensorialidade de imagens e sons, reivindicar o fortalecimento do corpo feminino e destacar os estereótipos prejudiciais aos quais as meninas, mulheres jovens e mulheres em Honduras estão expostas. Ao mesmo tempo, procura tornar visíveis as altas estatísticas de violência que afetam o país e a falta de proteção por parte das instituições governamentais.
Duração: 17 minutos Extraño – Gabriela Novoa
Estranho é um retrato de nostalgia, de liberdade durante o confinamento, onde as lembranças se tornam os pilares que nos mantêm a flutuar durante a crise de saúde.
Duração: 5 minutos Free Fall – Maria Adela Diaz
Caída Libre é um vídeo-performance onde um grupo de imigrantes latinos colocam asas fictícias para encenar o voo de um pássaro. Como o mito de Ícaro, os imigrantes tentam construir asas para voar alto, mas por mais que tentem as asas não cumprem sua função e eles voltam no chão. Uma reflexão sobre o cotidiano dos indocumentados, que logo de atravessar a fronteiras procuram uma e outra vez uma vida estável, uma vida que não conseguiram nos países dos quais fugiram.
Duração: 3:35 minutos La Casita Azul – de Margarita Figueroa
Ao chegar em um hotel na Cidade da Guatemala, Tita enfrentará a memória de sua estadia anterior, uma viagem que prometia novidade e conforto em um albergue em algum lugar isolado e tranquilo, mas ao invés disso ela encontra um ambiente de trabalho inseguro e instável graças ao proprietário do lugar. Inspirado por uma história verdadeira, infelizmente mais de uma de nós se identificará com sua situação.
Duração: 9 minutos Where He Was Born – Laura Fong Prospert
Documentário íntimo sobre a busca das raízes e a descoberta de parentes perdidos na casa, perto de Zhongshan, China.
Duração: 30 minutos

Nota de Falecimento: Sérgio Goulart, membro do Cineclube Art 7

Sergio

A equipe da Fundação Cultural BADESC se solidariza à família do Sérgio Goulart, mais conhecido como Serginho, que faleceu na quarta-feira, 13 de julho, em Florianópolis. Membro do Cineclube Art 7, Serginho foi um grande colaborador do Cineclube da Fundação.

Durante um bom tempo, era a equipe do Art 7, junto com o Serginho, os responsáveis pelas sessões gratuitas de quarta-feira na Fundação.

Giba Duarte apresenta instalação inédita na Fundação Cultural BADESC

Giba Duarte

Exposição Prólogo Sobre Experiência Coletiva abre dia 31 de maio, a partir das 18h; visitação é gratuita

