Artistas da Grande Florianópolis expõem na Fundação Cultural BADESC

colagem

Topologias da Imaginação: Residência Artística pode ser visitada gratuitamente até 31 de março

Pinturas, desenhos, fotografias, instalações, vídeo, perfomance, entre outras linguagens integram a exposição Topologias da Imaginação: Residência Artística Fundação Cultural BADESC. Em cartaz até 31 de março de 2022, a mostra gratuita reúne dez artistas residentes em Santa Catarina. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis.

Cinco artistas participantes da mostra, que teve orientação de Alexandre Sequeira, Carolina Ramos, Eneléo Alcides e Rosângela Cherem, são da Grande Florianópolis: Ana Soukef, Daniel Leão, Edson Macalini, Estela Camillo e Mila Kichalowski.

A pesquisadora e fotógrafa Ana Soukef busca, através da aproximação e imersão nas histórias do Morro do Cambirela, localizado no município de Palhoça/SC, trazer neste projeto a montanha como um ser vivente. Para Ana, o trabalho é um convite para olhar e experimentar as diferentes peles que formam a montanha, unindo-nos àquilo que chamamos natureza.

Já Daniel Leão, que é graduado em cinema e doutor em artes visuais, apresenta uma videoinstalação work in progress realizado com imagens de arquivo da Casa da Memória, da própria família e de participantes convidados, além de fragmentos de vídeos e trabalhos de outras artistas que já expuseram na Fundação. O título do trabalho é “Fagulhas – a manhã em que nos amávamos tanto”.

Edson Macalini, que mora em Palhoça, na Grande Florianópolis, apresenta “Desenhos do Fogo”, trabalhos divididos em “I – Escritas do Fogo”, “II – Vestígios do Fogo” e “III – Desenhos fósseis”. Estes últimos são pseudofósseis, resultado da acumulação de resíduos de manganês carregados pela água nos espaços vazios de pedras vulcânicas.

“Os Pombos”, acrílica sobre tela, é um dos trabalhos apresentados por Estela Camillo na exposição. A artista explica que apresenta como resultado da residência, pinturas em tela com o uso de tinta acrílica e que elas foram baseadas em recortes fotográficos registrados por ela ou de fotografias retiradas de jornais. Segundo Estela, a ideia é transmitir um estudo pictórico das imagens em questão.

Mila Kichalowski, é outra artista residente na Grande Florianópolis. Ela apresenta fotografias que evocam a presença de um pai que partiu e como a memória dele está presente no cotidiano dos filhos ainda crianças. Mila propõe uma reflexão sobre “o que enxergamos já não existe mais”.

Também participam da exposição: Diana Chiodelli (Chapecó), Felipe Coff (Blumenau), Flávia Scóz (Joinville), Jan M.O. (Joinville) e Mayara Voltolini (Brusque), também apresentam trabalhos.

Ana Soukef Daniel Leão Edson Macalini Estela Camilo Mila Kichalowski

Inscrições para Edital 2022 da Fundação Cultural BADESC abrem em 26 de novembro

Quatro exposições vão ser selecionadas para o calendário do ano que vem; interessados podem se inscrever até 11 de fevereiro de 2022

A Fundação Cultural BADESC abre, em 26 de novembro, as inscrições para o Edital 2022. Podem ser inscritos projetos nas diferentes linguagens visuais, incluindo pintura, gravura, desenho, escultura, fotografia, objeto, instalação, videoarte, arte digital, entre outras possibilidades. As inscrições devem ser feitas no formulário disponível em bit.ly/EditalFundacaoBadesc2022 até 11 de fevereiro de 2022. No mesmo link é possível acessar o Edital completo.

De acordo com a diretora da Fundação, Margaret Waterkemper, vão ser selecionados quatro projetos para ocupar o Espaço Fernando Beck e cada um vai receber, de acordo com os termos do Edital, a quantia de R$ 1.200,00.
O resultado com os nomes dos selecionados será divulgado até 31 de março de 2022 no site da Fundação – www.fundacaoculturalbadesc.com.

