O fechamento dos espaços de divulgação da Cultura Catarinense

O encerramento da veiculação da Coluna Mosaico, no jornal Notícias do Dia, assinada pela jornalista Néri Pedroso, marca o fim de um período iniciado há pouco mais de dois anos, em que é observada a redução drástica dos espaços de divulgação da Cultura em Santa Catarina. Perdemos preciosos minutos de televisão. Programas de variedades que abriam espaço para a divulgação das Artes foram retirados da grade de programação ou reduzidos severamente. Perdemos, inclusive, um canal de televisão fechado que abria espaço para que nossos artistas falassem de suas produções. Páginas têm sido arrancadas dos jornais de maior circulação do Estado e assim, observamos desaparecer a chance de falarmos de maneira ampla das artes visuais, de aberturas de exposições, de lançamentos de livros e de filmes, de feiras de artes, de música, de cinema.

A cultura perde espaços e cabe a nós reinventarmos meios para falar sobre a importante e consistente produção artística de Santa Catarina.

Aos jornalistas que permanecem nos veículos de comunicação, aos que estão nos sites, blogs, redes sociais, nosso agradecimento e pedido de persistência. É com vocês que contamos para que a arte e a cultura cheguem a um número cada vez maior de pessoas; para que cada vez mais o cidadão catarinense tenha acesso a tudo o que é realizado.

Reforçamos nosso apoio incondicional ao trabalho da jornalista Néri Pedroso, que há décadas acompanha, estuda e divulga a produção local.

Aos gestores das empresas de comunicação nosso pedido para que revejam suas decisões. Falar de arte e de cultura e divulgar a produção do nosso Estado nos horários e espaços nobres do jornalismo catarinense é uma questão de respeito, de educação e de cidadania.

 

Equipe da Fundação Cultural Badesc

Fundação Badesc recebe apresentação teatral baseado em poema do francês Arthur Rimbaud

Convite WEB - Teatro Barco LivreNo sábado, 30 de setembro, às 20h, a galeria da Fundação Cultural Badesc recebe a apresentação teatral Barco livre, projeto vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Teatro da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

A peça é um monólogo, baseado no poema Bateau Ivre do francês Arthur Rimbaud, grande influenciador da poesia no Século XX. A apresentação que integra elementos de dança, teatro, performance, projeção e elementos sonoros em estrutura de colagem conta a história de um barco vazio em estado de liberdade que ruma ao desconhecido de sua existência. É um diálogo entre vida, arte, linguagem, infância e mito.

O projeto, organizado pelos estudantes Fellipe Lee, Renata Mara de Almeida, Felipe Ferro, Jerusa Mary e Fabricio Gastaldi, será realizado em evento único e o tempo estimado da apresentação é de 60 minutos.

A entrada é gratuita e a censura 16 anos.

Arthur Rimbaud

Nascido no dia 20 de outubro de 1854 em Charleville, comuna francesaJean-Nicolas Arthur Rimbaud foi um poeta influente que escreveu praticamente todas as suas obras primas entre os 15 e os 18 anos. Segundo a opinião de críticos literários, o poeta francês é considerado precursor do surrealismo e também um pós-romantico.

Serviço:
O que: Apresentação teatral Barco Livre
Quando: 30 de setembro, sábado, às 20h
Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – telefone: (48) 3224-8846
Entrada gratuita – censura 16 anos.

Fonte:Infoescola

Artista homenageia Fundação Cultural Badesc

O prédio histórico da Fundação Cultural Badesc, localizado na rua Visconde de Ouro Preto, no Centro de Florianópolis, será um dos homenageados no livro de aquarelas intitulado Floripa, sua Linda!, de autoria da arquiteta e artista Gabriela Luft, com previsão de lançamento em março de 2018.
A obra retrata aproximadamente 250 aquarelas de pontos turísticos da cidade, como praias, igrejas, praças, fortalezas, casarios e monumentos. O prédio da Fundação Cultural Badesc, construído no final da década de 1920, guarda princípios estéticos dos estilos eclético e arte decó. Além de preservar a memória arquitetônica da cidade, o imóvel foi residência do governador de Santa Catarina, Nereu de Oliveira Ramos.
Natural de Florianópolis, a arquiteta transforma em arte a história e a cultura da cidade. “O livro é uma homenagem a nossa cidade, em que busco interpretar de acordo com minhas vivências e experiências a essência e a magia destes locais”, ressalta Gabriela.

