ESPAÇO FERNANDO BECK | 20 DE SETEMBRO A 04 DE NOVEMBRO DE 2022
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
APRESENTAÇÃO
Quando você sentir que o céu está ficando muito baixo, é só empurrá-lo e respirar.
Ailton Krenak
Exposição Meio, Coletiva
Exposição Meio, Coletiva
Em meio ao fim do mundo, durante a pandemia de covid-19, cinco mulheres artistas têm dividido o espaço virtual para dialogarem sobre suas pesquisas em arte (e vida). Em um grupo de WhatsApp intitulado “meio”, ao longo dos dois anos de isolamento social, trocamos afetos, cuidados, palavras e referências. São pesquisas localizadas sempre no meio: entre corpo e planta, entre terra e céu, entre real e imaginado, entre morte e vida.
Segundo o dicionário, o conceito de meio é amplo: a metade de uma unidade; ponto médio no espaço ou tempo; modo para se chegar a um fim; mais ou menos; nem muito e nem pouco. Com base nesses conceitos, é o contrário de algo completo ou inteiro. Meio é sinônimo de canal, centro, conduto, mediante, bens, recursos, ambiente, possibilidade, metade. A noção de meio está articulada à força que nos move, sendo o nosso local de partida e também de chegada. Nele está tudo aquilo que sobra, que escapa aos olhos, que está à margem na sociedade contemporânea. Habitamos o meio como lugar de morada, insistimos e resistimos para dar vida a memórias, corpos e terrenos baldios.
A exposição para a Fundação Cultural BADESC é feita de múltiplas linguagens, fotografias impressas e projetadas, desenhos, escritos, instalações e ações colaborativas, no desejo de criar — como nos ensina Krenak — novas paisagens, espaços de respiro, estratégias de sobrevivência pela arte e pelo fazer artístico.
Paisagens reais e imaginárias, íntimas, (des)construídas, são percebidas aqui como possibilidades de empoderamento, pertencimento e sensibilidade. Outros meios de habitar e perceber a si e ao mundo.
ESPAÇO FERNANDO BECK | 26 DE JULHO A 09 DE SETEMBRO DE 2022
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
Exposição O Filho da Soja Artista, de Audrian Cassanelli
FILHO DA SOJA
Exposição O filho da Soja, de Audrian Cassanelli
Desde sempre estive rodeado pelas monoculturas. Da janela de meu quarto conseguia observar os campos de soja nos arredores da cidade. Vez ou outra ainda na infância visitei tais campos. E o que me chamou atenção, não foi a imponência de um manto verde de soja, plantadas lado a lado em uma simetria perfeita. O que me deixou interessado mesmo foi poder observar plantas outras, que como meu pai mesmo dizia: “Eram sem serventia para o agronegócio”. Plantas que nasciam entre os pés de soja que meu pai cuidava com tanto afinco.
Esses inços, cada qual ao seu jeito, insistiam em nascer na terra lavada por Roundup, teimavam em crescer onde ninguém queria que eles nascessem. Rebrotavam mesmo depois de todas as investidas de meu pai em exterminá-las. Iam contra toda a lógica de uma sociedade estruturada em torno da ideia de produtividade no campo, isso de nascer, crescer, dar lucro e morrer.
Eu nunca fui soja, era o filho não planejado, criado por mãe solo, certamente eu era uma peste. Tanto isto é fato, que meu pai agricultor, desses que plantam soja desde que se entende por gente, assim que me identificou como inço, ainda criança, me arrancou de sua vida com o mesmo vigor que ele insistia em eliminar todas as ervas daninhas da lavoura.
Em uma das visitas de final de semana, meu pai disse: “Filho meu não vai ser maricas! Não tenho mais filho!”
Ouvi a porta bater atrás de mim. Esta porta nunca mais se abriu.
Cresci em meio as monoculturas, de grãos e principalmente de mentes. Tentei me encaixar, mas tal qual os inços nas lavouras, minha presença destoava daquele lugar. Hoje entendo que meu lugar é aqui, em meio a soja. Pode parecer contraditório, mas ao invés de fugir, eu escolhi resistir daqui do chão de onde nasci. Rodeado pela soja e pelos coronéis financiados pelo agronegócio, em um dos estados mais fascistas do país. Sigo sendo professor e procurando outros inços, outras bixas do mato, toda a sorte de gentes-pestes e filhos expulsos.
Se eu nasci filho da soja, hoje me tornei filho das ervas-daninhas.
ESPAÇO FERNANDO BECK | 31 DE MAIO A 15 DE JULHODE 2022
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
Prólogo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
PRÓLOGO SOBRE EXPERIÊNCIAS COLETIVAS
Prologo sobre experiência Coletiva, de Giba Duarte
contém trabalhos autorais e colaborativos, trazendo para superfície temas que atravessaram/atravessam estas vivências no coletivo.
