Fundação inaugura exposição em Joinville em parceira com MAC Schwanke

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Schwanke Circuito Expositivo promove a visitação das obras do artista Luiz Henrique Schwanke em três espaços expositivos de Joinville. No dia 27 de maio abrem as exposições no Museu de Arte de Joinville e no Instituto Internacional Juarez Machado, e no dia 29 de maio na Associação Empresarial de Joinville. O projeto é um desdobramento da exposição Schwanke: Habitar os Incorporais, com curadoria de Rosângela Cherem, que ocupou todos os espaços da Fundação Cultural Badesc de dezembro de 2016 a março de 2017.

Para a edição de Joinville, a curadora Rosângela Cherem contou com a assistência curatorial de Carolina Ramos e Franzoi.

Serviço

O que: Schwanke Circuito Expositivo | parceria do Museu de Arte Contemporânea Schwanke e Fundação Cultural Badesc

Onde: Joinville – SC

– Museu de Arte de Joinville – de 27/05 a 20/08 – visitação de terça a domingo, das 10 às 16h – R. XV de Novembro, 1400 – América

– Instituto Internacional Juarez Machado – de 27/05 a 04/08 – visitação de terça a sábado, das 10 às 19h, domingos das 15 às 19h – R. Lages, 994 – América

– Associação Empresarial de Joinville – de 29/05 a 18/08 – visitação de segunda a sexta-feira, das 10 às 18h.

Quanto: gratuito

Confira o folder:

https://issuu.com/fundacaoculturalbadesc/docs/folder_schwanke_issu

Exposição Iconografia 344 tem programação especial em maio

18402925_1292509767534431_216935811288449029_nUma visita guiada gratuita, uma roda de conversas e um recital são as atividades organizadas pela equipe da Fundação Cultural Badesc para o último mês da exposição Iconografia 344, considerada a mais importante da capital em 2017. Com curadoria do médico Ylmar Corrêa, a exposição que encerra no dia 1º de junho, reúne obras e documentos raros jamais expostos, sobre a Vila de Nossa Senhora de Desterro e a atual Florianópolis.

Um dos momentos mais esperados destas atividades é a visita guiada, que será realizada no dia 20 de maio, sábado. A Fundação abrirá suas portas a partir das 14h, e Ylmar Corrêa conduzirá os visitantes pelo acervo e em conjunto com o público fará um resgate da história da capital.

“Na exposição é possível apreciar a evolução da cidade, seus habitantes, sua fauna, sua flora e seus limites e por meio da visita guiada poderemos nos aproximar mais desta história”, declara Ylmar ao comemorar o sucesso da exposição que tem recebido grande público desde sua abertura, em 30 de março.

No dia 25 de maio, quinta-feira, às 19h o artista e poeta Rodrigo de Haro recitará poemas não editados sobre a ilha de Santa Catarina. A roda de conversas será realizada no dia 18 de maio, quinta-feira, às 19h, quando pesquisadores das áreas de história e artes irão explorar pontos relevantes sobre a história de Florianópolis.

Mais sobre a exposição.

Iconografia 344, que recebeu este nome alusivo à idade de Florianópolis, traz obras como a gravura Vista da Ilha de Santa Catarina, de Gaspar Duche de Vancy, que em 1787 fez o primeiro registro da Vila de Nossa Senhora do Desterro.

A exposição também apresenta obras modernas e contemporâneas que dialogam com os primeiros registros da Ilha de Santa Catarina. Três obras do modernista Martinho de Haro, que retratam o hospital de Caridade, o conjunto Miramar e o morro das Pedras mostram a cidade em meados do século XX.  Entre os artistas contemporâneos nomes como Walmor Corrêa, Carlos Asp, Diego de Los Campos, Yara Guasque, Fernando Lindote e Paulo Gaiad garantem o contraponto com as obras históricas.

