TELEPLASTIAS, de Walmor Corrêa

DSC00230

TELEPLASTIAS

WALMOR CORRÊA

CURADORIA DE ROSÂNGELA CHEREM

ESPAÇO FERNANDO BECK | 05 DE AGOSTO A 30 DE SETEMBRO DE 2009

Exposição Teleplastias, de Walmor Corrêa
Exposição Teleplastias, de Walmor Corrêa
Exposição Teleplastias, de Walmor Corrêa.
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ExposiExposição Teleplastias, de Walmor Corrêa.ção Teleplastias, de Walmor Corrêa (22)
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Exposição Teleplastias, de Walmor Corrêa (58)
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A exposição reverberou na edição e publicação de catálogo disponível ao clicar na imagem acima.

VEJA MAIS

MEIA PAISAGEM E MEIA, de Claudia Zimmer

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MEIA PAISAGEM E MEIA

CLAUDIA ZIMMER

ESPAÇO FERNANDO BECK | 17 DE JUNHO A 29 DE JULHO DE 2009

Exposição Meia Paisagem e Meia, de Claudia Zimmer.
Exposição Meia Paisagem e Meia, de Claudia Zimmer.
Exposição Meia Paisagem e Meia, de Claudia Zimmer.
Exposição Meia Paisagem e Meia, de Claudia Zimmer.
Exposição Meia Paisagem e Meia, de Claudia Zimmer.
Exposição Meia Paisagem e Meia, de Claudia Zimmer.
Exposição Meia Paisagem e Meia, de Claudia Zimmer.
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APRESENTAÇÃO

Exposição Meia Paisagem e Meia. As imagens de Claudia Zimmer se inserem num campo conceitual potente, e que adquire peculiaridades ao sul do Brasil. Nesta exposição podemos observar as florescências de sua abordagem sensível do espaço e da fotografia.
Sua poética é marcada por um olhar atento à paisagem e por regras subjacentes que a artista traça, dando ao conjunto de obras aqui apresentado algumas direções experimentais.
Ao operar a criteriosa escolha dos lugares de captação – meia praia / praia do meio –, dispara igualmente os processos que buscam as formas de mostrá-las. As interposições na captura das imagens passam a ser uma espécie de filtro com o qual a artista traduz espessuras e opacidades do seu olhar. As caixas, montagens, elementos de interposição e as passagens da imagem nos suportes de tiragem, exploram os dispositivos expositivos. O gesto fotográfico como um gesto de ver, questão tão cara a Flusser, é indexado pelos títulos por ela atribuídos às obras. Claudia nos convida a rever as paisagens. Coloca-nos na apreciação e nos entremeios da sua produção, possibilitando-nos descortinar a beleza difusa, em meios tons, do semi-visível.

Maria Ivone dos Santos

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OBJECTO QUASE, de Gabriela Caetano

passagem,_2008 cópia (2)

OBJECTO QUASE

GABRIELA CAETANO

ESPAÇO FERNANDO BECK | DE 17 DE JUNHO A 29 DE JULHO DE 2009

Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
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Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
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Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
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Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano.
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APRESENTAÇÃO

Exposição Objecto Quase, de Gabriela Caetano. Uma imagem que retorna. Perturba. O problema da imagem que não cessa a latência na mente de quem cria e que acaba precisando ser retrabalhada e resignificada é frequente em algumas produções artísticas. E é porque, nesses artistas que assim estabelecem suas produções, e conseguem desenvolver materialmente essa insistência iminente, que se inserem nesse espaço de produção da diferença e repetição. É nesse espaço que se apresentam os trabalhos da artista Gabriela Caetano.
Há alguns anos, a artista vem encontrando possibilidades de criação para a imagem dos galhos de uma árvore que lhe insiste a observação.
A partir de uma fotografia, num procedimento recursivo, a artista constrói e desconstrói, remonta sensivelmente a imagem e a transforma num objeto estético.
São objetos/imagem, fragmentos de um registro fotográfico que ao final nos revelam e sutilmente convidam a pensar em outros conceitos que não só o próprio registro em si.
Desta vez, somos apresentados a quatro trabalhos que unificam a produção da artista
durante sua pesquisa imagética e que suscitam de algum modo as questões matéricas que ela instala em seu trabalho: como as transparências, o jogo de veladuras ou como a remontagem, a manipulação da imagem formando novos sentidos.
Tais objetos carregam a sutileza da reconstrução da imagem; e longe de seccionar o olhar a estas obras, deixo aqui um primeiro exposto sobre essa produção, que na realidade, assim como a artista busca em sua memória o processo de construção, os que aqui visitam devem também buscar nas suas referências pessoais uma interpretação para esses objetos e de alguma forma ativar seu imaginário.