Partindo de uma cosmovisão LGBTQIA+ como proposta, estes temas proporcionam um diálogo múltiplo sobre ativismo, ancestralidade, precariedade, lixo, margens, vivência, hiv, redução de danos, etárismo, minorias, inclusão, troca de saberes, redes afetivas, performatividade possíveis, acesso e saúde.
Uma instalação com caráter de organismo diverso, abordando a ressignificação do resíduo/descarte/consumo e memória afetiva, gerando reflexões sobre o ciclo de transformar “lixo e traumas” em possibilidade, ocupar espaços e ampliar conhecimentos.
Assim como a instalação propõe, apropria-se do mecanismo deste ciclo de ressignificação e troca para reinventar novas estruturas de nós mesmos, no sentido de repensarmos decolonialmente o enraizamento em nossas vidas de preconceito, racismo (reparação histórica), consumo e outros. E desta forma fazer novos arranjos de estar e agir diante desta perspectiva para o mundo.
ESPAÇO FERNANDO BECK | 08 DE ABRIL A 20 DE MAIO DE 2022
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
APRESENTAÇÃO
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
Exposição Dileção Direção (ou afetos Transpostos), de Jan M.O.
A exposição Dileção-Direção (ou Afetos transpostos) de Jan M.O. propõe pensar relações entre lembrança e acontecimento que partem do tempo do vivido para ganharem novas dimensões na Arte. Memórias e Afecções pessoais ou de outras pessoas são forças motriz para a produção do artista, que se dão em obras de linguagens múltiplas, entre gravuras, dese-nhos, instalações e objetos. A memória aqui está não só como relato, mas como ficção, que deslocada pro-jeta-se para possíveis contágios dos espectadores, nas relações entre memória do artista e a das susci-tadas e provocadas no público. Morte, perda, renasci-mento, lembrança-esquecimento, reinvenção; são dobras que operam nesta exposição.
As palavras Dileção = afeição e estima consciente, e direção = ato ou efeito de dirigir ou apontar, intitulam esta exposição como os caminhos possíveis e trans-portados de vivências e sentimentos desdobrados no tempo presente.
Como em Palimpsestos, que em sua origem, dá-se através de pergaminho ou papiro cujo texto inicial é eliminado para permitir a reutilização para composi-ção de outros textos, criando assim fantasmas tem-porais que se contaminam; as obras de Jan realizam esse processo de raspagens e acúmulos, formando pelas lembranças, camadas possíveis nas relações temporais produzidas pelos acontecimentos.
Diante desses acontecimentos, que pode ser pensado conceitualmente pela via do filósofo francês Gilles Deleuze as obras são como vapor que sai dos estados das coisas, não se confundindo com elas, mas se transportando por outros modos. O acontecimento não é da ordem do tempo classificável, o tempo cujos instantes se sucedem, mas da ordem do devir, o qual pertence ao tempo da imanência.
Perante estes movimentos dos tempos que se sobre-põem, no que se instala nesse entretempo, o que Jan faz é coexistir o tempo para além da definição ordiná-ria que temos dele, prolongando em novos modos de ser e o reinventando em seu processo criativo.
O que o senso comum pensa sobre o tempo e a me-mória efetivasse em um segmento linear, de um su-jeito que no presente rememora o passado e deseja algo para o futuro. Essa temporalidade linear em que esses três movimentos (passado-presente-futuro) são aparentemente descontínuos e estáticos entre eles é também o que Deleuze propõe abalar a partir das leituras que faz do também filósofo francês Henri Bergson. Deleuze como Bergson compreende o tempo como não linear, ao invés de uma linha de tempo, tem-se um emaranhado de tempo que se cruzam, se fissuram, criam novas camadas do vivido, um labirinto de múltiplos caminhos; tempos que se perfuram e se retomam como outro no agora. Um sempre outro…
ESPAÇO FERNANDO BECK | 5 DE ABRIL A 18 DE MAIO DE 2012
O título da exposição faz referência ao filme Feitiço do tempo, onde o personagem acorda sempre no mesmo dia e é obrigado a vivenciar tudo novamente. É nesse tempo cíclico que a artista encontra um novo olhar para trazer à tona sutilezas e fragilidades humanas em situações pictóricas. Tecidos e fitas transparentes sobrepostos são utilizados por Luciana Knabben para compor as “pinturas” da exposição Dia da Marmota, onde a artista usa campos de cor, subvertendo o suporte clássico dos quadros e aplicando a obra diretamente ao branco das paredes do espaço da exposição. Nascida em Blumenau, Luciana Knabben vive e trabalha em Balneário Camboriú. Doutoranda em Teoria e História da Arte, na Universidade do Estado de Santa Catarina. Mestre em Teoria e História da Arte, na Universidade do Estado de Santa Catarina (2015). Pós-graduada em Linguagens Visuais Contemporâneas, na Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis/ SC (2003). Formada em Bacharelado em Pintura e Gravura na Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis/SC (2006). Formada em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC (2001). É artista visual, curadora e professora.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
Exposição Dia da Marmota, de Luciana Knabben. Fotografias de Rivo Biehl, cedidas pela artista.
