Fundação Cultural Badesc traz a exposição coletiva Paisagem Plural

A curadoria da exposição é assinada por Ana Zavadil, atual curadora da Bienal do Mercosul e trabalhos de 20 artistas são apresentados

Exposição Paisagem Plural

No mês em que a Fundação Cultural Badesc comemora 10 anos, a Instituição traz para Florianópolis a exposição coletiva Paisagem Plural, um recorte da melhor produção contemporânea do Rio Grande do Sul. A curadoria é de Ana Zavadil, atual curadora da Bienal do Mercosul, e reúne trabalhos de 20 artistas, que mostram na contemporaneidade a reinvenção da paisagem a partir da natureza, da cultura e da estética. A abertura é na quinta-feira, às 19h no Espaço Fernando Beck, e continua até dia 20 de abril. A entrada é gratuita.

Em Paisagem Plural, a paisagem é usada como foco conceitual das obras, em que a representação poética de cada artista vai desde a natureza em si mesma até a sua dimensão simbólica. A paisagem assume outros significados por meio de subjetividades, metáforas e narrativas, em que a intenção, as tramas e os encontros dão origem aos trabalhos que serão levados à visibilidade pública. Entre os artistas,  Fernando Lindote, gaucho radicado em Florianópolis, Walmor Corrêa, florianopolitano com ampla trajetória no Estado vizinho e a artista catarinense Beatriz Harger.

“Todas as informações registradas no subconsciente de cada artista acaba gerando imagens que, ao serem transportadas para a sua arte, dão um novo sentido à paisagem. Isso significa dizer que vamos encontrar a paisagem de cada um, seja ela inspirada na cidade ou no campo, impregnada de informações ou que mantenham a calma e beleza, o lúdico, ou mesmo as suas cores e as suas luzes”, declara a curadora.

Os outros artistas convidados são: Ana Mähler, Alexandra Eckert, Angela Zaffari, Beatriz Dagnese, Bianca Santini, Fábio André Rheinheimer, Flávio Morsch, Gustavo Rigon, Helena D’Ávila, Marlene Kozicz, Ricardo Giuliani, RosaliPlentz,Silvia Rodrigues, Umbelina Barreto, Vera Reichert, VerluMacke, e Zetti Neuhau .

A Fundação Cultural Badesc  fica na rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro.

Sobre Ana Zavadil

Ana Zavadil é mestre em Arte Contemporânea pelo programa de pós-graduação em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria (RS). Tem graduação em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com habilitação em Pintura e em História Teoria e Crítica de Arte. Atualmente é curadora da Bienal do Mercosul. Foi curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), fez parte do Comitê de Acervo e Curadoria do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), integrou o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de curadoria e de produção executiva de exposições de arte, escreve textos críticos para o site Babilônia. Foi indicada ao Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria Destaque em Curadoria em 2009 pela exposição Um Dia Entre Abril e Junho, realizada na Galeria de Arte da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e, em 2012, pela exposição Poéticas em Paralelo, realizada no MACRS. Realizou curadorias independentes de exposições em Santa Catarina, Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro, escreveu diversos textos críticos publicados no Brasil e no exterior.


Serviço: Abertura da exposição Paisagem Plural

Data: 12 de março de 2016
Horário: 19h
Visitação até 20 de abril de 2016
Local: Fundação Cultural BADES
Entrada e visitação gratuitas.

Convite para divulgação da exposição Paisagem Plural

Explore o projeto Eletrocardiograma de Uma Sereia

https://issuu.com/fundacaoculturalbadesc/docs/cat__logo

Eletrocardiograma de Uma Sereia, de Walmor Corrêa, com curadoria de Fabrício Tomazi Peixoto inaugura o Espaço 3 da Fundação Cultural Badesc. Muito além do singular vão de 4m2, localizado no hall de entrada do Casarão, o projeto aborda o Espaço em sentido amplo, dedicado à produção de textos curatoriais, apresentação de obras e registro em catálogo virtual. A proposta é revisitar exposições e artistas que fazem parte dos 10 anos de Fundação e dos 25 anos do Espaço Cultural Fernando Beck. Explore o projeto.