 

Serviço

O que: Programação especial Iconografia 344

Quando: 18/05, quinta-feira, às 19h – Roda de Conversa.

20/05, sábado, às 14h- Visita Guiada com o curador Ylmar Correa Neto.

25/05, quinta-feira, às 19h – Recital com o artista Rodrigo de Haro.

Onde: Fundação Cultural Badesc- Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – telefone: (48) 3224-8846
Entrada gratuita

Obras raras sobre a Ilha de Santa Catarina serão expostas pela primeira vez na Fundação Cultural Badesc

Convite WEB_Iconografia 344Coleções particulares que têm como tema a Vila de Nossa Senhora de Desterro e a atual Florianópolis serão expostas pela primeira vez na Fundação Cultural Badesc, a partir de quinta-feira (30/03) às 19h. A exposição Iconografia 344, com curadoria do médico Ylmar Correa Neto, torna acessível ao grande público documentos raros, pinturas, aquarelas, desenhos, gravuras, mapas e livros originais dos séculos XVI a XIX.

“A mostra é uma oportunidade singular para se conhecer um verdadeiro patrimônio histórico sobre a capital catarinense que vem sendo sistematicamente adquirido em leilões e lugares especializados espalhados em várias partes do mundo. Este rico e importante material jamais foi reunido em uma exposição ao público no Brasil. Nessa exposição será possível apreciar a evolução da cidade, seus habitantes, sua fauna, sua flora e seus limites”, declara Ylmar.

Entre as obras que serão apresentadas está a gravura de 1787 Vista da Ilha de Santa Catarina, de Gaspar Duche de Vancy, artista da expedição do navegador Francês Jean- François Galoup de La Perouse, que aportou na ilha de Santa Catarina em outubro de 1785. “Esta obra é a primeira vista da vila de Nossa Senhora do Desterro”, conta Ylmar.
A exposição também apresenta obras modernas e contemporâneas que dialogam com os primeiros registros da Ilha de Santa Catarina. Três obras do modernista Martinho de Haro, que retratam o hospital de Caridade, o conjunto Miramar e o Morro das Pedras mostram a cidade em meados do século XX.  Entre os artistas contemporâneos nomes como Walmor Correa, Carlos Asp, Diego de Los Campos, Yara Guasque, Fernando Lindote e Paulo Gaiad garantem o contraponto com as obras históricas.

O nome da exposição – Iconografia 344 é alusivo à “nova” idade da cidade. A Lei Municipal 9.861/15 alterou a idade de Florianópolis, que passa agora a ser contabilizada a partir de 1673, ano da chegada do capitão Francisco Dias Velho. Desta forma, em 2017 Florianópolis celebra 344 anos.

Serviço

O que: Abertura exposição Iconografia 344
Quando:  Quinta-feira, 30 de março. Exposição aberta ao público até 1º de junho.
Horário: 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Quanto: gratuito

Obras de Schwanke integram exposição que abre dia 1º de dezembro na Fundação Cultural Badesc

Essa é a segunda vez que todos os espaços expositivos do Casarão histórico são ocupados por um único artista e entre as obras do joinvillense, algumas nunca expostas antes em Florianópolis

