FCBadesc abre exposição Reminiscências urbanas

Maíra Ishida faz interferência em casas abandonadas. 

Fotografias de casas abandonadas são o tema da exposição Reminiscências Urbanas, que abriu 20 de novembro, quinta-feira, às 19h, no Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc.

A fotógrafa catarinense Maíra Ishida, com vontade de experimentar perdas e desafetos alheios, reuniu imagens de casas desabitadas em Montevidéu, fazendo nelas interferências com de retratos femininos que encontrou em uma feira de antiguidades.

A leitura das fotografias pode ser feita tanto pelos diferentes processos que a cidade sofre ao longo da história, regredindo ou progredindo, quanto pelo processo histórico da mulher na sociedade. As imagens femininas inseridas nas construções abandonadas por montagem fazem referência ao abandono das atividades domésticas e a inserção da mulher na vida pública.

“Gostaria de propor um outro olhar: fotografias a ponto de ser descartadas se sobrepõem a construções em processo de desmoronamento. Reforçam-se os sentimentos comuns de procura por objetos de afeto extraviados, por histórias que desconhecemos e que não vamos aprender nunca, por pessoas que já morreram e cuja voz não nos alcança, pela cidade que cada vez nos pertence menos” diz a artista.

Maíra Ishida nasceu em Florianópolis e começou a fotografar aos 13 anos, improvisando em casa, com a ajuda do pai, um laboratório de revelação onde criava suas próprias técnicas. Cursou artes visuais na Universidade Federal de Minas Gerais e já fez diversas oficinas e cursos com diferentes artistas que foram de fundamental importância para sua formação.

O quê: exposição Reminiscências urbanas, de Maíra Ishida. Quando: visitação até 16 de janeiro, de segunda a sexta, das 12 às 19h. Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

FCBadesc abre exposição produzida em laboratório flutuante

Quatorze artistas trabalharam em película 16mm reversível desenvolvendo uma narrativa entre a ilha e o continente.

A combinação de fotografia still com vídeos e projeção de filme em película compõe a exposição Efeito escotilha, com curadoria de Pedro MC, que abriu em 30 de outubro, quinta-feira às 19h, na Fundação Cultural Badesc.

Navegando entre a Ilha de Santa Catarina e o continente, os artistas Diego de los Campos, Raquel Stolf, Bill Lühmann, Ruth Steyer, Lia Letícia, Irma Brown, Abel Alencar, Pedro Veneroso, Rodrigo Amboni, Mercedes Rodrigues, Lucas Ruiz, Julia Varela, Diego Canarin e Julia Amaral foram convidados a compor narrativas em película 16mm reversível a bordo de um laboratório flutuante.

O trabalho é resultado do projeto LABarca, vencedor da categoria artes visuais do Edital Catarinense Elisabete Anderle 2014. A proposta é questionas as apropriações de território e as delimitações geográficas entre a terra e o mar. A flutuação faz alusão ao inacabado, sempre em processo procurando traduzir a situação do artista em busca por terra firme.

O quê: exposição Efeito escotilha, com curadoria de Pedro MC. Quando: visitação até 20 de novembro, de segunda à sexta, das 12h às 19h. Onde: Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

Cinema de exposição

LABOR-ILHA. De Jenny Granado em baixa

Acontece nesta sexta-feira, 24 de outubro, às 19h, a primeira parte da plataforma de experimentação Labor Ilha, em formato happening com projeção e montagem manual.

Os artistas Tiaraju Verdi, Michele Diniz, Chico Caprário, Diego Canarin, João Rosa, Flavia Klein, Fran Favero, Pablo Paniagua, Bento Gago, Camila Peña, Rafael Schlichting, Ana Carolina Nogueira, Lucas Feitosa, Ruth Steyer, Jenny Granado, Letícia Cardoso e Fernando Weber desenvolveram narrativas de três minutos filmadas em película e reveladas artesanalmente.

O resultado do trabalho desses artistas será projetado em película com projeção paralela em vídeo e terá uma intervenção musical ao vivo com o grupo de jazz experimental chileno Trio Domingo, composto por Julian Zuppa, Jean Cosmos e Domingo Duclos.

O evento, coordenado por Pedro MC, funciona como uma exposição relâmpago, tem entrada gratuita e classificação indicativa de 18 anos.  

Filme é tema de exposição na Fundação Badesc

Rendas no ar, de Sandra Alves, vy Sandra Alves

Exposição, sessão de cinema e lançamento de fotolivro compõe a mostra

O longa Rendas no ar, de Sandra Alves, é o tema do Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc. Houve estreia do longa no Cineclube , lançamento do fotolivro sobre o filme e exposição de figurinos, fotografias, áudio-poemas e objetos de cena.

