Elementos da natureza são inspirações para Dante Acosta que apresenta exposição em Florianópolis

Mostra com 19 trabalhos pode ser visitada gratuitamente no site da Fundação Cultural BADESC

Rios mentais, 2017. Desenho com caneta hidrográfica sobre sketchbook, digitalizado e impresso ampliado, 42x52cm. Pigmento mineral sobre papel Hahnemuhle Enhanced.

Pela primeira vez o artista Dante Acosta participa de uma exposição na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. Nascido no Rio Grande do Sul e residindo atualmente na capital catarinense, o artista foi selecionado no Edital da Fundação em 2020 e apresenta de 04 de março até 08 de abril de 2021 a mostra As Coisas Distantes Parecem Menores Do Que São Na Realidade. Em virtude da pandemia do novo coronavírus, neste primeiro momento a exposição poderá ser visitada no site da Fundação – www.fundacaoculturalbadesc.com.

O artista apresenta 19 trabalhos no Espaço Fernando Beck, executados com diferentes materiais (caneta nanquim, hidrográfica, tinta acrílica, caneta de tinta pigmentada), suportes (papéis, telas) e técnicas (aquarela, digitalização e impressão), numa curadoria que propõe um recorte sobre sua pesquisa gráfica nos últimos cinco anos.

“Para possibilitar que mais pessoas tenham acesso aos trabalhos do artista, vamos seguir mantendo as exposições híbridas, ou seja, a mesma está montada na instituição e pode ser visitada no site da Fundação. E em breve, seguindo todos os protocolos, será possível realizar a visitação de maneira presencial também,” explica a arte educadora Carolina Ramos, que atua na Fundação.

Referências 

Dante, que começou a esboçar a curadoria da exposição ainda em 2018, conta que sempre teve um encanto pelas ilustrações didáticas e que uma delas acabou originando o nome da mostra. A imagem em questão continha uma cena paisagística com a legenda “As coisas distantes parecem menores do que são na realidade”, que foi digitalizada em alta resolução e impressa ampliada, algo que é recorrente no trabalho do artista. Esse processo acabou influenciando e nomeando outros trabalhos, em diferentes técnicas e formatos.

Duas obras que integram a exposição podem ser consideradas precursoras da pesquisa do artista. “Rios Mentais”, que são desenhos originários da tentativa de traçar linhas em contínuo movimento sem perder o contato com a superfície desenhada e “Matinho”, digitalizações do caderno de desenho que objetiva preencher totalmente a superfície escolhida com um exercício gráfico uniforme, constante, harmônico, paciente e minucioso.

A partir destes exercícios, surgiram outros trabalhos com o mesmo pressuposto, muitos deles reunidos na exposição. As representações de elementos presentes na natureza, oriundos de uma pesquisa mais antiga sobre a paisagem e suas relações com a arte da memória, também são uma constante no trabalho de Dante. 

Sobre o artista

Dante Acosta (1983) nasceu em São Borja/RS. Estudou Artes Visuais na UFSM/RS, tornando-se Bacharel em 2006. Em 2011 concluiu o curso de Mestrado em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG/MG. Sua produção artística engloba linguagens como a fotografia, pintura e colagem, todas envolvidas pela prática constante do desenho. Dentre suas principais atividades, destacam-se: o mapeamento pelo programa Rumos Itaú Cultural (São Paulo/SP), em 2005; a intervenção urbana “Da epifania de silêncios e outras odes”, selecionada via edital e apresentada no 40º Festival de Inverno da UFMG, em Diamantina/MG; a exposição “Frente/Verso”, realizada em 2014 em Chapecó/SC; a seleção pelo SESC para apresentar a exposição “Sob o corpo/Sobre a terra” nas galerias das unidades de Lages e de Joaçaba, em Santa Catarina em 2016; a participação na exposição coletiva Metanoia, na Galeria Airez, parte integrante da Bienal de Curitiba de 2017, no estado do Paraná.

