Lilian Barbon apresenta Autorretrato na Fundação Cultural Badesc

 

“Sou ao mesmo tempo fotógrafa e fotografada, torno-me criadora e criatura de minhas imagens e também, deformadora de meu próprio self”

 

A Fundação Cultural Badesc abre a partir das 19h do dia 28 de maio, no Espaço 2, a exposição Autorretrato, de Lilian Barbon, uma série de autorretratos fotográficos produzidos pela artista nos últimos anos. “Os grandes painéis por certo irão gerar grande reflexão e desconforto ao público tendo em vista que utilizo a fotografia como se fosse um espelho sobre o qual é possível criar e recriar o próprio corpo seja ele deformado, multiplicado ou fragmentado”, explica.

Mestre em Artes Visuais pela UDESC, onde fez também sua graduação, investiu ali grande parte de seus dias dentro do laboratório fotográfico, descobrindo as nuanças que a fotografia apresenta. “Aos poucos, compreender a fotografia tornou-se um desafio que logo se transformou em paixão”, confessa a artista. “Utilizei incessantemente meu corpo como objeto de minhas primeiras imagens, por ser o mediador mais próximo de minha expressão e comunicação criativa com o mundo. De fato, o corpo humano sempre foi minha grande paixão. Ter um corpo presente, de maneira rápida e precisa, sem a intervenção do outro, tornou-se, a princípio, a maneira mais rápida e prática para expressar minhas ideias”.

A partir disso, a artista embarca em uma pesquisa teórica sobre o tema do autorretrato e da autorrepresentação na fotografia, tema este abordado em sua Graduação e Mestrado em Artes Visuais (UDESC) e sua Especialização em Fotografia pela Universidade Estadual de Londrina, onde refletiu a questão de como as pessoas se fotografam nos meios de comunicação virtual.

Lilian explica que esta exposição é um desdobramento de imagens apresentadas anteriormente em sua exposição “Cronofotografias doSelf”, produzida por ela em 2012, e a oportunidade de apresentar sua produção, tanto prática como teórica, ao público da Fundação Cultural Badesc.

A artista ministra diversas oficinas e workshops sobre o tema, e ministrará também, no dia 24 de junho, na Fundação Cultural Badesc, o mini-curso “O autorretrato fotográfico na arte contemporânea”, quando abordará questões técnicas sobre seu processo e fará uma breve reflexão sobre a fotografia o autorretrato no contexto atual.

A exposição Autorretrato fica aberta ao público até o dia 26 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h, com entrada gratuita.

 

Serviço

quê: abertura da exposição Autorretrato, de Lilian Barbon

Quando: 28 de maio, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 26 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

 

 

Sobre Lilian Barbon

Formação acadêmica:

Mestre em Artes Visuais (UDESC)

Especialista em Fotografia (Universidade Estadual de Londrina)

Bacharel em Artes Plásticas (UDESC)

Fundação Cultural Badesc apresenta Haiti – Bombagai

Foto de Radilson Carlos gomes.

“Não enxerguei os escombros, apenas a beleza da vida que saltava dos olhares daquelas pessoas A beleza ou riqueza do país estava ali, diante de minhas lentes”

 

A Fundação Cultural Badesc abriu em maio a exposição Haiti – Bombagai, de Radilson Carlos Gomes. A exposição é um conjunto de 39 fotografias produzidas em 2011, um ano após o terremoto que assolou aquele país e que resultou em pelo menos 100 mil mortos e mais de três milhões de atingidos. A exposição é inédita e fica disponível ao público até 12 de junho.

“A exposição se construiu no processo de gente olhando gente e formando imagens que falam por si mesmas.  Essa exposição se resume a uma palavra: bombagai: sangue bom, gente boa, coisa boa. É um verdadeiro agradecimento, um dizer imagético de um fotógrafo que se alimentou pelo afeto do povo haitiano”, destaca Radilson, que é fotógrafo desde 1986.

Radilson foi para o Haiti integrando uma equipe multidisciplinar do Itamaraty e do Ministério da Saúde, que a convite do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas (ONU), participou de um acordo de cooperação técnico científico Brasil-Haiti com o objetivo de redução da violência contra a mulher naquele país.