No dia 2, às 19 horas houve a exibição do longa.  O filme trata da necessidade de liberdade inerente ao ser humano, em oposição a uma situação de clausura. Uma jovem marcadamente irreverente e indomável se depara com a opressão imposta por seu tutor na então cidade de Desterro no final do século 19.

A abertura da exposição ocorreu após a exibição do longa, com lançamento do fotolivro, que retrata o diálogo entre a etérea Lilith com Ana, protagonista de Rendas no ar. O fotolivro contém um DVD com o filme e será distribuído gratuitamente.

Os objetos de cena da mostra foram concebidos pelo coletivo da Usina da Alegria Planetária e os poemas criados pela poeta N.A, personagem da narrativa cinematográfica. A exposição poderá ser visitada até 14 de novembro, de segunda a sexta, das 12h às 19h.

Com a exposição, o objetivo dos realizadores é compartilhar o processo do fazer cinematográfico, aproximar a comunidade e estimular a curiosidade em relação ao filme, contribuindo para a reflexão sobre diferentes modos de fazer cinema.

Rubens Oestroem e Yara Guasque na Fundação Badesc

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Rubens Oestroem e Yara Guasque fazem curadoria recíproca em mostra convidada Nem Tanto ao Mar, Nem Tanto à Terra

A Fundação Cultural Badesc abre na quinta-feira, 25 de setembro, às 19h, a exposição convidada Nem Tanto ao Mar, Nem Tanto à Terra, de Rubens Oestroem e Yara Guasque.

Sem compartilhar uma mostra há quase 20 anos, quando apresentaram o projeto Terra Incógnita com as artistas Marilyn Green e Dagmar Diekmann, no Brasil e na Alemanha, o casal faz uma curadoria recíproca para Espaço Fernando Beck da Fundação.

Ao recorrer ao tema da incomensurabilidade do mar e da terra, que marca a carreira de ambos, Yara e Rubens exploram diferentes mídias: pinturas, objetos-instalações, fotografias e vídeos.

“Matéria da terra, rocha que resfriada se biparte, mar o mineral em estado líquido, o memorial e arquivo vivo, inventário de nossa formação milenar […] Antes de tratar de detritos, os trabalhos testemunham e se riem da pretensão humana de erguer pedra sob pedra e enfrentar o oceano com seus fantasmas”, escrevem os artistas no texto de apresentação.

Rubens é natural de Blumenau e fez mestrado em artes na Escola Superior de Arte de Berlim, na Alemanha. Yara é paulista, fez pós-doutorado no departamento de Estética e Comunicação da Universidade de Aarhus (2013), Dinamarca, e é professora do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Udesc. O casal vive em Florianópolis.

O quê: abertura da exposição Nem tanto ao mar, Nem tanto à terra, de Rubens Oestroem e Yara Guasque. Quando: 25 de setembro, quinta-feira, às 19h. Visitação até 23 de outubro, de segunda a sexta, das 12h às 19h. Onde: Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

Fundação Badesc abre exposição sobre Cortázar

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De autoria de Miguel Rep, desenhos sobre a vida do escritor argentino foram expostos este ano no Salão de Paris

A Fundação Cultural Badesc abriu no dia 22 de setembro, segunda-feira, às 20h, a exposição Julio Florencio Cortázar, com desenhos do argentino Miguel Rep. A programação integra o Colóquio Internacional em homenagem ao centenário de nascimento do escritor Júlio Cortázar, organizado pelo Consulado da Argentina, Núcleo Onetti e UFSC.

São 35 imagens de momentos da vida de Julio Cortázar que foram expostas no Salão do Livro de Paris, que este ano homenageou o aniversário de nascimento do escritor. Miguel Rep vai estar no Brasil e vai participar da noite de abertura. No cineclube da Fundação, a partir das 19 horas, serão exibidos três curtas baseados na obra de Cortázar.

Miguel Rep nasceu em San Isidoro e passou a infância em Boedo, na cidade de Buenos Aires, onde vive atualmente. Já publicou 30 livros de sua autoria expôs em museus de Buenos Aires, Madrid e Barcelona. Atualmente, o artista e cartunista argentino ilustra La Divina Comedia.

O quê: exposição Julio Florencio Cortázar, de Miguel Rep. Quando: visitação até 26 de setembro, das 12 às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

Registros de uma quase infância, de Teresa Luzio

S titulo, de Teresa Luzio

Teresa Luzio trabalha com a poética da efemeridade e da permanência

 

A Fundação Cultural Badesc abriu no dia 28 de agosto, quinta-feira, às 19h, a exposição Registros de uma quase infância, da artista portuguesa Teresa Luzio.

