Quase Paisagem em setembro na Fundação Cultural Badesc

Convite WEB_Quase Paisagem, de Gilson Rodrigues_2
Na quinta-feira (01/09), às 19h será realizado no Espaço Fernando Beck, na Fundação Cultural Badesc, o coquetel de abertura da exposição Quase Paisagem, de Gilson Rodrigues. Neste trabalho, o artista apresenta um conjunto de trabalhos em que explora questões relacionadas à história da pintura e também ao universo doméstico.

“Nesta produção crio diálogos entre a tradição da pintura de paisagem e utensílios domésticos. Sobreponho representações de objetos ornamentados sobre ícones da tradição pictórica como John Constable, Almeida Júnior entre outros, criando paisagens fragmentadas e inquietantes. Estes objetos são escolhidos por mim devido às suas características plásticas que na maioria das vezes, remetem a formas orgânicas. Ao deslocar a imagem de objetos comuns, como talheres e xícaras, para o plano da pintura ofereço ao espectador uma outra maneira de perceber as formas presentes na superfície destes utensílios já silenciadas pelo caos da vida cotidiana”, declara o artista.

A exposição Quase Paisagem conta com trabalhos recentes do artista, produzidos entre 2015 e 2016. Gilson Rodrigues utiliza uma grande variedade de técnicas para construir suas pinturas, como o óleo e a encáustica. “Uma das principais características é a variedade de tratamentos que utilizo na construção destas imagens. Desenho, colagem e uma grande gama de técnicas de pintura compõem o corpo destes trabalhos, neste sentido a fatura se torna parte importante do meu processo”, conclui.

Mais sobre o artista

Gilson Rodrigues vive e trabalha em Belo Horizonte (MG). É bacharel em pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Tem em seu currículo exposições individuais e coletivas, entre as quais se destacam: 45º Salão de Artes Visuais Novíssimos, na galeria Ibeu/RJ, Jardins Suspensos, na galeria de arte do BDMG Cultural/MG, Paisagem, na galeria de arte da Copasa/MG e 26ª Mostra de arte da juventude, no Sesc de Ribeirão Preto/SP.

Serviço
O que: Abertura da exposição Quase Paisagem, de Gilson Rodrigues

Quando: 1º de setembro, quinta-feira às 19h

Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – telefone: (48) 3224-8846

Quanto: Entrada gratuita

Linha do Tempo abre programação de agosto

Convite WEB_Linha do Tempo, de Itamara RibeiroA Fundação Cultural Badesc abre no dia 4 de agosto, quinta-feira, às 19h, no Espaço 2,  a exposição Linha do Tempo, de Itamara Ribeiro. Neste trabalho, a artista reúne basicamente três elementos presentes no processo de criação que se repetem em todos os trabalhos: o desenho de uma mulher; o suporte feito de folhas de revistas antigas e o bordado que suscita um fio condutor. Um livro homônimo, com desenhos e frases também será lançado na ocasião.

As obras foram construídas baseada nas memórias da infância, quando a artista observava a mãe fiando suas peças em bordados e costuras. “Embora algumas obras tenham estado presentes na minha  exposição  Linhas, que aconteceu em Belo Horizonte, a exposição que levo para Florianópolis é inédita, tendo em vista que passou por um processo de amadurecimento e foi desdobrado”, explica a artista que expõe individualmente na capital catarinense pela primeira vez

A exposição fica aberta para visitação até o dia 8 de setembro. A entrada é gratuita.

Sobre a artista

Itamara Ribeiro Iniciou sua carreira artística em Florianópolis, onde desenvolveu sua pesquisa artística em Poéticas visuais na linha de processo de criação. Atualmente vive e trabalha em Ribeirão Vermelho (MG) e pesquisa as dobraduras do desenho com colagens e bordado. É formada em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). É autora do livro de desenhos Frouxidão (2015). Sua primeira exposição individual Linhas,foi realizada na Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães, em Belo Horizonte. Tem duas premiações no 44° Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, em Santo André (SP). A exposição que apresenta na Fundação Cultural Badesc é a sua segunda individual.