Badesc Rua Visconde de Ouro Preto

Artista alemã prepara-se na fundação Cultural Badesc para exposição na França

18156550_1318397938278947_1282833625447865937_oPauline Zenk, artista alemã com grande vivência no mundo das artes no eixo França-Alemanha- São Paulo-Florianópolis, apresenta no dia 12 de junho, das 14 às 18h, no Café da Fundação Cultural Badesc, o resultado da residência artística de preparação ao lançamento da exposição Gravitation, que será realizada em seguida no Musée Regional d’Art Contemporain, na França.

A residência segue até 12 de junho e o público pode conferir o processo antes da apresentação do resultado final. “É uma oportunidade rara de participar do processo de uma artista conceituada como Pauline e conferir em primeira mão as obras que serão apresentadas em uma exposição internacional”, declara a arte educadora da Fundação Cultural Badesc, Carolina Ramos.

Em 2015, a artistas apresentou no Espaço Fernando Beck, da Fundação Cultural Badesc a exposição Memória Migratória, uma das mais elogiadas naquele ano.

Pauline Zenk estudou artes visuais na Alemanha, Espanha e Países Baixos. Graduou-se em história, formou-se Artes Visuais na academia de arte Muthesius em Kiel (Alemanha) e possui mestrado em Artes Visuais pela academia Rietveld (Holanda). Morou no Brasil entre 2012 a 2014, depois de uma residência artística no Estúdio Lâmina (São Paulo), mudou-se para a França.

Serviço:
O que: Apresentação da residência artística da artista Pauline Zenk
Quando: 12 de junho de 2017, segunda-feira, das 14 às 18h
Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – telefone: (48) 3224-8846

Múltipla Dança tem atividades na Fundação Cultural Badesc

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A mostra de videodança apresenta 19 trabalhos nos dias 22 e 23 de maio a partir das 19h. A mostra é realizada em parceria com o Dança em Foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança. No primeiro dia de exibição, o público assistirá cinco coreoedições e experimentos de obras brasileiras e estrangeiras. No segundo dia serão apresentados curtas internacionais.

Em 24 de maio, quarta-feira, às 19h, está agendada a performance  Ensaio sobre a Retóricade Anderson do Carmo, que é resultado de uma residência realizada no Memorial Meyer Filho em 2016. Nesse mesmo dia, a escritora, educadora, dançarina, diretora e pesquisadora Ida Mara Freire será homenageada. O reconhecimento de sua contribuição, dedicação e entusiasmo à dança de Santa Catarina será representado pelo troféu inspirado na Maricota, personagem do boi de mamão, criado pela artista Raquel da Silva.

Para encerrar a noite, Pedro Franz e o grupo Cena 11 Cia. de Dança, lançam Rumor,  livro documento/ficção, que reúne texto, desenho e quadrinhos. Franz elaborou diferentes traduções para os relatos, registros e anotações feitas pelos bailarinos durante a etapa Solilóquio, do projeto Protocolo Elefante.

Múltipla Dança

Além das atividades na Fundação Cultural Badesc, o evento contempla espetáculos, exposição, oficinas, diálogos e palestras em diversos locais de Florianópolis com entrada e inscrições gratuitas. O 10º Múltipla Dança – Festival Internacional de DançaContemporânea abre no dia no dia 20, às 20h, no teatro Pedro Ivo, com a estreia no palco catarinense do espetáculo Protocolo Elefante, do Grupo Cena 11 Cia. de Dança.