Topologias da Imaginação é a nova exposição da Fundação Cultural BADESC

Dez artistas que moram em Santa Catarina vão apresentar, a partir de 23 de novembro, o resultado da Residência Artística realizado ao longo de 2021

  Chegou a hora dos dez artistas participantes da Residência Artística, projeto contemplado pelo Edital Elisabete Anderle 2020 e promovido pela Fundação Cultural BADESC, apresentarem os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano. A exposição Topologias da Imaginação: Residência Artística Fundação Cultural BADESC pode ser visitada gratuitamente a partir das 13h da terça-feira, 23 de novembro de 2021. A partir das 19h30, da terça, será realizada uma live com os artistas e orientadores. O link estará disponível no site da Fundação.

               Participam desta edição, cinco artistas da Grande Florianópolis: Ana Soukef, Daniel Leão, Edson Macalini, Estela Camillo e Mila Kichalowski e outros cinco, Diana Chiordelli (Chapecó), Felipe da Costa (Blumenau), Flávia Scóz (Joinville), Jan M.O. (Joinville) e Mayara Voltolini (Brusque), que moram em outras cidades de Santa Catarina.

               Desde abril deste ano eles participam de encontros virtuais com orientação de Alexandre Sequeira, Carolina Ramos, Eneléo Alcides e Rosângela Cherem. Vão ser apresentados pinturas, desenhos, fotografias, instalações, vídeo instalação, vídeo perfomance, entre outras linguagens.

               O processo de desenvolvimento dos trabalhos segue a linha artística de cada participante e mostra a diversidade da arte contemporânea. Para os orientadores do projeto, a mostra é uma oportunidade para falar sobre arte e instigar o processo artístico.

               “A exposição é o resultado de dez processos criativos diferentes, pensados e repensados a partir da troca de experiências entre os artistas e das provocações estruturadas pelos orientadores. São sensibilidades distintas que tiveram a oportunidade de conviver e produzir ao longo de 2021”, destaca Eneléo.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis e a exposição poderá ser visitada de terça a sábado, das 13h às 18h, até 31 de março de 2022.

Palavra Tomada, do artista Sérgio Adriano H, será exposto na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis

Projeto premiado no Edital Elisabete Anderle vai circular por 10 cidades de SC entre os dias 9 a 27 de novembro

Um dos artistas mais importantes de Santa Catarina, Sérgio Adriano H, que vive e atua entre Joinville/SC e São Paulo/SP, usufrui os resultados de intenso trabalho em 20 anos de carreira e encerra 2021 em alta. Tanto que neste mês volta a circular por 10 cidades de Santa Catarina com o projeto “Palavra Tomada”, premiado no Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura – Artes 2019. A jornada começa em 9 de novembro, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. A exposição gratuita acontece das 10h às 15h, na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro da Capital.

O projeto vai passar ainda por Criciúma (10/11), São José (11/11), Itajaí (12/11), Chapecó (13/11), Joinville (16/11), Jaraguá do Sul (17/11), Blumenau (23/11), São Francisco do Sul (24/11) e em Lages (27/11). A programação completa com horários e locais está disponível no https://sergioadrianoh.wixsite.com/palavratomada.

O programa de estímulo à cultura, do governo do Estado, obtido por Sérgio em 2014, 2017, 2019 e 2020, assegura experiência na estruturação profissional da carreira, expande as ressonâncias de sua representatividade na arte contemporânea e ajuda a estabelecer parcerias em favor da circulação dos trabalhos, da reflexão e produção de conhecimento.

Nessa perspectiva, a descentralização das ações proposta pelo edital se ajusta aos interesses do artista que aprecia estar nas ruas, onde expõe nas calçadas, nas escadarias, em lugares movimentados. No começo da trajetória, como um mascate, carrega as obras dentro de um conjunto de malas transportado por um carrinho de duas rodas.

“Ultrapassar fronteiras de espaço, expectativas, cores, credos, classes sociais e instituições intelectuais é um dos fundamentos da minha arte. Mais que uma escolha, é o que me move”, explica o artista que ressalta que os projetos são baseados em falar com pessoas.

Papel político

A exposição “Palavra Tomada” afirma-se num contexto de resistência. Embasa o projeto com dados estarrecedores da atual realidade brasileira com o aumento dos índices de morte e violência contra mulheres e jovens negros/pardos. Como poucos no cenário artístico do Brasil, Sérgio Adriano assume um papel político para denunciar práticas eurocêntricas, colonizadas e racistas.

Sempre interessado nos fluxos de informações na sociedade contemporânea, naquilo que é apresentado como “verdade”, nesta série de 10 fotografias e objetos apresentados na exposição que discute a questão do racismo estrutural no Brasil.