Em paralelo aos 15 anos de trajetória artística, trabalhou também como produtor cultural e professor universitário; elaborou peças gráficas para exposições, espetáculos de teatro e performances, também assinando algumas cenografias. Alguns de seus trabalhos mais recentes estão em coleções particulares no Brasil e nos Estados Unidos. Atualmente reside em Florianópolis/SC.

Serviço: Exposição As Coisas Distantes Parecem Menores Do Que São Na Realidade do artista Dante Acosta

Visitação no site da Fundação Cultural BADESC: www.fundacaoculturalbadesc.com

Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020 inaugura com live e exposição virtual

Selecionados do Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020, um dos mais relevantes do Estado, apresentam obras em exposição a partir do dia 12/12 em mostra virtual na Fundação Cultural BADESC.

Os finalistas desta edição são Anna Moraes, Edson Macalini e Jan M.O.

Pela segunda vez, a Fundação Cultural BADESC, em parceria com a Aliança Francesa de Florianópolis, realiza exposição dos artistas selecionados em uma das principais premiações do circuito de artes de Santa Catarina: o Prêmio AF de Arte Contemporânea. Em 2020, o projeto se reinventa e a mostra coletiva dos finalistas Anna Moraes, Edson Macalini e Jan M.O. será virtual. Dessa forma, não só o público de Florianópolis, mas de todo o país, poderá visitar as obras dos artistas de Santa Catarina. A abertura será no sábado (12), às 14, em transmissão ao vivo pelo canal da Fundação Cultural BADESC no YouTube, quando será anunciado o grande vencedor/a: uma residência artística de três meses na Cité Internationale des Arts, em Paris.  

Em comum, os três selecionados têm uma trajetória consistente e trabalhos pautados em experimentações de diferentes linguagens e suportes: desde o desenho até processos manuais e experiências industriais, passando por instalação, videoarte, fotografia e intersecção entre arte e natureza.  

— Os artistas selecionados têm uma sensibilidade diferente e uma maneira única de considerar a arte. E o Prêmio AF vai oferecer a eles entrada e visibilidade no mundo artístico de Santa Catarina. Além disso, o ganhador terá a oportunidade de encontrar artistas de diferentes lugares e fontes de inspiração com a residência na Cité Internationale des Arts, em Paris, e voltar para o Brasil com ainda mais bagagem — comemora Marilyn Pelicant, diretora da AF Florianópolis.

Para Eneléo Alcides, diretor da Fundação Cultural BADESC, a exposição ocorre em um período muito singular, com os espaços culturais em Santa Catarina fechados ao público em razão da pandemia.

— Mesmo assim, a Aliança Francesa de Florianópolis e Fundação Cultural BADESC decidiram montar a exposição nos espaços Fernando Beck e Paulo Gaiad e transmitir virtualmente tanto as obras quanto conversas com os artistas selecionados — diz ele.

Exposição híbrida

A sétima edição do Prêmio AF de Arte Contemporânea inaugura um formato de exposição híbrido na Fundação Cultural BADESC. As obras dos artistas serão montadas no espaço expositivo da instituição, na Capital, ainda que a portas fechadas. Na abertura, os três finalistas participam de um bate-papo e o público poderá interagir e fazer perguntas.

A mostra permanecerá montada até final de janeiro a portas fechadas, mas a visita virtual será possível a qualquer dia e horário pelo site da instituição até 28 de janeiro. 

A artista Anna Moraes, de Florianópolis, apresenta o resultado de uma pesquisa sobre lugares que possuem o nome Anna, visitados e percorridos virtualmente por ela durante o isolamento social. Essas e outras questões se traduziram em desenhos, objetos, vídeos e esculturas que evocam as possibilidades da representação da linha — tanto no papel quanto no espaço.  Já Edson Macalini, de Palhoça, apresenta desenhos, fotografias, objetos e instalações. Ele aborda principalmente a questão da natureza devastada, seus riscos e capacidade de regeneração. Por fim, de Joinville, o artista Jan M. O. exibirá vídeos, objetos, máquinas e mecanismos de poesia visual, numa abordagem sobre como as tecnologias que intermediam as relações humanas como redes colaborativas.

