Exposição O tao feminino, de Rodrigo Cunha

 

A Fundação Cultural Badesc abre na quinta-feira (28/03), às 19h, no Espaço Paulo Gaiad, a exposição O Tao Feminino, do artista plástico Rodrigo Cunha Com curadoria de Antônio Fasanaro e Fabrício Tomazi Peixoto, o artista apresenta 19 pinturas, recortes da sua poética sobre o universo feminino, de 2002 a 2019.

Rodrigo Cunha exibe, com sensibilidade, personagens que têm origem em romances, nas suas contemplações de adolescente e no convívio com as mulheres de sua família. Há também as referências das mulheres retratadas pelos pintores que ele aprecia e outras captadas por seu olhar.

“Em um primeiro momento, os personagens masculinos de olhar distante, solitários, pareciam ocupar um lugar de destaque na sua produção. Diante uma revisão iconográfica, percebeu-se que as mulheres acompanham os diferentes momentos pelos quais essa obra passou, talvez períodos muito curtos para definirem-se como fases, mas que de alguma forma pontuam passagens, saltos, seja pelo trabalho com a cor, com a composição do espaço na tela, o detalhamento do mobiliário, o aprimoramento na pintura do corpo humano e das suas vestimentas, algo visível nas suas criações”, comenta Antônio Fasanaro.

“Procuramos buscar o olhar do artista retratando o feminino, possibilitando reflexões acerca da mulher inserida na sua produção”, acrescenta Fabrício Tomazi Peixoto.

Rodrigo Cunha integra uma safra de artistas formados no curso de Artes Plásticas da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) no final dos anos 90. Após mais de uma década de atividades, sua obra com reconhecimento e carreira estabelecida, volta à Fundação Cultural Badesc.

A entrada é gratuita. A exposição pode ser visitada até 27 de abril.

Serviço

O que: Abertura da exposição O Tao Feminino, de Rodrigo Cunha

Quando: 28 de março, quinta-feira, às 19h

Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3224-8846

Entrada gratuita

Visitação até 27 de abril, de terça a sábado, das 12 às 19h.

 

 

Exposição Floripa em 3×4, de Radilson Carlos Gomes

Floripa em 3×4: com câmeras lambe-lambes antigas artista registra mais de mil personagens da Cidade em exposição na Fundação Cultural Badesc

Para celebrar o aniversário de 346 anos de Florianópolis, a Fundação Cultural Badesc abre na sexta-feira, 22 de março, às 19h, no Espaço Fernando Beck, a exposição Floripa em 3×4, de Radilson Carlos Gomes. Por meio de câmeras lambe-lambes – equipamento com processo químico de revelação em preto e branco utilizado a partir da primeira metade do século XX, especialmente em praças, o fotógrafo apresenta mil imagens de anônimos e personalidades da cidade, que representam a identidade da capital catarinense.

“Durante um ano me posicionei em praças, ruas, avenidas e eventos de Florianópolis. Conversei e fiz seus retratos. No momento dos registros fazia-se a revelação analógica na presença das pessoas que eram fotografadas e gerava-se o negativo que era secado e utilizado para criar o positivo da imagem. Ao longo do processo foram gravados pequenos depoimentos e captadas frases e histórias dos participantes”, explica Radilson que por entre mosaicos de identidades individuais, compôs um grande retrato da capital catarinense.

Esse recorte com mais de mil rostos anônimos revela a diversidade étnica e cultural de quem passa, vive e constrói a identidade de Florianópolis. Material adicional com depoimentos e dados evidenciam a origem, o pensamento e os projetos de vida da atual população.

Para o projeto, contemplado com o prêmio Elisabete Anderle, Radilson utilizou três câmeras lambe-lambes, uma de 1915 com formato de filme 9x13cm, outra de 1969 com formato 6x9cm, ambas restauradas pelo fotógrafo, e uma construída por ele no formato 13x18cm.

Radilson Gomes é formado em História e especialista em Comunicação e Saúde. Começou sua carreira como fotógrafo em 1986, em Brasília. Realizou documentários fotográficos de Saúde Pública pelo Ministério da Saúde e atualmente é professor de Fotografia em Florianópolis.  Floripa em 3×4 tem entrada gratuita. A visitação até 26 de abril.