Fundação Cultural Badesc inaugura novo espaço expositivo

Enfatizando seu projeto de preservar a Memória das Artes Visuais, a Fundação Cultural Badesc inaugura um pequeno espaço de 4 m2, localizado no hall de entrada do Casarão histórico. Batizado de Espaço 3, este ambiente será dedicado a revisitar exposições e artistas que fizeram história nos 10 anos da Instituição e nos 25 anos de inauguração do Espaço Cultural Fernando Beck. O projeto visa potencializar a visibilidade da trajetória de artistas que passaram pela Casa, contando o que foi a exposição e os projetos que vem desenvolvendo desde então. Muito além da exibição de obra recente ou ré exibição de obra que participou da mostra original, a ideia é enfatizar textos curatoriais sobre o artista e seu processo criativo.

Todo o material criado será disseminado na rede como um catálogo digital. O primeiro artista convidado a ocupar o Espaço 3 é Walmor Corrêa, que em 5 de agosto de 2009 inaugurou no Espaço Fernando Beck, a mostra Teleplastias, com curadoria de Rosângela Cherem, que ganhou o prêmio de melhor exposição daquele ano pela Fundação Frankilin Cacaes. Desenhos, pinturas, esculturas e instalações lançavam um olhar científico sobre seres imaginários. A obra Curupira, da série Atlas de Anatomia, foi doada ao acervo da Fundação Cultural Badesc.

Para inaugurar o Espaço 3, o artista apresenta suas obras mais recentes: Eletrocardiograma de Uma Sereia e Laudo (impressão sobre papel, carimbo e caneta esferográfica) e Eletrocardiograma de Uma Sereia (neon sobre acrílico).

Abertura-Espaço-3

Walmor Corrêa lança livro, Caixa Especial e inaugura Espaço 3 na Fundação

Março marca os 10 anos de atividades da Fundação Cultural Badesc, que preparou atividades especiais para celebrar este período de dedicação à cultura em Santa Catarina. Uma das atividades que promete reunir grande público será no dia 3 de março, a partir das 19h, com o lançamento do livro O Estranho Assimilado, de WalmorCorrêa,um dos artistas brasileiros de maior projeção nacional e internacional.

Neste mesmo evento, o artista lançará uma caixa com edição especial que contém além de livro, duas obras assinadas e numeradas. Para fechar a noite, a Fundação Cultural Badesc inaugura seu terceiro espaço expositivo, o Espaço 3.

Sobre o livro

O Estranho Assimilado, obra bilíngue (português e inglês),  apresenta um apanhado da produção de Walmor Corrêa nos últimos 15 anos. Com concepção do próprio artista, o livro de 400 páginas foi organizado pela historiadora e crítica de arte Paula Ramos que também assina os ensaios com Clarissa Diniz, Fernando Cocchiarale, Francisco Marshall, Maria de Fátima Costa e Mônica Zielinsky. O livro apresenta ainda textos produzidos especialmente para exposições individuais, desta vez assinados por Bianca Knaak, Blanca Brites, Icleia Borsa Cattani, Guy Amado e Rosângela Cherem.

“Reunimos textos e imagens para facilitar a compreensão do público sobre o meu trabalho, conforme o título se refere, assimilar o estranho”, explica Walmor.

Caixa Especial

Walmor Correa criou uma caixa especial com tiragem de 100 exemplares que contém o livro O Estranho Assimilado e duas obras assinadas e numeradas: Eletrocardiograma de Uma Sereia (76,5 cm x 11,5cm) e Laudo (23cm x 41cm), impressas sobre papel, carimbo e caneta esferográfica, obras que irão inaugurar o Espaço 3.

Espaço 3

Enfatizando seu projeto de preservar a Memória das Artes Visuais, a Fundação Cultural Badesc inaugura um pequeno espaço de 4 m2, localizado no hall de entrada do Casarão histórico. Batizado de Espaço 3, este ambiente será dedicado a revisitar exposições e artistas que fizeram história nos 10 anos da Instituição e nos 25 anos de inauguração do Espaço Cultural Fernando Beck.

O primeiro artista convidado a ocupar o Espaço 3 é Walmor Corrêa, que em 5 de agosto de 2009 inaugurou no Espaço Fernando Beck, a mostra Teleplastias, com curadoria de Rosângela Cherem, que ganhou o prêmio de melhor exposição daquele ano pela Fundação Frankilin Cacaes.

Para inaugurar o Espaço 3, o artista apresenta suas obras mais recentes: Eletrocardiograma de Uma Sereia e Laudo (impressão sobre papel, carimbo e caneta esferográfica) e Eletrocardiograma de Uma Sereia (neon sobre acrílico).