— Esperamos que até o fim do período haja oportunidade para que o público possa conferir presencialmente a mostra, com todo o controle, limitação de pessoas e visitas agendadas. Isso dependerá, evidentemente, das situações do controle do vírus e das deliberações do poder público — observa Eneléo Alcides.

Conheça os finalistas

Anna Moraes (1988) | Florianópolis
Anna Moraes é artista visual, doutoranda em Processos Artísticos Contemporâneos e mestra em Artes Visuais pela Udesc. Pesquisa diferentes entendimentos acerca do desenho contemporâneo. Seu processo artístico é pautado na investigação de possibilidades do desenho por meio de linhas, traços, fios e territórios que dialogam com a paisagem. Com o isolamento social de 2020, passou a pensar possibilidades de se desenhar junto, ainda que isolados, adentrando a linguagem da videoarte. Também criou uma coleção e catalogação de paisagens vistas da janela de casa em desenho e em caixinhas de acrílico. Anna foi finalista da edição 2019 do Prêmio AF de Arte Contemporânea e já foi contemplada com o Prêmio do Júri no Salão Nacional da Quarentena (2020). Também participou da Bienal Internacional de Curitiba (2019), entre outros reconhecimentos.

Edson Macalini (1983) | Palhoça
Edson Macalini é doutorando e mestre em artes visuais pela Udesc. Já mostrou seu trabalho em exposições, além de ter participado de residências artísticas, feiras e produções em coletivos de artistas. Seu trabalho envolve ações e movimentações que correlacionam artes e natureza, como uma arqueologia dos lugares onde viveu e visitou. Sua obra reflete o interesse pelas relações entre arte e natureza, biologia e arqueologia, política e meio ambiente urbano, rural e modos de vidas humanas, animais, plantas e culturas.

Jan M.O. (1986) | Joinville
Jan M.O. é artista visual, ilustrador e graduado em design gráfico e programação visual. Nasceu no Rio de Janeiro e mora em Joinville desde 2005. Já exibiu suas obras em exposições, coletivas, bienais e salões em vários estados do Brasil e países como Colômbia e Espanha. Há mais de 15 anos explora técnicas do desenho e, recentemente, passou a pesquisar as práticas da gravura e a criação de objetos. Sua produção utiliza tanto os processos manuais quanto as experiências industriais na elaboração de obras tridimensionais ou na multiplicação delas. Seu trabalho explora diferença e repetição, palavra e imagem.  Seu processo artístico passa pela possibilidade de pensar novos aparatos e meios — imagéticos, móveis, estáticos ou abstratos.

O Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2020 é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Patrocínio da ENGIE. Apoio do Consulado da França em São Paulo, do Institut Français, do Institut Français do Brasil e da Fundação Cultural BADESC. A produção é Marte Inovação Cultural. Realização da Aliança Francesa de Florianópolis, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Agende-se
Exposição 7º Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020, com Anna Moraes, Edson Macalini e Jan M.O.
Quando
: abertura – 12 de dezembro, às 14h. Visitação virtual até 28 de janeiro de 2021
Onde: Canal da Fundação Cultural BADESC no YouTube (abertura). Visitação até 28/1/2021 pelo site https://fcbadesc.dreamhosters.com/
Quanto: gratuito

Em vídeo, Carol Krügel aborda a exposição Retratos Fantásticos

O projeto abordado foi um dos selecionados no edital 2020 da Fundação Cultural BADESC

Carol Krügel, Dona Celestina e seu falecido marido. Ilustração em grafite s/ página de livro (21 x 26,5 cm), julho de 2018.

A ilustradora e artista visual Carol Krügel apresenta em vídeo, seus trabalhos que estarão presentes na sua primeira exposição individual intitulada Retratos Fantásticos. A mostra tem curadoria de Anna Moraes e foi selecionada no Edital 2020 da Fundação Cultural BADESC

No vídeo, Carol conta um pouco sobre a origem das obras, sobre o conceito da mostra, entre outras curiosidades. 

Retratos Fantásticos é composta por 27 obras, oriundas de três séries: “Retratos da Família Chiroptera”, “Retratos Fantasmagóricos” e “Retratos Fantásticos”. 