 

Mais sobre a lambe-lambe

A máquina lambe-lambe surgiu no começo do século 20 no Brasil com o fotógrafo Francisco Bernardi que queria criar um estúdio portátil, carregando num caixote tudo que fosse necessário à produção instantânea das fotos. O equipamento se popularizou no Brasil, principalmente no início da década de 40 com a criação da Consolidação de Lei de Trabalho (CLT), em 1º de maio de 1943, quando a fotografia da carteira de trabalho e das identidades de boa parte da população era registrada com estas máquinas.

Serviço:

O que: Abertura da exposição Floripa em 3 x 4, de Radilson Carlos Gomes

Quando: 22 de março, sexta-feira, às 19h

Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3224-8846

Entrada gratuita

Visitação até 26 de abril de terça a sábado, das 12 às 19h

Exposição coletiva sobre Florianópolis abre dia 14 de março na Fundação Cultural Badesc

 

No mês em que Florianópolis completa 346 anos, a Fundação Cultural Badesc apresenta, no Espaço Paulo Gaiad, a exposição coletiva VerAcidade, organizada por Lucila Horn. A mostra abre na quinta-feira, 14 de março, às 19h e apresenta por meio de imagens, reflexões poéticas de seis artistas sobre a capital catarinense.

Mais de 10 trabalhos, incluindo fotografia e vídeo, representam olhares sobre a cidade e sua ocupação arquitetônica e humana. Os artistas participantes integram o Núcleo de Estudos em Fotografia e Arte (Nefa): Arthur Cunha, Diórgenes Pandini, Eduardo Beltrame, Lucas Flygare, Maria Luiza Sunienski e Soninha Vill.

 

A exposição inédita faz parte do projeto VerAcidade que ocorreu pela primeira vez em 2015, com ideia de pensar sobre a visualidade dos arredores do calçadão da rua João Pinto, somado ao trabalho Vistoria pro Mar, em que Soninha Vill pesquisa as relações da cidade de Florianópolis com a especulação imobiliária. No final de 2017 nasceu O VeraCidade, com a primeira exposição realizada no Festival Internacional de Arte e Cultura José Luiz Kinceler, em Florianópolis”, conta Lucila Horn.

 

A entrada é gratuita e a exposição está aberta a visitação até 22 de março.

 

Serviço:

O que: Abertura exposição coletiva VerAcidade, organizada por Lucila Horn

Quando: 14 de março, quinta-feira, às 19h

Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3224-8846

Entrada gratuita

Visitação até 22 de março, de terça a sábado, das 12 às 19h

 

 

 

Primeira exposição do ano na Fundação Cultural Badesc abre dia 19

 

A primeira exposição de 2019 na Fundação Cultural Badesc abre na terça-feira, 19 de fevereiro, às 19h, no Espaço Fernando Beck. Coleta e broto, da artista visual Marcia Sousa aborda as formas orgânicas presentes na natureza, à coleta de elementos vegetais e o encontro com lugares que brotam. A entrada é gratuita e a mostra pode ser visitada até 16 de março.

 

“Um dos núcleos da exposição reúne trabalhos que se relacionam a encontros com lugares que, devido ao abandono, muitas vezes encaminham-se para o estado de ruína e, em contraponto, são por vezes inteiramente tomados por vegetação. Essas casas e lugares que brotam foram fotografados em diversas cidades brasileiras e portuguesas. No segundo núcleo, o conceito central relaciona-se ao gesto de coletar e suas implicações poéticas e mesmo políticas”, explica a artista.

 

A exposição que reúne imagens fotográficas, gravuras em metal, um livro de artista, um vídeo e coletas vegetais começou a ganhar forma em 2013 e apresenta trabalhos inéditos. A artista também propôs traçar uma relação com o jardim da Fundação Cultural Badesc e trazê-lo ao contexto da mostra. “Assim, em alguns dias que se seguirem à exposição pretendo propor ao público habitar comigo esse jardim”, comenta Márcia. 

 

A curadoria de Coleta e broto é de Silvana Macedo, artista visual, pesquisadora e professora do Centro de Artes da UDESC.

 

Marcia Sousa vive em Pelotas (RS). Além de artista visual, é pesquisadora e professora. Graduada pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, mestre em Processos Artísticos Contemporâneos pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e doutora em Poéticas Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente pesquisa as relações entre arte e natureza.