A missão de Radilson era a de realizar uma oficina de fotografia para  profissionais de saúde para facilitar os registros dos casos de violência contra a mulher que chegavam às unidades de saúde todos os dias. “Assim que cheguei o início dos trabalhos foi adiado, período em que reencontrei um amigo (Martin Wartchow) que conhecera em uma missão no Amazonas e que estava em missão humanitária no Haiti. Acompanhei seu trabalho durante dois dias e registrei as minhas afetações sobre tudo o que observava. Não enxerguei os escombros, apenas a beleza da vida que saltava dos olhares daquelas pessoas. A beleza ou riqueza do país estava ali, diante de minhas lentes. Em cada clique um sorriso, um gesto, um olhar profundo e muita altivez”, conta.

Motivado pela busca daquele povo em se reerguer, Radilson destaca que as colegiais vestidas com uniformes impecavelmente limpos, meias brancas e calçados brilhantes, sem ter sequer água nas torneiras lhe provocavam curiosidade e admiração. “Todos os dias a água tinha que ser conquistada por cada família. Decidi assim, registrar a vida, a luz, as pessoas e não a tragédia. Várias e várias edificações destruídas e com pouca esperança de que sejam recuperadas um dia”, acrescenta.

Sem projeto

Radilson destaca que saiu do Brasil sem um projeto específico. Tinha consciência de que o Haiti lhe renderia imagens. Mas não sabia o que especificamente. “Levei todo o equipamento necessário para realizar um documentário fotográfico. No dia de minha chegada houve uma reunião em que ficou decidido que o curso seria adiado em dois dias e no final daquele dia recebi o convite de Martin Wartchow, que conheci dois anos antes na Amazônia. Ele estava no aeroporto para receber sua esposa (médica) que fazia parte da missão. Ele é engenheiro sanitário e foi como voluntário para o país em 2010, logo após o terremoto”, explica ao relatar que o projeto surgiu ao natural.

Representatividade

Questionado sobre a imagem que melhor representa a exposição, Radilson destaca a fotografia das moças em perfil e as meninas da escola correndo em direção à luz. “Como se buscassem conhecimento, energia e sabedoria. Mexe bastante comigo”, conta ao destacar que o Haiti foi por muitos anos conhecido como a Pérola das Antilhas, um país próspero que teve o protagonismo de ser o primeiro do mundo a abolir a escravidão e o segundo país das Américas a conquistar a sua independência em 1804. “Mas desde então foi retaliado, isolado e vítima de várias tragédias sociais, políticas e também naturais.

Curadoria 

Escolher as imagens para compor uma exposição não é tarefa fácil. Para realizar o trabalho, Radilson convidou o fotógrafo e poeta André Ricardo Souza, especialista em artes visuais e pesquisador de processos artísticos contemporâneos. “Mas gostaria de ressaltar que o apoio da equipe da Fundação Cultural Badesc foi fundamental”, diz.

Sobre o fotógrafo

www.radilsongomes.com.br

 

Serviço

O quê: abertura da exposição Bombagai – Haiti, de Radilson Carlos Gomes

Quando: 14 de maio, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 12 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

Fundação Cultural Badesc apresenta a exposição ;’. caos na margem ^´’,.

Sem título. ;'. Caros na margem^´',., de Lela Martorano e Fê Luz (3)

A Fundação Cultural Badesc abriu em  23 de abril (quinta-feira), no Espaço 2, a exposição ;’. caos na margem ^´’,., das artistas Lela Martorano e Fê Luz. A exposição traz videoinstalações e obras sonoras criadas a partir de pesquisas realizadas no campo da fotografia, do vídeo e da poesia.

As artistas propõe um ritual de imersão, permanência e contemplação, que causa desordem no tempo corrido, fundindo o presente e o passado. O resultado é uma videoinstalação-poético-sonora que busca novas possibilidades de explorar o tempo e o espaço por meio da imagem e da linguagem.

Para as artistas, “toda margem é sempre impregnada de caos”. Por isso, o título da exposição sugere que a margem funde as imagens, a linguagem, os sons e as lembranças.

Embora as artistas trabalhem com a sobreposição e o efêmero, elas lidam com essas questões de modos distintos. Lela Martorano desenvolve um trabalho em que a fotografia e a projeção desempenham um papel fundamental. Fê Luz investiga a palavra falada e escrita desde a captura de sons do cotidiano até a experimentação musical. Dessa maneira, surge uma obra conjunta que transforma o espaço sensório e sugere ao público estados indefinidos entre o real, o vertiginoso e a ficção.

