Autorretrato: Sérgio Adriano H apresenta A Dúvida da Verdade, na Fundação Cultural Badesc

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Com curadoria de Carlos Franzoi, a exposição A Dúvida da Verdade, de Sérgio Adriano H, será aberta no dia 15 de outubro, a partir das 19h, no Espaço Fernando Beck, da Fundação Cultural Badesc. O projeto consiste em ações realizadas no deserto do Atacama, no Chile, e na cidade de São Paulo, onde o artista insere o próprio corpo nu na paisagem e na arquitetura e se auto fotografa.

Para esta exposição, a escolha do enquadramento, da abertura e da velocidade do obturador, mais a posição do corpo que é inserido na paisagem e na arquitetura da sombra, como também o conceito curatorial da exposição/ação, se dá em função da busca da produção de uma “verdade apresentada” que após confrontada gera o “universo da dúvida”. “Discutir as verdades apresentadas, estas baseadas em crenças e hábitos, muitas vezes, verdades manipuladas seja no âmbito social, político, econômico, religioso, racial. Quantas verdades apresentadas aceitamos todos os dias?” instiga o artista.

As fotografias que compõem a exposição foram selecionadas das mais de sete mil realizadas no período entre sua viagem para o deserto do Atacama e sua volta para o Brasil no ano de 2014.

O ponto de partida

Sérgio explica que em 2003 iniciou um trabalho de pesquisa sobre o que é a morte e com a morte de sua mãe, Diva, três anos depois, o interesse aumentou. A mãe acreditava que o corpo de uma pessoa morta deveria ser velado um dia e uma noite inteira, não importando a hora de sua morte. No velório de sua mãe, Sérgio realizou uma série de fotografias do detalhe sutil de sua morte com o título “Portador da Verdade” e começou uma discussão e pesquisa sobre que “Era a Verdade”. Em 2013 a pesquisa, ainda voltada para o que “Era a Verdade”, é tomada por um novo olhar: não deveria buscar o que “É a Verdade”, mas compreender como o “sistema da verdade” opera no indivíduo e rege a si mesmo. Para esta nova busca precisou criar e examinar do que o “sistema da verdade” é constituído e, a partir disso, chegar a produzir a “capacidade da dúvida sobre a verdade”. Foi então que surgiu o projeto A Dúvida da Verdade que será apresentado pela primeira vez na Fundação Cultural Badesc.

“Minha questão não é somente a fotografia, mas o que tem nela – o antes e o depois, não proponho um ponto final, mas sim, um pensar sobre o apresentado, fazendo com que o espectador saia da passividade e mergulhe no olhar minucioso dos detalhes e provoque uma reação frente a ação outrora realizada desde o início do projeto, partindo do pressuposto que uma ação ocasiona uma reação e transforma-se em um ciclo”, declara o artista

A exposição fica aberta ao público até o dia 19 de novembro. A entrada é gratuita.

Ar livre

No mesmo dia 15 de outubro, às 12h30, o artista realizará uma exposição/ação em frente à Catedral Metropolitana, em Florianópolis, chamada “Verdade 1000 vezes repetida se torna verdade”, que integra o projeto A Dúvida da Verdade. Serão apresentadas fotografias e objetos com duração aproximada de 80 minutos.

“Transformando estes locais em museus a céu aberto, desta forma, permitir à população vivenciar manifestações artísticas no seu dia a dia, com o livre acesso à exposição, estimulando infinitas leituras, diálogos e experimentações estéticas em pessoas de diferentes faixas sociais e etárias, contribuindo para uma aproximação com o universo da arte contemporânea”, declara.