As palavras interessam ao artista que desconstrói discursos históricos, “verdades apresentadas”, como ele prefere dizer. Suas investigações passam pelas enciclopédias, dicionários, livros de arte e revistas. Nestas imagens, recorta palavras para montá-las em carimbos apresentados na boca do artista.

Com os lábios cerrados, mostra, entre outras, as palavras preto e ordem e progresso. Carimbos são peças feitas de metal, madeira ou borracha que contém sinais gráficos em relevo que servem para marcar a tinta documentos, papéis, etc. Servem também, quando feitos de metal, para marcar o gado e, no passado escravocrata brasileiro, a pele para identificar a quem pertence aquele animal ou corpo humano.

“A obra de Sérgio Adriano se caracteriza por trazer em si esmero técnico, conceitual, político e talvez, principalmente, pela conscientização através da palavra, do “verbo”. Em tempos de destruição do país através de políticas suicidas calcadas em um individualismo extremo, Sérgio faz da palavra elemento fundamental na construção de uma poética potente que investiga a população negra no Brasil, marcada desde o berço, para ocupar espaços pré-determinados e de pouca visibilidade”, afirma a curadora Rosana Paulino.

Rosana, que também é artista, é referência na luta contra a invisibilidade da produção afro-brasileira no circuito de arte contemporânea. Usa seus conhecimentos para denunciar obstáculos engendrados pelo racismo estrutural, defendem a ampliação dos limites institucionais e o protagonismo dos negros na sociedade.

O projeto conta com a produção de Franzoi, assessoria de imprensa de Néri Pedroso, design gráfico de Jan M.O., assessoria educacional de Cyntia Werner, assessoria jurídica de Fausto Rangel e dos palestrantes: Célia Maria Ramos, Evandro Silva, Jadir Fagundes e Orlando Gulonda.

Sobre o artista

Sérgio Adriano H nasceu em 1975, em Joinville/SC. Artista visual, performer e pesquisador. Vive e produz entre Joinville e São Paulo. Formado em artes visuais e mestre em filosofia. Tem trabalhos em acervos públicos e particulares. Incluído em 2014 no livro “Construtores das Artes Visuais: Cinco Séculos de Artes em Santa Catarina” como um dos 30 artistas mais influentes do Estado. Já integrou mais de 120 exposições individuais, coletivas e salões. Conquistou, entre outras premiações, o Reconhecimento por Trajetória Cultural Aldir Blanc SC (2020), Medalha Victor Meirelles – Personalidade Artes Visuais (2018), concedida pela Academia Catarinense de Letras e Artes (Acla), o da Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2018 e o 10° Salão Nacional Elke Hering (2012). Com objetos, fotografias e vídeos, a prática do artista propõe reflexões sobre temas existenciais pensados dentro do sistema simbólico chamado como “verdade”. Essas discussões abrangem questões sobre a morte, a identidade racial, a violência e o apagamento social. A crítica política e social é forjada permanentemente na experiência de campo, no contexto da vida real e nas situações do cotidiano. As fotografias, instalações, performances e objetos são criados justamente para fazer pensar e provocar incômodo diante de uma realidade de dor e sofrimento.

Sobre a curadora

Rosana Paulino (São Paulo, 1967) é uma artista brasileira, educadora e curadora. É doutora em artes visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e especialista em gravura pelo London Print Studio. Suas obras têm como foco principal as questões sociais, de etnia e de gênero que dizem respeito à mulher negra na sociedade brasileira. Nesse sentido, sua produção busca questionar os estereótipos de beleza e comportamento que historicamente estão associados às mulheres negras e mestiças. Chamam a atenção também para a violência dirigida à população negra, intermediando uma reflexão crítica sobre a contemporaneidade e a vida da própria artista.

Serviço: Projeto “Palavra Tomada”, do artista Sérgio Adriano H

Data: 9 de novembro – terça-feira
Horário: 10h às 15h
Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC
Entrada gratuita

Fundação Cultural BADESC lança 60 páginas de acervo virtual

Exposições podem ser visitadas gratuitamente no site da instituição a partir de 30 de outubro

Fazer um resgate de exposições, sejam individuais ou coletivas, que passaram pela Fundação Cultural BADESC, é o objetivo do Acervo Virtual, um espaço que integra o site da instituição. E neste ano já foram apresentadas uma dezena de mostras na página, que a partir das 19h de 30 de outubro, vai ganhar mais 60 novas, que contemplam 259 artistas nacionais e internacionais.