Nas obras, partindo de fotografias antigas de sua família, a artista desenvolve uma pesquisa visual, criando uma narrativa particular para personagens imaginários que são parte humanos parte pertencentes a um universo onírico. 

A relação com o retrato fotográfico, a materialidade dos papéis empregados bem como as técnicas utilizadas para a produção das obras, evidenciam um universo fantástico delicado e sutil. Ao mesmo tempo, trata-se com leveza e toques de melancolia, sobre temas como o tempo e seu fim, a morte e o luto. 

Tudo começou quando eu ganhei de presente uma caixinha de fotos que pertencia aos meus avós. Eles são retratos muito antigos e de pessoas e memórias que se perderam no tempo” – relata a artista em uma passagem do vídeo, publicado no site e redes sociais da Fundação. 

Carol Krügel 

Andressa Caroline Miranda Krügel é pós-graduada em Ilustração pela Universidade do Vale do Itajaí (2018) e bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria (2015). Mora em Florianópolis e trabalha com ilustração, gravura em metal e serigrafia e há 5 anos vem participando do circuito de feiras gráficas locais e nacionais.

Curadoria 

Anna Moraes é artista visual, em Teoria e História da Arte pelo PPGAV/UDESC, formada em Artes Visuais pela UDESC (2013) e com Pós-Graduação em Gestão Cultural pelo SENAC/SP (2015). É professora de desenho, co-gestora da Galeria do Nacasa Coletivo Artístico e possui dois livros publicados sobre desenho. Atua como curadora desde 2017, tendo curadorias selecionadas no edital da Fundação Catarinense de Cultura 2018 e 2019 e na Rede Sesc de Galerias 2019 e 2020, além de curadorias realizadas na Galeria Nacasa e co-curadorias em exposições no Museu Histórico Cruz e Sousa – e no CEART/UDESC.

Serviço: Artista Carol Krügel, comenta a exposição Retratos Fantásticos, selecionada pelo edital 2020 da Fundação Cultural BADESC

Data: lançamento do vídeo no dia 01 de setembro
Local: Site e redes sociais da Fundação Cultural BADESC – @fundacaobadesc e www.fundacaoculturalbadesc.com.

Bruna Granucci e Edinara Patzlaff abordam a exposição Buquê Marginal

Projeto das artistas foi um dos selecionados no edital 2020 da Fundação Cultural BADESC

Crédito da imagem: Reprodução

              O ano de 2020 está sendo diferente em diversos aspectos, e estamos reaprendendo e readequando diversas situações. Uma delas, é a realização de exposições na Fundação Cultual BADESC, que está sem atendimento presencial, apenas online ao público, seguindo todas as determinações dos decretos em virtude da pandemia.

            E as artistas Bruna Granucci e Edinara Patzlaff, que foram selecionadas no Edital 2020 da Fundação, gravaram um vídeo onde abordam a exposição Buquê Marginal, ainda sem data definida para apresentação.

            O projeto selecionado, que tem curadoria de Juliana Crispe, prevê a apresentação de dois vídeos com registros de performances das artistas trabalhando o conceito de “corpo-mato”. A instalação de buquês resultantes de coletas de matos, além da realização de uma oficina para convidar mulheres a construírem seus próprios buquês-marginais, que vão integrar a exposição.

            Em Buquê Marginal, Bruna e Edinara, fazem um convite para o público pensar sobre o banal e a pluralidade, ao coletarem plantas sem valor, que brotam nas ruas, marginalizadas, criando um contraponto com o corpo feminino, proporcionando novas leituras sobre a beleza e a margem.  

            No vídeo apresentado nas redes sociais e no site da Fundação é possível ter uma prévia do que está sendo preparado para a exposição.

Sobre as artistas

Bruna Granucci é formada em Cinema, trabalha e vive em Florianópolis/SC. Múltipla, a sua produção abrange desde colagens analógicas, bordados livres passando pelo desenvolvimento de vídeos experimentais e projetos de instalação e murais. Nesses diferentes meios e experimentações procura estabelecer um diálogo com o seu entorno social e político e suas experiências pessoais, materializando a subjetividade de seu pensamento, recorrendo sistematicamente à um discurso feminista e poético. Participou de mostras de arte e feiras gráficas em Porto Alegre e São Paulo, além de exposições coletivas em Santa Catarina.