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A exposição Schwanke, Habitar os Incorporais, que
reúne 89 trabalhos do artista joinvillense Luiz Henrique Schwanke, ocupa todos os espaços do Casarão da Fundação Cultural Badesc a partir de 1º de dezembro, quinta-feira. Desde 1994, Florianópolis não recebia um conjunto tão expressivo da produção do artista. Com curadoria de Rosângela Cherem, a exposição ficará aberta ao público até 16 de março de 2017, com visitação gratuita.
Essa nova exposição do artista na capital é um desdobramento do curso Schwanke, Arquivo, Interlocuções e Desdobramentos, realizado no segundo semestre de 2016, no Instituto Schwanke, em Joinville. Junto a um grupo de 15 alunos dos três estados do sul, Rosângela mergulhou na produção de Schwanke e selecionou entre as obras, as Sem Título, criadas entre 1988 e 1991, apelidadas como mandala, perfis, maletas, pregadores de roupas, e que têm como matéria-prima o plástico. A exposição inclui também obras da chamada fase das revisitações, em que o artista descontrói a referência original de telas de Georges La Tour, Canova e Leonardo da Vinci, entre outras, adotando signos do design contemporâneo. O público também poderá apreciar desenhos e pinturas de diferentes fases, como os sonetos, os Cristos e os shorts. Inéditas em Florianópolis as obras, Cobra Coral, que será instalada nos Jardins, e a instalação Claro-escuro, criada a partir de plotagem, ferro, 24 spots de luz e 24 espetos.
A iniciativa da mostra é uma parceria entre a Fundação Cultural Badesc, representada por seu diretor Geral, Eneléo Alcides e do Instituto Schwanke e Museu de Arte Contemporânea (MAC Schwanke), representado por Maria Regina Schwanke Schroeder. A Arte-Educadora da Fundação, Carolina Ramos foi uma das assistentes da curadoria e coordenará o trabalho de arte-educação sobre esta exposição.
Esta é a segunda vez que um único artista ocupa todos os espaços da Fundação Cultural Badesc. Em novembro de 2015, o Casarão recebeu a exposição Arquivo e Memória em Paulo Gaiad, de Paulo Gaiad, artista de grande expressão nas artes visuais, que faleceu em outubro de 2016.
Schwanke
Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) nasceu em Joinville, completou a graduação em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná (UFPR), escreveu para jornal e trabalhou em agências de publicidade de Curitiba, onde abraçou o teatro como escritor, ator e cenógrafo. Nas artes plásticas – campo de efervescência entre 1980/90 –, produziu mais de cinco mil obras, entre desenhos, esculturas, pinturas e instalações; lançando noções de arte pública e contemporaneidade, conectado ao movimento artístico internacional. Nesse período, seu nome entrou para a história da arte brasileira. Ganhou cerca de 30 prêmios nacionais e conquistou reconhecimento, como a seleção pela Bienal Brasil Século XX, em 1994. Viajou para a Alemanha, Suécia e Rússia, teve trabalhos expostos no Museu de Arte Moderna de Bruxelas (Bélgica). Com a obra Cubo de Luz – Antinomia, levada a São Paulo em 1991, afetou o tráfego aéreo – única representação do Estado de Santa Catarina – a projeção é lembrada no livro Bienal 50 Anos. As provocações também surgiam de monumentos de baldes plásticos coloridos, carrancas retratadas em pinturas expressionistas – nuances artísticas, com conceitos híbridos, que visitaram a geometria do Minimalismo, as novas linguagens do Concretismo, a apropriação do Barroco, o resgate da Pop Art. A produção de Schwanke é formada desenhos, pinturas, livros de artista, objetos, esculturas e instalações. É objeto de estudo e pesquisa de monografias, dissertações e teses. Trata-se de uma produção intensa e extensa que dificilmente será esgotada, pois requer diferentes abordagens investigativas. As obras integram acervos de museus em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia.
 
O curso
 
Em 40 horas do curso Schwanke, Arquivo, Interlocuções e Desdobramentos foi realizada a análise dos paradoxos contidos nos trabalhos, as filiações e pertencimentos inscritos na história da arte, as experimentações que reverberam na produção. Na combinação de leituras teóricas, Michel Foucault, Georges Didi-Huberman e outros historiadores, críticos e filósofos, como Gilles Deleuze, Walter Benjamin, Giorgio Agamben e Jacques Lacan, a mostra Schwanke, Habitar os Incorporais situa o artista na clave do incorporal, o que para “os estoicos era tudo aquilo que não podia ser medido ou pesado, quantificado ou que ocupasse lugar”. Rosângela Cherem pensa trajetória e produção naquilo “que sempre volta e no que sempre escapa, era lá que ele estava. A essa dimensão do mundo pertenciam o sonho e a memória, a obstinação e a imaginação, o tempo e o próprio pensamento, sendo que na sua condição de incompletude e inapreensão seguiram constantemente frequentados e revisitados. Se a tarefa da arte é aproximar-se das forças heteróclitas e inexprimíveis, imponderáveis e incongruentes que existem no mundo, se a arte vive em zonas inextensas e indeterminadas, então podemos dizer que a matéria artística se refere aos incorporais”.
 
