Execute-se, de Jonas Esteves, no Espaço Fernando Beck

Inspirada em seriados e desenhos animados da infância do artista, que trabalha com arte e tecnologia, a exposição Execute-se, de Jonas Esteves, pode ser visitada no Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc. A mostra é uma espécie de manual de instrução de projetos, com ideias, desenhos e ficções que escondem em seu íntimo a devoção do artista pelas máquinas.

Execute-se é a terceira exposição do ano selecionada pelo Edital Fernando Beck da Fundação Badesc e é dividida em Esquemas de montagem, Máquina do tempo, Máquinas de apoio, manutenção e suporte à vida e Robô companhia 1.0, que estabelecem uma narrativa de ficção científica.

Os Esquemas de montagem consistem em desenhos feitos em camadas de acrílico, com detalhes de projetos robóticos, que se complementam em um domínio tridimensional; a Máquina do Tempo é um vídeo sobre um mecanismo robótico em movimento; em Máquinas de apoio, manutenção e suporte à vida, o artista exibe uma classificação das máquinas já construídas por ele, e Robô companhia 1.0 é a materialização de um de seus projetos.

Nascido em São Paulo e formado em artes visuais pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Jonas vive em Criciúma.

O quê: exposição Execute-se, de Jonas Esteves. Quando: Visitação até 25 de julho, de segunda a sexta, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Quanto: gratuito.

Exposição Diálogos Expostos inaugura Espaço 2

A Fundação Cultural Badesc apresenta a coletiva Diálogos Expostos, que inaugura o Espaço 2, reunindo desenho, moda, fotografia, pintura, gravura, design, instalação, vídeo dança, vídeo performance e música. O novo espaço está localizado no segundo piso do casarão, onde funcionava a sala da direção geral da instituição.

Para a curadoria, a direção da casa convidou 10 empreendedores culturais que selecionaram 10 artistas e suas obras. Sandra Makowiecky apresenta Juliana Hoffmann; Néri Pedroso, Franzoi; Isabela Sielski, Kelly Kreis Taglieber; Diego de los Campos, Andressa Proença Rosa; Nilton Tirotti, Inverso Design; Philippe Arruda, Marco Giacomelli; Neide Schulte, Isabel Possidonio; Bárbara Rey, Adilso Machado; Acácio Piedade, Diogo de Haro e Rodrigo Garcez, Gregori Homa.

Na abertura, no sábado, dia 7 de junho, houve uma performance de Gregori Homa , apresentando a performance Logunéde, com personagens dançando ao som de um DJ. Logunéde é um vídeo performance que está sendo exibido junto com a vídeo dança O estado em que me encontro, de Adilso Machado, em uma sala especialmente preparada para o evento.

Segundo Eneléo Alcides, diretor geral da Fundação Badesc, “a exposição firma ação propositiva para que o espaço teça seu ethos ao longo de diálogos com o público, com os setoriais da arte, com as manifestações mais espontâneas da cidade.” 

O quê: exposição Diálogos Expostos, que inaugura o Espaço 2.

Quando: visitação até 31 de julho, de segunda a sexta, das 12h às 19h.

Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. 

Quanto: gratuito.

Fundação Badesc apresenta exposição Coradjetiva

Mostra reúne José Maria Dias da Cruz, Flavia Tronca e Laura Villarosa

A cor como um exercício de construção plástica é o mote que une José Maria Dias da Cruz, Flavia Tronca e Laura Villarosa, os três artistas que compõem a exposição Coradjetiva. Esta é a segunda mostra do ano selecionada pelo Edital Fernando Beck 2014 da Fundação Cultural Badesc.

José Maria faz experiências no plano teórico, desenvolvendo um pensamento sobre a cor em sua obra plástica. Flavia experimenta a variedade de tintas e suportes, mas a matéria fica em segundo plano e o que se destaca é a cor. Laura dispõe de uma paleta de cores a partir do computador e trabalha com estamparia.

O carioca José Maria publicou os livros A cor e o cinza, O cromatismo cezanneano e Pintura, cores e coloridos. Flavia nasceu no Grande do Sul. É mestre em educação estética e tem paixão pelas características sociais da arte. Laura é italiana da cidade Palermo e vive como artista no Rio de Janeiro

Nas palavras de Flavia, a exposição é um convite a viver a experiência da cor como um dispositivo que privilegia a imagem saturada de memórias, que agora também pertencem ao público.

O quê: exposição Coradjetiva, de José Maria Dias da Cruz, Flavia Tronca e Laura Villarosa. Quando: visitação até 18 de junho, de segunda a sexta, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Quanto: entrada gratuita.

Exposição Mise en abyme, de Ilca Barcellos

Mise en Abyme, Ilca Barcellos (8), reduzidaA Fundação Cultural Badesc abre nesta quinta-feira, 24 de abril, às 19 horas, a exposição Mise em abyme, de Ilca Barcellos. A mostra exibe um conjunto de objetos elaborados com tecido, poliéster e cerâmica que apresentam inúmeras possibilidades de composição.