APRESENTAÇÃO
Hoje sem amanhã nem ontem: eis o dia da marmota! Prisioneira do mesmo lugar, a travessia do inverno é variável. Um esquilo vidente anunciará quanto tempo por aqui ou lá.
Ao meio dia, ela visita lojas de artigos carnavalescos no Rio de Janeiro, traz pedaços de lá para cá. Movimenta-os com delicadeza e agilidade, amarrando fitas e sobrepondo tecidos ao investigar situações pictóricas com precisão entre alfinetes, agulhas e recortes.
Fim da tarde, ele descansa na parede e ela espera. Luciana inventa, com paciência, o destino do trabalho, desvia o olhar para o cotidiano e, incorpora a parede do espaço expositivo. Há uma instabilidade nas pinturas que se seguram entre nós e dependem do branco da parede, mas esta aparente precaridade é rastro de velocidade, urgência de vida, antes que anoiteça. Presente! Alguém sonhou ou ninguém despertou.
Boa Noite, Dia da Marmota!
Letícia Cardoso
A exposição reverberou na edição e publicação de catálogo, disponível ao clicar na imagem acima.
ESPAÇO FERNANDO BECK | 24 DE MAIO A 22 DE JANEIRO DE 2012
Composta por imagens fotográficas e por vídeo-objetos, a exposição trata da relação entre memória e fotografia, lugar e público, tempo e espaços, passado e futuro. Na mostra, a lembrança do mar é o fio que conduz a construção das obras, partindo da sobreposição ou projeção de imagens coletadas de arquivos familiares. Assim, as experiências da memória afetiva atribuem à matéria um novo significado. A exposição Mar de Dentro fez parte do projeto Olhos D’Água, patrocinado pelo Fundo Estadual de Incentivo à Cultura.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
Exposição Mar de dentro, de Lela Martorano. Fotografia cedida pela artista.
À DERIVA
“A objetiva é um instrumento como o lápis ou o pincel; a fotografia é um procedimento como o desenho e a gravura, porque o que faz o artista é o sentimento e não o procedimento.”
Figuier, La Photographie au Salon de 1859.
Uma fatia de tempo é encontrada por Lela Martorano nos arquivos fotográficos de sua família. A artista descobre, no olhar do pai, imagens que captaram a luz de um instante. Na memória, algumas cenas na praia lembram os élans de uma temporada. E era através do olhar, ainda que distante, que seu pai participava das cenas. Olavo Vieira fotografava em slides numa época em que poucos encaravam o universo fotográfico. Longe das facilidades da tecnologia digital, a fotografia analógica exigia dedicação; era preciso confiança para apertar o botão de disparo, uma vez que o filme tinha suas poses contadas. Hoje a relação com a fotografia foi transformada pela comodidade do “delete”. A memória digital tornou-se um hábito que muitas vezes anula a própria vivência, refém de um gesto viciado. Observa Vilém Flusser que muitas pessoas não sabem mais olhar a não ser através do aparelho 1. Diante da capacidade sedutora de captar o instante sem pensar na composição da imagem, faz-se necessário enxergar as armadilhas da câmera digital no uso do cotidiano. Flusser adverte que “o aparelho propõe um jogo estruturalmente complexo, mas funcionalmente simples. É fácil aprender suas regras, difícil é jogá-lo bem.” 2 Saber fotografar consiste em evitar o gesto automático e impaciente do impulso amador. Lela Martorano utiliza a tecnologia digital com um pensamento analógico. Consciente dos riscos da linguagem, se apropria dos slides do pai e elabora um jogo de imagens compondo uma nova fotografia.
No processo, projeta os slides marcados pelo tempo sobre muros desgastados e antigos cartões postais estabelecendo uma nova imagem a partir dessa fusão. A exposição Mar de Dentro apresenta algumas obras criadas em uma residência feita no Museu de Arte Moderna da ilha de Chiloé (Chile, 2011). Lela Martorano resgata a memória da cidade e interfere com sua memória pessoal, procedimento que já havia utilizado na exposição Deslumbramientos na cidade de Granada (Espanha, 2009). “As fotos transformam o passado no objeto de um olhar afetuoso” 3, observa Susan Sontag. A intimidade de um momento em família é somado ao afeto com a cidade. Assim, a projeção do tempo incide sobre o espaço. Sontag ainda percebe que “por meio de fotos, cada família constrói uma crônica visual de si mesma – um conjunto portátil de imagens que dá testemunho da sua coesão”. As fotografias que escolhe no entanto, não são retratos senão cenas descontraídas que revelam a espontaneidade do momento. A presença do mar reforça a intensidade da imagem. Para Gaston Bachelard, a água é um elemento transitório, corre sempre, cai sempre; “anônima sabe todos os segredos. A mesma lembrança sai de todas as fontes.” Há profundidade em cada gota, basta lembrar a densidade do aplastamiento de las gotas, de Julio Cortazar. Em Castro Chiloé) existe o mar interior que deu o título da exposição. Parece então que esse interior das águas traz a sensação de um tempo vivido. Na dimensão nostálgica de uma gota, as imagens carregam lembranças passageiras.