 

Sobre o artista

Sérgio Adriano Dias Luiz (1975) é natural de Joinville (SC). Vive, estuda e produz nas cidades de Joinville e São Paulo.  Artista visual com carreira sólida desde 2001 de múltiplas linguagens, integrante do Grupo P.S, com a artista Priscila dos Anjos. Formado em Artes Visuais (2005), participou de cursos no Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP),  Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MISS-SP), Escola de Teatro São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, Escola Livre de Arte (Udesc), Fundação Armando Álvares Penteado  (FAAP). Participou da Curatoria Forense Residências de Arte Contemporânea (Villa Alegre, Chile, 2014). É mestrando em Filosofia da Faculdade São Bento (SP). Livros: incluído como um dos 30 artistas de Santa Catarina no livro Construtores das Artes Visuais: Cinco Séculos de Artes em Santa Catarina (2014); Convite à Viagem (Itaú Cultural, 2013); Fragmentos Urbanos (Udesc, 2013). Edital Produção: Lei de Incentivo à Cultura de Joinville  (Simdec, 2009 a 2014). Realizou diversas palestra e workshops sobre sua poética de produção. Em 2014 fundou a Residência de Artística Diva Base 44 SP focada na vivência urbana e arte e vencedor de diversos prêmios.

Serviço:

O quê: Abertura exposição A Dúvida da Verdade

Quando: 15 de outubro, quinta-feira, às 19h. Aberta para visitação até 19 de novembro
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Entrada gratuita

 

O quê: Exposição/ação Verdade 1000 vezes repetida se torna verdade

Quando: 15 de outubro, 12h30

Onde: Em frente da Catedral Metropolitana, Centro- Florianópolis.

Entrada gratuita

Caçadores e Coletores ou No Fine Arts

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Exposição coletiva sobre homens do sambaqui abre quinta-feira na Fundação Cultural Badesc

Com a curadoria de Fernando Boppré, a exposição coletiva Caçadores e Coletores ou No Fine Arts abre na quinta-feira, (17/09), a partir das 19h, no Espaço 2, na Fundação Cultural Badesc. O trabalho reúne fotografias, vídeos e objetos de 11 artistas  que homenageiam os povos ameríndios pré-históricos, os chamados homens do sambaqui, que ocuparam o território litorâneo brasileiro há milhares de anos.

Ana Viegas, Lengo D’Noronha, Carla Linhares, Charles Steuck, Egídio Rocci, Felipe Vernizzi, Guto Kuerten, Leandro Lopes de Souza, Radji Schucman, Sandra Correia Fávero e Sérgio Vignes são os artistas envolvidos no projeto inédito que contempla em sua maior parte fotografias “Eu considerei que o procedimento de coletar e caçar na atualidade –  isso no interior do campo artístico, também se faz por meio de instrumentos modernos como a câmera fotográfica e a de vídeo”, declara Boppré.

De acordo com Boppré, Caçadores e Coletores ou No Fine Arts surgiu após uma visita ao museu do Homem do Sambaqui Padre Alfredo Rohr no Colégio Catarinense, em Florianópolis. “A minha formação é na área da história e eu sempre fui fascinado pelo universo da pré-história. Que homens e mulheres eram esses que transitavam por esse mesmo território onde vivemos há milhares de anos? O primeiro registro que se tem desse povo foi há aproximadamente 6.500 anos atrás. Eles tinham um hábito extremamente curioso e ainda hoje enigmático em muitos sentidos, que era o de acumular tanto seus mortos, habitações e restos de alimentação num mesmo local, esses montes elevados que hoje conhecemos como sambaquis”.

Com essa simbologia, Boppré acredita na constatação de que “continuamos sendo caçadores e coletores. A diferença é que temos processos industriais de larga escala, que essa caça e coleta ganhou contornos que, muitas vezes, provocam até mesmo verdadeiras hecatombes ambientais. Tendo isso em vista, eu comecei a pensar em artistas que trabalhassem com a ideia de ‘caça e coleta’ de um modo delicado, sensível, sem ser invasivo com a natureza ou com o outro. A exposição está baseada nessa ideia, de ver a ‘caça e a coleta’ por um viés poético, não destrutivo, mas sim construtor de sentidos e relações entre as pessoas e a natureza”.