Francine Goudel

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DESENHO, de Flávia Duzzo

FLÁVIA DUZZO Azul_com_preto_certo_-_convite

DESENHO

FLÁVIA DUZZO

ESPAÇO FERNANDO BECK | 22 DE ABRIL A 10 DE JUNHO DE 2009

Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
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Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
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Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo.
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APRESENTAÇÃO

Exposição Desenhos, de Flávia Duzzo. Os trabalhos recentes de Flávia Duzzo partem de um mesmo procedimento: pequenos círculos à caneta sobre planos brancos.
Esses círculos preenchem a superfície do plano de modo regular com poucas variações de tamanho. O repertório de cores destes trabalhos, por sua vez, corresponde ao encontrado nas canetas esferográficas usuais.
A partir de meios tão franciscanos, Flávia articula um discurso de deslizamentos entre as modalidades da tradição visual: onde a pintura parecia ganhar ênfase, o desenho e a figura se insinuam para, a seguir, dar lugar a uma presença de campos de cor. Essas e outras oscilações acontecem de um trabalho a outro através de operações precisas, porém dissimuladas. Nada se dá de modo direto nessas pinturas/desenhos/o que seja. Nada permanece estável neste campo de problemas propostos pela artista.
O trabalho de Flávia acontece tanto na superfície dos planos cobertos quanto no intervalo entre uns e outros: nas oscilações da linguagem que provoca.
E onde a linguagem se faz instável, o olhar é convocado à atenção.

Fernando Lindote

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COLEÇÃO, proposição de Regina Melim

Exposição - Coleção

COLEÇÃO

PROPOSIÇÃO DE REGINA MELIM

ARTISTAS PARTICIPANTES: ADRIANA BARRETO • ALEX CABRAL • ALINE DIAS • ANA PAULA LIMA • BRÍGIDA BALTAR • BRUNA MANSANI •CARLA ZACCAGNINI • CLEVERSON SALVARO • CRISTINA RIBAS • DÉBORA SANTIAGO • DIEGO RAYCK • FÁBIO MORAIS • GIORGIA MESQUITA • GLAUCIS DE MORAIS • GLORIA FERREIRA • GRAZIELA KUNSCH • JOANA CORONA • JORGE MENNA BARRETO • JÚLIA AMARAL • LAÉRCIO REDONDO • LUIZ RODOLFO ANNES • MABE BETHÔNICO • MAIKEL DA MAIA • MARIANA SILVA DA SILVA • MARILÁ DARDOT • MIGUEL ETGES • MILTON MACHADO • OLANDO MANESCHY • PAULO BRUSCKY • RAFAEL ADORJAN • RAQUEL GARBELOTTI • RICARDO BASBAUM • VANESSA SCHULTZ • VITOR CÉSAR • YIFTAH PELED • TRAPLEV

ESPAÇO FERNANDO BECK | 22 DE ABRIL A 10 DE JUNHO DE 2009

Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
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Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.
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APRESENTAÇÃO

Exposição Coleção, coletiva com curadoria de Regina Melim.

Nesta exposição cada artista é representado por um carimbo, uma almofada com tinta de impressão e um bloquinho de folhas destacáveis, cujo verso traz as indicações sobre cada trabalho apresentado.

Os carimbos e as cores das almofadas de tinta e dos bloquinhos foram confeccionados seguindo as próprias instruções dos artistas e estarão à disposição de todos visitantes, que poderão carimbar, destacar as folhas e levar consigo na embalagem disponível.
No decorrer da exposição os carimbos estarão sendo substituídos. Aqueles que desejarem conhecer e montar sua COLEÇÃO completa, com os 36 artistas do projeto, poderão visitar a exposição a cada 10 dias.