No caso dos vídeo-objetos também apresentados nesta exposição, um conjunto de imagens fixas é iluminado por uma única imagem em movimento. O que se move é o mar sobre as crianças que outrora brincavam na praia. O reflexo da luz na água possibilita a percepção do movimento. O vídeo funciona como uma imagem de fundo que banha a cena estática; uma película que envolve a paisagem fotográfica. A claridade da água permite a travessia do olhar. Assim a memória da infância torna-se ainda mais distante, como se tivesse um filtro entre o olhar e a fotografia. Em Mar de Dentro, Lela Martorano trata água feito luz e vice-versa. Sejam projetadas ou no vídeo, a fluidez e a transparência das imagens interferem nas fotografias com suaves vibrações; captam o tempo, efêmero, entre a luminosidade das águas e as paisagens de luz. A palavra fotografia deriva do grego: φωτογραφία a partir de φως (fos) + ραφή (grafí), ou seja, escritura de luz. Lela Martorano desenha na luz as transparências do tempo. Christine Buci-Glucksmann nota que o efêmero parece surgir em todas as diferenças, brilhos, reflexos e cintilações do visível, como o lado escondido de uma luz imanente 4. Assim, o efêmero se desenvolve entre a presença e a ausência.
Desta maneira, a escolha do pôster lambe-lambe para apresentar as fotografias demarca também o caráter efêmero. O termo lambe-lambe, além de referir-se à pequena caixa preta usada pelos fotógrafos no início do século XX, é também um pôster de papel colado diretamente em muros e postes de rua, usado em geral para fins publicitários. Ao optar por esse suporte, a artista desloca a estética urbana para dentro do espaço expositivo. As fotografias se desfazem devido à fragilidade do papel empregado. Dentro da galeria, o papel é protegido das intempéries, mas não deixa de apresentar seu aspecto quebradiço, desaparecendo em um tempo mais lento. Em outros momentos, porém, a artista também leva o trabalho às ruas, confundindo-o entre os cartazes publicitários. Existe um constante movimento de deslocamentos, que transforma cada etapa do processo criativo. Um trabalho de pós-produção em que a artista se apropria de uma imagem já produzida para realizar outra. A foto do arquivo aparece no muro, migra para outra fotografia e volta para outro muro. Os desvios da cena e deslocamentos de suporte estabelecem um incessante fluxo de memórias. Nesse mar de dentro, as águas evocam imagens longínquas de um tempo suspenso. Percebe Heráclito, “é morte, para as almas, o tornar-se água.” Nas imagens de Lela Martorano, as lembranças são resgatadas nas sutilezas de um olhar afetuoso e se desfazem lentamente à deriva de um tempo reencontrado.
Lucila Vilela
[1] Cfr. FLUSSER, Vilém. Filosofi a da caixa preta. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002, p. 54
[2] Ibid.
[3] SONTAG, Susan. Sobre fotografi a. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p.86
[4] BUCI-GLUCKSMANN, Christine. Estética de lo efímero. Madrid: Arena Libros, 2006, p. 31
[5] BACHELARD, Gaston. A Água e os Sonhos. São Paulo: Martins Fontes, 2002, p.59
ESPAÇO FERNANDO BECK | 09 DE OUTUBRO A 11 DE NOVEMBRO DE 2021
A 8ª Edição do Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea, de Florianópolis é realizada em parceria com a Fundação Cultural BADESC que organiza a mostra com obras dos três finalistas: Diego de los Campos, Fran Favero e Gabi Bresola. Os artistas foram selecionados por Mathilde Lajarrige, Niura Borges e Sandra Checruski. No dia da live de abertura, divulgou-se a atribuição do primeiro lugar que recebe como prêmio uma residência na Cité Internationale des Arts, em Paris.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
APRESENTAÇÃO
Estabelecer perspectivas contemporâneas sobre o território é uma das questões presentes na produção dos artistas Diego de los Campos, Fran Favero e Gabi Bresola, finalistas da 8ª Edição do Prêmio concebido pela Aliança Francesa de Florianópolis.