Caçadores e Coletores ou No Fine Arts fica aberta ao público até o dia 16 de outubro na Fundação Cultural Badesc. A entrada é gratuita.

 

Serviço:

O quê: abertura da exposição coletiva Caçadores e Coletores ou No Fine Arts – curadoria Fernando Boppré

Quando: 17 de setembro, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 16 de outubro de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

Fundação Cultural Badesc abre Memórias Migratórias dia 3 de setembro

A artista alemã Pauline Zenk compartilha com o público a partir das 19h do dia 3 de setembro, no Espaço Fernando Beck, da Fundação Cultural Badesc, a exposição Memórias Migratórias. O trabalho inédito foi selecionado pelo edital 2015 da Fundação e resgata por meio de desenhos, intervenções sobre fotografias e pinturas sobre tela, os imigrantes que chegaram ao Brasil no século passado.

“Durante a minha pesquisa de fotografia antigas (do período 1880 – 1960), em São Paulo, encontrei um livro de segunda mão e dele  caiu uma fotografia de um homem em um vale de neve em frente de casas com escrituras em alemão. Essa fotografia me intrigou e comecei imaginar muitas das histórias que amigos e conhecidos de Santa Catarina me contaram. Imaginei a vida desse homem, me perguntei se ele jamais viajou como imigrante pra Brasil, ou foi simplesmente o parente de alguém que se instalou aqui. Talvez ele foi o tio, o pai, o namorado de alguém que há décadas  morreu na outra parte do mundo, guardando a fotografia como lembrança de seus parentes distantes. E assim começou o projeto da Memória Migratória”, conta Pauline.

Para a realização do trabalho a artista buscou materiais em fotografias encontradas em mercados, arquivos fotográficos, museus e em coleções privadas.  Ela teve acesso a mais de 100 fotografias de famílias imigrantes, muitas delas de Santa Catarina. “Eu imaginei a vida dessas pessoas que chegaram no Brasil naquela época onde não existia internet, transporte barato o comunicação fácil entre dois continentes.Foi com essa compreensão, da criação de novas vidas e novas perspectivas no Brasil, que eu desenhei, interpretei e modifiquei as fotografias. O que eu quero fazer com as interpretações em desenhos é ressaltar o que está dentro de uma fotografia mas é invisível ao primeiro olhar. Quero ressaltar o que eu vejo neles, o medo nos olhos de uma mulher italiana, com um bebê no colo, que recém chegou desembarcando um barco em São Paulo, a coragem, a vontade de criar algo novo e a energia de mudar as coisas”.

Memórias Migratórias fica aberta ao público até o dia 9 de outubro. A entrada é gratuita.

 

As obras

A exposição é formada por mais de 40 obras, que lidam com os conceitos de identidade, pertencimento, diversidade, integração, cultura e memória. A maior parte da exposição são  pequenos desenhos e aquarelas realísticas e surrealísticas, que é uma técnica, que não recebeu muita atenção nos últimos anos, e se destaca por essa singularidade no tempo.

Memórias Migratórias tem curadoria de Luciano Cortaruas e textos de Fernando Albalustro. “Fico muito feliz em poder expor esses trabalhos na capital de Santa Catarina onde há grande imigração européia”, declara a artista que também experimentou o choque cultural em diferentes lugares do mundo em que viveu.

 

Sobre a artista

Pauline Zenk estudou artes visuais na Alemanha, Espanha e Países Baixos e se graduou em História.  Ela se formou na academia de arte Muthesius em Kiel, Alemanha e ganhou uma bolsa para estudar na academia Rietveld em Amsterdam, Holanda. Morou no Brasil entre 2012 a 2014, depois de uma residência artística em Estúdio Lâmina em São Paulo e agora vive e trabalha na França.