Regina Melim

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LUME, de Clara Fernandes

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LUME

CLARA FERNANDES

ESPAÇO FERNANDO BECK | 18 DE FEVEREIRO A 17 DE ABRIL DE 2009

Exposição Lume, de Clara Fernandes. Fotografias por Monique Bens.
Exposição Lume, de Clara Fernandes. Fotografias por Monique Bens.
Exposição Lume, de Clara Fernandes. Fotografias por Monique Bens.
Exposição Lume, de Clara Fernandes. Fotografias por Monique Bens.
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Exposição Lume, de Clara Fernandes. Fotografias por Monique Bens.
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Exposição Lume, de Clara Fernandes. Fotografias por Monique Bens.
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APRESENTAÇÃO

Exposição Lume, de Clara Fernandes. Fotografias por Monique Bens. Exposição Lume, de Clara Fernandes. Fotografias por Monique Bens. O texto tem as cores da vida
Há dias que penso, e sem ação me volto para dentro de mim, em ti
dentro de mim as cores passeiam sem me deixarem escolhê-las a velocidade verga as paisagens e dobra o tempo as cores passam
e não me vêm e nem
se deixam ver
são cores distraídas
quase dispersas, vazias, nenhumas
por fora de tudo e de dentro
nas bordas dos marrons
como se de uma mochila surrada
carregada por um deus desgovernado
descido de um trem de estrelas
das estrelas mais e mais distantes
na esfera dos desertos e seus brancos
brotassem fios invisíveis de seda transparente
e deles polvilhados
pontos de luz e luzes de todas as cores dentro de mim as cores passeiam
meus olhos virados para fora nada percebem além do branco branco
branco de que somos feitos na cegueira dos dias
dentro de mim as cores passeiam
fora o silêncio branco dos meus atos sonha
um risco
um risco negro de destino e festa
prenhe de azuis e acontecimentos a luz azul que lentamente nasce
dos infinitos fios espalhados
inventa a matéria e o movimento
e se destina verde em todos os arcos do espaço
e preenche as sobras alongando-se lentamente pelos ocos retorcidos
e a seda cobre por fim a paisagem desolada
onde a areia branca desértica ensolarada
se veste de vermelho amarelada e cria o tempo
no balançar de seus pequenos grãos
ventados pelo balé das plantas invisíveis

dentro de mim, eu vi, as cores passeavam há muito tempo e meus olhos virados para fora nada notavam das florestas de todas as cores dos meus pensamentos. Meus olhos virados para fora não se davam conta dos riscos de seda que teciam, pacientemente, por trás dos acontecimentos, o que não fazia sentido, nas mil milhões de estrelas do infinito. Meus olhos virados para fora, cuspiam meus dedos de cores, nos movimentos distraídos que faziam.

Meus olhos virados para fora, buscavam com mãos desesperadas os fios das cores, na seda que a borboleta guardara na espera do primeiro vôo.
Nada havia, enquanto meus olhos miravam a paisagem branca e branca do deserto desolada. Eu vi, eu estava lá, quando a primeira borboleta, ainda sem se saber, fundiu-se à areia incandescente. Eu vi a floresta de cores ressurgente, as vozes na escada improvável dos desenhos sem sentido, o eco do burburinho dos seus comentários, o barulhar dos primeiros riachos, a água a água na sua cor surpresa brotando das areias mais azulandinhas. Eu estava lá, no meio dos acontecimentos, e o manto denso da mais pura seda cobriu a areia branca e branca com as cores da noite. As estrelas que ao longe resmungavam eram gente, de todo tamanho e destino, nas cores do desassossego. Eu vi, eu estava lá, antes dos acontecimentos, tudo era gente, antes das invenções das cores, quando o branco era tudo de areia e sol sem brincadeiras. Eu vi, teci no poema a primeira seda transparente. Meus olhos virados para fora coloriam o mundo com meus pensamentos. Eu vi. Ricardo Kubrusly
Instâncias do Cinza, quase poemas, quase fotografias
Florianópolis, 2006.

