Itaú Cultural e Fundação Cultural Badesc oferecem workshop

Itaú Cultural e Fundação Cultural Badesc oferecem workshop Singularidades-Anotações sobre fotografia e arte digital

 

Em 31 de agosto abrem as inscrições para as oficinas gratuitas a serem realizadas em outubro; por três dias, o artista, curador e doutor em comunicação em semiótica Gabriel Menotti fala sobre as utilidades da foto em diferentes gerações e ensina técnicas e aplicativos atuais para a criação de imagens computacionais

A partir de 31 de agosto, o Itaú Cultural e a Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, recebem inscrições para o workshop gratuito Natureza Calculada: Estudos em Fotografia Computacional, que integra a série de itinerâncias Singularidades/Anotações – Rumos Artes Visuais promovida pelo instituto.

As oficinas acontecerão de 7 a 9 de outubro (quarta-feira a sexta-feira), sempre das 14h às 18h, na fundação catarinense. Durantes estes dias, o curador independente, pesquisador e doutor em comunicação e semiótica pela PUC-SP Gabriel Menotti abordará o desenvolvimento das técnicas e da utilidade da fotografia em diferentes meios e momentos da história, chegando até aos dias atuais com a arte digital ou computacional. Voltado para professores e estudantes de Artes e artistas interessados em fotografia e arte digital, são disponibilizadas 20 vagas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail fundacaoculturalbadesc@gmail.com até 27 de setembro.

Menotti vai apresentar uma reflexão sobre o significado puro da fotografia, considerando a proposta original de sua invenção no século XIX, que era de imitar a aparência de imagens reais por meio das câmeras. No programa do workshop estão previstas apresentações sobre os desdobramentos da foto no decorrer da história, as mudanças de linguagem, técnicas e meios de utilidade até a análise dos desafios atuais da produção fotográfica.

Revisitando desde a arte até a ciência forense; dos sais de prata ao pixel; da manipulação de negativos à arte digital e computacional atuais, Menotti demonstrará aos alunos como se familiarizar com os usos da imagem para reconhecimento de padrões e aferição de medidas, explicará as diferenças entre alguns processos e técnicas e, por fim, dedicará um dos dias para ensinar como utilizar aplicativos para a criação de modelos computacionais a partir de imagens fotográficas.

 

Itinerância Singularidades-Anotações

A oficina Natureza Calculada: Estudos em Fotografia Computacional é a nona da série de workshops Singularidades/Anotações Rumos Artes Visuais, que durante 2015 segue por cidades do país até completar 10 itinerâncias – já esteve em Niterói-RJ, Campo Grande-MS, Natal-RN, Goiânia-GO, Rio Branco-AC, João Pessoa-PB, Londrina-PR e Porto Velho-RO; o último destino será Santos-SP – ministradas por 11 artistas contemplados no programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural.

O grupo foi selecionado por Aracy Amaral, Paulo Miyada e Regina Silveira – curadores desta série que dá continuidade ao objetivo da exposição Singularidades-Anotações/Rumos Artes Visuais 1998-2013, também sob curadoria dos três: apresentar ao público o legado deste que é o principal programa de fomento no Itaú Cultural nos últimos 18 anos. Realizada em 2014 no instituto em São Paulo, a mostra exibiu obras de outros 35 artistas de todas as regiões do país escolhidos pela curadoria entre os contemplados em todos os editais de Artes Visuais e Arte e Tecnologia do Rumos.

“Os artistas selecionados pela equipe curatorial para esta fase de Singularidades/Anotações têm suas trajetórias ligadas a práticas relacionadas à educação e à formação”, explica Sofia Fan, gerente do núcleo de Artes Visuais do Itaú Cultural. “Como a ideia é gerar trocas de experiências e referências, esta série pode resultar na aproximação destes artistas, que já passaram pelo Rumos com o público e a produção local”, conclui.

 

Rumos Legado

Principal programa de apoio à produção cultural brasileira do Itaú Cultural e uma das plataformas mais longevas de incentivo do país, ao chegar à sua 16ª edição, em 2013, o Rumos Itaú Cultural passou por mudanças estruturais e de conceito, eliminando, entre outras modificações, a divisão de carteiras por áreas de expressão.

A iniciativa estimulou o instituto a buscar o que os contemplados até aquela edição produziram, com a proposta, segundo Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, de lançar um olhar sobre os anteriores 16 anos de trajetória do programa. Assim, ao longo de 2014, o instituto apresentou um recorte da produção realizada pelos artistas selecionados, em um total de 1.130 projetos em Artes Visuais, Arte e Tecnologia, Cinema e Vídeo, Dança, Educação, Jornalismo Cultural, Literatura, Música, Pesquisa Acadêmica e Teatro.