 

Serviço:

O quê: abertura da exposição Memórias Migratórias, de Pauline Zenk

Quando: 3 de setemnro, quinta-feira

Horário: 19h

Visitação: até 9 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h.

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Quanto: gratuito

Fundação Cultural Badesc apresenta 4ª edição de Desenho de Monstro

Exposição reunirá obras de dezenas de artistas catarinenses

 

De 10 a 18 de setembro, os jardins da Fundação Cultural Badesc serão invadidos pelas criaturas da 4ª edição de Desenho de Monstro. A proposta ousada reunirá vários artistas que terão o desafio de realizar suas obras em um espaço urbano sujeito as intempéries, explica a autora do projeto, a artista plástica Adriana Maria dos Santos.

“A relação que cada um fará com o monstruoso perpassa a condição temporal, o caráter perecível e a fragilidade do que é trazido à tona fora do ambiente fechado do atelier e da galeria. A ideia parte da necessidade de pensar o monstro no projeto individual de cada artista, submetendo o olhar do público que transita pela rua ou que, de passagem para o interior da casa, ao imaginário singular comprometido com o estranho que a abordagem deste ícone simbólico remete”, diz Adriana.

Nesta edição além de Adriana estarão presentes os artistas Clara Fernandes, Ricardo Ramos, Djuly Gava, Bruno Bachmann, Claudia Cárdenas e Rafael Schlichting, Adson Loth, Pablo Rodriguez Vence, Pama Krowczuk, Estevão Mattos, Yasminka Guimarães, Felipe Vernizze, Airton Perrone, Fabrício Manohead, Jonathan Belusso, Marta Martins, Lara Montechio, Yuri Bastos e Kelly Kreis Taglieber.

“Este projeto envolve artistas cuja direção do trabalho pessoal nem sempre têm o monstruoso como foco conceitual ou poético, as linguagens são variadas não tendo limitação neste aspecto. A curadoria é feita apenas como escolha dos participantes. A organização é colaborativa envolvendo os artistas e o único mote comum é a paixão pelo tema, seja de leitores de velhos quadrinhos, identificação com o monstro do cinema seja de que época for, com o feio, o diferente ou a conexão com o transgressor em si e no trabalho em arte. Trata-se de encontrar o monstro que habita a linha gráfica, cênica, sonora de cada um”, destaca Adriana.

 

A história

Desenho de Monstro foi idealizado a partir do trabalho de dissertação de mestrado em poéticas visuais de Adriana dos Santos, concluído em 1998, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O assunto central era uma reflexão acerca do corpo e a loucura como psicopatologia, que envolveu entrevistas, visitações a instituições psiquiátricas, leituras e tentativas de aproximação com moradores de rua que apresentavam alguma singularidade compulsiva ou comportamento que pudesse ser entendido como portador de doença mental.

Considerando toda complexidade que envolve o assunto e a problemática envolvida, foi necessário um distanciamento do tema e um mergulho em outras águas, não menos complexas, mas para as quais a pintura conduziu que foi a pesquisa em torno do corpo mutilado e uso de próteses, especialmente a cadeira de rodas. Nesta abordagem surge o monstro como ícone simbólico, num sentido crítico, pensado como emblema de todo corpo considerado fora de padrões estéticos. O monstro que concentra todo um histórico humano de deformações, anomalias corporais, mutilações de ordem física, mental, psíquica que acabam por des-socializar o sujeito num isolamento interno e externo.

 

Serviço

O quê: abertura da 4ª edição de Desenho de Monstro

Quando: 10 de setembro, quinta-feira, às 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Entrada gratuita

Exposição aberta para visitação até 18 de setembro.