 

Nesta primeira exposição do ano do edital de Exposições Fernando Beck 2014 da Fundação, a artista selecionada propõe uma relação simbiótica que é enfatizada pela interação imprevisível entre os materiais utilizados e suas formas. As peças de cerâmica branca foram modeladas à mão e possuem vários pontos de contato, denominados de garras.

 

A partir das garras e dos volumes criados com tecido, também branco, a artista expõe suas formas híbridas que se procriam, livres de suporte, e invadem o espaço expositivo. A composição estabelece a tensão da desordem. O termo francês Mise em abyme costuma ser traduzido como narrativa em abismo. Foi usado pela primeira vez por André Gide ao falar sobre as narrativas que contêm outras narrativas dentro de si.

 

“Ilca desenvolveu, ao longo dos anos, uma prolífica produção marcada por características visuais que remetem à proliferação aparentemente desordenada da natureza. Suas esculturas em cerâmica apresentam, tanto em sua fatura como em sua condição de representação, o movimento obsessivo das procriações incessantes dos seres vivos”, escreve o artista Fernando Lindote no texto de apresentação da mostra.

 

Natural de Pelotas (RS), Ilca é formada em biologia e lecionou a matéria até 2005 na UFSC.

 

O quê: abertura da exposição Mise en abyme, de Ilca Barcellos. Quando: abertura 24 de abril, quinta-feira, às 19h. Visitação até 22 de maio, de segunda a sexta, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Quanto: gratuito.

Exposição Palavras Compartilhadas, de Rosana Ricalde

Mostra apresenta 21 trabalhos com inspiração em textos de livros 

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A Fundação Cultural Badesc abre na quinta-feira, dia 27 de março, quinta-feira, às 19 horas, a exposição Palavras compartilhadas, de Rosana Ricalde, do Projeto Arte Sesc.

A artista apresenta nesta mostra momentos relacionais entre a escrita e três motivos: imagem, paisagem e construção textual. Reunidos sob as séries intituladas Contrapoemas, Auto-retratos, Provérbios, O tempo muda tudo, Mar Egeu/Mar Vermelho e os Manifestos, são 21 trabalhos, com inspiração em textos de livros.

A reconstrução das palavras trafega da forma literária para a forma visual. Ao apropriar-se de textos teóricos ou poéticos, a artista apresenta uma nova leitura da linguagem, remetendo o espectador ao poder da palavra ao longo dos tempos, assim seus trabalhos evocam geografias, histórias e filosofias.

O percurso da artista, repleto de processos particulares e universais, é também ligado às vanguardas da arte conceitual, aos movimentos artísticos do século 20, como o dadaísmo, a poesia concreta, o surrealismo, em uma flagrante confluência de elementos contemporâneos.

Atuante desde 1994 em exposições colheitas e individuais no Brasil e exterior, a artista realiza seu trabalho através de materiais de diversas texturas e efeitos para suporte de sua escritura. Rosana é graduada em gravura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre em ciência da arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre em ciência da arte pela Universidade Federal Fluminense.

O quê: Exposição – Palavras compartilhadas, de Rosana Ricalde. Quando: abertura dia 27 de março, quinta-feira, às 19 horas. Visitação até 17 de abril, de segunda a sexta, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Quanto: gratuito.

Exposição “!é o que há” visitação até 14 de fevereiro

O conjunto de 60 obras que marcaram as exposições do Espaço Fernando Beck entre 1991 e 2005, no período em que a galeria funcionou na sede da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc), nas ruas Mauro Ramos e Almirante Alvim, integram a exposição ! é o que há, que foi prorrogada até 14 de fevereiro. Com curadoria de Fernando Boppré, a mostra é integrada por pinturas, fotografias, esculturas, desenhos, gravuras e tapeçaria, com linguagem de arte moderna e contemporânea. Desde 2006, o Espaço Fernando Beck funciona na Fundação Cultural Badesc.

 

Artistas

 

Antônio Mir, Barbara Xavier, Beatriz de Bona, Caroline Abbadie Nachtigal, Denise Franco, Edmundo Olivares, Edson Machado, Eli Heil, Eliana Beck, Elisa Iop, Elio Hahnemann, Egenolf Theilacker, Érico da Silva, Fabiana Langaro Loos, Gilberto Pegoraro, Gilma Alves de Mello, Guido Heuer, Hamilton Cordeiro, Hassis, Elke Hülse, Idésio Leal, Doval, Ivo Silva, Jacob Silveira, Janor Vasconcelos, José Carlos Nunes de Oliveira, José Fernando Saliba, José Pedro Heil, Júlia Iguti, Lair Leoni Bernardoni, Leandro Vitto, Leda Campos, Loro, Lú Pires, Luiz Carlos Albertini, Mara Santos, Marcos Kimura, Maria Celeste Carvalho Neves, Maria Salete Werling, Marilina Bernal, Meg Tomio Roussenq, Mário Avancini, Môa, Neri Andrade, Pedro Petry, Pita Camargo, Reynaldo Pfau, Rodrigo Cunha, Rodrigo de Haro, Rubens Oestroem, Semy Braga, Silvio Parucker, Silvio Pléticos, Simone Tanaka, Suely Beduschi, Tércio da Gama, Teresa Martorano, Ute Petersen, Vera Sabino, Wilson José de Souza.