A Caixa Econômica Federal patrocina o evento, que é realizado pela Arte Movimenta, iniciativa coordenada por Marta Cesar e Jussara Xavier. Rumor, livro documento/ficção foi realizado por meio do Rumos Itaú Cultural e Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna/2014.

Mais informações em multipladanca.art.br e facebook.com/festivalmultipladanca.

 

Serviço

O quê: Mostra de Videodança

Quando: Dia 22 e 23/05/2017- segunda e terça-feira – às 19h

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, telefone: (48) 3224-8846

Quanto: Gratuito

 

Serviço

O quê: Performance Ensaio sobre a Retórica | Homenagem à Ida Mara Freire | Lançamento do livro Rumor

Quando: Dia 24/05/2017 – quarta-feira – a partir das 19h

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, telefone: (48) 3224-8846

Quanto: Gratuito

 

Diagnóstico do Carnaval 2017 será apresentado na Fundação Cultural Badesc

18403220_1290525457732862_4300113497230258032_nO grupo Oficina Crítica do Carnaval apresenta no dia 13 de maio, sábado, às 10h, na Fundação Cultural Badesc, o Diagnóstico do Carnaval 2017, documento que reúne dados coletados durante o desfile das escolas de samba deste ano. Na ocasião também será entregue o Prêmio Máscara de Bamba.

“O posicionamento crítico do grupo é impulsionado pelos rumos que a organização do carnaval de Florianópolis tem tomado nos últimos anos, principalmente em relação às manifestações espontâneas e tradicionais, que não estão sendo valorizadas em detrimento da falta de curadoria das programações carnavalescas”, afirma o consultor cultural e carnavalesco, Luis Fernando Albalustro, que lembra que o carnaval da capital já foi considerado um dos melhores do país.

O grupo Oficina Crítica do Carnaval reconhecerá sete iniciativas que valorizaram e contribuíram para a realização do Carnaval 2017, com a entrega do Prêmio Máscara de Bamba. O jornalista Renato Igor, o bloco carnavalesco Batuqueiros do Limão, o departamento de Marketing das Lojas Koerich, o blog Na Avenida, o Floripa Convention & Visitors Bureau, a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) e a RIC TV foram os selecionados. No evento também serão apresentados os critérios de premiação para 2018.

O Grupo

O Oficina Crítica do Carnaval é um movimento social organizado por profissionais e estudiosos, ligados direta ou indiretamente às manifestações carnavalescas da capital catarinense e que mantém o debate entre as várias fronteiras com as quais esta manifestação cultural realiza: economia criativa, memória cultural, políticas públicas, cidade e manifestações culturais.

O Grupo foi lançado em 2016 quando da realização do 1º Colóquio Carnaval de Florianópolis em Debate, no museu da Escola Catarinense. Neste evento foi produzido  o Manifesto ao Carnaval de Florianópolis, que reivindica ações para preservação e manutenção adequadas com a organização do carnaval na capital.

Integram o grupo Adriana Rosa (atriz especialista em políticas públicas culturais),

Carmem Fossari (teatróloga), Cristiana Tramonte (socióloga e historiadora do carnaval de Florianópolis), Graça Carneiro (arte educadora), Jorge Lautert (administrador do blog Na Avenida), Luis Fernando Albalustro (consultor cultural e carnavalesco), Marcelo Machado (arte educador, artista visual e carnavalesco), Marcos Carioni (arquiteto e cenógrafo), Michela R. Goulart (pedagoga), Rodrigo Leiffer (presidente da Sociedade Carnavalesca Tenentes do Diabo) e Sandra Makowiecky (historiadora, crítica de arte e diretora do Museu Escola de Santa Catarina)

 

Mais sobre os homenageados:

– Departamento de Marketing das Lojas Koerich: empresa patrocinadora do desfile das escolas de samba que se fez presente em ações de marketing sem interferir na estética do evento.

– Blog Na Avenida: pela iniciativa de transmissão ao vivo pela internet do desfile das escolas de samba.

– Floripa Convention & Visitors Bureau: por ter montado na passarela Nego Quirido durante o desfile das escolas de samba, um camarote de valorização ao samba local.