Fundação Cultural Badesc recebe Mostra Diversa Cultural

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Mês da Diversidade
Fundação Cultural Badesc recebe Mostra Diversa Cultural

A Fundação Cultural Badesc abre as portas no dia 22 de agosto, sábado, às 17h30, para a Diversa Cultural, evento de manifestação cultural que congrega inúmeras expressões artísticas desenvolvidas por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais sobre temas relacionados às identidades e manifestações político-corporais. A promoção é do Grupo Acontece – Arte e Política LGBT

O objetivo da Mostra – que é uma das atividades do Mês da Diversidade de Florianópolis, é promover e divulgar a potência cultural das identidades sociais historicamente consideradas marginais e vulneráveis e dar visibilidade, questionar e problematizar poeticamente a política corporal no contexto contemporâneo.

A programação da Mostra contempla a exposição fotográfica “Entre Lençóis”, de Patrícia Manaro (São Paulo), um sarau poético-erótico com debate com a escritora Ana Carla Lemos (Pernambuco) e o escritor Moisés Guimarães (Minas Gerais), com condução de Nanni Rios e Monique Guimarães (Rio Grande do Sul).

Cláudia Olivier, da UDESC, realiza a Performance E.L.A – Elementos Legitimadores de Alteridade e Úrsula Barros e Karla Eva encerram o evento numa apresentação que reúne voz, violão e percussão.

Entre Lençóis
A exposição fotográfica Entre Lençóis retrata, sem cortes, de forma franca e poética, a intimidade de casais durante o ato de amor, apresentando desta maneira, os sentimentos reais de pessoas em momentos singelos de sensualidade, mesclando sensitividade e erotismo. Durante a execução do trabalho, a fotógrafa Patrícia Manaro optou por não induzir imagens e a não padronizar a luz do local, transmitindo ao expectador exatamente a intimidade alheia de forma franca e sem manipulação. É uma exposição voltada para o público adulto tem como objeto a consumação do amor e seus momentos mais íntimos, revelando corpos e relações diversas, baseada numa ampla pesquisa de pessoas reais e localidades distintas. As imagens em preto e branco foram produzidas entre 2013 e 2015 em ambiente escolhido pelo casal.
Patrícia Mannaro é formada em Direito, Artes Cênicas e Fotografia. Como fotógrafa, atua como fotojornalista e documentarista, com material publicado em veículos de informação do país.

Sarau poético-erótico
Moisés Guimarães é mineiro de Divinópolis. Estudou Letras na Universidade Federal de Minas Gerais e especializou-se em Educação Sexual pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo. Roteirista de três curtas metragens sobre Intolerâncias (2007). Publicou em 2010 os Contos de Lara no site do grupo teatral do Rio de Janeiro “Eu mesmo e Cia”, é autor da peça teatral “A peruca Loura de Álvaro Campelo” e autor do livro “Neca Faloônica” de 2012, composto em versos livres.
A escritora Ana Carla Lemos, que divide com Moisés o debate do sarau poético-erótico, t0em em sua trajetória de vida a escrita como forma política de estar no mundo, de se mostrar em seus diversos espaços, suas dores, amores e ações políticas, evidenciando o amor entre mulheres, questionando as normatizações, as formas de sentir prazer, despindo-se em palavras. É autora dos livros Letra e Música, Fragilidade e Silêncio e Retalhos e selecionada no Prêmio Novos Poetas 2014, da Editora Vivara.

Performance E.L.A
Cláudia Olivier é mestranda em Teatro UDESC, graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tem experiência diversificada na área de Artes, com ênfase em teatro e dança, atuando principalmente nos seguintes temas: teatro pós-dramático e hibridismo artístico, hoje mais direcionado a interfaces com a dança e o teatro, explorando possibilidades artísticas através da arte da performance.
É performer, atriz, bailarina, pesquisadora e professora de teatro e dança e participa há três anos do espetáculo de dança-teatro Estratégia, dirigido por Zilá Muniz, do Ronda Grupo. Desenvolve pesquisa pessoal em performance e em processos colaborativos junto ao Líquido e Táctil – coletivo de artes e artistas transdisciplinares. Participou do Laboratório Permanente de Performance como artista pesquisadora e como monitora. Auxiliou no preparo corporal, ensaios e processo criativo do espetáculo de dança Assemblage, relativo à realização de estágio docência na disciplina de Montagem do curso de graduação em Teatro da UDESC.
Em E.L.A. o corpo se mostra como um sítio político, sede de agenciamentos culturais que legitimam discursos de alteridade. A partir de um mixed media, se propõe a discutir esses discursos trazendo-os à tona, especialmente aqueles que se referem à violência doméstica, buscando uma revisão dos códigos definidores, questionando: que corpo é esse que se chama de feminino?