A mostra foi selecionada pelo Edital Fernando Beck 2014 e exibe um conjunto de peças realizadas a partir de dois objetos de infância: uma carta e um vestido, utilizando a performance como linguagem e um conjunto de registos em fotografia, colagem, áudio e vídeo.

As obras – carta à mãe (leitura de emergência); (des) encontro entre um corpo e um vestido I e II, e um conjunto de outros trabalhos que integram a mostra, problematizam a relação entre a efemeridade da performance e a permanência da sua documentação, investigando sobre a impossibilidade de reter a experiência.

Teresa Luzio é portuguesa nascida em Santarém. É artista visual, licenciada em design gráfico e mestre pela Bahaus University, na Alemanha. Já expôs solo suas obras em cidades como Berlim (Alemanha) e Salamanca (Espanha), e atualmente é assistente na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha. Conclui o seu doutorado na Universidade do Porto sobre a temática da Autobiografia na Performance.

 

O quê: exposição Registros de uma quase infância, de Teresa Luzio. Quando: visitação até 19 de setembro, de segunda a sexta, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

In(adequadas) narra personagens femininas

Personagens femininas são o centro de uma trama narrativa na exposição In(adequadas), da artista Silvia Teske, no Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis.

Com tinta acrílica, lápis e caneta posca, a artista aborda personagens femininas bizarras, inadequadas e sorrateiras. Mesmo em grupo, são mulheres solitárias à margem da sociedade, representadas por meio da relação íntima entre o desenho e a pintura.

A temática das 10 obras em exposição é permeada por situações de impacto, criando estado de suspense para o observador. A ideia de fundos neutros, a maioria em escuro, cria a possibilidade de vazios a serem preenchidos, provocando o espectador a criar enredos paralelos.

Desengonçadas, aflitas e descabidas, as figuras não são confiáveis, possuem um olhar oblíquo e negam-se a serem padrões. Dessa forma, a interpretação do espectador ocorre sem desfecho, à espera de algo, o silêncio do sonho ou o vácuo da insensatez.

Mestre em artes visuais pela Udesc, Silvia é catarinense de Brusque e tem o papel feminino como foco desde o início de seu trabalho. Atualmente a artista organiza e faz curadoria para exposições de artes visuais em sua cidade, além de dar aulas e trabalhar em outros projetos.

O quê: exposição In(adequadas), de Sílvia Teske. Quando: visitação até 19 de setembro, de segunda a sexta, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

M ar, de Daniela Vicentini

Daniela Vicentini vislumbra a paisagem com aquarelas e feltragens.

A Fundação Cultural Badesc abriu na quinta-feira, 31 de julho, às 19 horas, a exposição M ar, de Daniela Vicentini, selecionada pelo edital da casa para o Espaço Fernando Beck.

A artista apresenta aquarelas e trabalhos tridimensionais feitos com feltragem artesanal. O título da exposição M ar indica um espaço entre. Entre a paisagem e a possibilidade de (re)apresentação por meio das técnicas da aquarela e da feltragem.

As aquarelas são feitas por meio da observação direta de Daniela sobre a paisagem. Atenta à passagem do tempo, ao clima, faz parte do seu processo rever e pintar outra vez um mesmo motivo. Por isso, o trabalho é feito em várias folhas de papel e por sobreposições de pinceladas feitas em diferentes dias. Outras aquarelas nascem como réstias de memórias da observação de algo.

As feltragens ganham o espaço tridimensional, mas mantém diálogo com as cores, a atmosfera e a leveza das aquarelas.

A ARTISTA

Daniela Vicentini fez pintura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em Curitiba. Estudou a obra de Waltercio Caldas no mestrado em História Social da Cultura, pela PUC-Rio. Realiza curadorias e escreve textos para catálogos e livros de artistas. É uma das vencedoras do prêmio editorial Iberê Camargo e junto com outros dois autores publicou Tríptico para Iberê (Cosac Naify, 2010).

Em parceria com Fernando Burjato, é autora de Arte Brasileira nos Acervos de Curitiba (Segesta, 2010). Desde 2009, tem se voltado à prática artística, com aquarelas e feltragens artesanais. Esta é a primeira vez que mostra sua produção artística ao público. Vive em Florianópolis desde 2007.

O quê: abertura da exposição M ar, de Daniela Vicentini. Quando: Visitação até 21 de agosto, de segunda a sexta, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone 3224-8846. Quanto: gratuito.