Curadoria
 
Rosângela Miranda Cherem é doutora em História pela Universidade de São Paulo e e doutora em Literatura pela Universidades Federal de Santa Catarina (UFSC). É professora associada de História e Teoria da Arte no curso Artes Visuais e programa de pós-graduação em Artes Visuais do Centro de Artes da Universidade do Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Ceart/Udesc). É coordenadora do Grupo de Estudos de Percepções e Sensibilidades e do Grupo Imagem-acontecimento. Orienta e tem pesquisas e publicações sobre História das Sensibilidades e Percepções Modernas e Contemporâneas. Atualmente desenvolve pesquisa intitulada Maneira de Arquivar, Modos de Experimentar, Paradoxos e Singularidades do Gesto Artístico na Contemporaneidade.
 
Museu
 
Criado em 2002, o Museu de Arte Contemporânea (MAC Schwanke), mantido pelo Instituto Schwanke, filiado ao Ministério da Cultura e ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), tem o compromisso de zelar pela memória de Schwanke e oferecer possibilidades de aprimoramento intelectual em torno da arte contemporânea. Organiza seminários e encontros de discussão, cursos e palestras com pesquisadores, críticos e artistas.
 
 
Serviço
 
O quê: Exposição Schwanke, Habitar os Incorporais, do artista joinvillense Luiz Henrique Schwanke – curadoria: Rosângela Cherem
 
Quando: 1º de dezembro de 2016, às 19h – visitação até 16 de março de 2016 – de segunda a sexta-feira das 12 às 19h.
 
Onde: Fundação Cultural Badesc – rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, telefone: (48) 3224-8846
 
Entrada gratuita
 

Sérgio Adriano H. retorna à Fundação Cultural Badesc com O Visível do Invisível

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O artista visual Sérgio Adriano H. retorna à Fundação Cultural Badesc em 2016 com a exposição/ação O Visível do Invisível, na sexta-feira, 18 de novembro, entre 12 e 19h. O projeto tem como proposta, a partir de um modo expositivo móvel, estimular a reflexão sobre arte e racismo.  A mostra reúne 12 trabalhos e duas séries de seis, intitulados Pretos de Alma Branca e Branco de Alma Preta.

Os autorretratos do artista, criados solitariamente em estúdio, revelam seu rosto pintado ora de branco e com choro de lágrimas negras, ora em tom negro e lágrimas brancas.

“O preconceito de racismo é invisível, só é sentido e visível pelo atingido, pela pessoa em questão. Invisível para muitos, visível para todos os negros, amarelos, vermelhos, que não estão dentro do estereótipo de uma sociedade banalizada por questões de beleza e cor de pele. O racismo está embutido em falas habituais do cotidiano, ‘serviço de preto’, ‘preto de alma branca’, ‘branco de alma preta’”, diz o artista que quer com o projeto começar uma discussão sobre o racismo.

Em outubro de 2015, com curadoria de Carlos Franzoi, Sérgio apresentou no Espaço Fernando Beck, na Fundação, a exposição A Dúvida da Verdade, que apresentouações realizadas no deserto do Atacama, no Chile, e na cidade de São Paulo, onde o artista insere o próprio corpo nu na paisagem e na arquitetura e se auto fotografa.