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UNDER THE SKIN – SOB A PELE, Coletiva

Exposição Under the Skin, Coletiva (26) - Cópia

UNDER THE SKIN | SOB A PELE

ALESSANDRA PACHECO • ANDRÉ AULER • ANGELITA NUNES • ANNE FRITZCHE • BEN BEYER • CAROLIN EIDNER • CASPAR PAULI • DESIREE WICKLER • ELIÂNE HADLICH • ELISABETH LISBÔA • FABIANA MATEUS • FERNANDA TRENTINI • FLORIAN TEICHMANN • GIANA TRAPLE • INDRA HENN • JOHANNA RISKE • KARINA SEGANTINI • KATHARINA KLEMM • KRISTINA TAKATS • LAVANYA BOESTEN • LUCIANA AFONSO • LUIZA CHRIST • MARCOS JATOBÁ • MARGIT RISKE • MARIA ARAUJO • MÔNICA PRIORI • MONIKA STUBIG • PASQUALE DEMECO • SANDRA MACHEL SELA • SILVIA CARVALHO • SVETLANA COLIN • THOMAS GIESSE • VERENA MEYER

CURADORIA DE UWE BATTENBERG E SILVANA MACÊDO

ESPAÇO FERNANDO BECK | 21 DE NOVEMBRO A 20 DE DEZEMBRO DE 2007

Exposição Under the Skin, Coletiva.
Exposição Under the Skin, Coletiva.
Exposição Under the Skin, Coletiva.
Exposição Under the Skin, Coletiva.
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Exposição Under the Skin, Coletiva.
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Exposição Under the Skin, Coletiva.
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SOB A PELE

Exposição Under the Skin, Coletiva. “Entre um ser e o outro há um abismo”, diz Bataille.
Esta frase se instala no meu imaginário como possibilidade de falar sobre a mostra Sob a Pele.
Assim, entre outrem e eu a distância é infinita, não se tratando aqui de uma distância física, mas de uma presença infinita que não conseguimos abarcar, desde que ela se engendra na amplitude do que se afirma como “humano”.
Daí, as indagações: e quando o rosto do Outro nos vem com a finalidade de oferecer-se à captura, através das formas da arte? E ainda, quando devo oferecer o meu rosto com o mesmo propósito, esse rosto (meu próprio) que é um estrangeiro, para mim mesma?
No paradoxo entre oferecer-se à captura e a impossibilidade de capturar esse abismo, que faz morada na “fissura” da imagem, localizo o campo de atuação da arte. Na radicalidade desse paradoxo, está, a meu ver, a proposta da mostra Sob a Pele.

Anita Prado Koneski | Professora do Centro de artes da UDESC

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A COR NA GRAVURA EM METAL, de Lú Pires

Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires. (146) - Cópia

A COR NA GRAVURA EM METAL

LU PÍRES

ESPAÇO FERNANDO BECK | 10 DE OUTUBRO A 16 DE NOVEMBRO DE 2007

Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires.
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APRESENTAÇÃO

Exposição A cor na gravura em metal, de Lú Pires. Na grafoteca em exibição neste espaço, lemos um tipo de escritura vital que remete ao mais longínquo ontem e ao mais longínquo amanhã.
“Gravuras para ler”, uma vez que grafo significa ao mesmo tempo escrever e inscrever: nelas passamos dos traços primordiais aos traços finais da existência, no que esta tem de mais sublime e estranho.
Mas o que há de peculiar nessas duas dezenas de “gravuras em metal para ler” são suas intensas cores, aliadas a seus intensos gestos.
Eis por que A COR NA GRAVURA EM METAL.
As variações cromáticas gravadas em ponta seca abrem um leque de possibilidades aos sentidos de quem as mira e estas são reescritas ou reinscritas pelo espectador, na medida em que cada nova leitura reconstrói os grafos iniciais.
Não há referencialidade, não há representação neste conjunto de gravuras, o que não significa a ausência de sentido compositivo nem de sugestão, ao contrário, pois em seus enquadramentos sutis de traços e cores, o movimento e a luminosidade são elementos manifestos: a luz, o vento, a sensação de abertura para a tradução do intraduzível.
São sensações, são sopros de vida capazes de criar suas próprias realidades em função da força, da cor, do movimento e do silêncio de seus dizeres.