Com seleção realizada por Niura Borges, pesquisadora e galerista gaúcha, Sandra Checruski, coordenadora do setor educativo e de programação cultural do Museu de Florianópolis e Mathilde Lajarrige, Gerente de Projetos do Departamento das Residências do Institut Français em Paris, os artistas apresentam um recorte de seus percursos artísticos nesta exposição.
Em uma curadoria compartilhada, a mostra coletiva explora a potencialidade das obras criando um circuito que contempla a possibilidade de pensar sobre territorialidades da arte, seja sob perspectivas da linguagem, materialidade e ou poética.
Marilyn Pellicant | Aliança Francesa de Florianópolis
Margaret Waterkemper | Fundação Cultural BADESC
DIEGO DE LOS CAMPOS
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Da série Dialética Binária, 2018-2021. Papelão, madeira e componentes eletrônicos. Dimensões variáveis.
Da série Dialética Binária, 2018-2021. Papelão, madeira e componentes eletrônicos. Dimensões variáveis.
Da série Dialética Binária, detalhe, 2018-2021. Papelão, madeira e componentes eletrônicos. Dimensões variáveis.
Da série Dialética Binária, detalhe, 2018-2021. Papelão, madeira e componentes eletrônicos. Dimensões variáveis.
Da série Dialética Binária, detalhe, 2018-2021. Papelão, madeira e componentes eletrônicos. Dimensões variáveis.
Da série Dialética Binária, detalhe, 2018-2021. Papelão, madeira e componentes eletrônicos. Dimensões variáveis.
Da série Dialética Binária, detalhe, 2018-2021. Papelão, madeira e componentes eletrônicos. Dimensões variáveis.
Da série Dialética Binária, detalhe, 2018-2021. Papelão, madeira e componentes eletrônicos. Dimensões variáveis.
Da série Fúria, 2021. Madeira e motores controlados por Arduino. Dimensões variáveis. O projeto Fúria tem o apoio de Rumos Itaú Cultural 2019-2020.
Da série Fúria, 2021. Madeira e motores controlados por Arduino. Dimensões variáveis. O projeto Fúria tem o apoio de Rumos Itaú Cultural 2019-2020.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Sem título, 2014. Papelão, madeira, arame e motor. Dimensões variáveis.
Diego de los Campos (1971) é formado em 1997 na Faculdade de Artes da Universidade da República, Uruguai. Desde 1999 no Brasil, foi selecionado em salões de arte contemporânea como o de Piracicaba, Ribeirão Preto, Arte Pará e o Salão de Natal, entre outros. Em 2011 expõe individualmente no Museu Victor Meirelles “Simpatia”, exposição que virou itinerante pelo Sesc de Santa Catarina. Em 2016 expõe no Museu de Arte de Blumenau, na Sala Municipal Vichietti e no Instituto Internacional Juarez Machado, a série “Antirretratos”, e no Masc, “Desenhos de um Real”, 4 mil desenhos feitos em menos de 3 minutos cada, para serem vendidos por um Real. Indicado ao Prêmio Pipa de 2019 e selecionado no Rumos Itaú Cultural 2020-2021. Desde 2010 forma parte do Coletivo Artístico Nacasa onde tem seu ateliê e dá cursos de arte multimídia.
FRAN FAVERO
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Camouflage (série), 2013 - 2016. Fotomontagem. Impressão mineral s/ papel de algodão, 90x114 cm e 114x81 cm.
Camouflage (série), 2013 - 2016. Fotomontagem. Impressão mineral s/ papel de algodão, 90x114 cm e 114x81 cm.
Camouflage (série), 2013 - 2016. Fotomontagem. Impressão mineral s/ papel de algodão. Acervo: Projeto Armazém, 90x100 cm e Acervo: Silvana Macêdo, 80x114 cm, respectivamente.
Camouflage (série), 2013 - 2016. Fotomontagem. Impressão mineral s/ papel de algodão. Acervo: Projeto Armazém, 90x100 cm e Acervo: Silvana Macêdo, 80x114 cm, respectivamente.
Vale (série), 2021. Fotografia. Série de dois dípticos. Impressão mineral s/ papel de algodão. 60x45cm (cada díptico)
Vale (série), 2021. Fotografia. Série de dois dípticos. Impressão mineral s/ papel de algodão. 60x45cm (cada díptico)
Jardins (série), 2018. Fotomontagem. Impressão mineral s/ papel de algodão, 20x30cm.
Jardins (série), 2018. Fotomontagem. Impressão mineral s/ papel de algodão, 20x30cm.
Jardins (série), 2018. Fotomontagem. Impressão mineral s/ papel de algodão, 20x30cm | Duas Margens, 2019. Vídeo. Full HD, cor, som 2.0, 7:46 min.