No ano passado, a mostra Singularidades-Anotações/Rumos Artes Visuais 1998-2013 apresentou um recorte do legado dos editais neste período. Foram exibidos mais de 60 trabalhos de 35 artistas, entre os contemplados desde 1998 nos editais de Artes Visuais, Arte e Tecnologia, Transmídia e Novas Mídias até 2013. Agora, em 2015, a série de workshops funciona como uma extensão desse trabalho, com o objetivo de fomentar o debate e a formação sobre a produção recente de arte contemporânea.

 

Sobre Gabriel Menotti

Professor adjunto do Departamento de Comunicação da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), atua também como curador e pesquisador nas mais variadas formas de Cinema. Já organizou exibições de cinema pirata, festivais de filmes remix, campeonatos de videogame, oficinas de roteiro pornô, instalações com projetores super8, mostras de arte generativa e simpósios acadêmicos, entre outros eventos relacionados à produção audiovisual. É PhD em Media and Communications pelo Goldsmiths College (Universidade de Londres) e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Menotti teve obras e resultados de pesquisa apresentados em eventos internacionais, tais como o International Symposium of Electronic Arts, Bienal de Arte de São Paulo, os Rencontres Internationales Paris/Berlin/Madrid e o Festival Transmediale. É autor de Através da Sala Escura (Intermeios, 2012), uma história da exibição cinematográfica a partir da perspectiva do Vjing, e editor da coletânea Besides the Screen (Palgrave, 2015), sobre a distribuição, promoção e curadoria de imagens em movimento.

 

 

 

SERVIÇO

Natureza Calculada: Estudos em Fotografia Computacional
Workshop Singularidades/Anotações – Rumos Artes Visuais
Com Gabriel Menotti

De 7 a 9 de outubro (quarta-feira a sexta-feira)

Das 14h às 18h

Inscrições: de 31 de agosto a 27 de setembro, pelo e-mail:

fundacaoculturalbadesc@gmail.com

20 vagas

Fundação Cultural Badesc recebe Mostra Diversa Cultural

Evento Diversa Cultural_

Mês da Diversidade
Fundação Cultural Badesc recebe Mostra Diversa Cultural

A Fundação Cultural Badesc abre as portas no dia 22 de agosto, sábado, às 17h30, para a Diversa Cultural, evento de manifestação cultural que congrega inúmeras expressões artísticas desenvolvidas por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais sobre temas relacionados às identidades e manifestações político-corporais. A promoção é do Grupo Acontece – Arte e Política LGBT

O objetivo da Mostra – que é uma das atividades do Mês da Diversidade de Florianópolis, é promover e divulgar a potência cultural das identidades sociais historicamente consideradas marginais e vulneráveis e dar visibilidade, questionar e problematizar poeticamente a política corporal no contexto contemporâneo.

A programação da Mostra contempla a exposição fotográfica “Entre Lençóis”, de Patrícia Manaro (São Paulo), um sarau poético-erótico com debate com a escritora Ana Carla Lemos (Pernambuco) e o escritor Moisés Guimarães (Minas Gerais), com condução de Nanni Rios e Monique Guimarães (Rio Grande do Sul).

Cláudia Olivier, da UDESC, realiza a Performance E.L.A – Elementos Legitimadores de Alteridade e Úrsula Barros e Karla Eva encerram o evento numa apresentação que reúne voz, violão e percussão.

Entre Lençóis
A exposição fotográfica Entre Lençóis retrata, sem cortes, de forma franca e poética, a intimidade de casais durante o ato de amor, apresentando desta maneira, os sentimentos reais de pessoas em momentos singelos de sensualidade, mesclando sensitividade e erotismo. Durante a execução do trabalho, a fotógrafa Patrícia Manaro optou por não induzir imagens e a não padronizar a luz do local, transmitindo ao expectador exatamente a intimidade alheia de forma franca e sem manipulação. É uma exposição voltada para o público adulto tem como objeto a consumação do amor e seus momentos mais íntimos, revelando corpos e relações diversas, baseada numa ampla pesquisa de pessoas reais e localidades distintas. As imagens em preto e branco foram produzidas entre 2013 e 2015 em ambiente escolhido pelo casal.
Patrícia Mannaro é formada em Direito, Artes Cênicas e Fotografia. Como fotógrafa, atua como fotojornalista e documentarista, com material publicado em veículos de informação do país.