Lela Martorano é doutora em “Linguagens e Poéticas na Arte Contemporânea” pela Universidade de Granada, Espanha. Participou de exposições individuais e coletivas na Argentina, Chile, Brasil e Europa.

Fê Luz é Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina ( UDESC) e autora de três livros e seu trabalho circulou entre diversas cidades do país e também na Suíça, Cuba e Espanha.

Serviço

O quê: abertura da exposição ;’. caos na margem ^ ́ ’,., de Fê Luz e Lela Martorano

Quando: 23 de abril, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 22 de maio, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h 

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

 

Mais sobre as artistas:

Lela Martorano utiliza a fotografia como linguagem para refletir sobre a passagem do tempo e questionar a capacidade da memória em guardar as lembranças e recordações de forma objetiva. As obras da artista são resultantes da exploração implacável da imagem e sua projeção e são construídas muitas vezes com a utilização de dispositivos analógicos. A apropriação de slides e filmes super-8 produzidos pelo seu pai na década de 70 constituiu a base para o desenvolvimento desse processo, que transita entre a fotografia e a videoinstalação. Lela Martorano busca deslocar estas imagens de seu contexto cotidiano para o campo da arte e estabelece uma relação intima com o espectador, remetido à suas próprias lembranças, sonhos ou reminiscências. Pelo procedimento de apropriação e das relações entre a imagem-luz (projeção) e a imagem-matéria (fotografia), a artista faz um cruzamento de tempos, memórias e histórias, que não remetem apenas à percepção, mas também às sensações e emoções operadas pela memoria.

Lela é doutora em “Linguagens e Poéticas na Arte Contemporânea” pela Universidade de Granada, Espanha. Participou de exposições individuais e coletivas na Argentina, Chile, Brasil e Europa, dentre as quais se destacam: “Mar de Dentro”, (Florianópolis e Colônia/Alemanha, 2012); “Olhos D’Agua”, (Granada/Espanha, 2012). “Transportas”, (Florianópolis-SC e Cádiz/Espanha, 2006); “Cidades Inventadas”, Florianópolis-SC; 2005. “Da memória e seus lapsos”, (Florianópolis-SC, 2000); “Fotografia(s) Contemporânea Brasileira: Imagens, Vestígios e Ruídos”, coletiva, (Florianópolis-SC. 2014).

http://www.blurb.es/b/1553302-d-e-s-l-u-m-b-r-a-m-i-e-n-t-o-s

http://www.interartive.org/lela_martorano___deslumbramientos.swf

http://www.centopeia.net/galeria/lela_martorano/index.php

 

Fê Luz traz apresenta nesta exposição, a investigação da palavra em seus trânsitos pela fala e escrita, desde a captura de sons do cotidiano, de um cometa distante ou de um poema seu gravado em outra língua, até a experimentação no campo da música eletrônica e da poesia experimental. A artista vem trabalhando com suportes variáveis no campo da poesia visual e sonora como ferramentas da intervenção urbana, da videoarte, do objeto, da instalação e de múltiplos. De um modo geral, seu trabalho é um experimento constante e diversificado, que pratica arte como forma de expressão híbrida. Propondo reflexões e questionamentos a respeito do sujeito e o tempo (atemporal), pensa os processos de comunicação entre ambos, nos habitats urbano e natural. Fê Luz é Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC. Autora de três livros: “Verbalizações do Amor em Transe”, “Pequenas Quinquilharias para Colecionadores Precoces” e “Dormir Pedra Acordar Passarinho”, tendo os dois primeiros premiados pelo Edital de Apoio a Criação e Produção / Fundação Catarinense de Cultura. Seu trabalho já circulou entre as cidades de Florianópolis, Itajaí, Blumenau, Porto Alegre, Londrina, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro no Brasil; Genebra na Suíça; Cuba em Havana, Granada, Barcelona, Sevilha e Cádiz na Espanha. artefeluz.wordpress.com

Terra é tema de exposição inédita na Fundação Bades

SAM_9558Uma exposição inédita e que apresenta os 15 anos de dedicação de Odete Calderan às artes abriu em 9 de abril no Espaço Fernando Beck, da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis. Vídeos e instalações formam o conjunto da exposição Volver que apresenta o ato e a prática de mexer ou revirar a terra, propõe diálogos e reflexões devido a singularidades dos lugares de coleta, implicando um olhar diferente sobre o cotidiano, fazendo o expectador repensar situações ou objetos em meio a deslocamentos.