Saiba mais
A Mostra Diversa Cultural é uma das atividades do Mês da Diversidade de Florianópolis, que acontecerá entre os dias 08 de agosto a 05 de setembro, com atividades voltadas para o fomento das discussões sobre a diversidade e suas subjetividades culminando na Parada da Diversidade, que será realizada no dia 6 de setembro.
O Grupo Acontece – Arte e Política LGBT é uma entidade sem fins lucrativos e econômicos, de utilidade pública, fundado por um grupo de militantes LGBT e dos Direitos Humanos da capital catarinense em 2013. O Grupo é filiado à Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e tem como finalidade principal defender e promover, a partir de ações políticas e por meio da arte e da cultura, os direitos humanos e a cidadania plena de LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Programação

17h30 – Vernissage de abertura da exposição fotográfica “Entre Lençóis”, de Patrícia Manaro (São Paulo)
18h – Lançamento do livro “Bicha (nem tão) má – LGBTs em telenovelas”, da pesquisadora Fernanda Nascimento (Rio Grande do Sul)
19h – Sarau Poético/Erótico com debate com a escritora Ana Carla Lemos (Pernambuco) e o escritor Moisés Guimarães (Rio de Janeiro), com condução de Nanni Rios e Monique Guimarães (Rio Grande do Sul)
20h30 – “Performance E.L.A” – Elementos Legitimadores de Alteridade, com Claudia Olivier da UDESC
21h – Voz, violão e percussão com Úrsula Barros, Stefy Cunha e Karla Eva (Santa Catarina)

Serviço
O quê: Mostra Diversa Cultural
Quando: 22 de agosto, sábado, às 17h30
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Entrada gratuita

 

Fundação Cultural Badesc apresenta Sob o preço da carne, de Jenny Granado

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 6 de agosto, a partir das 19h, no Espaço 2, a exposição  Sob o preço da carne, de Jenny Granado.  O trabalho foi selecionado na categoria Primeira Individual do Edital 2015, que abre espaço a novos artistas.  A proposta da artista acompanha o movimento dos seus projetos anteriores, que giram em torno das diversas manifestações políticas do corpo e reinterpretações de conceitos como pornografia, violência e gênero.

De acordo com Jenny, Sob o preço da carne tece algumas inflexões no que não está exposto, no que diz respeito ao Outro/Outra/Outrem e como nos posicionamos como expectadores do nosso próprio dia-a-dia frente à descarga diária de informações provenientes principalmente dos meios de comunicação televisivos.

“A ideia e abstração geral para essa exposição veio da observação diária na maneira como qual a cultura visual apresenta-se a nós. Principalmente por via de jornais,  noticiários televisivos e meios de comunicação em massa, e de como geram informação. Esses meios parecem adotar uma postura que seria ao mesmo tempo de exploração e espetacularização dos acontecimentos da vida cotidiana. Na minha cabeça, seria reposicionar assim o espectador como sendo um terceiro publico,  ou melhor, como um júri do momento político corrente, como que se quem estivesse no sofá vendo seu programa nãotivesse a ver com tudo o que acontece fora dele, direcionando assim, um caráter passivo frente a ação. Como se ele estivesse apenas numa arquibancada. Ou como diz Guy Debord em Sociedade do Espetáculo: ‘A sociedade produz suas próprias patologias especificas que logo pretende combater, ignorando que são sua própria produção’” declara a artista.