 

Serviço:

O que: Abertura exposição Coleta e broto, de Marcia Sousa

Quando: 19 de fevereiro, terça-feira, às 19h

Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3224-8846

Entrada gratuita

Visitação até 16 de março de 2019, de terça a sábado, das 12 às 19h

 

 

Exposição Corpos Vinculantes, de Sérgio Canfield

Com curadoria de Rosângela Cherem, exposição de Sérgio Canfield vai ocupar todos os espaços do Casarão

 

A última exposição de 2018 na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, abre no sábado, dia 1º de dezembro. Corpos Vinculantes, do artista Sérgio Canfield, vai ocupar todos os espaços da Fundação, com desenhos, pinturas, escritos, vídeos, fotografias, objetos e instalações. A abertura da mostra com curadoria de Rosângela Cherem será a partir das 14h e a entrada é gratuita e poderá ser visitada até 9 de fevereiro de 2019, de terça a sábado, das 12 às 19h.

De acordo com a curadora vão estar expostos mais de 200 trabalhos. No piso térreo encontra-se a Galeria, onde são apresentados mais de 40 retratos figurativos ou alusivos em pinturas em tela, em cartolina, em prancheta.

No piso superior encontra-se a biblioteca, em que cerca de 30 livros de artista estão dispostos em prateleiras com escritos e desenhos em estado de notas ou esboços compulsivos, além de um vídeo de corpos-insetos. Numa outra sala do segundo piso, encontra-se o laboratório, em cujas estantes e mesas estão as naturezas-mortas como toda sorte de artificialias, tais como remédios vencidos, objetos desreatualizados, êmbolos, toy art e conservas, compondo um conjunto inusitado. Relacionando e complementando estes ambientes, nas sacadas, varandas, hall e corredores encontram-se os implementos- apetrechos, compostos por textos, ornamentos e objetos inoperantes, fitas VHS de laparoscopia transformadas em anêmonas, molduras diversas como figurações inusitadas, etc.

 

Detalhes

Sérgio Canfield conta ter sido um menino que colecionava figurinhas e acumulava objetos que lhe pareciam peculiares, fazendo experimentos sem muitos interditos morais. Formou-se em 1983 em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Especializou-se em Cirurgia Geral nos mesmos anos 80 em que desenvolveu um fazer artístico autodidata, passando a exercer suas atividades profissionais e a se apresentar em exposições coletivas e individuais entre Paraná e Santa Catarina concomitantemente.

A curadora da mostra, a doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rosângela Cherem, revela que a grande maioria dos trabalhos jamais foi mostrada e pertencem ao acervo particular do artista. A pesquisa de curadoria vem sendo realizada há cerca de um ano e meio.

“O artista interroga a vida e os corpos humanos, o destino e os comportamentos. Sobretudo, os considera pelas diferentes camadas que os constituem como seres perecíveis, que podem ser vinculados a coisas e animais. Entre os principais gestos que persistem em sua obra, estão os relacionados a cortar, amarrar, espremer, suspender, espetar, torcer, reverter.  Há também uma compulsão pelos desenhos e anotações, em que enfatiza o comportamento humano, com seus transtornos e peculiaridades”, comenta Rosângela.

 

Perfil

Sérgio Canfield é artista autodidata e médico-cirurgião. Vive e trabalha em Jaraguá do Sul (SC). É autor do livro de fotografia Olhares (Jaraguá do Sul: Ed Carreira, 2016) e participou de exposições: Exposição coletiva, Eppur Si Muove, no Museu da Escola de Santa Catarina, em Florianópolis (2018);  Exposição coletiva, Dizer e Ver Cruz e Souza 9, no Museu Histórico de Santa Catarina, em Florianópolis (2017); Exposição individual: Physalia Physalis, no Museu de Artes de Blumenau e Fundação Cultural de Blumenau (2018); Exposição individual: Interlúdio Freud Kafkaniano, no Museu de Artes de Blumenau e Fundação Cultural de Blumenau (2014);

Exposição individual: Apofenia, no Museu de Artes de Blumenau e Fundação Cultural de Blumenau (2012); Exposição individual: Questions/Questões, no Museu de Arte de Itajaí (2011);  Exposição individual: Apofenia, no Espaço Cultural Antártica, do Museu de Arte de Joinville (2008); Mostra Sala Bandeirantes de Cultura, no Museu de Artes Contemporânea do Paraná (1984); V Mostra do Desenho Brasileiro, promovido pela secretaria de Estado da Cultura do Paraná, no Teatro Guaíra, em Curitiba (1983).