Edinara Patzlaff é fotógrafa, ilustradora e artista visual. Formada em Fotografia pela Universidade Feevale, trabalhou no Centro de Cultural da Universidade e com a fotógrafa publicitária Denise Wichmann em seu tempo de residência em Novo Hamburgo/RS. Como ilustradora, desenvolve o projeto Leveza com estudos em Nanquim abordando o feminino. Ainda na área experimantal, trabalha com zines e já realizou oficinas/ rodas de conversa em diferentes cidades do Rio Grande do Sul abordando o tema. Expos no  Atelier Xico Stockinger/ RS, no Espaço Cultural Teatro Feevale/ RS,  participa de feiras gráficas independentes em Porto Alegre e Florianópolis. Atualmente reside em Porto Alegre/RS,  atua como fotógrafa publicitária e em paralelo se dedica a oficinas de Zine e a Processos Experimentais na fotografia.   

Para mais informações e para acompanhar os projetos das artistas, confira o link: medium.com/@mulheresmarginais.

Curadoria

Juliana Crispe é professora do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Ceart/Udesc). É curadora, pesquisadora, professora, arte-educadora e artista visual. Pós-Doutora pela Universidade do Estado de Santa Catarina, PPGAV/UDESC, Doutora em Educação pelo Programa em Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina, PPGE/UFSC, Mestre em Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, PPGAV/UDESC, Licenciada em Artes Visuais e Bacharel em Artes Plásticas pelo Centro de Artes, Universidade do Estado de Santa Catarina. Desenvolve projetos curatoriais desde 2007, tendo realizado mais de uma centena de exposições, destacando MULHER ARTISTA RESISTE (Espaço Cultural Armazém/SC e Choque Cultural/SP, Oficinas Culturais Oswald de Andrade/SP e Bienal de Curitiba/PR), também participou como curadora das 12ª, 13ª (25 anos da Bienal) e 14ª Bienal Internacional de Curitiba (Prêmio Jovem Curadora/2019). É membra do conselho deliberativo do MASC e da ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Arte.

Serviço: Bruna Granucci e Edinara Patzlaff falam sobre a exposição Buquê Marginal, selecionada pelo edital 2020 da Fundação Cultural BADESC

Data: Lançamento do vídeo em 21 de agosto, sexta, às 19h
Local: Redes sociais e site da Fundação Cultural BADESC https://www.instagram.com/fundacaobadesc/?hl=pt-br e http://fundacaoculturalbadesc.com/.

Coleção Catarina com curadoria de Ylmar Corrêa

Mostra apresenta um conjunto de artistas relacionadas com Santa Catarina, entrada é gratuita

Pensar a importância das coleções é o ponto de partida da exposição Coleção Catarina – Coletar e Cuidar, que abre no sábado, dia 30 de novembro, às 14h, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis, com entrada gratuita. Com curadoria do médico, colecionador e pesquisador Ylmar Corrêa Neto, a mostra apresenta um conjunto de artistas relacionados a Santa Catarina.

A coleção começou a ser construída há cerca de 40 anos e, como o próprio curador diz, não tem a pretensão de ser uma enciclopédia, mas facilitar a compreensão dos percursos dos artistas, estimular pesquisas e promover estratégias de colecionismo.

“A coleta envolve pesquisa, procura, disponibilidade, oportunidade e escolha, identificando ou criando relações entre as obras e os artistas, estabelecendo os limites e características da coleção, um quebra-cabeças potencialmente infinito”, destaca Corrêa.

A exposição é um convite da Fundação ao curador-colecionador com o objetivo de evidenciar a importância das coleções para o circuito e a memória das artes visuais.