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Mais sobre a artista
Jenny Granado nasceu em Uruana, no Estado de Goiás. É formada em artes visuais pela Udesc e atualmente vive e trabalha na Cidade do México, no México. Seus trabalhos mesclam a performance, imagem em movimento, cine experimental, instalações, publicações impressas e intervenções.  Já participou de mostras e festivais no Brasil, Espanha, UK, Puerto Rico, e México.

 

Serviço

O quê: abertura da exposição Sob o preço da carne, de Jenny Granado
Quando: 6 de agosto, quinta-feira, às 19h
Visitação: até 11 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h
Onde: Espaço 2, da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Entrada gratuita

Fundação Cultural Badesc apresenta Epifânicas, de Clara Fernandes

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 23 de julho, quinta-feira, a partir das 19h, a exposição Epifânicas, de Clara Fernandes. No Espaço Fernando Beck, a artista apresentará instalações, desenhos e tramas criadas a princípio por uma proposição performática de um conjunto de leituras e reelaborações sobre textos bíblicos e de mitologia em que referencia plástica e metaforicamente a presença de deuses e santos, musas e anjos. A exposição tem curadoria de  Rosângela Cherem.

A criação de Epifânicas inicou em março de 2013, quando Clara Fernandes visitou a Praça da Sé e arredores, em São Paulo. Os desenhos apresentados foram  criados na concepção de umstoryboard para a performance e aproximam uma relação dos objetos encontrados na mostra e o assunto proposto pela artista com o espectador.

A maioria das nove  instalações apresentadas pela artista se aproximam do habitat onde Clara mora – o interior da Ilha de Santa Catarina – apresentando elementos da flora nativa, com é o caso da embiruçu e da sibipiruna, donde são extraídos materiais para confecção das obras. É por meio destes materiais  naturais  em suportes de metal, madeira e seda que a artista explora as escrituras dos profetas maiores, fazendo coexistir  etéreo e terreno numa concepção expandida do tempo

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Sobre a artista

Clara Fernandes nasceu em São Paulo, estudou na faculdade de Psicologia da PUC e na Escola de Comunicações e Artes da  USP.  Vive  e  trabalha  em  Florianópolis  desde  1983 e desde 1985 participa de mostras coletivas, com destaque para XV Artistas Brasileiros (MAM SP, RJ e BA – 1996-97) Arte Contemporânea da Gravura (Museu Metropolitano de Curitiba PN – 98), Perspectiva das Artes Plásticas no Estado de Santa Catarina (Museu Marta Traba, no Memorial da América Latina, SP – 2003), Faça algo errado e diga que fui eu que mandei fazer (SESC Joinville 2011), Armazém (Museu Victor Meirelles, Florianópolis, 2012). Entre as mostras individuais, com destaque para Terral (1990), Iluminuras (1997), Impenetrável (1998), Abissais (2000), Vazante (2001), Lume  (2008-2010), Cartas ao Mar (2010-2013). Entre as mostras coletivas, destaque para Clara realiza intervenções espaciais e urbanas desde 1989.

No site www.clarafernandes.com é possível conhecer mais sobre o trabalho da artista.

 

Serviço

O quê: abertura da exposição Efipânias, de Clara Fernandes

Quando: 23 de julho, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 27 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço Fernando Beck, da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

Fundação Cultural Badesc apresenta Paragens

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A Fundação Cultural Badesc abriu em 2 de julho (quinta-feira), a partir das 19h, no Espaço 2,  a exposição Paragens, de Manuela CostaLima. Paulistana, a artista tem no caminhar o ponto de partida de grande parte de seus trabalhos. E foi no caminhar pela orla de Florianópolis por mais de uma semana, que ela coletou pedras marinhas que formam o conjunto deste trabalho.