Sarau poético-erótico
Moisés Guimarães é mineiro de Divinópolis. Estudou Letras na Universidade Federal de Minas Gerais e especializou-se em Educação Sexual pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo. Roteirista de três curtas metragens sobre Intolerâncias (2007). Publicou em 2010 os Contos de Lara no site do grupo teatral do Rio de Janeiro “Eu mesmo e Cia”, é autor da peça teatral “A peruca Loura de Álvaro Campelo” e autor do livro “Neca Faloônica” de 2012, composto em versos livres.
A escritora Ana Carla Lemos, que divide com Moisés o debate do sarau poético-erótico, t0em em sua trajetória de vida a escrita como forma política de estar no mundo, de se mostrar em seus diversos espaços, suas dores, amores e ações políticas, evidenciando o amor entre mulheres, questionando as normatizações, as formas de sentir prazer, despindo-se em palavras. É autora dos livros Letra e Música, Fragilidade e Silêncio e Retalhos e selecionada no Prêmio Novos Poetas 2014, da Editora Vivara.

Performance E.L.A
Cláudia Olivier é mestranda em Teatro UDESC, graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tem experiência diversificada na área de Artes, com ênfase em teatro e dança, atuando principalmente nos seguintes temas: teatro pós-dramático e hibridismo artístico, hoje mais direcionado a interfaces com a dança e o teatro, explorando possibilidades artísticas através da arte da performance.
É performer, atriz, bailarina, pesquisadora e professora de teatro e dança e participa há três anos do espetáculo de dança-teatro Estratégia, dirigido por Zilá Muniz, do Ronda Grupo. Desenvolve pesquisa pessoal em performance e em processos colaborativos junto ao Líquido e Táctil – coletivo de artes e artistas transdisciplinares. Participou do Laboratório Permanente de Performance como artista pesquisadora e como monitora. Auxiliou no preparo corporal, ensaios e processo criativo do espetáculo de dança Assemblage, relativo à realização de estágio docência na disciplina de Montagem do curso de graduação em Teatro da UDESC.
Em E.L.A. o corpo se mostra como um sítio político, sede de agenciamentos culturais que legitimam discursos de alteridade. A partir de um mixed media, se propõe a discutir esses discursos trazendo-os à tona, especialmente aqueles que se referem à violência doméstica, buscando uma revisão dos códigos definidores, questionando: que corpo é esse que se chama de feminino?

Saiba mais
A Mostra Diversa Cultural é uma das atividades do Mês da Diversidade de Florianópolis, que acontecerá entre os dias 08 de agosto a 05 de setembro, com atividades voltadas para o fomento das discussões sobre a diversidade e suas subjetividades culminando na Parada da Diversidade, que será realizada no dia 6 de setembro.
O Grupo Acontece – Arte e Política LGBT é uma entidade sem fins lucrativos e econômicos, de utilidade pública, fundado por um grupo de militantes LGBT e dos Direitos Humanos da capital catarinense em 2013. O Grupo é filiado à Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e tem como finalidade principal defender e promover, a partir de ações políticas e por meio da arte e da cultura, os direitos humanos e a cidadania plena de LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Programação

17h30 – Vernissage de abertura da exposição fotográfica “Entre Lençóis”, de Patrícia Manaro (São Paulo)
18h – Lançamento do livro “Bicha (nem tão) má – LGBTs em telenovelas”, da pesquisadora Fernanda Nascimento (Rio Grande do Sul)
19h – Sarau Poético/Erótico com debate com a escritora Ana Carla Lemos (Pernambuco) e o escritor Moisés Guimarães (Rio de Janeiro), com condução de Nanni Rios e Monique Guimarães (Rio Grande do Sul)
20h30 – “Performance E.L.A” – Elementos Legitimadores de Alteridade, com Claudia Olivier da UDESC
21h – Voz, violão e percussão com Úrsula Barros, Stefy Cunha e Karla Eva (Santa Catarina)

Serviço
O quê: Mostra Diversa Cultural
Quando: 22 de agosto, sábado, às 17h30
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Entrada gratuita

 

Quinta-feira de sarau literário e musical na Fundação

A poeta lageana Fêre Rocha e os músicos Alexandre Green, Juliano Malinverni, o dueto Tatiana Cobbett e Marcoliva e músicos locais serão os responsáveis pela programação cultural desta quinta-feira, a partir das 19h, na Fundação Cultural Badesc.