“Sempre atuei com cerâmica, esculturas e a terra, que é um elemento interligado – é a matéria prima principal das obras. Volver é um trabalho fruto de um processo de longos anos e essa exposição complementa tudo o que tenho feito como artista e gera reflexões”, declara Odete, graduada em Desenho e Plástica e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

De acordo com Odete, o “nome Volver surgiu para equacionar a estratégia de interligar questões conectadas aos gestos latentes no processo, aos deslocamentos experenciados e questões que vão sendo apreendidas nos trabalhos: escavar, guardar, perfurar, tensionar”, acrescenta a professora pesquisadora nos cursos de Artes Visuais e Design de Produto da UNESC/SC.

Um dos trabalhos de Odete de grande repercussão foi o Entre Esferas I e II, exposto em Santa Maria e também em Porto Alegre, fruto de seu trabalho de mestrado. Este trabalho teve a cerâmica como objeto principal na investigação do modo prático-teórico no processo de criação de uma obra poética.

O quê: exposição Volver, de Odete Calderan. Quando: 09 de abril a 07 de maio, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Quanto: gratuito.

Fundação Badesc abre Topografia da Alma

Ele estudou economia, turismo, filosofia e cinema. Trabalhou como publicitário, foi dono de bar, vendedor ambulante, fez estampas para camisetas e resolveu largar tudo e tirar fotos do que via. Com um telefone celular em mãos e um olhar diferenciado, saiu a fotografar pessoas e momentos. Ao retornar ao Brasil, organizou tudo e lançou o fotolivro Topografia da Alma, que tem parte das imagens ampliadas e disponíveis ao público de 12 de março à 17 de abril no Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc.

As fotos tiradas em segredo e que instigam pensamentos e reflexões coletivas são de Radji Schucman. Em Topografias da Alma, o observador pode compartilhar do olhar de Radji sobre imagens que gosta de registrar sem saber o porque mas que o atraem pela realidade cotidiana e a solidão, tanto humana quanto urbana. O conjunto de quase 100 fotografias reúne fotos registradas entre 2012 e 2013, no Brasil, Europa, Marrocos e Turquia.

“Rasgos de fina ironia crítica perpassa boa parte do conjunto das fotografias. Uma ironia delicada e elegante que apenas é uma pelica da luva que aponta e critica. Nisto a foto ganha em intensidade poética indiscutível”, diz a artista visual Doraci Girrulat, no texto de abertura do fotolivro.

Radji Schucman nasceu na Índia e mora em Florianópolis, onde recentemente voltou a fazer estampas para camisetas.

O quê: abertura da exposição e lançamento do fotolivro Topografia da Alma, de Radji Schucman. Quando: 12 de março, quinta-feira, às 19h – Visitação até 17 de abril, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: entrada gratuita –

Fundação Badesc abre “A imagem (des)construída”

Mostra reúne obras que trabalham a litografia como processo artístico.

U$10.000, de Eduardo Amato. 2013.
U$10.000, de Eduardo Amato.

Obras em litografia compõem a exposição “A imagem (des)construída”, que abriu em 26 de fevereiro, quinta-feira, às 19h, no Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis.

Com o objetivo de mostrar a litografia como um processo artístico, a mostra reúne os trabalhos de Dalton Reynaud, Eduardo Amato, Francisco Anibal Santos, Jozé Roberto da Silva, Julcimarley Totti, Lahir Ramos, Larocca, Maria Lucia de Júlio, Maria Teresa Calmos Abagge e Valdir Francisco, e mostra o trabalho que desenvolveram nos ateliês do Solar Barão – Museu da Gravura Cidade de Curitiba.

A reunião da produção dos 10 artistas apresenta múltiplas possibilidades de (des)construção como processo artístico, além de deixar a interpretação em aberto para cada um. Ampliando as discussões sobre a litografia, o projeto busca, além disso, trocar experiências com outros processos e contextos artísticos.

“O projeto ‘A imagem (des)construída’ busca viabilizar atividades que possibilitem o conhecimento do fazer artístico e técnico da litografia, assim estimulando a produção local” diz Maria Lúcia de Júlio, mentora do exposição.

O quê: exposição “A imagem (des)construída”. Quando: visitação até 1º de abril, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

Corpo e mutilação são tema de exposição na Fundação Badesc

Adriana Maria dos Santos relaciona estados de corpo e alma na mostra Disability.

