ESPAÇO FERNANDO BECK | 07 DE MARÇO A 20 DE ABRIL DE 2017
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
Exposição Plutão não é mais planeta, de Débora Steinhaus.
APRESENTAÇÃO
“A natureza é plena de infinitas razões que não podem ser conhecidas pelos sentidos”
Leonardo da Vinci
…descobrir na categoria da pintura o meio adequado para qualificar seus interesses artísticos e ideológicos levou Débora Steinhaus a um desafio extra, fazer pintura? Não há de omitir-se o fato de que remar ao arrepio da maré implica em esforço muito grande quando o problema é criar idônea versão da realidade, com regras pontualmente apropriadas, e longe dos acessórios e códigos que não devem ser recapitulados.
(…) na travessia da arte, traduzir o mundo, ás vezes concerne mais aos desvios do que aos caminhos.
A pintura de Débora Steinhaus ocupa um nicho específico na arte Brasileira.
O processo produtivo da artista, paciente e esclarecedor, não se orienta para a silenciosa via simbolista onde paisagens imaginárias emergem em brumas que nos envolvem e fascinam seja pela metafísica inerente, seja pela meditação ou pelo ocultamento. A figuração de Débora Steinhaus trai um pensamento alerta, não afeiçoado aos labirintos, e o sossego de seu repertório visual não tende a contemplação, mas a verificação (tornar verdadeiro).
Débora Steinhaus sente-se mais à vontade com grandes formatos. Aí o espaço ampliado nos permite verificar melhor como nada flutua e como, no meio da luz explícita, raramente dramática, o teor introspectivo cede a uma relação matemática (por certo empírica) que lembra os pintores holandeses do século XVII (De Hooch), e também por estranho que pareça, Mondrian, que nesse particular aspecto, é bom intérprete daqueles.
(…) Quando há referências nessas rotinas do cotidiano que se apresentam aos olhos do espectador é mais fácil encontrá-las em Vermeer do que no flagrante tirado pela máquina fotográfica. Percebemos na pintura de Débora Steinhaus intimidade sem intimismo, uma intimidade por assim dizer cartesiana, com lugar para o exógeno, mas não para o exótico. Se as antropologias procuradas podem estar na China, na Europa central, no oriente Médio, é que as guerras ou desastres desses mundos aparentemente distantes pertencem à imediatez do tempo e à contração do espaço, à fuga da lonjura e à condição humana nesse mundo globalizado às portas do aquecimento ameaçador.
(…) podemos afirmar que os códigos de representação, na pintura de Débora, não provêm de nenhum dos realismos experimentados no decorrer do modernismo. Trata-se, está na hora de repetir, de uma conquista que lhe tem custado um comprometimento nada fácil de ser administrado.
Excerto do texto de:
João Evangelista de Andrade Filho
Visitação gratuita pode ser feita de 20 de julho a 1º de outubro de 2021
Uma instalação de buquês de mato seco suspensos em varais de linha e a projeção de vídeo experimental na parede integram a exposição Buquê Marginal das artistas Bruna Granucci e Edinara Patzlaff. A mostra pode ser visitada gratuitamente a partir de 20 de julho de 2021.
Essa é a primeira exposição individual das artistas visuais e foi selecionada no Edital 2020 da Fundação. Com curadoria de Juliana Crispe, Buquê Marginal é uma exposição inédita que começou a ser pensada ainda em 2019.
“Trabalhamos nela desde 2019 quando iniciamos as coletas de mato em nossas cidades, Florianópolis e Porto Alegre, e paralelamente desenvolvemos algumas pesquisas e reflexões em torno deste corpo-mato-marginal”, explicam as artistas.
O projeto, que reúne duas mulheres-mato, Bruna e Edinara, aborda o feminismo e faz questionamentos sobre a beleza e a liberdade da mulher, tendo o corpo e o espaço como inspiração. Ambas utilizam o mato que brota na rua e é podado pelas mãos da sociedade como forma de protesto, e o corpo do mato como ocupação, trazendo uma nova leitura sobre a beleza.