Cotidiano Horizonte é o primeiro livro publicado por Fêre Rocha e é uma coletânea de poemas e aforismos que registram diferentes épocas da vida da autora. “Por meio dos meus escritos, gostaria de transmitir o que sinto quando a arte de alguém me toca, emociona, conforta e principalmente me perturba, tira do lugar comum provocando a reflexão e o questionamento”, declara Fêre.

Completam a proposta cultural desta quinta-feira, a sonoridade dos artistas musicais locais. Alexandre Green, que desde criança está envolvido com a música, é parceiro de Fêre Rocha em composições e promete levar a boa qualidade de trabalho que marca sua trajetória musical, como por exemplo, a parceria com a poetisa na música Confissões de um brazuca acomodado.

Muito conhecido por sua dedicação à música, Juliano Malinverni apresentará parte de seu trabalho autoral. No ano em que comemoraram 15 anos de estrada, Tatiana Cobbett e Marcoliva levam ao público a conhecida atitude cênica e a forte pegada poética de suas apresentações.

Poesia na alma

Fêre Rocha nasceu em Lages, é jornalista, atua como redatora publicitária e é blogueira há seis anos, quando criou o Blog da Fêre para publicar o que escreve. Foi membro da oficina literária Letras no Jardim, em Florianópolis e em janeiro de 2015 realizou uma exposição de seus poemas na Casa do Sambaqui, espaço artístico-cultural, também em Florianópolis. Fêre tem algumas parcerias musicais como compositora com músicos da capital catarinense e de São Paulo. É colunista no blog Ame Você e na revista digital Itinerário Imprevisto. O livro Cotidiano Horizonte tem 92 páginas, foi prefaciado pelo escritor pernambucano Tadeu Sarmento (vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura – categoria Romance), ilustrado por Fabiano Sogabe e tem projeto gráfico de Priscilla Thives. Para a autora, a inutilidade poética é capaz de resgatar a beleza onde muitos não notam e permitir o grito onde muitos não ousam “O que faço é bastante natural, pouco calculado, uma necessidade antes de qualquer coisa. Atingir mais pessoas, certamente é muito bom para quem escreve e distribui suas linhas por aí. Se causar alguma dessas sensações citadas, melhor ainda!”, acrescenta Fêre.

Capa Livro

 

Serviço

O que: Lançamento Livro Cotidiano Horizonte, de Fêre Rocha.

Quando: 9 de julho (quinta-feira)- a partir das 19h

Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Quanto: Gratuito

Projeto Souvenir na Fundação Badesc

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Jazz
Projeto Souvenir realiza apresentação na Fundação Cultural Badesc
Com a proposta de resgatar os grandes ícones do jazz dos anos 20 e 30, os músicos Kadu Müller, Thiago Almeida, Tie Pereira e Adriano Mendes apresentam no dia 11 de junho, a partir das 20h, na Fundação Cultural Badesc, o projeto Souvenir.
No set list estão incluídas músicas de artistas como Chet Baker, Louis Armstrong, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Fats Waller e Ray Charles. “O improviso e a espontaneidade são fundamentais nas nossas apresentações. Vamos fazer um registro especial nesta apresentação na Fundação Badesc”, explica Thiago Pereira quando conta que o público irá se surpreender com a associação do jazz do século passado com asexperiências contemporâneas dos músicos.

Por que Souvenir?
“Uma taça, um postal, um livreto, uma camisa ou um chapéu podem ser um souvenir. Desses facilmente encontrados nas feirinhas das cidades. Qualquer outro achado ou feito que esteja carregado de memória e significado também pode ser um souvenir para alguém. Ao redor do mundo, as pessoas colecionam essa ideia em forma de presentes. E apesar de carregar lembranças, geralmente custam pouco ou até nada. A música também pode ser um presente? E porque não um souvenir?”, diz o manifesto da banda.

Banda
Kadu Müller – Violino
Thiago Almeida – Vocais / Guitarra Tenor
Tie Pereira – Baixo
Adriano Mendes – Bateria

Haitianos em SC é tema de roda de conversa na Fundação Cultural Badesc

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A Fundação Cultural Badesc promove no dia 10 de junho, às 14h, uma roda de conversa para debater os desafios da inserção laboral e a diversidade cultural dos haitianos em Santa Catarina. O debate é aberto à comunidade e terá a participação da professora Gláucia de Oliveira Assis (Udesc), Luiz Felipe Aires Magalhães (Unicamp), Maria das Graças Brightwell (UFSC) e representantes da comunidade haitiana no Estado.