– Jornalista Renato Igor: pelo posicionamento em seus comentários em defesa do carnaval enquanto uma manifestação popular que precisa ser respeitada e incentivada pelas políticas públicas.

– Comcap: por manter o padrão de qualidade nos serviços de limpeza do desfile das escolas de samba.

– Bloco carnavalesco Batuqueiros do Limão: pela tradição de ocupar na noite de segunda feira de carnaval, a Praça XV de Novembro, tradicional reduto de bambas.

– RIC TV: por ter acreditado na força cultural do evento, mesmo em um momento de crise e transmitir ao vivo o desfile das escolas de samba.

 

Serviço:

O que: Apresentação do Diagnóstico do Carnaval 2017 e entrega do Prêmio Máscara de Bamba, pelo grupo Oficina Crítica do Carnaval

Quando: 13/05, sábado, às 10h

Onde: Fundação Cultural Badesc- Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – telefone: (48) 3224-8846
Entrada gratuita

Fundação Cultural Badesc abriga 9º Festival Múltipla Dança

Novamente em 2016 a Fundação Cultural Badesc é palco para o Festival Múltipla Dança. Em sua nona edição, no dia 25 de maio, quarta-feira, a partir das 18h, será apresentada a mostra de curta-metragens de videodança, Festival Dança em Foco.

Em seguida, às 19h, será apresentado o documentário Corpo Vodu, de Will Martins, produzido em 2015, que explora o processo criativo dos membros do grupo de dança contemporânea Cena 11, que luta há 20 anos para existir, realizar sua pesquisa e provocar questionamentos sobre sua identidade e existência.

No dia 27 de maio, às 19h, serão realizados os lançamentos dos livros Tubo de Ensaio. Composição [Intervenções + Interseções] de Jussara Xavier, Sandra Meyer e Vera Torres (Instituto Meyer Filho, 2016) e Vol. 5 Coleção Húmus de Organização de Carlos Santos. Haverá ainda a homenagem à Ana Luiza Ciscato, pedagoga, arte-educadora e professora de dança formada pela Royal Academy of Dance/Londres (1985) que  trabalha com a inclusão social através da dança há mais de 15 anos.

 

tubo de ensaioTubo de Ensaio. Composição [Intervenções + Interseções] – Jussara Xavier, Sandra Meyer e Vera Torres

 A organização deste livro integra a realização do projeto Tubo de Ensaio. Composição [Interseções + Intervenções], proposta articulada a outras três ações: laboratórios compositivos com artistas e pesquisadores de diferentes áreas e procedimentos; apresentações de trabalhos (processo, espetáculo, performance, conferência, palestra); conversas em forma de metálogo – um “compor com” artistas e pesquisadores. Ou seja, esta publicação prolonga e intensifica as ações e debates promovidos pelo projeto Tubo de Ensaio, realizado na cidade de Florianópolis, Santa Catarina, ao longo de 2015. Com a ideia de fazer/pensar dinâmicas da composição na arte contemporânea em seus aspectos cognitivos, éticos, poéticos e políticos, o projeto partiu da premissa que as interseções entre a dança e outras artes e áreas do conhecimento provocam deslocamentos e fissuras nos procedimentos de pesquisa e criação, na relação corpo e ambiente. O livro dá a ver as diversas proposições dos convidados do projeto, imbuídas de conceitos e experiências que permitem vislumbrar o que pode compor o corpo e o que o corpo pode compor. Dizeres da dança [Andréa Bardawil, Marina Abib e Zilá Muniz] compõem com pensamentos originados nas artes visuais [Raquel Stolf]; na música [Silvio Ferraz e Alberto Heller]; e na performance [Daiane Dordete]. Princípios do dançar e filosofar encontram-se nas falas de Celso Braida e Thereza Rocha. Com alcance internacional, Tubo de Ensaio ativou conhecimentos do artista radicado na França Volmir Cordeiro, dos portugueses João Fiadeiro e Paula Caspão, da alemã Gabriele Brandstetter a da argentina Susana Tambutti. Por fim, a jornalista Néri Pedroso analisa os feitos do projeto no texto “Conexões de saberes, o encontro como plano compositivo”. Fruto da junção de artistas e pesquisadores interessados no ato de compor e seus desdobramentos, esta compilação espera contribuir para estudos, reflexões e ações fundamentadas no campo das artes, em especial, da dança.