Serviço: Exposição Corpos Vinculantes – Sérgio Canfield

Data: 1º de dezembro – sábado

Horário: 14h

Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3224-8846

Entrada gratuita

Visitação até 09 de fevereiro de 2019, de terça a sábado, das 12 às 19h

Sérgio Adriano H. faz intervenção artística no muro da Fundação Cultural Badesc

Ação será realizada nos dias 21 e 22 de novembro. Dia 23 acontece workshop com o artista

 

O artista Sérgio Adriano H. fará intervenções urbanas no muro externo da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, nos dias 21 e 22 de novembro. A Exposição/Ação Ruptura do Invisível poderá ser acompanhada pelo público das 12 às 17h. A curadoria da intervenção é de Fabiana Lopes.

De acordo com o artista, serão apresentadas 12 fotografias do projeto Ruptura do Invisível das séries Preto de Alma Branca e Branco de Alma Preta. São registros fotográficos de duas ações realizadas no estúdio em 2013, em que Sérgio pinta o próprio rosto de branco e chora lágrimas pretas e, em seguida, pinta o rosto de preto e chora lágrimas brancas.

“Nesta etapa da pesquisa/projeto as fotografias da série sofrem uma interferência nas imagens com sabão em pó e água sanitária. A ação desses dois materiais provoca, no ato embranquecer, uma nova imagem: o embranquecimento cultural”, explica o artista.

 

Workshop

No dia 23, o artista promove o workshop Fotoperfomance: imagem filosófica do corpo. No encontro, das 9 às 13h, Sérgio vai fomentar um diálogo entre fotografia, performance, corpo, imagem, representação e filosofia para análise. São apenas 20 vagas e as inscrições podem ser feitas diretamente na Fundação Cultural Badesc,

 

O artista

Sérgio Adriano H., nascido em Joinville, em 1975, é artista visual, performer, pesquisador e produtor cultural. Vive, estuda e produz entre as cidades de Joinville e São Paulo. É formado em Artes Visuais, mestre em Filosofia (Faculdade de São Bento (SP), integra o Grupo P.S. com a artista Priscila dos Anjos e tem obras em acervos públicos e particulares. Em 2014, foi selecionado como um dos 30 artistas mais influentes de Santa Catarina, tendo sua biografia incluída no livro Construtores das Artes Visuais: Cinco Séculos de Artes em Santa Catarina.

Em 2014, em São Paulo, funda a Residência Artística Diva Base 44, com o propósito de acolhimento de artistas de diferentes nacionalidades com o qual quer resignificar o cotidiano e a urbe a partir da arte. Como artista participou da Curatoría Forense Residências de Arte Contemporânea, Villa Alegre, Chile, 2014;

Premiações, destaque: Medalha Victor Meirelles 2018 – título de Personalidade do Ano em Artes Visuais, concedido pela Academia Catarinense de Letras e Artes (Acla); Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2018; Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura Estado de Santa Catarina 2014 e 2017; 3° Salão das Artes, Mogi das Cruzes – SP, 2016; 10° Salão Nacional Elke Hering, Blumenau SC 2012; 10° Salão Nacional de Arte, Itajaí SC 2005. Acervos: Museu de Santa Catarina; Museu de Itajaí; Museu de Arte de Blumenau.

Contabiliza mais de 90 exposições, destaque: 8° Bienal Argentina de Fotografia Documental, Tucumano, 2018; Somos Todos Iguais – Centro Cultural de Justiça Federal, Rio de Janeiro, 2018; Bienal das Artes – SESC, Brasília, 2018; Absurdo é ter Medo – Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, Rio de Janeiro, 2018; Desterro Desaterro – arte contemporânea em Santa Catarina, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis, 2018; Antípodas – Diverso e Reverso, Bienal de Curitiba, Curitiba, 2017; Antípodas Contemporâneas, Bienal de Curitiba – Pólo SC, Florianópolis, 2017; Diálogo Ausentes, Itaú Cultural, São Paulo, 2016/17 e Complexo da Maré,  Rio de Janeiro, 2017;  Umas e Outros – Acervo de Fotografia e Vídeo MASC, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis, 2017; O céu é o limite – Museu da Gravura Cidade de Curitiba, 2015; A Dúvida da Verdade, Fundação Badesc, Florianópolis, 2015; Panorama Santa Catarina SESC, Jaraguá do Sul, 2009 e 2011.