“As pedras estão sendo gravadas com as coordenadas desses lugares por onde passei. Não me interessam as pedras simplesmente, mas as pedras gravadas com as indicações de seus pontos de origem”, explica Manuela.

Para realizar o trabalho, a artista hospedou-se na praia da Barra da Lagoa, região leste da ilha. “Pela minha localização, acabei percorrendo um caminho para o sul e explorei mais essa região. Florianópolis tem uma natureza deslumbrante vai permitir eu compartilhar com o público estes locais onde estive e me detive e que ganharam novos significados e tornaram-se lugares: Paragens!”, explica a artista.

Paragens é o primeiro trabalho com pedras realizado por Manuela, embora ela as colecione há algum tempo “As pedras me encantam porque são matéria antiga, foram por muito tempo moldadas pela natureza”, declara.

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Sobre a exposição

O nome da exposição baseia-se na morfologia da palavra conforme descrito no dicionário e que tem três significados que se interligam com a proposta de Manuela CostaLima: Paragem – pa.ra.gem 
sf (parar+agem)  – Ato de parar; lugar onde se para; parte do mar próxima à terra e acessível à navegação.

Paragens é portanto, resultado de um caminho real pela orla em que foi feita a coleta de pedras marinhas. Junto às pedras dispostas no chão está Geopantone, uma escala de cores obtidas por imagens do Google Street View.  Nesse caminho virtual pelo computador o olhar se concentra na linha do horizonte, lugar de repouso, paragem do olhar. A partir de aproximações máximas dessas imagens obtêm-se os planos de cor que compõe a sequência.

 

Sobre a artista

Manuela CostaLima é arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, onde vive e trabalha. Desde 2012, tem participado de exposições com destaque para a 21ª Mostra de Visualidade Nascente, da Universidade de São Paulo; no Centro Maria Antônia, quando foi agraciada com uma menção honrosa; a coletivaAtlas, no Palácio das Artes de Belo Horizonte; o 46º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, e o Duplo, sua primeira exposição individual, realizada na Casa da Cultura de Paraty.

Pedras Errantes, sua mais recente individual, realizou-se durante o mês de maio deste ano, no espaço zip’up da galeria Zipper, em São Paulo.

No site www. manuelacostalima.com é possível conhecer mais sobre o trabalho da artista

 

Serviço

O quê: abertura da exposição Paragens, de Manuela Costa Lima

Quando: 2 de julho, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 31 de julho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

Augusto Benetti apresenta Taxidermia na Fundação Cultural Badesc

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A Fundação Cultural Badesc abriu em 18 de junho, quinta-feira, às 19 horas, no Espaço Fernando Beck, a exposição Taxidermia, de Augusto Benetti. Esta será a primeira vez em uma década que Benetti irá apresentar suas obras sozinho.

“Essa exposição reúne trabalhos produzidos durante a minha carreira e alguns deles são inéditos. É o fechamento de um ciclo”, explica o artista.

Os desenhos e seus desdobramentos com vídeos, objetos e instalações formam o grupo de trabalhos selecionados para Taxidermeia, a terceira exposição do Edital 2015 da Fundação Cultural Badesc. Sem perder sua referência de trabalhos, Augusto Benetti apresenta uma série de desenhos que têm como eixo norteador a multiplicidade de referências (artísticas, visuais, narrativas), e comentários sobre o contexto cultural de seu trabalho artístico. Este aspecto de crônica expressa a singularidade do autor, formado em Artes Plásticas pela Udesc, que enfatiza uma dimensão narrativa e irônica das imagens e textos.

Os trabalhos ficarão expostos até o dia 17 de julho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h, com entrada gratuita.

 

 

O quê: abertura da exposição Taxidermia, de Augusto Benetti

Quando: 18 de junho, quinta-feira

Horário: 19h

Visitação: até 17 de julho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h.

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Quanto: gratuito