Sobre Walmor Corrêa

Discutindo os liames entre arte e ciência, Walmor Côrrea tem participado de importantes mostras nacionais e internacionais, desde, pelo menos, o início dos anos 2000. Em 2004, com sala especial, participou da XXVI Bienal Internacional de São Paulo. Em 2008, integrou a itinerante Os trópicos, que passou por diversas cidades do Brasil e também Berlim (Alemanha) e a Cidade do Cabo (África). Em 2014 e 2015, participou de várias exposições junto ao Museu de Arte do Rio (MAR). Walmor Corrêaestá representado em acervos de importantes coleções públicas e particulares do país.

Fundação Cultural Badesc abre Abluções em parceria com Museu Victor Meirelles

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 1º de março, terça-feira, a partir das 19h, no Espaço 2, a exposição Abluções, do artista mineiro Célio Braga. A mostra, que tem curadoria de Hércules Goulart Martins é uma parceria com o Museu Victor Meirelles. Com atelier em Amsterdã (Holanda) e em São Paulo,  esta é a primeira vez que os trabalhos do artista são expostos em Florianópolis.

De acordo com Hércules, a mostra reúne obras que compõem um conjunto significativo da produção do artista em cinco distintas fases de sua trajetória nas últimas duas décadas. “Esta trajetória é marcada pela habilidade de redefinir e expandir fluidamente categorias convencionais como a fotografia e a escultura, entre outras. Os suportes empregados são levados ao limite e mais além, mediante sucessivas experimentações e o uso de materiais e técnicas artesanais inusitados”, explica.

O curador explica que o interesse conceitual do artista é pautado pela fragilidade do corpo, a cura, a passagem irrevogável do tempo, a memória, a natureza definitiva da morte, o luto e a sexualidade. “A série de objetos orgânico-abstratos Camisas Brancas (2000-2001) foi concebida a partir de doações feitas por uma rede de amigos de diversos pontos do mundo. Essas peças, que se assemelham a insólitas crisálidas, foram produzidas enquanto a AIDS e seus efeitos nefastos continuavam atingindo a vida e a identidade sexual de milhares de pessoas. Com o ato laborioso de coser e pespontar um item universal e formal do vestuário masculino, o artista desejava, simbolicamente, tocar, proteger e abluir aqueles que lhe eram mais próximos.”

Outros trabalhos que compõem a exposição são Ex-Votos (2006-2007), que são fragmentos híbridos realizados em porcelana de ossos e suturados com tecido de algodão e linha; Brancos e Negros (2003-2006), elaborados com feltro, contas de vidro, cabelo, linha e seda, que evocam órgãos fictícios e joias ritualísticas ancestrais; e Desvelar (2008-2009), uma diáfana cortina de anelos feitos com bulas de remédios, fornecidas por amigos, incluindo desde aspirinas a medicamentos para doenças terminais.

O trabalho mais recente de Célio Braga, Sem Título (2015), os limites da fotografia são estendidos. Imagens de pele são dobradas, amassadas, descamadas e perfuradas indefinidamente, surgindo texturas análogas às do envelhecimento da pele humana e das afecções cutâneas. “Com uma carga altamente simbólica, os trabalhos apresentados operam como uma narrativa multidimensional, proporcionando ao público múltiplas leituras e estados de fruição. A orquestração espacial das obras, bem como o ato de caminhar entre elas, suplementam-se. Essas, em virtude da delicadeza e da riqueza de detalhes, requerem uma relação mais intimista e de proximidade. É a partir da locomoção do visitante que distintas imagens e objetos passam a configurar um espaço narrativo e afetivo, revelando, assim, inter-relações complementares e infindáveis associações”, acrescenta o curador.

Sobre o artista

Célio Braga foi aluno do Museu da Escola de Belas Artes de Boston (EUA) e do Rietveld Academie Gerrit (Holanda). Expôs individualmente em espaços como a Galeria Pilar e Galeria Vermelho (ambas em São Paulo), Hein Elferink Galerie, Brummelkamp Galerie, Rob Koudijs Galerie (estes três na Holanda), Galeria Pilar de Londres (Inglaterra) e Galeria Amparo 60 (Recife). Também participou de coletivas na Fundação RAM, Textiel Museu Tilburg, Museum voor Moderne Kunst, Museum voor Moderne Kunst (todas na Holanda), Kunstmuseum, (Áustria), Weltkunstzimmer (Alemanha), Gustavsbergs (Suécia), e MAD-Museu de Artes e Design (USA)

Revitalização

A parceria com a Fundação Cultural Badesc, que possibilitou a realização da exposição Abluções, acontece no momento em que Museu Victor Meirelles passa por obras de ampliação, adequação e expansão de suas instalações.