Pela primeira vez o artista Giba Duarte apresenta uma exposição individual na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. Selecionada no Edital 2022, Prólogo Sobre Experiência Coletiva, será aberta na terça-feira, 31 de maio. O evento é gratuito e será das 18h às 20h30.
A mostra, que é uma instalação inédita do artista, é formada por fotografias (algumas pessoais), objetos têxteis, vídeos, desenhos, bordados, pinturas, máscaras e pequenos objetos. Ela também sugere um ambiente de ocupação coletiva, de oficina, de ateliê. Isso, de acordo com o artista, tenciona a ideia de que há pouco algo aconteceu. O que resulta numa atmosfera de prática ao ambiente e que, em algum momento, pessoas e coletivos irão ativar a instalação.
“Por tratar meu trabalho como uma espécie de escrita expansiva, penso essa instalação como um prólogo, por ser uma mostra que contém outras vozes e escritos, com a presença de trabalhos colaborativos e também feitos em ambientes coletivos”, explica o artista. Concepção da exposição
Giba conta que desde 2017 está desenvolvendo e vivenciando práticas coletivas, que são a espinha dorsal da pesquisa. “Em 2020, fiz o primeiro experimento desse formato de escrita com trabalhos colaborativos na Galeria Humana em Chapecó, onde instalei trabalhos autorais e colaborações para a cidade e o entorno afetivo que envolvia o ambiente da galeria”, compartilha.
O artista diz que lá pra cá segue experimentando outras parcerias e práticas artísticas, muitas delas no primeiro ano pandêmico e, agora, apresenta essa produção na Fundação.
A exposição Prólogo Sobre Experiência Coletiva é uma instalação de um conjunto de trabalhos autorais, de processos coletivos e de parcerias com outros artistas e que trata sobre coletividade, vida e longevidade.
“O que mais me agrada na instalação é a ideia de corpo e voz múltipla, que forma uma espécie de Frankenstein, que é um corpo coletivo”, destaca.
Para Giba, embora a instalação não tenha viés pedagógico, neste momento político, ele acredita ser importante que espaços museológicos acolham trabalhos que versem sobre diversidade, inclusão, posicionamento e ativismo, para que poéticas dissidentes possam ocupar lugares institucionais, de modo a ampliar espaços de representação.
“Expor na Fundação é uma oportunidade importante, ainda mais por ser um espaço que é relevante no circuito catarinense e brasileiro de arte contemporânea”, completa.
A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis. A visitação gratuita pode ser feita das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira. Sobre o artista
O artista e professor Bruno Mendonça compartilha abaixo uma breve apresentação do artista Giba Duarte, que fará sua primeira individual na Fundação Cultural BADESC.
Giba é um artista com uma formação transdisciplinar e autodidata. Nascido no Rio Grande do Sul, vive e trabalha entre Florianópolis e São Paulo. Giba, que é co-idealizador da Coletiva Açu, desenvolve uma pesquisa de escrita expansiva desde 2008, onde constrói narrativas e instalações em suportes diversos como: escrita, ilustrações, vídeos, fotografias, performances, bordados, objetos têxteis, desenho e indumentária.
Nessa narrativa expansiva, Giba propõe uma espécie de escrita espacializada que se desdobra em instalações, ambiências, intervenções, colaborações, entre outras, normalmente formadas por uma grande variedade de linguagens como bordados e outras técnicas têxteis, fotografias, desenhos, gravuras e outros formatos impressos: livros de artista, sketchbooks, peças sonoras, vídeos, esculturas, assemblages, entre outros.
Essa escrita quase psicanalítica sobre um “eu-lírico” promove um tipo de reconciliação com sua história e memória e é atualizada o tempo todo nestes projetos. O artista reescreve, sublinha, rasura, sobrepõe e edita esse texto a cada novo “capítulo”- forma conceitual como poderíamos nos aproximar de seus projetos. Essa “outra literatura” proposta por Giba Duarte é extremamente existencialista e filosófica, ou seja, vai para além do fator “psicologizante”.
O artista parece querer nesta eterna escrita refletir sobre um “homem” apontando de forma sútil para questões religiosas, éticas, políticas e culturais. Serviço: Abertura exposição Prólogo Sobre Experiência Coletiva de Giba Duarte
Data: 31 de maio – terça-feira
Horário: 18h às 20h30
Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro Florianópolis/SC)
Visitação de 1º de junho a 15 de julho – de segunda a sexta, das 13h às 19h
Entrada gratuita

Sérgio Adriano H apresenta perfomance na Fundação Cultural BADESC

Sérgio Adriano H Nâo Consigo Respirar Foto Divulgação

Ação acontece das 10h às 15h da terça-feira, 17 de maio, no Centro da Capital

O artista Sérgio Adriano H apresenta na terça-feira, dia 17 de maio, a perfomance “Não Consigo Respirar”, na calçada da Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. A ação, que consiste numa intervenção urbana e exposição, poderá ser vista das 10h às 15h.

Em consonância com uma poética de contestação que denuncia o racismo estrutural no Brasil, Sérgio Adriano convida a pensar no drama dos invisibilizados, quer seja pela cor da pele, pela sexualidade ou condições sociais. Para isso, o artista se apropria das últimas palavras de George Floyd, homem negro norte-americano que em 2020, nos Estados Unidos, foi algemado, jogado ao chão e sufocado até a morte por um policial branco.

As dez fotografias, no tamanho de 80 x 120 cm, que constituem o projeto são fotoperformances da série “Ar Branco e Puro”, realizada em 2020 durante o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19.

Nos autorretratos, Sérgio Adriano faz referência à máscara de Flandres, peça para cobrir o rosto fabricada com folha de flandres e usada no período da escravidão no Brasil para impedir a alimentação dos escravos.

Com materiais ordinários do cotidiano, como sabão, garfo, faca, tijolo, brocha e cédulas de dinheiro em real e dólar, o artista estabelece analogias entre o passado e o contemporâneo para chamar a atenção sobre o ser negro no Brasil.

“Em um mundo cada vez mais conectado na ignorância coletiva, a arte cumpre seu papel resiliente no despertar dos questionamentos e na liberdade individual de pensar, concluir e se expressar”, compartilha Sérgio Adriano H.

Circulação estadual

O projeto, contemplado no Edital Elisabete Anderle de Apoio à Cultura/Artes 2020, conduzido pelo governo do Estado, e que possibilita ao artista realizar o que ele denomina como intervenção urbana/exposição/ação, quando expõe na rua, diante de uma instituição ou em praça pública, teve a curadoria de Claudinei Roberto da Silva.