Jardins (série), 2018. Fotomontagem. Impressão mineral s/ papel de algodão, 20x30cm | Duas Margens, 2019. Vídeo. Full HD, cor, som 2.0, 7:46 min.
Mergulho, 2019. Video. Full HD, cor, s/ som, 1:24min
Mergulho, 2019. Video. Full HD, cor, s/ som, 1:24min
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Fran Favero (1987) é artista visual e curadora. É mestra e graduada em Artes Visuais pela UDESC, com intercâmbio para a UQÀM, em Montreal, Quebec. Pesquisa as relações de fronteiras que permeiam territórios, corpos e memórias, atuando no campo dos multimeios, incluindo produções em fotografia, vídeo, publicações de artistas e instalações. Entre as principais exposições que participou como artista estão as individuais Ninguém consegue segurar o ar, 14a Bienal Internacional de Curitiba, MASC/SC, 2019; Y/Rembe ́y, Museu Victor Meirelles/SC, 2016; REDECHOQUE – Fran Favero, Exposição online, Galeria Choque Cultural, SP, 2019; e as coletivas Notícias do Brasil, Diafragma Covilhã International Photofestival, Portugal, 2021; What’s going on in Brazil, Les Rencontres de la Photographie d’Arles, França, 2019; Confluências: arte em intercâmbio, Sesc Interlagos, São Paulo/SP, 2017; Antípodas Contemporâneas, 13a Bienal Internacional de Curitiba, MESC/SC, 2017; Projecto Multiplo #5, Centro Cultural São Paulo/SP, 2013. Em 2018, foi selecionada para o Prêmio Jovens Artistas: a arte contemporânea em Santa Catarina. Atualmente participa das residências artísticas A Zero–publicações de artista, Editora Medusa, Curitiba/PR e SomaRumor- Arte Sonora, UFF/RJ. É professora colaboradora do Departamento de Artes Visuais da UDESC, integrante da equipe do Projeto Armazém –exposições e feiras de múltiplos e publicações de artista e vice-diretora da ONG Observatório Nacional da Cultura (ONC).
GABI BRESOLA
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
vindas, 2020. Fotografia impressa em papel matte. 120g/m² e texto impresso em acetato em sobreposição, 1mx1m com 20cm de profundidade.
vindas, 2020. Fotografia impressa em papel matte. 120g/m² e texto impresso em acetato em sobreposição, 1mx1m com 20cm de profundidade.
happy topographies [lugares terrivelmente felizes], 2019. Acrílica em tela, 10 telas de 25x35cm cada.
happy topographies [lugares terrivelmente felizes], 2019. Acrílica em tela, 10 telas de 25x35cm cada.
happy topographies [lugares terrivelmente felizes], detalhe, 2019. Acrílica em tela, 10 telas de 25x35cm cada.
happy topographies [lugares terrivelmente felizes], detalhe, 2019. Acrílica em tela, 10 telas de 25x35cm cada.
cartão postal, 2020. 18 postais impressos em laser no papel offset 240g/m² em display de acrílico. Tamanho total 50cm de largura x 1,80 de altura e 4cm de profundidade. Acervo Galeria Nara Roesler.
cartão postal, 2020. 18 postais impressos em laser no papel offset 240g/m² em display de acrílico. Tamanho total 50cm de largura x 1,80 de altura e 4cm de profundidade. Acervo Galeria Nara Roesler.
cartão postal, 2020. 18 postais impressos em laser no papel offset 240g/m² em display de acrílico. Tamanho total 50cm de largura x 1,80 de altura e 4cm de profundidade. Acervo Galeria Nara Roesler.
cartão postal, 2020. 18 postais impressos em laser no papel offset 240g/m² em display de acrílico. Tamanho total 50cm de largura x 1,80 de altura e 4cm de profundidade. Acervo Galeria Nara Roesler.
questionário do imigrante, 2020. Áudio 2''19' em loop, 2 canais.
questionário do imigrante, 2020. Áudio 2''19' em loop, 2 canais.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Exposição Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021.