Serviço

Exposição: Abertura da exposição Linha do Tempo, de Itamara Ribeiro.

Quando: 4 de agosto (quinta-feira), às 19h. Visitação até 8/09/2016.

Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis.

Quanto: Entrada gratuita. Livro R$ 50.

Exposição Manual de Sobrevivência

Na quinta-feira (21/07), às 19h será realizado no Espaço Fernando Beck, na Fundação Cultural Badesc, o coquetel de abertura da exposição o Manual de Sobrevivência, de Sheila Ortega. A exposição é uma série de trabalhos da artista que busca uma reflexão sobre o espaço que os objetos ocupam no mundo, tanto do ponto de vista da arquitetura e espacialidade (seu caráter material), quanto da subjetividade, memória e tempo (imaterial).

“Busco discutir como nos apropriamos das coisas do mundo, trazendo à tona seus vários sentidos, revelando possibilidades de manipulação e combinações. As relações entre os elementos que constituem o trabalho se dão por meio de dois vieses: a construção de um cenário afetivo entre os elementos e a construção com objetos que não pertencem ao mesmo leque de utilidades ou ambientes”, declara a artista.

Sheila comenta que uma fração do ambiente doméstico é deslocada de sua situação original para adquirir um novo significado. Com isso, ações simples se transformam em operações repetidas e circunstâncias são desenvolvidas a partir do manuseio e envolvimento com o objeto em seus múltiplos sentidos. Sobressai a ideia de colecionar o que não se coleciona – a memória do acúmulo. “É diante dessas considerações que se abrem as perguntas: Por que nos afeiçoamos às coisas? Por que guardamos objetos e os acumulamos? Quais sentidos os objetos nos reservam? Por que guardamos tanta memória em forma de objetos? Quais são as memórias que dispomos para compor nossos ‘manuais de sobrevivências’?”.

Sheila Ortega é graduada em artes plásticas e mestre em artes visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. Participou de exposições individuais e coletivas, em São Paulo e outros estados. Recebeu prêmios em 2016, no 14º Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos e em 2015, no 47° SAC – Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba – Pinacoteca Municipal “Miguel Dutra”, Piracicaba / SP.

Serviço:

O que: Abertura da exposição Manual de Sobrevivência, de Sheila Ortega.

Quando: 21 de julho (quinta-feira), às 19h – visitação até 25 de agosto.

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846.

Quanto: Entrada gratuita

Exposição O Nômade e o Sedentário

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 23 de junho, no Espaço 2, às 19h a exposição O Nômade e o Sedentário, de Diane Sbardelotto. Por meio de obras que misturam linguagens como pintura, escultura maleável, objetos e roupas a artista trabalha os conceitos de nomadismo e sedentarismo.
“Nela serão apresentados trabalhos que entremeiam limites das linguagens artísticas da pintura e da escultura, por meio de objetos construídos com tecidos diversos costurados de maneira irregular, onde são aplicadas camadas pictóricas e endurecimentos com cola e goma. São expostos ora com distendimentos, com protuberâncias, ora com maleabilidade e soltura do tecido. A poética é desenvolvida como gesto de ser nômade sem sair do lugar, mover-se em um espaço sedentário, de aprisionamento. Relaciona-se com ideias de revestimento do corpo, roupa ou carne”, explica Diane.
O trabalho começou há oito anos a partir do elemento do molde da roupa, enquanto a artista trabalhava em uma fábrica de roupas em série. Várias foram as maneiras como ele foi apresentado durante esse tempo, através de performances, pinturas mais planas e outros desdobramentos, inclusive com colaborações de outros artistas
“Esse trabalho atingiu mais espacialidade e caráter escultórico. Na associação com o nômade e o sedentário, a pesquisa em torno desses dois conceitos, vem de aproximadamente um ano, quando comecei a estudar temas da educação e filosofias da diferença, a partir de autores como Deleuze e Guattari. Essas associações teóricas são, no entanto, algumas relações possíveis e contaminações de leituras, mas plasticamente o trabalho está atualmente envolvendo bastante as questões de maleabilidade, distensão, fixo e móvel, forma e des-forma, repetição, entre outras”.
Diane Sbardelotto é bacharel e licenciada em Artes Visuais (Unochapecó e UFRGS). Atua em diversos campos das artes com temas como o corpo submisso, a roupa, a mulher em ambientes rurais e poéticas do cotidiano doméstico. Sua trajetória artística é de trabalhos simultâneos em ensino de arte como professora e mediadora, com figurinos e cenografia de espetáculos cênicos. Tem diversos trabalhos colaborativos com textos e ilustrações publicados em livros e revistas.
A expoisção O Nômade e o Sedentário fica aberta para visitação até dia 28 de julho.