“Não Consigo Respirar” será apresentada ainda no dia 16 de maio na calçada do Museu de Florianópolis. A circulação estadual vai passar também pela cidade de Itajaí no dia 18 de maio, Criciúma no dia 20 de maio, Lages no dia 21 de maio, Chapecó no dia 22 de maio, Blumenau no dia 24 de maio e Joinville no dia 25 de maio.

Sobre Sérgio Adriano H

Nasceu em 1975, em Joinville (SC). Artista visual, performer e pesquisador. Vive e produz em Joinville e São Paulo. Formado em artes visuais e mestre em filosofia. Tem trabalhos em acervos públicos e particulares. Incluído em 2014 no livro “Construtores das Artes Visuais: Cinco Séculos de Artes em Santa Catarina” como um dos 30 artistas mais influentes do Estado. Já integrou mais de 120 exposições individuais, coletivas e salões. Acaba de conquistar o prêmio aquisição do 11º Salão Nacional Victor Meirelles (2022) que se soma a outras premiações como o edital Reconhecimento por Trajetória Cultural Aldir Blanc SC (2020), a Medalha Victor Meirelles – Personalidade Artes Visuais (2018), concedida pela Academia Catarinense de Letras e Artes (Acla) e da Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2018. Com objetos, fotografias e vídeos, a prática do artista propõe reflexões sobre temas existenciais pensados dentro do sistema simbólico chamado como “verdade”. Essas discussões abrangem questões sobre a morte, a identidade racial, a violência e o apagamento social. A crítica política e social é forjada permanentemente na experiência de campo, no contexto da vida real e nas situações do cotidiano. As instalações e objetos são criados justamente para fazer pensar e provocar incômodo diante de uma realidade de dor e sofrimento.

Claudinei Roberto da Silva

Nasceu em 1963 em São Paulo onde vive e trabalha. Curador, artista visual e professor de educação artística com habilitação em artes plásticas pelo Departamento de Arte da Universidade de São Paulo. 2002 – Bolsista CNPq com a pesquisa “Desenho, Fundador de Linguagem” orientada pelo professor doutor Jorge Aristides Carvajal. Em 2011 foi bolsista do Programa “International Visitor Leadership Program”, do Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos. Coordenador do Núcleo de Educação no Museu Afro Brasil (2010/13), curadoria “13ª edição da Bienal Naïfs do Brasil” Sesc Piracicaba São Paulo (2016), curadoria “PretAtitude. Insurgências, Emergências e Afirmações na Arte Contemporânea Afro-brasileira” para Sesc Ribeirão Preto, São Carlos, Vila Mariana, Santos e São José do Rio Preto (2017/21).

Ficha Técnica

Artista: Sérgio Adriano H

Curador: Claudinei Roberto da Silva

Educativo: Cyntia Werner

Design gráfico: Jan M.O.

Assessoria de imprensa: Néri Pedroso

Produção: Franzoi

Palestrantes: Célia Maria Antonacci, Ana Paula Nunes e Ana Lucia Martins

Serviço: Intervenção urbana/exposição/ação “Não Consigo Respirar”

Data: 17 de maio – terça-feira

Horário: 10h às 15h

Local: Calçada da Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis/SC)

Gratuito

Fernando Boppré lança livro na Fundação Cultural BADESC

Lançamento Livro 2 “Sándor Lénárd no Fim do Mundo” é a segunda obra do historiador e escritor florianopolitano; evento gratuito acontece em 28 de abril
 
Na quinta-feira, 28 de abril, acontece o lançamento do livro “Sándor Lénárd no Fim do Mundo” de Fernando Boppré, na Fundação Cultural BADESC. O historiador e escritor nascido em Florianópolis, que atualmente reside em Chapecó, participa do evento e fará uma palestra antes do lançamento dos livros. A entrada é gratuita.
A publicação, com 118 páginas da Editora Humana, é uma homenagem a um dos maiores nomes da literatura húngara que viveu as duas últimas décadas na cidade de Dona Emma, em Santa Catarina. Sándor Lénárd, nascido em Budapeste, em 1910 e que morreu em 13 de abril de 1972, foi escritor, tradutor, musicista, desenhista e médico. Ele chegou ao Brasil em 1952 fugindo da perseguição nazista.
De acordo com o Boppré, foi em Santa Catarina que Lénárd escreveu grande parte da sua obra e neste lançamento é possível conhecer mais sobre o autor húngaro.
“O livro é um esforço de pesquisa entorno de um nome ainda pouco conhecido no Brasil por conta da falta de traduções ao português. Por enquanto, foi publicado apenas ‘O vale do fim do mundo’, pela extinta editora Cosac Naify, em 2013. A minha opção foi enquadrar o momento em que Lénárd está morando na cidade catarinense, que por sinal, é a protagonista do livro ‘O vale do fim do mundo”, destaca Boppré.
A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis/SC. A visitação é gratuita de segunda a sexta, das 13h às 19h.
 