Gabi Bresola (1992) é mestra e graduada em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Faz e pesquisa publicações de artista na plataforma par(ent)esis desde de 2017, na editora editora edições desde 2014. Co-organiza a Flamboiã feira de publicações de artista desde 2015. Desde 2012, realiza exposições, publicações e trabalho principalmente na elaboração de projetos culturais de artes visuais e cinema pela Ombu produção. Atualmente, é representante de Artes visuais no Conselho Estadual de Cultura e membra do Conselho editorial da Livraria e editora Humana. Fez curadoria e coordenação de eventos como a mostra.doc, a Flamboiã feira de publicações de artista e a mesa Latina na Tijuana (Casa do Povo/SP). Fez curadoria e produção de exposições como “Interior”, “Verada” e “Reles chão” que circularam pelo estado através da Rede Sesc de Galerias e Prêmio Elisabete Anderle. Como artista, realizou e participou de exposições individuais e coletivas entre elas “Empilhamento máximo” e “editora editora” em Florianópolis/SC e Itajaí/SC e a exposição “Sertão” no 36o Panorama da Arte Brasileira 2019, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e a exposição “Sobre os ombros de gigantes” em 2020, na Galeria Nara Roesler em São Paulo e Nova York. Dirigiu o curta-metragem “Larfiagem” (vencedor do Prêmio de melhor filme pelo júri e júri popular e melhor documentário do Mercosul do FAM–Festival audiovisual do Mercosul). Atuou como produtora nos filmes “Antonieta” de Flávia Person e “Documentário” de Rafael Schlichting, fez a direção de arte do curta-metragem “Rio da Madre” de Fábio Brüggemann e assistência de arte dos filmes “Do que te lembras, Maria?” de Mara Salla, “Noite Clara” de Felipe Vernizzi e a novela “Mulheres na indústria” de Zeca Pires e foto still e projeto gráfico do curta-metragem “As rendas de Dinho” de Adriane Canan e do filme “O Poeta de Cordel” de Ilka Goldsmith e Cassemiro Vitorino.
ESPAÇO PAULO GAIAD | DE 20 DE JULHO A 01 DE OUTUBRO DE 2021
O projeto, que reúne duas mulheres-mato, Bruna e Edinara, aborda o feminismo e faz questionamentos sobre a beleza e a liberdade da mulher, tendo o corpo e o espaço como inspiração. Ambas utilizam o mato que brota na rua e é podado pelas mãos da sociedade como forma de protesto, e o corpo do mato como ocupação, trazendo uma nova leitura sobre a beleza. Bruna Granucci é formada em Cinema, nasceu em Mogi-Mirim, interior de São Paulo, vive e trabalha em Florianópolis/SC. Artista visual independente, a sua produção abrange desde colagens analógicas, bordados livres passando pelo desenvolvimento de vídeos experimentais e projetos de instalação e murais. Edinara Patzlaff trabalha e vive em Porto Alegre/RS. Com formação em Fotografia pela Universidade Feevale em 2017, sua produção abrange processos experimentais dentro da fotografia analógica, oficinas de zines e projetos de instalações/intervenções na rua.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Exposição Buquê Marginal, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
APRESENTAÇÃO
Exposição Buquê Margina, de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff.
Mulheres são como mato, plantas marginais que crescem e brotam com o tempo. Mulheres mato que lutam por ocupar espaços e estar presente. Mulheres-mato que a todo tempo produz, um corpo em movimento. Mulheres mato que abrem fendas no asfalto social, resistem à enxurradas e mãos brutas que insistem em arrancá-lo, em arrancar-nos do mundo. O Buquê marginal é um projeto que reúne duas mulheres-mato, Bruna Granucci e Edinara Patzlaff, que encontraram um caminho muito próximo na vida e no criar. As duas se debruçam sobre o feminino e neste projeto questionam a beleza e a liberdade da mulher, tendo o corpo e o espaço como inspiração, elas utilizam o mato que brota na rua e é podado pelas mãos da sociedade como forma de protesto, e o corpo como ocupação, trazendo uma nova leitura sobre a beleza.
ESPAÇO FERNANDO BECK | 13 DE JULHO A 01 DE OUTUBRO DE 2021
A mostra é composta por cerca de 20 obras e séries, divididas em quatro temas curatoriais: Pedra, Carne, Carnificina e Florescer. Enquanto um recorte dos últimos 10 anos de produção da artista catarinense, os trabalhos dialogam com a ideia de pedra e carne. Meg Tomio Roussen é artista visual nascida em Rio do Sul/SC. Sua formação é em Comunicação Social/Jornalismo pela PUC/RS, especializando-se em pintura mural e afresco em Mezzolombardo, Itália. Possui mestrado em Poéticas Visuais na linha de processos de criação PPGAV– UFRGS, atuando há 22 como professora de artes, em Santa Catarina. Vive e trabalha em Florianópolis e participa do Nacasa Coletivo Artístico desde a sua criação.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
charset=Unicode binary comment
charset=Unicode binary comment
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
binary comment
binary comment
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Série Pedra, 2016-2020. Objeto, acrílica sobre pedra.
Série Pedra, 2016-2020. Objeto, acrílica sobre pedra.
Série Pedra, 2016-2020. Objeto, acrílica sobre pedra.
Série Pedra, 2016-2020. Objeto, acrílica sobre pedra.
Série Pedra, 2016-2020. Objeto, acrílica sobre pedra.
Série Pedra, 2016-2020. Objeto, acrílica sobre pedra.
Série Pedra, 2019. Objeto, acrílica sobre prato de madeira.