“De repente se deu conta do descompasso entre o desejo de se determinar o espaço das árvores e o curso próprio da liberdade dessas. A circunscrição de metal esperava um corpo não tão esguio, ora, havia a expectativa de que se tornasse bojuda, farta em seu preenchimento. Mas nem por isso. O resultado fora o inicial esgarçamento do metal. Ele poderia ser arrebentado e a liberdade diria basta à idealidade roubadora da expansão. O resultado, porém, é a fusão da carne da árvore a engolir a ferragem, a deixá-la existir. O tronco se mescla à imaginação restritiva, a existência arbórea se torna o vestido do esqueleto que passa a envolver. A planta se faz roupa anômala do corpo que lhe fora imposto.” Cesar Kiraly

Serviço:
O que: Abertura da exposição O Nômade e o Sedentário
Quando: 23 de junho (quinta-feira), às 19h – Visitação até 28 de julho
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Quanto: Entrada gratuita

Obra é exposição de junho no Espaço Fernando Beck

Convite WEB_Obra, de Diego Passos e Juliano Ventura
A Fundação Cultural Badesc abre na quinta-feira (09/06), às 19h, no Espaço Fernando Beck, a exposição Obra, de Diego Passos e Juliano Ventura. O trabalho inédito articula proposições artísticas que abordam elementos urbanos de diferentes cidades (Porto Alegre, Florianópolis e Cali na Colômbia) por meio de experimentos gráficos, inscrições, deslocamentos e reorganização de fragmentos urbanos dispersos. Esta é a primeira exposição do Edital 2016 para este espaço.
 
Em Obra, os artistas utilizam fotografias apresentadas em diferentes suportes, publicações em xerografia e uma instalação. “A exposição é composta por trabalhos que desenvolvemos entre 2012 e 2015 e parte do material que vai ocupar as paredes da Fundação Cultural Badesc são publicações que cotidianamente veiculamos no espaço público, em muros, paredes e placas das cidades pelas quais transitamos”, comentam.
 
Está é a primeira vez que os artistas abrem uma exposição neste formato na capital catarinense. Obra fica aberta para visitação até 14 de julho. A entrada é gratuita.
 
Sobre os artistas
 
Diego Passos é natural de Porto Alegre (RS). É artista visual mestre em poéticas visuais pelo programa de pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAV/UFRGS).
 
Juliano Ventura é de Santa Maria (RS) e é artista visual graduado no Instituto de Artes da UFRGS e mestrando em processos artísticos contemporâneos no PPGAV e Ceart/Udesc. Colaborador do grupo Observatório-móvel.
 
Os artistas são coeditores da “edicoes agua para cavalos”, projeto editorial que utiliza a fotocópia como tática de apropriação e autopublicação
 
 
Serviço:
 
O que: Abertura exposição Obra, de Diego Passos e Juliano Ventura
 
Quando: 9 de junho (quinta-feira), às 19h – visitação até 14 de julho
 
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
 
Quanto: Entrada gratuita

Fundação Cultural Badesc lança série de mini documentários

A Fundação Cultural Badesc lança na quinta-feira, 12 de maio, às 19h, o projeto Memórias em 4 Tempos, série de mini documentários que retrata artistas que expuseram nos últimos dois anos no Casarão. Mais de 30 artistas foram entrevistados para relatar sobre seus projetos e processos artísticos. O projeto tem direção de Eneléo Alcides (diretor geral da Fundação) em parceria com as cineastas Clarice Dantas, Karine Joulie e Sandra Alves, e é alusivo à celebração dos 10 anos da Fundação, completados em 28 de março.