Encontro com o artista

Antes da abertura da exposição, às 18h, a Fundação Cultural Badesc e o Museu Victor Meirelles promovem o Encontro com o Artista, evento em que o expositor conversa com o público sobre sua obra e carreira artística que, nesta edição, contará também com a presença do curador.

FCBadesc traz para Florianópolis mostra representativa das artes visuais contemporâneas do RS

eneleoEm visita à Bienal do Mercosul, o diretor Geral da Fundação Cultural Badesc, Eneléo Alcides, fechou acordo com a curadora  Ana Zavadil, para trazer para Florianópolis uma mostra representativa da produção gaúcha contemporânea.  A abertura tem data confirmada, 10 de março de 2016.  Além de artistas participantes da Bienal e de jovens talentos gaúchos, a curadora pretende criar diálogo com algum artista radicado em Florianópolis.

A produção de Ana Zavadil é extensa:  mestre em Arte Contemporânea pelo programa de pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria (RS); integra a equipe de curadores da 10ª Bienal do Mercosul;  é curadora do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), onde assina a exposição em cartaz  “A Paisagem: Vestígios, Desvios e outras Derivas”;  inaugurou em dezembro a coletiva “Arte Essencial”, que reúne 30 artistas proporcionando um panorama das tendências da arte contemporânea no Rio Grande do Sul em comemoração ao 30º aniversário da Galeria Arte&Fato; foi curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS); é autora da obra “Entre: Curadoria de A-Z” em que mapeia as tendências, caminhos e atitudes de 87 artistas gaúchos com produção consistente nas duas últimas décadas; foi conselheira estadual; é professora do curso de pós-graduação em Artes Visuais e acumula diversos prêmios na categoria de curadora.

Extremos, no jardim da Fundação Cultural Badesc

IMG_0526A exposição Extremos, de Tereza Bossler, está instalada no jardim da Fundação Cultural Badesc. A montagem foi realizada durante a 7ª Entremostras, no dia 21 de novembro e ficará no local por tempo indeterminado.

Em Extremos, por meio de para-brisas quebrados, Tereza busca fazer com que as pessoas questionem-se quanto ao ritmo com que levam suas vidas, em que muitas vezes a pressa de ir e vir pode não ter significado algum. A ideia do projeto inédito surgiu quando Tereza achou um para-brisa quebrado no mato na beira da ciclovia que circula diariamente.

“Achei interessante ver o vidro quebrado em contato com a natureza e veio ao encontro do momento em que eu precisava fazer para a minha faculdade, uma obra de arte na disciplina de pintura. Como eu não queria usar tinta e tela, passei para o tridimensional, em que a cor estaria no próprio material, no caso, o vidro com tonalidades de verde”.

A exposição Extremos ocupou o Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc de 22 de outubro até o dia 21 de novembro. Extremos dividiu espaço com a exposição Escrito, de Maira Dietrich.

Exposição Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad

Convite_WEB_ImpossibiliasExposição de Paulo Gaiad revisita sua trajetória artística e ocupa pela primeira vez todos os espaços da Fundação Cultural Badesc

A exposição Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad abre dia 26 de novembro, quinta-feira a partir das 19h, e pela primeira vez todos os espaços da Fundação Cultural Badesc serão ocupados por um único artista.
Com curadoria de Rosângela Cherem, a exposição de Paulo Gaiad traz objetos, desenhos, colagens, vídeos e pinturas que formam as diferentes fases do artista, iniciada na década de 80. É uma produção vasta, variada e serial, com inúmeras imagens, matérias e procedimentos modulares, que se tornam recorrentes e constantemente rearranjadas. Não há séries completas, mas trabalhos em que é possível observar três temas reincidentes: carne (materialidade corporal), passagem (reflexão plástica sobre espaço, lugares, paisagens, viagens), cifra (pequenos segredos biográficos colhidos de diferentes universos e contingências). Importante destacar que muitas vezes estes temas estão embaralhados, disfarçados ou simplesmente recombinados.