Série Pedra, 2019. Objeto, acrílica sobre prato de madeira.
Série Pedra, 2020. Objeto, acrícilica sobre pedra, madeira e rede.
Série Pedra, 2020. Objeto, acrícilica sobre pedra, madeira e rede.
Série Pedra-Carne, 2021. Pintura, acrílica sobre cimento.
Série Pedra-Carne, 2021. Pintura, acrílica sobre cimento.
Série Pedra-Carne, 2016. Pintura, acrílica sobre tela.
Série Pedra-Carne, 2016. Pintura, acrílica sobre tela.
Noosferas, 2015. Pintura. Acrílica sobre tela - díptico.
Noosferas, 2015. Pintura. Acrílica sobre tela - díptico.
Série carne, 2016 e Noosferas, 2015. Pintura, acrílica sobre tela.
Série carne, 2016 e Noosferas, 2015. Pintura, acrílica sobre tela.
Série carne - Carne pulsante, 2017. Pintura, óleo sobre tela - díptico.
Série carne - Carne pulsante, 2017. Pintura, óleo sobre tela - díptico.
Toda Pedra Tem, 2020. Aquarela, guache e colagem sobre papel - série.
Toda Pedra Tem, 2020. Aquarela, guache e colagem sobre papel - série.
Toda Pedra Tem, 2020. Aquarela, guache e colagem sobre papel - série.
Toda Pedra Tem, 2020. Aquarela, guache e colagem sobre papel - série.
Toda Pedra Tem, 2020. Aquarela, guache e colagem sobre papel - série.
Toda Pedra Tem, 2020. Aquarela, guache e colagem sobre papel - série.
Ninhos, 2018. Intervenção em fotografia, impressão s/papel - díptico.
Ninhos, 2018. Intervenção em fotografia, impressão s/papel - díptico.
Série Florescer, 2018. Backlight e impressão sobre papel.
Série Florescer, 2018. Backlight e impressão sobre papel.
APRESENTAÇÃO
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
Exposição Pedra-Carne, de Meg Tomio Roussenq.
A exposição Pedra-Carne surge do encontro de Meg Tomio Roussenq (Rio do Sul, 1958) com uma pedra. Da cor e textura, que tangiam a aparência de um corpo tenro, porém lascado, aos olhos da artista revelaram-se carne. Ao longo de sua carreira, apreende-se que o processo da artista se desenvolve a partir da descoberta de uma possível materialidade humana na pedra aliada às transmutações decorrentes do fogo.
Como testemunhas silenciosas de tudo que passa, as pedras, apesar de sua imobilidade e estabilidade na natureza, aos poucos se modificam e se deslocam, por vezes em ritmo lento e em outras com grande rapidez e intensidade. Pedras compõem planos, que ora se encaixam e ora rolam na paisagem. E para Meg, de um encontro com uma pedra, e das significações que dela derivam, projetaram-se aquilo que nos constitui: o humano, a carne e os ciclos de transformações.
A descoberta da carne na pedra amplia no trabalho da artista as possibilidades do ser pedra. Se antes a pedra se configurava como algo estático, a carne nela projetada provoca transformações e rompimentos. A pedra então palpita, pulsa e lateja.
Em seguida, instala-se no processo da artista a transformação da matéria por meio do cru e do caos: Meg rompe o invólucro externo da pedra e trabalha o inverso, entornando de vermelhos vivos e saturados a carne que pulsa, que transborda. E de tanto expandir, chega ao processo de desconstrução de corpos.
Nisto que chama de carnificina, Meg trabalha o avesso da pedra sobre vermelhos de tonalidades alaranjadas, representando o fogo. O fogo é o elemento que inicia o processo de transformação da matéria: ele retira o mineral de seu estado bruto, ao mesmo tempo em que o purifica. Passar pelo fogo permite que o avesso da pedra, em seu estado mais puro, seja passível de mutação. A carnificina depura, expurga e encerra aquilo que precisa deixar ir para enfim renascer.
Ao final desta ablução, descobre-se a pedra não mais humana, e sim, como a matéria que origina o ser. Ir ao encontro da carne, é, metaforicamente, o ato de colocar a pedra na condição de semente: é descontruir, para voltar ao início, é se aproximar do caos para florescer e transcender. É partir da pedra e por fim retornar a ela, como os ciclos inerentes à vida.
Pedra-carne é a possibilidade de encontrar no minério bruto algo de humano e entendê-lo como potência de vida. Os trabalhos desta exposição apresentam um ciclo: pedra enquanto semente; a carne como aquilo que representa a matéria humana; a carnificina como a transformação da matéria e por fim o florescer, compreendido menos como o encerramento de um ciclo, e mais como início e fim, concomitantemente.
Anna Moraes e Rafaela Martins | Curadoras
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