De acordo com Gláucia de Oliveira, a mesma forma como os imigrantes são recebidos pelos brasileiros, ocorre com  a emigração de brasileiros  para a Europa em busca de novas oportunidades no disputado mercado de trabalho europeu. “Nesse início de século XXI, a dispersão de povos e culturas através de espaços geográficos ou espaços imaginados tem colocado novos sentidos para os deslocamentos. São grupos como afro-americanos, mexicanos, caribenhos, haitianos, portugueses e brasileiros que espalham-se pelo mundo cruzando fronteiras, reconstruindo identidades”, comenta.

Vivem hoje em Santa Catarina aproximadamente 1,6 mil haitianos. A maioria vem em busca de trabalho e de uma melhor condição de vida.

 

Haiti- Bombagai

Quem for até a Fundação Cultural Badesc participar da discussão poderá conferir a exposição Haiti-Bombagai, de Radilson Carlos Gomes. A exposição é um conjunto de 39 fotografias produzidas em 2011, um ano após o terremoto que assolou aquele país e que resultou em pelo menos 100 mil mortos e mais de três milhões de atingidos. A exposição é inédita e fica disponível ao público até 12 de junho.

 

Serviço:

O que: Roda de Conversa: Haitianos em Santa Catarina: os desafios da inserção laboral e diversidade cultural

Quando: 10/06 (quarta-feira), às 14h

Onde: Fundação Cultura Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216- Centro- Florianópolis

FCBadesc apresenta performance e pré-lançamento do disco de Diogo de Haro

 

O pianista Diogo de Haro realiza a perfomance “Miragem” na quinta-feira (21/5), às 20h, na Fundação Cultural Badesc. O trabalho consiste em som produzido exclusivamente pelas variações de tensão elétrica em equipamentos de síntese analógica. Na ocasião Diogo também realizará o pré-lançamento do  seu disco solo “Paisagem em Colapso”.

De acordo com Diogo, o contato com sintetizadores iniciou em 2013, com o projeto “Som e Chão” realizado em parceria com o artista plástico Tiago Romagnani Silveira. “Neste projeto trabalhávamos muito  com a arte sonora, agora em Miragem a perfomance é mais musical”, explica.

Diogo de Haro é pianista e compositor. Faz há 18 anos apresentações de música experimental e composição instantânea. Autor de trilhas sonoras para filmes, peças de teatro e espetáculos de dança, estudou piano e improvisação e música eletrônica em Colônia, Alemanha.

 

Mais sobre “Miragem”

As configurações dos sintetizadores são preparadas tendo-se em vista as possibilidades de processo de manipulações de sons em tempo real e a ativação de geradores de acaso, proporcionando uma colaboração entre a intencionalidade e aleatoriedade. O momento é uma proposta de estado de consciência fluida em que interpenetram-se os âmbitos da matéria, dos sentidos e do imaginário.

 

Serviço

O quê: Perfomance Miragem, de Diogo de Haro

Quando: 21 de maio, às 20h

Onde:  Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846

Quanto: gratuito

Ana Zavadil apresenta projeto da 10ª Bienal do Mercosul na Fundação Cultural Badesc

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Nesta terça-feira, dia 17 de março, às 17h, a curadora-assistente da 10ª Bienal do Mercosul Ana Zavadil apresenta o projeto curatorial da Bienal na Fundação Cultural Badesc. O encontro, aberto a comunidade artística, acadêmica e público em geral, faz parte de uma série de diálogos que a Bienal do Mercosul vem propondo aos seus públicos. Desde novembro de 2014 os membros da equipe curatorial já realizaram estas apresentações em Porto Alegre, Santiago do Chile, Buenos Aires, Caracas e Guaiaquil.

Com o título Mensagens de Uma Nova América a 10ª Bienal acontece de setembro a novembro de 2015, em Porto Alegre.  Nesta edição, retoma uma vocação histórica priorizando a arte produzida nos países da América Latina. A equipe curatorial é formada pelo curador-chefe Gaudêncio Fidelis (Brasil), o curador-adjunto Márcio Tavares (Brasil) e pelos curadores-assistentes Ana Zavadil (Brasil), Carmen Cebreros Urzaiz (México), Fernando Davis (Argentina), Raphael Fonseca (Brasil) e Ramón Castillo Inostroza (Chile).