Ocupando os Espaços Fernando Beck e Paulo Gaiad, a mostra traz obras de Carlos Asp, Diego de los Campos, Eli Heil, Elke Hering, Fernando Lindote, Gabriela Machado, Júlia Amaral, Louis Choris, José Silveira D’Ávila, Heinrich Kreplin, Luiz Henrique Schwanke, Martinho de Haro, Paulo Gaiad, Pedro Weingartner, Rubens Oestroen, Rodrigo de Haro, Victor Meirelles de Lima, Walmor Corrêa, Walter Wendhausen e Yiftah Peled.

Um dos destaques são os trabalhos de Paulo Gaiad, que dá nome ao espaço expositivo do segundo andar da Fundação. Ylmar é o maior colecionador do artista e as obras ocupam todo o espaço.

O colecionador destaca que 2019 é um ano muito importante para o cenário da arte catarinense. É que além de marcar os 100 anos do nascimento de Meyer Filho e 90 anos de Eli Heil, comemora-se os aniversários de 80 anos de Rodrigo de Haro e 70 anos de Carlos Asp.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. A mostra pode ser visitada de terça a sábado, das 12h às 19h, até o dia 27 de fevereiro de 2020.

Serviço: Abertura da Exposição Coleção Catarina – Coletar e Cuidar
Data: 30 de novembro de 2019 – sábado
Horário: 14h
Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC
Entrada gratuita
Visitação de terça a sábado, das 12h às 19h, até o dia 27 de fevereiro de 2020

Reabitar, exposição coletiva virtual

A exposição virtual Reabitar, é um projeto coletivo desenvolvido em parceria por Radilson Carlos Gomes, Eneléo Alcides, Franchêscolli Gohlke e equipe da Fundação Cultural Badesc.

A Fundação Cultural Badesc é uma casa de encontros. Neste evento, seu público não passa pelos antigos portões de ferro, nem sobe as escadas do casarão eclético amarelo, mas acessa diretamente suas paredes, janelas, jardins, galerias, pisos e tetos. Todos os rostos são conhecidos. Os que fazem parte da equipe, os que frequentam a casa, os que encontramos ao acaso pela cidade e os que nunca vimos antes, mas reconhecemos entre expressões que conectam a humanidade.

Visitar virtualmente, exibir digitalmente, conectar-se à distância. Nada disso é novo, mas o fenômeno mundial do isolamento empurra a todos para esse portal. Algo que levará muitos anos para ser devidamente compreendido. Enquanto isso, acessar o público, ativar amigos e circuito, insistir, resistir, realizar, são sentimentos comuns de pessoas que não sabem deixar de fazer. Entre as inquietudes das incontáveis instituições de arte, produtores, artistas e público mundo afora, a equipe da Fundação Cultural Badesc também registra a sua história. Comprometida com a realização diária de múltiplos eventos, não é sem espanto que a equipe observa as pilhas de jornais que se acumulam sobre a antiga escrivaninha de madeira do hall de entrada. Para além das atividades que cada integrante da equipe realiza a partir de sua casa, é preciso também reativar o casarão amarelo, espaço convergente no centro da Cidade de Florianópolis, no Estado de Santa Catarina, no Brasil, que nos últimos meses exibe, a portas fechadas, uma coletiva de artistas da América Latina. Assim como as cidades e o mundo, a Fundação Cultural Badesc quer ser reabitada e convida o fotógrafo Radilson Carlos Gomes para povoar suas paredes, pisos e tetos com os mais de mil rostos que fotografou originalmente para sua exposição Floripa em 3 x 4, exibida no Espaço Fernando Beck entre março e abril de 2019.

Não é por acaso que esses retratados retornam à casa. Para seu projeto original, Radilson se instalou ao longo de um ano em praças, ruas e eventos de Florianópolis, conversou com quem passava e, com câmeras lambe-lambe antigas, fez mais de mil registros de pessoas que nasceram, adotaram, frequentaram ou passaram pela cidade. As entrevistas recolhidas documentam que um quarto dos fotografados é de origem local, enquanto 28% vêm de outras 77 cidades catarinenses, 41% de outras 162 cidades brasileiras e os 6% restante são originários de 48 cidades pertencentes a 21 países estrangeiros. Além de revelar projetos de habitar a cidade, a investigação evidencia a circulação através do mundo. É essa vontade de conhecer, percorrer, pertencer, habitar, por longa ou curta duração, que vincula a humanidade, propagando o que porta de melhor e o seu revés.