Linhas e formas compõem as pinturas de Adriana Maria dos Santos na exposição Disability, que abriu em 05 de fevereiro, quinta-feira, às 19h, no Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc.

Buscando relacionar os estados do corpo, a artista trabalha com a deficiência e tensão entre os meios externos e internos, relacionando as mutilações com os estados da alma e trabalhando com a impotência do corpo em ser completo, ou seja, aceitar a fragmentação como potência.

“O corpo vem sendo pensado em meu trabalho como meio de dissolução de sentimentos e humores traduzidos pela ação de massas de tinta, linhas e sobreposições que remetem a sentimentos afetivos mal digeridos ou que já não possuem condição ou disposição de serem sustentados”, retrata a artista.

Disability, cujo título deu nome a proposta de doutorado de Adriana, além de repensar a ação do corpo e a dissolução dos sentimentos, traz figuras da iconografia pop que retratam de forma diferenciada a leitura do corpo transgressor.

Adriana Maria dos Santos nasceu em Rio do Sul (SC) e tem doutorado em teatro pela Universidade de Estado de Santa Catarina (Udesc). Mora em Florianópolis, é artista plástica e professora no Centro de Artes da Udesc.

O quê: exposição Disability, de Adriana Maria dos Santos. Quando: visitação até 06 de março, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

Fundação Badesc abre mostra Nome aos bois

Luciano Boletti trabalha a ligação memorial entre o corpo e o artista

Objetos, desenhos, fotografias e pinturas compõem a exposição Nome aos bois, de Luciano Boletti, que abriu em 22 de janeiro, quinta-feira, às 19h, na Fundação Cultural Badesc em Florianópolis.

A mostra apresenta trabalhos produzidos desde a década de 1990 até os mais recentes anos. Em comum entre eles, a referência ao corpo humano e animal. Apesar de não dar títulos aos trabalhos, metaforicamente, o conjunto em exposição é um esforço em se dar “nome aos bois”.

Segundo o curador da mostra, Fernando Boppré: “Se, inicialmente, observa-se a recorrência (a repetição quase obsessiva) de elementos figurativos que sugerem algo como vértebras e estruturas ósseas, mais a frente, no meio do caminho, havia uma vaca (havia o acaso). Ou um boi, vai saber (isso também foi o acaso que decidiu). E ele mudou, definitivamente, o trabalho do artista. Ou melhor, o artista deixou-se mudar pelo caminho do meio”.

Luciano Boletti nasceu no Paraná e formou-se em Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Estadual de Londrina, PR. Artista plástico e restaurador, expôs em diversas capitais do país e atualmente mora em Florianópolis.

O quê: exposição Nome aos bois, de Luciano Boletti. Quando: visitação até 20 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

Percepção metamórfica é tema de exposição na Fundação Badesc

Javier Di Benedictis trabalha com técnicas e tecnologias mistas

Vídeos e fotogramas compõem a mostra Metamórficas, de Javier Di Benedictis que abriu em 27 de novembro, quinta-feira, às 19h, no Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc.

Na abertura, Javier fará uma apresentação de visuais junto com o músico Obtuso (André Godoy), com quem forma o duo Symbiosis. Contaremos ainda com a presença da curadora da exposição Rosângela Cherem (Artes Visuais/UDESC), que apresentará o artista e suas obras.

Instigando a percepção, pequenas unidades fílmicas são organizadas em folhas de impressão e sofrem intervenções plásticas, sendo digitalizadas logo em seguida e recompostas em sequência. O processo, semelhante ao found footage, conhecido em português como filme perdido, faz referência à metamorfose, conceituando algo que foi extraviado sendo alterado posteriormente.

Composta por dois ambientes – um de vídeos e outro de fotogramas – a exposição exige imaginação e memória do observador. As imagens foram dividas em três grupos – Introspecção / Extrospecção, Estudos para Sarles e Bosque, Praia, Dança, – e remetem a condição de mistério e distância.

Javier Di Benedictis é designer de imagem e som pela Universidade de Buenos Aires. O artista argentino se interessa principalmente por técnicas e tecnologias mistas. Trabalha com produções experimentais em territórios híbridos, onde entram em convivência elementos e linguagens de diferentes áreas. Vive em Florianópolis desde 2011.

O quê: exposição Metamórficas, de Javier Di Benedictis. Quando: visitação até 16 de janeiro, de segunda à sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Espaço Fernando Beck da Fundação Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: gratuito.