Joca Wolff

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LESTADA E A DESCONSTRUÇÃO, Coletiva

Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva. (3) - Cópia

LESTADA E A DESCONSTRUÇÃO

CASSIA ARESTA • FLÁVIA FERNANDES • HELENITA PERUZZO • JULIANA HOFFMANN • MAURÍCIO MUNIZ • PHILIPPE ARRUDA

ESPAÇO FERNANDO BECK | 15 DE AGOSTO A 02 DE OUTUBRO DE 2007

Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
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Cassia Aresta. Plotagem e acrílica sobre tela, 1,50x2,50m.
Cassia Aresta. Plotagem e acrílica sobre tela, 1,50x2,50m.
Flávia Fernandes. Horizonte, Tubos de PVC transparente, água pigmentada e fotografia, 1,96x2m.
Flávia Fernandes. Horizonte, Tubos de PVC transparente, água pigmentada e fotografia, 1,96x2m.
Helenita Petuzzo. Plotagem sobre entretela e linha, 70x110cm.
Helenita Petuzzo. Plotagem sobre entretela e linha, 70x110cm.
Juliana Hoffmann. Fotografia adesivada em PVC cristal, 2 peças de 60x84cm.
Juliana Hoffmann. Fotografia adesivada em PVC cristal, 2 peças de 60x84cm.
Maurício Muniz. Fotografia com manipulação digital, 50x70cm.
Maurício Muniz. Fotografia com manipulação digital, 50x70cm.
Philippe Arruda. Fotografia com manipulação digital, 1x1,5m.
Philippe Arruda. Fotografia com manipulação digital, 1x1,5m.
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Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
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Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva.
Cassia Aresta. Plotagem e acrílica sobre tela, 1,50x2,50m.
Cassia Aresta. Plotagem e acrílica sobre tela, 1,50x2,50m.
Flávia Fernandes. Horizonte, Tubos de PVC transparente, água pigmentada e fotografia, 1,96x2m.
Flávia Fernandes. Horizonte, Tubos de PVC transparente, água pigmentada e fotografia, 1,96x2m.
Helenita Petuzzo. Plotagem sobre entretela e linha, 70x110cm.
Helenita Petuzzo. Plotagem sobre entretela e linha, 70x110cm.
Juliana Hoffmann. Fotografia adesivada em PVC cristal, 2 peças de 60x84cm.
Juliana Hoffmann. Fotografia adesivada em PVC cristal, 2 peças de 60x84cm.
Maurício Muniz. Fotografia com manipulação digital, 50x70cm.
Maurício Muniz. Fotografia com manipulação digital, 50x70cm.
Philippe Arruda. Fotografia com manipulação digital, 1x1,5m.
Philippe Arruda. Fotografia com manipulação digital, 1x1,5m.
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APRESENTAÇÃO

Exposição Lestada e Desconstrução, Coletiva. Fotografia de Cassia Aresta. A exposição que carrega o nome, Lestada e a Desconstrução, apresenta obras de arte a partir das fotografias de Philippe Arruda, trilhando os caminhos da desconstrução. Desconstrução que se realiza não como destruição, mas como ação poética que encoraja a pluralidade dos olhares, disseminando possibilidades “outras” para ver o mundo. A desconstrução se estrutura como crítica dos pressupostos estabelecidos para a cidade, desvelando o que dela não vemos de imediato.
Lestada e a Desconstrução, celebra a visão que, devoradora, ultrapassa os simples dados visuais e nos abre para o enigma e o estranhamento do mundo no qual vivemos, tentando, incisivamente, inferir uma “ética da visão”.
Os componentes do grupo Lestada, a meu ver, foram atenciosos com a ilha de Florianópolis que se ofereceu ao “desvelamento”. Aceitaram um convite. Indagaram: o que a faz ser uma ilha-cidade? Buscaram respostas, mesmo sabendo que deverão repetir infinitamente a mesma indagação. Realizaram a ciência secreta que os fez ir “além”, que os fez ir à essência, esse lugar sempre aberto, em que indagar não significa necessariamente encontrar as respostas.

Anita Prado Koneschi | Professora do Centro de Artes da UDESC

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