“O objetivo deste trabalho é preservar a memória do ambiente cultural criado pela Casa e promover a reflexão sobre a produção das artes visuais contemporâneas. Captamos mais de 20 horas de entrevistas que asseguram um material muito significativo”, declara Eneléo Alcides.

No lançamento serão exibidos sete vídeos com a participação de Jonas Esteves, Teresa Bossler, Pauline Zenk, Manuela CostaLima, Jenny Granado, Tereza Luzio e uma coletiva com 20 artistas participantes da mostra Desenho de Monstro, que teve curadoria de Adriana dos Santos.

Outros 10 vídeos serão lançados mensalmente pelos canais da Fundação Cultural Badesc na internet.

 

Serviço:

O que: Lançamento da série de minidocs  Memória em 4 Tempos

Quando: Quinta-feira, 12 de maio, às 19h

Onde: Cineclube da Fundação Cultural Badesc

Quanto: gratuito

O projeto tem edição da cineasta Clarice Dantas e as entrevistas serão disponibilizadas no site da Fundação.

 

 

Mini currículo dos artistas que participam do lançamento do Memória 4 Tempos

 

Execute-se, de Jonas Esteves

Espaço Fernando Beck, de 26 de junho a 25 de julho de 2014

Inspirada em seriados e desenhos animados da infância do artista, Execute-se é uma espécie de manual de instrução de projetos, com ideias, desenhos e ficções que escondem em seu íntimo a devoção pelas máquinas. Dividida em Esquemas de montagem, Máquina do tempo, Máquinas de apoio, Manutenção e suporte à vida e Robô companhia 1.0 estabelecem uma narrativa de ficção científica. Os Esquemas de montagem consistem em desenhos feitos em camadas de acrílico, com detalhes de projetos robóticos que se complementam em um domínio tridimensional. Nascido em São Paulo e formado em artes visuais pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Jonas vive em Criciúma, onde trabalha com arte e  tecnologia.

Extremos, de Tereza Bossler

Espaço 2, de 22 de outubro a 20 de novembro de 2015

Extremos tratou do fluxo cada vez maior de veículos nas grandes cidades, provocado pela ânsia de ocupar maior espaço em menor tempo, que faz com que os cidadãos se esqueçam de diminuir o ritmo e desacelerar. A instalação adquiriu um corpo que evocava o caráter efêmero da vida e dos objetos, a partir do vidro, perpetuando-se no meio de nós. Tereza Bossler cursa Artes Visuais na Universidade Federal do Paraná e é docente do ensino fundamental da Prefeitura Municipal de Piraquara (PR). A artista desmontou sua obra durante ação performática e a remontou nos Jardins da Fundação, onde permanecerá até se desintegrar.

Paragens, de Manuela CostaLima

Espaço 2, de 02 de julho a 31 de julho de 2015

A artista paulistana tem no caminhar o ponto de partida de grande parte de seus trabalhos. E foi no caminhar pela orla de Florianópolis que ela coletou pedras que formaram o conjunto de Paragens. As pedras foram gravadas com as coordenadas dos lugares de onde foram tiradas. Junto às pedras dispostas no chão foi instalado o Geopantone, uma escala de cores obtidas por imagens do Google Street View. Nesse caminho virtual pelo computador o olhar se concentra na linha do horizonte, lugar de repouso, paragem do olhar. A partir de aproximações máximas dessas imagens obtêm-se os planos de cor que compõe a sequência. Manuela CostaLima artista visual formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, onde vive e trabalha.