Em tempos de números, cada um dos rostos que reabita as paredes da Fundação esconde uma história, ao mesmo tempo que a reverbera. Alguns olhos já sabemos fechados, outros interrogamos o que olham e como olham este momento. Se originalmente foram retratados como habitantes locais, hoje representam cada cidade do mundo. São pessoas conectadas pelo isolamento.


Texto: Eneléo Alcides.
Projeto, execução, captura de imagens: Radilson Carlos Gomes, Eneléo Alcides, Franchêscolli Gohlke e Equipe da Fundação Cultural Badesc.
Retratos originais: Radilson Carlos Gomes.
Apoio: Câmera Criativa.


Fundação Cultural BADESC promove exposição virtual Reabitar

Projeto coletivo desenvolvido a partir de retratos do fotógrafo Radilson Carlos Gomes será apresentado a partir do dia 4 de junho nas redes sociais da Fundação

O casarão eclético amarelo, que se destaca como um dos espaços mais importantes para exposições em Santa Catarina, não recebe o público desde o começo da pandemia. E com o objetivo de reabitar o espaço, a equipe da Fundação Cultural BADESC, coordenada pelo diretor geral Eneléo Alcides, desenvolveu, em parceria com o fotógrafo Radilson Carlos Gomes, a exposição virtual REABITAR. Os registros vão ser divulgados a partir das 19h da quinta-feira, dia 4 de junho.

“Assim como as cidades e o mundo, a Fundação quer ser reabitada e convida o fotógrafo Radilson Carlos Gomes para povoar suas paredes, pisos e tetos com os mais de mil rostos que fotografou originalmente para a exposição Floripa em 3×4, exibida no Espaço Fernando Beck entre março e abril de 2019”, explica Alcides.

O diretor geral destaca ainda que não é por acaso que os rostos retratados retornam à casa. Afinal, para a realização do projeto original, Radilson fotografou durante um ano pessoas que passavam na rua ou frequentava eventos. A conversa com esses fotografados revelou a enorme circulação de pessoas em Florianópolis e no mundo.

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E agora, em tempos de números, cada um dos rostos que reabita as paredes da Fundação esconde uma história, ao mesmo tempo que a reverbera. 

“Alguns olhos já sabemos fechados, outros interrogamos o que olham e como olham este momento. Se originalmente foram retratados como habitantes locais, hoje representam cada cidade do mundo. São pessoas conectadas pelo isolamento”, completa o diretor.

A exposição virtual será apresentada no @fundacaobadesc e na página do Facebook da Fundação.

Serviço: Exposição virtual REABITAR

Data: 4 de junho – quinta-feira
Horário: 19h
Local: Redes Sociais da Fundação Cultural Badesc –  @fundacaobadesc e na página do Facebook da Fundação.
Projeto coletivo: Eneléo Alcides, Franchêscolli Gohlke, equipe da Fundação Cultural Badesc e Radilson Carlos Gomes
Apoio: Câmera Criativa.

Crédito das fotografias: Radilson Carlos Gomes

Trago a modernidade, exposição coletiva com artistas latino-americanos

A Fundação Cultural Badesc recebe a partir do dia 5 de março, a exposição coletiva Trago a Modernidade, que apresenta trabalhos de 11 artistas do Brasil, México e Chile. A abertura da mostra que vai ocupar o Espaço Fernando Beck, está marcada para as 19h da quinta-feira, dia 5. A entrada é gratuita.

Com curadoria de Perla Ramos e Sergio Zamora e produção de Isadora Stähelin, participam da mostra os artistas mexicanos: Darío Meléndez, Eduardo Acosta, Karla Hamilton, Pablo Zafra, Paulina Pulido, Pavel Ferrer, Perla Ramos, Sergio Zamora, as artistas brasileiras Isadora Stähelin e Sofia Brito, e o artista chileno, Gonzalo Aguirre. O texto curatorial da exposição é assinado por John Lundberg.