Em 2003, com a artista Priscila dos Anjos forma o Grupo P.S.: 5° Festival Internacional de Cinema e Direitos Humanos, Montevidéu (Uruguai), 2016; Rumos Artes Visuais: Convite à Viagem, Itaú Cultural – São Paulo, 2012 e Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2013; Rumos Artes Visuais: Volta ao Mundo em 80 dias, Centro Cultural Octo Marques, Goiânia, 2012; Convite projeto ARCADEMIA de Dora Longo Bahia 28ª Bienal de São Paulo – SP, 2008.

 

Serviço

Exposição/Ação Ruptura do Invisível com o artista Sérgio Adriano H. com curadoria de Fabiana Lopes

Data:  21 e 22 de novembro – quarta e quinta-feira

Horário: 12 às 17h

Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3224-8846

Entrada gratuita

 

Serviço

Workshop Fotoperfomance: imagem filosófica do corpo com o artista Sérgio Adriano H.

Data:  23 de novembro – sexta-feira

Horário: 9 às 13h

local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

Telefone: (48) 3224-8846

20 vagas e inscrições gratuitas podem ser feitas diretamente na Fundação Cultural Badesc

 

 

Exposição José Maria Dias da Cruz, pensamento pictórico abre dia 25 de outubro na Fundação Cultural Badesc

 

Um conjunto de aproximadamente 70 obras, predominantemente pinturas, desenhos, montagens textuais e três objetos, integram a Exposição José Maria Dias das Cruz, pensamento pictórico, que será aberta às 19h de quinta-feira, 25 de outubro, no Espaço Fernando Beck, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis. O artista carioca, que mora e trabalha na Capital Catarinense participa da abertura da exposição e os presentes terão a oportunidade de compartilhar com ele sobre seu processo criativo.

De acordo com curadora da mostra, Rosângela Cherem, José Maria prioriza em seus trabalhos dois interesses: cor e espaço. Ou seja, privilegia a lógica do colorido, em que o conhecimento pictórico se apresenta como uma verdade que só existe porque há uma pintura que se pensa por meio da cor, sendo que as formas estão a ela subordinadas.

“Se a condição da cor é ser no colorido, a questão cromática está indissociada do espaço pictórico. Se a cor é para ser pensada e o pigmento é para ser usado, é por meio da consciência do espaço plástico que se pode ultrapassar a estrutura subjacente da tela”, explica.

Rosângela comenta que ela e o artista começaram a preparação da exposição em 2017 e que desde o começo deste ano foram realizados encontros mensais na Fundação Cultural Badesc afim de estudar e entender melhor o processo poético do artista. Quatro artistas que pesquisam a questão da cor foram convidados a apresentar uma obra que dialogue com o pensamento de José Maria. Assim, a exposição também terá a participação especial de Antonio Vargas, Fernando Albalustro, Jociele Lampert e Silvana Macedo.

A Exposição José Maria Dias das Cruz, pensamento pictórico poderá ser visitada até o dia 22 de novembro, de terça a sábado, das 12 às 19h.

 

Quem é o artista

José Maria Dias da Cruz, nasceu em 1935 no Rio de Janeiro. Atualmente vive e trabalha em Florianópolis. É artista, professor e autor de livros sobre cor e espaço pictórico. Sua poética e fatura estão voltadas para pensar a lógica do colorido, em que o conhecimento só existe porque há uma pintura que se pensa através da cor, sendo que as formas estão a ela subordinadas.

 

Serviço: Exposição José Maria Dias da Cruz, pensamento pictórico

Data:  25 de outubro de 2018 – quinta-feira

Horário: 19h

Local: Espaço Fernando Beck | Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC

 

 

Fundação Cultural Badesc oficializa Espaço Paulo Gaiad

 

A partir da quinta-feira, 18 de outubro, às 19h, o Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, passa a ser chamado Espaço Paulo Gaiad, em homenagem ao artista que figura entre os mais importantes de Santa Catarina, falecido em outubro de 2016.  Para a cerimônia de inauguração será exibido um vídeo que integrou a exposição Impossibilias: arquivo e memória em Paulo Gaiad, duas obras inéditas do artista e a apresentação de uma série de imagens e textos que contam a trajetória do Espaço 2 desde a sua criação.