Sob o preço da carne, de Jenny Granado

Espaço 2, de 06 de agosto a 11 de setembro de 2015

Selecionada na categoria Primeira Individual do Edital 2015 da Fundação Cultural Badesc, a proposta da artista acompanha o movimento dos seus projetos, que giram em torno das diversas manifestações políticas do corpo e reinterpretações de conceitos como pornografia, violência e gênero. Sob o preço da carne tece inflexões no que não está exposto, no que diz respeito ao outro/outra/outrem e como nos posicionamos como expectadores do nosso próprio dia a dia frente à descarga diária de informações provenientes principalmente dos meios de comunicação televisivos. Jenny nasceu em Uruana, Goiás, é formada em Artes Visuais pela Udesc, vive e trabalha na Cidade do México, México.

Registros de uma quase infância, de Teresa Luzio

Espaço Fernando Beck, de 28 de agosto a 19 de setembro de 2014

A exposição Registros de uma quase infância, de Teresa Luzio, exibe um conjunto de obras realizadas a partir de dois objetos de infância: uma carta e um vestido, utilizando fotografia, colagens, áudio e vídeo. Estes objetos, surgem como pretexto para trabalhar uma noção de perda, desenvolvidos como condição essencial da linguagem da performance e investigar a impossibilidade de reter a experiência. As obras – carta à mãe (leitura de emergência); (des) encontro entre um corpo e um vestido e um conjunto de fotomontagens, que integram a mostra, problematizaram a relação entre a performance (efêmera) e sua documentação (permanência). A artista nasceu em Santarém (Portugal) e vive em Cartaxo (Portugal). É licenciada em design gráfico e mestre pela Bahaus University (Alemanha). Expôs suas obras em cidades como Berlim (Alemanha) e Salamanco (Espanha). É assistente do curso de Design Gráfico de uma escola superior de arte e design.

Desenho de monstro, 4ª edição – Coletiva

Jardins da Fundação, de 10 a 18 de setembro de 2015

Em sua 4ª edição, os artistas participantes tiveram o desafio de realizar suas obras em um espaço urbano sujeito às intempéries. Nas palavras da curadora, “A relação que cada um fará com o monstruoso perpassa a condição temporal, o caráter perecível e a fragilidade do que é trazido à tona fora do ambiente fechado do atelier e da galeria”.

Artistas: Clara Fernandes, Ricardo Ramos, Djuly Gava, Bruno Bachmann, Claudia Cárdenas e Rafael Schlichting, Adson Loth, Pablo Rodriguez Vence, Pama Krowczuk, Estevão Mattos, Yasminka Guimarães, Felipe Vernizze, Airton Perrone, Fabrício Manohead, Jonathan Belusso, Marta Martins, Lara Montechio, Yuri Bastos e Kelly Kreis Taglieber.

Exposição Corpos e Partes abre dia 28 de abril na Fundação Cultural Badesc

No Espaço Fernando Beck, a mostra Corpos e Partes reúne trabalhos realizados por Ana Norogrando entre 2013 e 2015

Algumas das obras que compõem a exposição Corpos e Partes – Crédito: Fundação Cultural BADESC/Divulgação.

A Fundação Cultural Badesc abre na quinta-feira, 28 de abril, às 19h no Espaço Fernando Beck, a exposição Corpos e Partes, de Ana Norogrando. No trabalho, a artista várias vezes premiada, emprega fragmentos de corpos de manequins e peças descartadas de máquinas e equipamentos agrícolas para tratar de questões como gênero e feminismo. A entrada gratuita.

No mundo em que vivemos muitas questões e lutas que consideramos importantes foram banalizadas e a cada dia as questões referentes à mulher parecem-me que estão retornando à idade média. A violência está aumentando, conforme as estatísticas. Em minha trajetória, meus trabalhos, de modo muito sutil e às vezes direto, sempre referenciaram o contexto feminino e esta exposição apresenta de modo tênue e silencioso algumas personagens emblemáticas deste contexto” – explica Ana Norogrando.