Os artistas vão apresentar trabalhos em vídeo, fotografia, animação, retroprojeção, escultura, apropriação de objetos e notícias. A mostra expõe percepções sobre o entorno e as ruínas de um presente em crise e processos relacionados a um futuro incerto, cuja esperança é o modo de sobrevivência e a nostalgia é o que fica.

Nos trabalhos são mostrados também os desgastes da matéria orgânica diante da contemplação sobre o tempo e das falhas sociais e de infraestrutura no território mexicano, além de apresentar uma noção de autoconstrução e a capacidade dos seres humanos de gerar espaço íntimo e também a ideia do apagamento da utopia modernista a partir de críticas relacionadas a seus modelos de construção.

A visitação da exposição coletiva Trago a Modernidade segue até o dia 9 de abril, de terça a sábado, das 12 às 19h. A Fundação Cultural Badesc fica na Rua Visconde de Ouro Preto, bem no Centro de Florianópolis. Todas as atividades na Fundação são gratuitas.

Serviço: Abertura Exposição Trago a Modernidade
Data: 5 de março, quinta-feira
Horário: 19h
Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846
Visitação até 09 de abril, de terça a sábado, das 12 às 19h
Entrada Gratuita

Exposição Primeira Individual OVA, de Maristela Müller

O Espaço Paulo Gaiad da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, recebe a partir do dia 17 de outubro, a exposição OVA, da artista visual Maristela Müller. A abertura está marcada para às 19h da quinta-feira e a entrada é gratuita.

OVA, título da primeira mostra individual de Maristela é originado do Latim e o vocábulo designa o plural de ovo, assim como a bolsa cheia de ovos dos peixes. Nesta exposição, a artista apresenta fotografias e objetos artísticos que remetem à fertilidade e podem representar ovos e óvulos de qualquer animal. O nome também remete à expressão uma ova, que exprime negação e repúdio, criando um contraponto poético.

Balançando entre a beleza e o asqueroso, a morbidez e a fertilidade, entre natureza e ato criador humano, o conjunto de trabalhos ao ser visto de longe, chama a atenção pela delicadeza, mas quando observados de perto podem parecer repugnantes. Criando um misto de afeição e incômodo, de entusiasmo e negação do nosso contexto fecundo.

Os trabalhos que compõem a exposição, selecionada pela Edital 2019 da Fundação na Categoria Primeira Individual, que visa incentivar e apoiar artistas em início de carreira, foram desenvolvidos no decorrer de 2016 até início de 2019, junto ao grupo de arte denominado Sopro Coletivo, que se encontra uma a duas vezes por mês na Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.

A Fundação Cultural Badesc fica na rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro da Capital e OVA, de Maristela Müller pode ser visitada de graça até o dia 22 de novembro, sempre de terça à sábado, das 12h às 19h.

Conheça mais sobre a artista

Maristela Müller é Mestra em Artes Visuais (2017), pelo PPGAV/UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina. Graduada no Curso de Licenciatura em Educação Artística (2010), pelo CEART/UDESC. Atuou como professora em Escola Pública por mais de três anos, tendo experiência na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, com ênfase nas Séries Finais. Atuou como Professora no Ensino Superior por mais de quatro anos na FETREMIS, no curso de Licenciatura em Pedagogia e na Pós-graduação (Lato sensu). Desde o ano de 2015 faz parte do corpo editorial da Revista Educação, Artes e Inclusão (Qualis A2 em Artes e B1 no Ensino). Atualmente, cursa o Doutorado em Artes Visuais, pela UDESC, pesquisando o entrelaçamento entre ser professor e artista, bem como, desenvolve seus trabalhos artísticos voltados para as temáticas e problemáticas do corpo, do feminino e da fertilidade.

Serviço: Abertura Exposição OVA, de Maristela Müller

Data: 17 de outubro – quinta-feira

Horário: 19h

Local: Fundação Cultural Badesc, Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC

Visitação: de 18 de outubro a 22 de novembro, de terça a sábado, das 12h às 19h

Entrada gratuita