Sobre o artista

Sérgio Adriano H., natural de Joinville, é formado em Artes Visuais, mestre em Filosofia, integra o Grupo P.S. e tem obras em acervos públicos e particulares. É pesquisador e produtor cultural e vive, estuda e produz entre as cidades de Joinville e São Paulo.  Em 2014, foi selecionado como um dos 30 artistas mais influentes de Santa Catarina, tendo sua biografia incluída no livro Construtores das Artes Visuais: Cinco Séculos de Artes em Santa Catarina. Fundou em 2014, em São Paulo, a Residência Artística Diva Base 44, com o propósito de acolher artistas de diferentes nacionalidades.

 

SERVIÇO

O que: Projeto O Visível do Invisível, de Sérgio Adriano H.

Quando: Sexta-feira (18/11) das 12 às 19h

Local: Fundação Cultural Badesc, Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Florianópolis –telefone: (48) 3224-8846

Entrada Gratuita

Exposição Habitar encerra atividades de outubro da Fundação Cultural Badesc

convite-web_habitar-joao-airesO coordenador cultural do O Sítio e mestre em artes visuais, João Aires, abre a exposição Habitar, no dia 27 de outubro, quinta-feira, às 19h, no Espaço 2, na Fundação Cultural Badesc. Habitar reúne pinturas e desenhos, a maioria inéditos, e exploram os lugares de intimidade das pessoas e como eles se apresentam no mundo.

“A complexidade de sua materialização está diretamente ligada ao modo de vida na contemporaneidade, considerando que estamos imersos em políticas que não privilegiam a qualidade de espaços de convívio e tampouco o íntimo. O excesso na minha pintura surge da falta, da proximidade geográfica e da distância da construção que serve ao habitar humano, às relações e ao diálogo”, explica o artista.

João comenta que a experiência em viver com 80 pessoas no mesmo quarto durante cinco anos enquanto frequentava um colégio militar em Lisboa, o levou a criar os corredores de camas e criar estas narrativas mais ou menos poéticas. “O primeiro trabalho desta série chama-se ‘habitáculos’, desenhos feitos a partir da descrição de quartos, retratos falados. Nas pinturas apresentadas, o subconsciente age num espaço sem fronteiras aparentes: camas navegam em rios e na densidade onírica”.

João nasceu no Porto, Portugal e mora em Florianópolis. Além de coordenador cultural do O Sítio, é Mestre em artes visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Especializado em Arte Pública e site Specific, pela Universidade Lusófona do Porto, foi professor-assistente na área de impressão em gravura, litografia, serigrafia na Escola Superior Artística do Porto. É professor efetivo de arquitetura na Universidade Estácio de Sá e expõem seu trabalho artístico regularmente. Viveu em várias cidades da Europa onde desenvolveu diversos projetos de arte pública e exposições coletivas e individuais.

 

Serviço

O que:  Abertura da exposição Habitar, de João Aires

Quando: 27 outubro (quinta-feira), às 19h. Visitação até 24 de novembro

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis.

Quanto: Entrada gratuita.

Partituras: Desenho do tempo ocupa Espaço Fernando Beck a partir de 20 de outubro