 

Exposição ! é o que há

Em dezembro e janeiro, os funcionários da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc) vão estranhar as paredes vazias da instituição. Sessenta obras representativas de arte moderna e contemporânea deixam a sede pela primeira vez para serem apresentadas ao grande público na exposição ! é o que há. Continue reading “Exposição ! é o que há”

Exposição: Caro fumante de Giorgio Filomeno

Isqueiros furtados, bitucas, sedas, e versos de embalagens de cigarro compõem a coleção insólita da exposição, uma provocação a quem fuma, mas também a quem nunca fumou e um dia pretende dar uma tragada.

Caro Fumante: tem uma ordem matemática, uma lógica de produção industrial, com efeito pragmático sobre uma sociedade de fumantes. Uma das peças será um texto em linha vertical com o nome das 4700 substâncias contidas e expelidas na queima do cigarro.

Giorgio não fuma e detesta cigarro. A ideia de Caro Fumante: surgiu da observação do artista em torno de pessoas que tem o vício e não conseguem deixar de fumar, mesmo sendo inteligentes e sabedoras do mal provocado pelo fumo. Ainda assim não conseguem se livrar deste dispositivo invasivo.

A reflexão do artista sobre o “fumar” ocorre desde 2006. Foi quando começou a furtar cigarros de amigos, que de acordo com uma lógica própria, seria uma tentativa eficiente de impedir o ato de fumar. Estes cigarros serão apresentados individualmente, envelopados em sacos plásticos, como uma evidência criminal.

A coleção de isqueiros furtados é formada por mais de 200 peças e o montante de bitucas é de 7.300, que apontam para o consumo anual de cigarros de um fumante mediano. Noutro espaço da exposição, o artista vai apresentar os textos estampados nos versos dos maços, que apontam para os malefícios do fumo.

Um grid com centenas de cigarros tem seu título representando o tempo de queima evitado para esta quantidade de fumo. Em duas telas de vídeo serão exibidas sequências de imagens que mostram desde o instante em que se abre a embalagem de isqueiro, sendo repetidamente acendido e apagado até acabar o gás, criando referência para o cálculo de quanto os isqueiros roubados deixaram de acender.

O artista

Giorgio Filomeno não é acumulador, é arquivista. Não é obsessivo compulsivo, é perfeccionista. Não é control freak, é exigente. Não é alienado, é delirante. Não é visionário, é prospectivo. Não é irresponsável, é persistente. Não é megalomaníaco, é excêntrico. Não é sociopata, é efêmero. Não é ladrão, é artista.

Exposição: Trajetos e Superfícies, de Rosa&Klein

Exposição sobre a impossibilidade de comunicação ou sobre mensagens confusas emitidas a partir do trabalho desenvolvido pelos artistas João Rosa e Flávia Klein. A mostra estabelece interações com o espectador, pensando o corpo como plataforma e as palavras como traições.

A linguagem da exposição é desenvolvida a partir de vídeos e instalações. São três vídeos: Afeto, sobre relações de intimidade e violência; Consumo, uma espécie de delírio de um prazer momentâneo; e Desembraçar, neologismo que mistura desembaraçar e abraçar, e remete ao cuidado com o outro.

Há duas instalações sonoras. The pillow listen é um travesseiro visco-elástico com auto-falante, fronha serigrafada e um reprodutor de áudio acionado quando o espectador aproxima o ouvido da peça. Memória ou retroalimentação é uma obra interativa que disponibiliza dois sintetizadores em circuito para manipulação do público.

A vídeo instalação sonora Zumbido balloon é formada por balões inflados a gás e com auto falantes em seu interior, reproduzindo diversos tipos de zumbidos e zunidos, ambientado pela projeção do vídeo Emaranhamentos.

Há também o vídeo looping Máquina que costura – Máquina que escreve que redigem e alinhavam sobre uma mesma superfície, num jogo de costurar palavras de um texto desconexo.

Flávia é estudante de artes visuais na Udesc e cursou Belas artes na PUC de Santiago, no Chile, e João Rosa é formado em artes visuais pela Udesc e cursou Belas Artes na Universidade do Porto, em Portugal. Ambos trabalham com mostras de vídeo e festivais de performance.

Abertura da exposição dia 19, quinta-feira, às 19h na Fundação Cultural Badesc. Visitação até 18 de outubro, segunda a sexta, 12h às 19h.