Impossibilias: arquivo e memória em Paulo Gaiad encerrou oito meses antes do desparecimento do artista, e foi uma das mais procuradas pelos visitantes durante seus três meses de funcionamento, a que reuniu o maior número de obras do artista, além de ter ocupado pela primeira vez todos os espaços do Casarão onde está instalada a Fundação.

O Espaço que será rebatizado, ocupa a antiga sala da direção geral e em 2014, quando foi inaugurado, o nome foi escolhido para que fosse possível a construção de uma trajetória mais espontânea e livre para os artistas e suas obras. Tanto que a exposição de abertura não privilegiou um artista ou uma modalidade específica, mas uma coletiva que uniu artes visuais, música, moda, design e outras linguagens.

Em seus quatro anos de atividades e dezenas de exposições de artistas de renome nacional e internacional, o Espaço 2 se consolidou como um dos mais importantes para as artes visuais no Estado. Recebeu exposições marcantes, como a última em vida de Paulo Gaiad.

 

Paulo Gaiad

Em 1972, o arquiteto, pintor, desenhista e gravador Paulo Renato Gaiad (Piracicaba (SP), 1953 – Florianópolis (SC), 2016) ingressou no curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Brasília (UnB). Dois anos depois, inicia curso de desenho na Pontifícia Universidade de Campinas (PUC/Campinas) e recebe bolsa de estudos para frequentar o curso de Planejamento Urbano da Universidade de Oslo (Noruega). Entre 1975 e 1977, estudou arquitetura em São Paulo e, em 1980, cursou desenho livre na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em 1981, fixa residência em Florianópolis, onde passou a trabalhar com arquitetura e artes plásticas. Participou de oficinas de litografia, estudo de modelo vivo e gravura em metal do Museu de Arte de Santa Catarina (Masc). Em 1984, ganhou a Bolsa de Multiplicadores Culturais do Instituto Goethe (Alemanha).

Sua primeira exposição foi realizada em 1987, no Ecco Club/Galeria Espaço de Arte, em Florianópolis. Em 1989, recebeu o prêmio Cubo de Prata da Bienal Internacional de Arquitetura, em Buenos Aires. Em 1993, realiza obras para a peça Prenome: Fausto, de Fábio Brüggemann (1962), com o Casa do Teatro Grupo Armação. Em 2006, participa do projeto Pinte um Futuro, liderado pela artista plástica holandesa Hetty van der Linden, que atua junto a comunidades que vivem em situação de risco.

De 2006 a 2010, Gaiad realizou diversas exposições individuais e coletivas em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, além de fazer residências artísticas na França, Espanha, Holanda e Macedônia. Em 2010, participou do Ohrid Summer Festival, Ohrid, na Macedônia.

A partir de 2015, o artista cumpriu agenda intensa de mostras em Florianópolis. Além da exposição Impossibilias: arquivo e memória em Paulo Gaiad na Fundação Cultural Badesc, também apresentou seu trabalho na mostra Anotações a Caminho, no Museu Victor Meirelles.

Em março de 2017, a Fundação Cultural Badesc, realizou uma homenagem a Gaiad. Amigos do artista e admiradores de sua obra apresentaram músicas, poesias, imagens e depoimentos e no Espaço Fernando Beck foi instalada a obra inédita em nós em nós, da séria Vestimentas em Nós, produzida em parceria com o artista Franzoi.  A programação na Fundação integra o ciclo de homenagens Notícias de Paulo, que foi realizado até maio nos museus Victor Meirelles, Escola Catarinense e de Arte de Santa Catarina.

Gaiad faleceu aos 63 anos. Seu trabalho como artista correu em paralelo a outras atividades e até mesmo a tragédias familiares, como a morte da primeira filha, ainda bebê, e do incêndio que destruiu a casa onde morava no Campeche.

Serviço: Criação do Espaço Paulo Gaiad – com exposição e trajetória do Espaço 2

Data: 18 de outubro de 2018 – quinta-feira

Horário: 19h

Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC.

Visitação até 14 de novembro, de terça a sábado, das 12 às 19h

Entrada gratuita