Chamada pública para lançamento de livros
Até 11 de junho de 2022 interessados em fazer o lançamento de publicações na Fundação Cultural BADESC podem se inscrever na chamada pública para cessão de espaço para lançamento de livros. Alguns requisitos precisam ser seguidos. A normativa completa e o requerimento, que precisa ser enviado junto com a inscrição, está disponível no site fundacaoculturalbadesc.com.    
 
Sobre o autor:
Nascido em Florianópolis, atualmente reside em Chapecó (SC). Historiador e escritor, mestre em História Cultural pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), autor do livro de poemas “Poço certo” (Caiaponte Edições, 2020). Escreveu e dirigiu o filme “Pequenos desencontros” (2009), baseado no conto de Silveira de Souza. Foi curador e diretor do Museu Hassis e chefe de serviço do Museu Victor Meirelles (IBRAM), atualmente é livreiro da Humana Sebo e Livraria.
 
Serviço: Palestra e lançamento do livro “Sándor Lénárd no Fim do Mundo” de Fernando Boppré
Data: 28 de abril – quinta-feira
Horário: 18h (palestra) – 19h (lançamento)
Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC
Entrada Gratuita

Chamada para Cessão de Espaço para Lançamento de Livros

chamada publica

Interessados podem se inscrever até 30 de junho de 2022; vão ser selecionadas 10 obras.

Abaixo está a normativa completa e o requerimento que precisa ser baixado e enviado junto com a inscrição.

A Fundação Cultural BADESC comunica que, a partir de 14 de abril de 2022, estão abertas as inscrições para a cessão de espaço para lançamentos de livros em sua sede localizada à Rua Visconde de Outro Preto, 216, Centro, Florianópolis/SC. Serão escolhidas 10 obras literárias, que foram publicadas de janeiro de 2021 até 30 de junho de 2022, data de encerramento da inscrições.
Apresentação das Propostas
1. Podem ser inscritas obras ou traduções temáticas de todas as áreas do conhecimento publicadas dentro do período apresentado acima.
2. Podem enviar propostas pessoas do público em geral, bem como editoras e coletivos.
Inscrição
1.De 14 de abril a 30 de junho de 2022.
2. As inscrições precisam ser feitas através do e-mail: inscricaofundacaobadesc@gmail.com.
3. Ao enviar a inscrição, destacar no Assunto: “Inscrição para lançamento de livros”.
Requisitos para inscrição
1.Preenchimento Requerimento Para Uso De Espaço Cultural
2.O proponente deverá encaminhar as seguintes informações e documentos:
2.1 Dados pessoais: Nome completo; endereço de e-mail; número de telefone.
2.2 Minicurrículo do autor ou apresentação editora/editor em PDF em no máximo 300 caracteres.
2.3 Imagem da capa do livro (resolução 300 DPI em formato PDF ou JPEG);
2.4 Foto do autor ou editor/editora (resolução 300 DPI em formato PDF ou JPEG);
2.5 Descrição/sinopse do livro em no máximo 3.000 caracteres.
2.6 PDF total do livro ou um exemplar físico. 2.7 Informar o ISBN dos livros (Certificação que o livro está registrado na Biblioteca Nacional).
2.8 Obra com mais de um autor, um será escolhido para representar o grupo;
Lançamento
1. As obras serão lançadas de abril de 2022 até março de 2023.
Cronograma
1.O cronograma seguirá as seguintes etapas:
1.1 Abertura das inscrições 14 abril de 2022.
1.2 Divulgação das inscrições homologadas será feita nos canais oficiais da Fundação, de acordo com as inscrições realizadas.
1.3 Divulgação da programação do lançamento poderá ser acompanhada nos canais oficias da Fundação.
1.4 Lançamento dos livros ocorrerão das 17h às 20h em dia pré-agendado entre a Fundação e o selecionado.
Disposições Gerais
1.Eventuais dúvidas sobre o lançamento poderão ser sanadas mediante consulta eletrônica, dirigida à Comissão Organizadora, pelo e-mail inscricaofundacaobadesc@gmail.com, destacar no Assunto: Dúvidas lançamento livros.