Organizadoras: Jussara Xavier, Sandra Meyer e Vera Torres | Editora: Instituto Meyer Filho | Local, ano: Florianópolis, 2016 | Autores: Alberto Heller, Andréa Bardawil, Celso Braida, Daiane Dordete, Gabriele Brandstetter, João Fiadeiro, Jussara Xavier, Marina Abib, Néri Pedroso, Paula Caspão, Raquel Stolf, Sandra Meyer, Silvio Ferraz, Susana Tambutti, Thereza Rocha, Vera Torres, Volmir Cordeiro, Zilá Muniz | Imagens: Cristiano Prim | Coordenação gráfica: Kamilla Nunes | Capa, arte, diagramação: Vanessa Schultz | Projeto selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2013-2014

Coleção Húmus, Volume 5  

A Coleção Húmus, idealizada por Sigrid Nora, publica agora sua quinta edição, organizada pelo jornalista e crítico Carlinhos Santos. O livro debate o contexto da crítica, suas nuanças e novas formas de produção, reunindo 14 textos de autores brasileiros. Eles trazem relatos pontuais de trabalhos artísticos ou críticos em torno da crítica e (sobre) posicionamentos teóricos a respeito do tema. A diversidade de textos inclui uma reflexão do pesquisador Marcio Pizarro Noronha sobre os legados kantianos para os estados da crítica na contemporaneidade e um olhar instigante do doutor em história e historiador Rafael Guarato, sobre a possível morte da crítica ou a extinção desse ofício. No seu texto, Joubert Arrais apresenta complicações e contextos de escritas críticas itinerantes, bem como registros de processos e projetos de reverberação desse ofício. Contrapontos do projeto “Contracorpo”, do Recife, visibilidade e pertinência dessa experiência estão no relato da doutora Roberta Marques. Atuando em várias frentes, a professora e doutora Sandra Meyer faz um relato de sua experiência na escrita crítica de dança a partir do mote/título “Corpos e livros abertos em situação crítica”. O Húmus 5 também se abre ao registro de experiências artísticas que problematizam a questão da crítica. Nesse sentido, a bailarina e pesquisadora Cláudia Müller escreve sobre o projeto “Precisa-se Público” e o deslocamento da escrita sobre a dança para outros autores não especialistas no tema. A artista Sheila Ribeiro descreve as múltiplas imbricações do 7X7, tentativa de criar uma coreografia conectiva com artistas falando sobre artistas e obras, ideia essa que foi contemplada com o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de 2014, na categoria “Iniciativa em Dança”. Registrando seu processo de inserção na escrita crítica, Anderson do Carmo, bailarino do grupo Cena 11 até o início desde ano, mestrando em teatro e crítico de dança do jornal Notícias do Dia, organiza cinco variações sobre a questão. O coletivo paulista “Tá Crítico” esboça uma espécie de manifesto crítico-concretista, e o filósofo e pesquisador Daniel Kairoz desdobra um texto em poética sobre esse universo da escrita de pensamentos sobre a dança. A ideia de crítica como interlocutora de ambientes de criação e manutenção de experiências coreográficas permeia o capítulo de Carlinhos Santos sobre texto para dança e contextos de criação em Caxias do Sul. Memórias e militância em torno da crítica estão no trabalho de dois críticos fundamentais para a dança: Roberto Pereira e Marcelo Castilho Avellar. Seus legados são registrados por Beatriz Cerbino e Arnaldo Alvarenga. Por fim, Helena Katz traz sua escrita para a crítica de dança em tempos de “Me, Myself and I”.