 O processo de catalogação das páginas, que levou mais de um ano, foi coordenado pela arte educadora, Carolina Ramos.

“Foi um trabalho de levantamento de dados e organização fotográfica, que só foi possível graças aos artistas e ao cuidado das pessoas que passaram pela Casa, e que se preocuparam em manter esse vasto registro das exposições realizadas ao longo desses 15 anos”, destaca Carolina.

O Acervo, que faz parte da reformulação do site da instituição realizado ao longo do ano de 2020, conta agora com mais de 140 exposições. “A equipe da Fundação segue o trabalho de reunir fotografias e textos de outras mostras com o objetivo de possibilitar que mais pessoas tenham acesso e possam ver os trabalhos e artistas que passaram por aqui”, compartilha a arte educadora.

Artistas mulheres apresentam duas exposições na Fundação Cultural BADESC

Mostras podem ser visitadas gratuitamente de terça-feira a sábado, das 13h às 18h

Selecionadas no Edital 2020 da Fundação Cultural BADESC, as artistas Bruna Granucci, Edinara Patzlaff e Meg Tomio Roussenq apresentam exposições que podem ser visitadas de maneira gratuita no casarão que fica no Centro de Florianópolis. A visitação pode ser realizada das 13h às 18h de terça-feira a sábado até 1º de outubro de 2021.

Bruna Granucci e Edinara Patzlaff são as responsáveis pela exposição Buquê Marginal. Nela, além dos mais de 150 buquês de mato seco que estão suspensos em varais de linha, o espectador pode assistir a um vídeo experimental.
A mostra, que tem curadoria de Juliana Crispe, é inédita e começou a ser desenvolvida pelas artistas em 2019.

Já Pedra-Carne, mostra da Meg Tomio Roussenq, faz um recorte dos últimos 10 anos de produção da artista. Ela conta que ao pintar uma pedra de vermelho como uma representação de carne em seu interior faz um convite para que os visitantes olhem atentamente e refletam sobre as transformações e ciclos vitais da existência.

Com curadoria de Anna Moraes e Rafaela Maria Martins, a mostra é composta por cerca de 20 obras e séries, divididas em quatro temas curatoriais: Pedra, Carne, Carnificina e Florescer.

A Fundação, que fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro da Capital catarinense, destaca que para garantir uma visitação segura são seguidos todos os protocolos sanitários, tanto que o uso de máscara é obrigatório e a visitação é limitada a cinco pessoas por vez no espaço.

Serviço: Exposições Buquê Marginal de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff e Pedra-Carne de Meg Tomio Roussenq
Visitação: até 1º de outubro de 2021 – de terça-feira a sábado, das 13h às 18h
Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846
Entrada Gratuita

Bruna Granucci e Edinara Patzlaff expõem Buquê Marginal

Visitação gratuita pode ser feita de 20 de julho a 1º de outubro de 2021

Uma instalação de buquês de mato seco suspensos em varais de linha e a projeção de vídeo experimental na parede integram a exposição Buquê Marginal das artistas Bruna Granucci e Edinara Patzlaff. A mostra pode ser visitada gratuitamente a partir de 20 de julho de 2021.

Essa é a primeira exposição individual das artistas visuais e foi selecionada no Edital 2020 da Fundação. Com curadoria de Juliana Crispe, Buquê Marginal é uma exposição inédita que começou a ser pensada ainda em 2019.

“Trabalhamos nela desde 2019 quando iniciamos as coletas de mato em nossas cidades, Florianópolis e Porto Alegre, e paralelamente desenvolvemos algumas pesquisas e reflexões em torno deste corpo-mato-marginal”, explicam as artistas.

O projeto, que reúne duas mulheres-mato, Bruna e Edinara, aborda o feminismo e faz questionamentos sobre a beleza e a liberdade da mulher, tendo o corpo e o espaço como inspiração. Ambas utilizam o mato que brota na rua e é podado pelas mãos da sociedade como forma de protesto, e o corpo do mato como ocupação, trazendo uma nova leitura sobre a beleza.