convite-web_partituras-de-marcelino-peixoto-e-luis-arnaldoA Fundação Cultural Badesc abre na quinta-feira (20/10), às 19h, no Espaço Fernando Beck, a exposição Partituras: Desenho do tempo, de Luis Arnaldo e Marcelino Peixoto. O trabalho exibe uma série de desenhos do tempo que foram executados a quatro mãos. A série é acompanhada de um vídeo performance que registra uma audição de desenho, ocorrida em um espaço preparado à escuta, para ouvir o ato de desenhar.
Cada um dos trabalhos que da série foi executado em sessão com durações pré-determinadas, entre duas e três horas. A demarcação temporal de cada sessão e sua súbita interrupção são responsáveis por deixá-los inacabados. Se por um lado, aponta para um esfacelamento da representação, por outro permite a visualização de tudo aquilo que serviu à construção da imagem, contribuindo à restituição do acontecimento.
O vídeo, que será apresentado juntamente com os desenhos, mostra a construção de um outro acontecimento, denominado Pequenas Audições. Ele aproxima o ato de desenhar da escuta do desenho, oferecendo a um pequeno grupo de ouvintes a microscopia do ato de desenhar. A sessão de duas horas ocorreu em um espaço preparado para a captação e emissão amplificada dos ruídos produzidos. Na exposição, será possível ao espectador, então, ver os desenhos e ao mesmo tempo ouvir os gestos de sua feitura.
“Em Pequenas Audições grifamos os sons próprios deste fazer, dando voz e vez ao que se perde, ou que está mormente como privilégio de quem executa. É decorrente da insistência da fricção do lápis sobre o papel a produção de uma sonoridade característica, que reverbera e faz fibrilar todo o corpo. Tal ação aparenta ao observador um exercício de resistência e atenção meditativa, em contínuo trabalho”, declaram os artistas.
Sobre os autores
Marcelino Peixoto é natural de Alvarenga (MG). É mestre em Artes Visuais e Bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG). Professor de Desenho do curso de Artes Plásticas da Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Mantém prática em desenho e performance, tendo como interseção Desenho, Corpo e Lugar. Orienta e desenvolve cursos voltados para execução de Ações coletivas de Desenho. Desde 2005 integra o Xepa — coletivo de estudo.
Luis Arnaldo nasceu em Campinas (SP). É bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e em Artes Plásticas pela mesma instituição de ensino. Pesquisa o espaço e seus agentes formadores, tema problematizado na interface com o pensamento científico, sobretudo da geografia, da antropologia, da arquitetura e do urbanismo.
 

Visita guiada na Fundação Cultural Badesc abre projeto Pretexto Sesc 2016

A Fundação Cultural Badesc recebe a partir de quinta-feira (15/09), às 18h30, o projeto Pretexto, do Sesc de Florianópolis. A programação, que ocorre simultaneamente em outros pontos da cidade, traz exposições, leituras, performances, conversas, entre outras atividades. O tema este ano é Publicações de Artista, com proposições da professora e pesquisadora Regina Melim.

Na abertura dos trabalhos, será realizada uma visita guiada às exposições Revistas de Artistas no Brasil (seleção de revistas criadas por artistas, de 1960 a 2010, pertencente às coleções de Jorge Bucksdricker e Regina Melim) e Publicações como Espaço Expositivo (seleção de publicações realizadas como espaço expositivo, a partir dos anos 1960, pertencente à coleção de Regina Melim).

De acordo com Regina, o projeto contempla “atividades que transitam entre si e formam um conjunto que busca desafiar o modelo expositivo que estamos acostumados a visitar. Não expor em vitrine tem sido o maior desafio que acompanha uma exposição de publicação de artista. Assim, as oficinas, visitas guiadas e conversas não são apenas espaços para a ampliação de repertório sobre esse tema. Elas também podem se configurar como um tipo singular de exposição de tais procedimentos”, explica.

História

Regina conta que as publicações de artista surgiram na década de 1960, em contextos distintos, algumas delas, expressamente como reação a uma série de questões específicas do sistema de arte. Desse modo, nascem para ser públicas, para circularem. Seu circuito é o mesmo do livro e das revistas. Nos anos 1970, se ampliam como espaço alternativo para a arte, tanto como produção quanto como exposição. Híbrida ou miscigenada, muitas dessas publicações agregavam artistas de diferentes áreas: literatura, artes visuais, dança, teatro e música. Quando a escrita passou a ser um meio para as artes visuais, foi na publicação de artista que ela encontrou seu meio, não apenas para a sua exposição, mas também para a sua difusão.