Idealizadora: Sigrid Nora | Organizador: Carlinhos Santos | Editora: Lofrigraf – Gráfica e Editora Ltda. | Local, ano: Caxias do Sul, 2016 | Autores: Anderson do Carmo, Arnaldo Alvarenga, Beatriz Cerbino, Carlinhos Santos, Cláudia Müller, Daniel Kairoz, Helena Katz, Joubert Arrais, Marcio Pizarro Noronha, Rafael Guarato, Roberta Marques, Sandra Meyer, Sheila Ribeiro, Tá Crítico | Financiamento: Lei Municipal de Caxias do Sul | Patrocínio: FSG – Faculdade da Serra Gaúcha e Randon

Cine Imagens Políticas realiza encenação do espetáculo “A Gota que Faltava” na Fundação Cultural Badesc

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Aconteceu ontem (14/04), no Cineclube da Fundação Cultural Badesc, a sessão do Cine Imagens Políticas, com o filme Medeia. Antes do filme, houve a encenação de trecho do espetáculo “A Gota que Faltava”, adaptação da peça de Chico Buarque para o texto de Eurípides. Após a sessão, um debate com Camila Harger Barbosa, graduanda em Teatro e diretora de “A Gota que Faltava”; João Ferreira, músico, escritor, assistente de direção e preparador vocal; e Mhirley Lopes, mestranda em Teatro e professora.
 

ANO X

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ANO X

 Em 2016, a Fundação Cultural BADESC comemora os seus 10 anos de atividades.  Exposições, feira de artes, mostras de cinema, lançamento de livros, música, performance, estreias, cursos, arte educação fazem parte da programação desenvolvida pela Casa, que se consolidou como um dos principais equipamentos culturais da Cidade e do Estado de Santa Catarina. Neste ano comemorativo, a Equipe da Fundação está preparando uma série de eventos que privilegia a Memória.  Contamos aqui uma prévia da nossa história. Há 25 anos, em fevereiro de 1991, a Diretoria e os funcionários da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina S.A. – BADESC inauguram o Espaço Cultural Fernando Beck no hall da sua sede, então instalada na Avenida Mauro Ramos. O nome foi uma homenagem a um colega badesquiano  que havia falecido há pouco tempo. Fernando Beck não era ligado diretamente às artes, mas se tornou referência para as Artes Visuais no Estado.  Sob a condução de Neusa Barbi (de 1991 a 2005), bibliotecária do BADESC, o Espaço teve sua primeira mudança, para o casarão eclético da Rua Almirante Alvin. Em 2005, a Diretoria do Badesc, que tinha como presidente Renato Vianna, e o Governador do Estado Luiz Henrique da Silveira criaram a Fundação Cultural BADESC através da Lei nº 13.438, que passou a abrigar o Espaço Cultural Fernando Beck.  Assim, em 28 de março de 2006, a Cidade e o Estado recebem a Fundação, desde então instalada neste conhecido casarão histórico tombado pelo patrimônio municipal, que serviu de residência à família do Presidente Nereu Ramos.  De 2006 a 2013, as atividades foram conduzidas pela Diretora de Artes Lena Peixer  e pelo Diretor Geral Armando Sabino.  Em agosto de 2013 assumimos a nova gestão com a participação da Diretora de Artes Margarete Waterkemper e da Diretora Administrativa Helena Mayer.  Em julho de 2014, a Fundação inaugura mais um espaço expositivo, o Espaço 2, que se tornou fundamental para o fomento das artes visuais.  2015 foi um ano desafiador para o país e especialmente para a Fundação.  Apesar das dificuldades, nossa Equipe intensificou sua dedicação, realizando um ano singular em qualidade e quantidade de eventos,  com marcante apoio do público e dos artistas, tanto aqui radicados quanto de vários lugares do mundo.  Em 2016 a Equipe da Fundação homenageia nossos incontáveis parceiros: artistas, produtores, gestores, professores, profissionais da cultura e pessoas dedicadas às artes, que constroem conosco cada uma das atividades gratuitas abertas ao público.

Eneléo Alcides – Diretor Geral