“O projeto é uma instalação que propõe a materialização deste conceito ´mulheres-mato´ que perseguimos nesta pesquisa sobre a invisibilidade social feminina. Tanto que seguimos investigando sobre esse conceito no @mulheresmato”, salientam Bruna e Edinara.

A montagem de uma parede de plantas, composta por diferentes tipos e espécies de mato coletado nas cidades das artistas, traz a ideia de uma nova leitura sobre ´plantas sem valor´ que crescem em paisagens urbanas e são marginalizadas.

Para as artistas, a Fundação Cultural BADESC é um espaço incrível dentro da cidade de Florianópolis e que tem o papel importante de dar visibilidade a novos artistas e curadores em Santa Catarina.

“Estamos ansiosas para apresentar todo o mato que coletamos juntas nesses meses todos que antecederam a exposição e temos certeza de que vai ser uma experiência potente”, completam as artistas.

A visitação é gratuita e pode ser feita de terça-feira a sábado, das 13h às 18h, no casarão que fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216.  Importante lembrar que o uso de máscara é obrigatório e a visitação é limitada a cinco pessoas por vez no espaço.

Sobre as artistas:

Bruna Granucci é formada em Cinema, nasceu em Mogi-Mirim, interior de São Paulo, vive e trabalha em Florianópolis/SC. É formada em Cinema pela UNISUL – Universidade do Sul de

Santa Catarina, 2010, Artista visual independente. Múltipla, a sua produção abrange desde colagens analógicas, bordados livres passando pelo desenvolvimento de vídeos experimentais e projetos de instalação e murais. Nesses diferentes meios e experimentações procura estabelecer um diálogo com o seu entorno social e político e suas experiências pessoais, materializando a subjetividade de seu pensamento, recorrendo sistematicamente à um discurso feminista e poético. Participou de mostras de arte e feiras gráficas em Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, além de exposições coletivas pelo estado de Santa Catarina.

Edinara Patzlaff trabalha e vive em Porto Alegre/RS. Com formação em Fotografia pela Universidade Feevale em 2017, sua produção abrange processos experimentais dentro da fotografia analógica, oficinas de zines e projetos de instalações/intervenções na rua. Nesses diferentes meios experimentais estabelece um diálogo político e feminista em suas obras, recorrendo à um discurso poético. Expôs em centros culturais de Novo Hamburgo / RS, Porto Alegre/ RS. Participa da Exposição Itinerante Fanzinoteca desde 2016, com 18 zines publicados. Expôs em mostras de artes e feiras gráficas em Porto Alegre/RS, Carlos Barbosa/RS, Bento Gonçalves/RS, Novo Hamburgo/RS, São Paulo/ SP e Santa Catarina/ SC. No momento trabalha como fotógrafa publicitária e em projetos autorais.

Serviço: Exposição Buquê Marginal de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff

Visitação: de 20 de julho a 1º de outubro de 2021 – de terça-feira a sábado, das 13h às 18h
Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846
Entrada Gratuita

Meg Tomio Roussenq apresenta a exposição Pedra-Carne

Mostra inédita apresenta cerca de 20 obras e séries da artista catarinense

A partir de 13 de julho de 2021 a Fundação Cultural BADESC recebe uma mostra inédita para visitação presencial gratuita. Meg Tomio Roussenq apresenta a exposição Pedra-Carne, que faz um recorte dos últimos 10 anos de produção da artista catarinense.

Com curadoria de Anna Moraes e Rafaela Maria Martins, a mostra é composta por cerca de 20 obras e séries, divididas em quatro temas curatoriais: Pedra, Carne, Carnificina e Florescer.

Meg conta que a exposição é um recorte de trabalhos que dialogam com uma ideia de pedra e carne. E ao pintar uma pedra de vermelho como uma representação de carne em seu interior, a artista convida os espectadores a olhar atentamente e refletir sobre as transformações e ciclos vitais da existência.

“A pedra que se faz carne expõe aquilo do interior, transmutando em vida que pulsa e lateja, que vive e morre, completando um ciclo para enfim renascer. A exposição tem a ver com isso: com ciclos de vida e morte, sobre processos de cura e da nossa relação com a natureza”, explica Meg que já participou de outras exposições coletivas na Fundação e em 2004 apresentou a exposição individual Tramas do Tempo também no casarão.

Contemplada no Edital 2020 da Fundação, a mostra apresenta trabalhos fortes, impactantes e carregados de metáforas a respeito da vida enquanto mundo, seu peso e suas transformações.             