“Embora não sejam feitas da mesma matéria, impossível desatar o nó que existe entre vida e obra. Trata-se de fazer da obra a parte central da vida, recolhendo e alterando todos os frutos que se espelham e confrontam sem cessar. Assim, se a vida como a obra não tem nada a ver com beleza e felicidade, mas com uma experiência única e indivisa, em ambas também prevalece a lei de um trabalho sem concessões, sem nenhum fim alhures, sejam eles o lucro, o sucesso, o êxito fácil, a crítica favorável, as benevolências. Pois o que advém do meu processo de criação é obtido por meio uma escuta recolhida, fiel às buscas e penhores que tangenciam os domínios do incomunicável, do escorregadio e do intransferível”, afirma Paulo Gaiad.

Sobre o artista
Paulo Gaiad nasceu em Piracicaba, São Paulo. Vive e trabalha em Florianópolis, onde iniciou sua carreira artística em 1983. Utiliza diversos materiais e procedimentos, combinando constantemente os registros do visual e do dizível, a partir do lance biográfico. Pode-se dizer que seus objetos, desenhos, colagens e pinturas se misturam, combinando traços e palavras, rasuras e avarias, ajustes e camadas, disfarces e revelações.
Incluindo o uso de areia e carvão, jornais e gesso, além de fotos de diferentes naturezas, seus trabalhos acolhem o efeito produzido pelos lixamentos e arranhões, oxidações, rachaduras e rasgos. A clave do vivido serve como manancial incessantemente revisitado e estoque movente com força de consignação poética, através do qual constitui seu repertório, travando uma luta contra o esquecimento e produzindo reverberações para novos trabalhos.
O quê: abertura da exposição Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad, de Paulo Gaiad
Quando: 26 de novembro, quinta-feira
Horário: 19h
Visitação: até 21 de janeiro de 2016, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h. (A Fundação Badesc estará fechada para visitação pública dos dias 19 de dezembro a 3 de janeiro).
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Quanto: gratuito

MOSTRA PRORROGADA
A exposição Impossibilias foi prorrogada até o dia 26 de fevereiro.

Extremos e Escrito ocupam Espaço 2 a partir de 22 de outubro

2A Fundação Cultural Badesc abre na quinta-feira, 22 de outubro, às 19h , no Espaço 2, as exposições Extremos, de Tereza Bossler e Escrito, de Maíra Dietrich. Os trabalhos ficarão abertos à visitação pública até o dia 20 de novembro.
Em Extremos, por meio de para-brisas quebrados, Tereza busca fazer com que as pessoas questionem-se quanto ao ritmo com que levam suas vidas, em que muitas vezes a pressa de ir e vir pode não ter significado algum. A ideia do projeto inédito surgiu quando achou um para-brisa quebrado no mato na beira da ciclovia que circula diariamente. “Achei interessante ver o vidro quebrado em contato com a natureza e veio ao encontro do momento em que eu precisava fazer para a minha faculdade, uma obra de arte na disciplina de pintura. Como eu não queria usar tinta e tela, passei para o tridimensional, em que a cor estaria no próprio material, no caso, o vidro com tonalidades de verde”.
Na exposição Escrito, Maíra Dietrich fará desenhos diretamente sobre as paredes da Fundação, compondo planos que se sobrepõem e remetem ao “desaparecimento” de uma página. “O trabalho será desenhado nos três dias que antecedem a abertura, e como será feito diretamente sobre a parede, será destruído ao fim da exposição”, comenta a artista.
De acordo com Maíra o projeto surgiu por meio de uma pesquisa que realiza há algum tempo buscando traduzir questões do pensamento gráfico para o espaço, como no uso de camadas e seus vazados e uma simbiose entre o desenho e a escrita. “A instalação pretende trazer questões do desenho e da escrita, se compondo como planos de embate, construindo uma pulsão tridimensional no bidimensional. Gostaria de provocar um olhar ao gesto repetitivo de um desenho que vira um plano sobre a parede, na força dessa repetição e desse gesto construtivo e destrutivo ao mesmo tempo”.
As artistas
Tereza Bossler mora em Curitiba e está no 4º ano da faculdade de artes (UFPR). As exposições dela ocorrem dentro do circuito universitário, onde atualmente está participando do CUBIC (Circuito Universitário da Bienal de Curitiba).
Maíra Dietrich é formada em Artes Plásticas pela UDESC, trabalha com artes gráficas, escrita, desenho e publicação. Interessa¬se pela desconstrução da linguagem e da técnica no trabalho de arte, pensando trabalhos que provoquem os meios nos quais são feitos: livro sem começo nem fim, gravura única, desenho que é texto, texto que se rasga. Coordena desde 2012 o selo editorial a Missão.