Corpos e Partes reúne trabalhos realizados em 2013 e 2015 e traz algumas obras inéditas. “As esculturas desta fase são únicas pois têm relação com a figura humana – normalmente meus trabalhos não são figurativos. Além dos materiais que habitualmente emprego como ferro, aço, resina, estou utilizando partes de manequins descartados” – acrescenta a artista.

Sobre Ana

Natural de Cachoeira do Sul (RS), Ana Norogrando realiza desde 1980 exposições individuais, participa de bienal e exposições coletivas no Brasil e no exterior. Tem obras em importantes acervos públicos e coleções particulares. Como destaque em sua produção, obteve prêmios em pintura, escultura e design de joias. Trabalha predominantemente como escultora em diferentes materiais e também desenvolve projetos em videoinstalações.

Exposição “Corpos e Partes”, de Ana Norogrando

Quando: 28 de abril de 2016, quinta-feira, às 19 horas
Onde: Fundação Cultural Badesc
Endereço: Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro
Visitação até 2 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.
Quanto: Gratuito.

Convite de divulgação da exposição Corpos e Parte – Crédito: Fundação Cultural BADESC/Divulgação.

Exposição Registros Ficções Polaroides abre dia 5 de maio na Fundação Cultural Badesc

Convite WEB_Registros ficções polaroides, de Joana Amarante com logo

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 5 de maio, quinta-feira, às 19h, no Espaço 2, a exposição inédita Registro Ficções Polaroides, de Joana Amarante. Por meio de fotografias, escritas e inserções de outros objetos a artista registrou seu trajeto diário por cidades onde passou nos últimos seis anos. “Não significa que a foto e a frase coincidem, muitas vezes as uno, alguns meses e anos mais tarde com anotações realizadas em outras cidades. É um dia fictício e utilizando um dispositivo também falso”, declara a artista.

A exposição contará com aproximadamente 60 fotografias no formato polaroide e com escrita. Todo o trabalho é uma ficção, desde o dispositivo para captar as imagens (fotografias tiradas com câmera digital e posteriormente colocadas no formato de polaroide), assim como as frases (anotadas ao longo dos percursos diários e de viagens, de livros e músicas, de conversas alheias) que são agregadas nessas imagens “fictícias”, de forma a criar uma narrativa de um dia.

“Penso que a memória é um emaranhado de pensamentos e imagens constituídas por aquilo que vivencio, pelo filme que assisti no cinema, um relato ou fala de um estranho que passa pela rua. E, de repente, vejo-me criando uma memória só minha que me faz realmente acreditar que aquela montagem de diversos fatos, que não necessariamente me pertenceram. Diferente das pessoas que guardam as agendas e diários que escreviam na infância, eu joguei todos fora. Toda minha memória no lixo e, a partir disso, criei outra, talvez mais própria. Viajar para outros países, continentes, caminhar pelas ruas desconhecidas dentro da minha própria cidade, sentir temperaturas agradáveis e desagradáveis e criar com essas imagens minhas memórias, o que me lembro daquele tempo, ou melhor, o que eu gostaria de guardar, o que eu gostaria de me lembrar”, comenta Joana.

Nesse conjunto há fotografias de caminhadas por Florianópolis (SC), Antônio Carlos (SC), Uyuni (Bolívia), Buenos Aires (Argentina), Lisboa (Portugal), Porto (Portugal), Amarante (Portugal), Barcelona (Espanha), Paris (França), Amsterdan (Holanda), Bruxelas (Bégica), entre outros.

Joana Amarante é Artista Visual e participou de diversas exposições coletivas itinerantes. É mestre em Teoria e História das Artes Visuais e graduada em Licenciatura em Artes Plásticas, ambas pela UDESC.

Serviço:

O que: Abertura exposição Registro Ficções Polaroides, de Joana Amarante

Quando: 5 de maio (quinta-feira), às 19h – visitação até 16 de junho