A exposição Pedra-Carne poderá ser visitada, gratuitamente, de terça-feira a sábado, das 13h às 18h, até 1º de outubro de 2021. E para garantir uma visitação segura, a equipe da Fundação segue todos os protocolos sanitários, tanto que o uso de máscara é obrigatório e a visitação é limitada a cinco pessoas por vez no espaço.

Sobre Meg Tomio Roussenq

Artista visual nascida em Rio do Sul/SC, é graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela PUC/RS, especializou-se em pintura mural e afresco em Mezzolombardo, Itália. Mestrado em Poéticas Visuais na linha de processos de criação PPGAV– UFRGS. Atua há 22 como professora de artes, em Santa Catarina.

Como artista realizou cerca de 36 exposições individuais e 82 exposições coletivas, escreveu textos críticos para artistas de SC, assim como criou, orientou e desenvolveu projetos expositivos nacionais e internacionais. Vive e trabalha em Florianópolis há 15 anos, e participa do Nacasa Coletivo Artístico desde a sua criação.

Serviço: Exposição Pedra-Carne de Meg Tomio Roussenq

Visitação: de 13 de julho a 1º de outubro de 2021 – de terça-feira a sábado, das 13h às 18h
Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846
Entrada Gratuita

Carol Krügel apresenta primeira exposição individual na Fundação Cultural BADESC

Retratos Fantásticos é o nome da mostra que poderá ser visitada gratuitamente até 15 de abril de 2021

Dona Celestina e seu falecido marido, ilustração em grafite s/ página de livro, 2018. 21 x 26,5 cm. Fonte: Carol Krügel.

Retratos Fantásticos é o nome da primeira exposição da artista Carol Krügel que poderá ser visitada gratuitamente de 9 de março até 15 de abril de 2021, no site da Fundação Cultural BADESC – www.fundacaoculturalbadesc.com. Carol foi selecionada pelo Edital 2020 para expor no Espaço Paulo Gaiad, na categoria Primeira Individual. A visitação presencial na Fundação, que fica na rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis, está suspensa até 14 de março de 2021.

Trabalhando principalmente com lápis sobre papel envelhecido, a artista cria retratos de seres fantásticos, quase sempre em um processo analógico, mas incorporando por vezes o digital. Partindo de fotografias antigas de sua família ou encontradas em feiras antigas, Carol pesquisa determinados períodos da história buscando referências visuais de roupas, móveis, costumes, símbolos e tipos de fotografia do período.

E com essas referências, a artista cria fotografias desses personagens nesse mundo antigo inventado, onde se apresentam como precisamente históricas e ao mesmo tempo com algo de irreal. A mostra apresenta 27 ilustrações a grafite emolduradas e teve a curadoria de Anna Moraes.

Para Carol, a Fundação fomenta a cultura e oportuniza que jovens artistas, assim como ela, possam realizar uma primeira exposição individual em um espaço expositivo conceituado no Estado. “No momento que conheci o espaço expositivo da Fundação comecei a sonhar em expor aqui. Isso foi na mesma época que a Anna Moraes estava ministrando dois cursos bem interessantes nesse sentido, um sobre currículo e portfólio para artistas visuais e outro sobre elaboração de dossiê para editais. E foi nesse período que a nossa parceria nasceu e deu origem à exposição Retratos Fantásticos”, destaca a artista.

Sobre a artista

Carol Krügel é pós-graduada em Ilustração pela Universidade do Vale do Itajaí (2018) e bacharela em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria/RS (2015). Mora em Florianópolis/SC e trabalha com ilustração, gravura em metal e encadernação e há cinco anos participa do circuito de feiras gráficas locais e nacionais.

Sobre a curadora

Anna Moraes é artista visual, doutoranda em Artes Visuais – PPGAV/UDESC, mestra e bacharela em Artes Visuais pela mesma instituição. Vive em Florianópolis/SC. Pesquisa o desenho contemporâneo em suas práticas artísticas, acadêmicas e de ensino. Atua na gestão e curadoria da galeria do Nacasa coletivo artístico. Realiza curadorias selecionadas em editais em Santa Catarina desde 2018.

Serviço: Exposição Retratos Fantásticos da artista Carol Krügel

Visitação de 9 de março até 15 de abril de 2021
Local: www.fundacaoculturalbadesc.com