Programação:

15/09 – quinta-feira (das 18h30 às 19h30): Visita guiada nas exposições Revistas de Artistas no Brasil e Publicações como Espaço Expositivo, com Jorge Bucksdricker e Regina Melim –local: Fundação Cultural Badesc

 

16/09 a 14/10 – segunda a sexta-feira (das 12 às 19h) – Visitação nas exposições Revistas de Artistas no Brasil e Publicações como espaço expositiv (acervo pertencente às coleções de Jorge Bucksdricker e Regina Melim) – local: Fundação Cultural Badesc

29/09 – quinta-feira- (das 14 às 18h)| Oficina Exposições impressas, com Regina Melim – Inscrições até o dia 16/09, pelo email patriciagaleli@sesc-sc.com.br – informar nome, profissão, contato e qual o interesse em participar da oficina local: Fundação Cultural Badesc

04 e 05/10 – Terça e quarta-feira (das 18h30 às 21h30) – Oficina Ano 1, Nº 0, com Jorge Bucksdricker – Inscrições até o dia 16/09, pelo email patriciagaleli@sesc-sc.com.br – informar nome, profissão, contato e qual o interesse em participar da oficina local: Fundação Cultural Badesc

Programação completa CLIQUE AQUI

Serviço:

O que: Visita guiada às exposições Revistas de Artistas no Brasil e Publicações como espaço expositivo, com  Jorge Bucksdricker e Regina Melim

Quando: 15 de setembro , quinta-feira, às 18h30 | de 15/09 a 14/10 – segunda a sexta-feira (das 12 às 19h), visitação às exposições | 29/09 – quinta-feira- (das 14 às 18h)| Oficina Exposições impressas, com Regina Melim | 04 e 05/10 – Terça e quarta-feira (das 18h30 às 21h30) – Oficina Ano 1, Nº 0, com Jorge Bucksdricker
Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – telefone: (48) 3224-8846
Quanto: Entrada gratuita

Setor Terciário abre dia 15 na Fundação Cultural Badesc

Na quinta-feira, 15 de setembro, às 19h, abre no Espaço 2, da Fundação Cultural Badesc, a exposição Setor Terciário de Bruno Storni e Renato Maretti. O trabalho inédito aborda o cotidiano de pessoas comuns e principalmente, as do setor terciário.

Usando como base produtos domésticos e/ou de limpeza a exposição traz movimentos da história da arte, representando em seu conteúdo o empobrecimento de uma sociedade guiada pelo acúmulo de posse, e organizada em setores estabelecidos em todas as ordens sociais que tiveram novas configurações no Brasil dos últimos anos. Bruno e Renato se colocam como performers, na mesma condição dos materiais, como agentes responsáveis em realizar os serviços que ninguém quer fazer.

“Em 2012, fizemos uma exposição em Barcelona, na Espanha, com materiais de baixo custo e este foi o ponto inicial para uma pesquisa sobre os produtos domésticos e/ou de limpeza que estamos desenvolvendo até hoje.  A relação do público com a exposição está nos materiais utilizados nos trabalhos”, explicam Bruno Storni e Renato Maretti.

A exposição fica aberta para visitação até o dia 20 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h. A entrada é gratuita.

Os artistas

Bruno Storni é bacharel em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP – São Paulo). Participou de diversas exposições no Brasil e Espanha. Foi premiado no 42º Anual de arte no Salão Cultural do Museu de Arte Brasileira (MAB) e Prêmio Residência – programa de exposições de 2011 do Centro Cultural São Paulo (CSSP).

Renato Maretti também é bacharel em Artes Plásticas FAAP. Participou de exposições no Brasil, Argentina e Espanha. Venceu o prêmio 2009 no 41º Anual de arte no Salão Cultural do Museu de Arte Brasileira (MAB).

Serviço

O que: Abertura da exposição Setor Terciário de Bruno Storni e Renato Maretti.

Quando: 15 de setembro, quinta-feira, às 19h – visitação até 20 de outubro.

Local: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – telefone: (48) 3224-8846
Quanto: Entrada gratuita