Quatro grandes campos conceituais compõem a 10ª Bienal do Mercosul: A Jornada da Adversidade, A Insurgência dos Sentidos, O Desapagamento dos Trópicos e A Jornada Continua. Cada um deles será composto por uma ou mais mostras, além de atividades voltadas para a formação profissional no campo curatorial e o desenvolvimento de um Programa Educativo relacionado.

Por isso [não] provoque!

O seminário Por isso [não] provoque! – contemplado com o Edital Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais 2ª edição – será realizado na Fundação Cultural BADESC, no sábado, dia 21 de março de 2015, das 13h30 às 20h30.

Com entrada gratuita, o evento busca realizar uma prospecção da cena curatorial brasileira através da interlocução de curadores, críticos e artistas de várias gerações e regiões. O projeto propõe interlocuções sobre questões políticas e estéticas determinantes do campo de discussões que constituem o circuito contemporâneo. Procura ainda promover o intercâmbio, o fomento e a troca de experiências, possibilitando a formação de redes colaborativas alternativas às instituições oficiais.

O evento contará com a presença de críticos, artistas e curadores de várias regiões do país, como por exemplo, Janaina Melo – curadora e arte educadora (MG/RJ); Marilia Panitz – curadora e crítica de arte (DF); Marisa Mokarzel – crítica e curadora de arte (PA); Lia Chaia – artista (SP); Juliana Monachesi – jornalista cultural e curadora (SP); Priscila dos Anjos – artista (SC) e Raul Antelo – crítico de arte (SC).

 

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SERVIÇO

O quê: Seminário Por isso [não] provoque!

Quando: 21 de março, das 13h30 às 20h30.

Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846. 

Quanto: gratuito.

 

REALIZAÇÃO

Edital Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais 2ª edição

Apoio: Fundação Cultural Badesc e SESC Florianópolis 

Biografia de Sant-Exupéry é lançada na Fundação Badesc

Capa do livro Saint-Exupéry ou O Ensinamento do Deserto, de Jean Huguet. Tradução de Carmen Lúcia e Márcia Regina

 

Obra inédita no Brasil do francês Jean Huguet tem tradução local

 

Quinta-feira, 18 de dezembro, a partir das 19 horas, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, Carmem Lúcia Gerlach e Márcia Regina B Moraes lançam, pela Editora Insular, a tradução Saint-Exupéry ou O Ensinamento do Deserto, de Jean Huguet.

A autorização para traduzir, para o português, este ensaio filosófico — que percorre o deserto, o silêncio e Deus — veio da viúva Geneviève Huguet. Huguet e sua obra eram até hoje desconhecidos do público leitor de nosso país.

Um convite à introspecção é feito na leitura de Saint-Exupéry ou O Ensinamento do Deserto: “meditar e redescobrir seu mundo interior”.

Antoine de Saint-Exupéry escreveu obras como Voo Noturno, Terra dos Homens e O Pequeno Príncipe, que reúnem, por todo o mundo, leitores apaixonados. Em seu texto há aventura, sabedoria, sensibilidade, muito de tudo isso veio de sua vivência no deserto.

O escritor Jean Huguet nasceu em 1925 na comunidade de pescadores Chaume, em Sables d’Olonne, no litoral do Atlântico francês, e morreu em 2006 no mesmo local. Foi livreiro em Paris, e sua vasta obra compreende, entre tantas, Vendée (1981), com prêmio no Festival do Livro de Nice (França) e Paul-Émile Pajol, marinheiro-pescador e pintor (1989), com a admiração do cineasta e escritor Jean Cocteau (1889-1963).

Carmem Lúcia Gerlach é professora titular aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e tem doutorado e pós-doutorado em Língua e Literaturas Francesas pela Universidade de Mirail em Toulouse (França). A jornalista e revisora Márcia Regina B Moraes é formada pela UFSC, e tem bacharelado em Língua e Literaturas Inglesas e formação em francês (Nancy III) na Aliança Francesa de Florianópolis.

 

O quê: Lançamento da tradução do livro Saint-Exupéry ou O Ensinamento do Deserto, de Jean Huguet, feita por Carmem Lúcia Cruz Lima Gerlach e Márcia Regina Barreto Moraes. Quando: 18 de dezembro, quinta-feira, das 19 às 22 horas. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Telefone: 3224-8846. Quanto: gratuito.

Saint-Exupéry ou O Ensinamento do Deserto. Jean Huguet, tradução de Carmem Lúcia Cruz Lima Gerlach e Márcia Regina Barreto Moraes. Editora Insular. 2014. 101p. R$ 30,00 (R$ 20,00, preço especial para o dia do lançamento).