“O projeto é uma instalação que propõe a materialização deste conceito ´mulheres-mato´ que perseguimos nesta pesquisa sobre a invisibilidade social feminina. Tanto que seguimos investigando sobre esse conceito no @mulheresmato”, salientam Bruna e Edinara.
A montagem de uma parede de plantas, composta por diferentes tipos e espécies de mato coletado nas cidades das artistas, traz a ideia de uma nova leitura sobre ´plantas sem valor´ que crescem em paisagens urbanas e são marginalizadas.
Para as artistas, a Fundação Cultural BADESC é um espaço incrível dentro da cidade de Florianópolis e que tem o papel importante de dar visibilidade a novos artistas e curadores em Santa Catarina.
“Estamos ansiosas para apresentar todo o mato que coletamos juntas nesses meses todos que antecederam a exposição e temos certeza de que vai ser uma experiência potente”, completam as artistas.
A visitação é gratuita e pode ser feita de terça-feira a sábado, das 13h às 18h, no casarão que fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216. Importante lembrar que o uso de máscara é obrigatório e a visitação é limitada a cinco pessoas por vez no espaço.
Sobre as artistas:
Bruna Granucci é formada em Cinema, nasceu em Mogi-Mirim, interior de São Paulo, vive e trabalha em Florianópolis/SC. É formada em Cinema pela UNISUL – Universidade do Sul de
Santa Catarina, 2010, Artista visual independente. Múltipla, a sua produção abrange desde colagens analógicas, bordados livres passando pelo desenvolvimento de vídeos experimentais e projetos de instalação e murais. Nesses diferentes meios e experimentações procura estabelecer um diálogo com o seu entorno social e político e suas experiências pessoais, materializando a subjetividade de seu pensamento, recorrendo sistematicamente à um discurso feminista e poético. Participou de mostras de arte e feiras gráficas em Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, além de exposições coletivas pelo estado de Santa Catarina.
Edinara Patzlaff trabalha e vive em Porto Alegre/RS. Com formação em Fotografia pela Universidade Feevale em 2017, sua produção abrange processos experimentais dentro da fotografia analógica, oficinas de zines e projetos de instalações/intervenções na rua. Nesses diferentes meios experimentais estabelece um diálogo político e feminista em suas obras, recorrendo à um discurso poético. Expôs em centros culturais de Novo Hamburgo / RS, Porto Alegre/ RS. Participa da Exposição Itinerante Fanzinoteca desde 2016, com 18 zines publicados. Expôs em mostras de artes e feiras gráficas em Porto Alegre/RS, Carlos Barbosa/RS, Bento Gonçalves/RS, Novo Hamburgo/RS, São Paulo/ SP e Santa Catarina/ SC. No momento trabalha como fotógrafa publicitária e em projetos autorais.
Serviço: Exposição Buquê Marginal de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff
Visitação: de 20 de julho a 1º de outubro de 2021 – de terça-feira a sábado, das 13h às 18h Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846 Entrada Gratuita
Mostra inédita apresenta cerca de 20 obras e séries da artista catarinense
A partir de 13 de julho de 2021 a Fundação Cultural BADESC recebe uma mostra inédita para visitação presencial gratuita. Meg Tomio Roussenq apresenta a exposição Pedra-Carne, que faz um recorte dos últimos 10 anos de produção da artista catarinense.
Com curadoria de Anna Moraes e Rafaela Maria Martins, a mostra é composta por cerca de 20 obras e séries, divididas em quatro temas curatoriais: Pedra, Carne, Carnificina e Florescer.
Meg conta que a exposição é um recorte de trabalhos que dialogam com uma ideia de pedra e carne. E ao pintar uma pedra de vermelho como uma representação de carne em seu interior, a artista convida os espectadores a olhar atentamente e refletir sobre as transformações e ciclos vitais da existência.
“A pedra que se faz carne expõe aquilo do interior, transmutando em vida que pulsa e lateja, que vive e morre, completando um ciclo para enfim renascer. A exposição tem a ver com isso: com ciclos de vida e morte, sobre processos de cura e da nossa relação com a natureza”, explica Meg que já participou de outras exposições coletivas na Fundação e em 2004 apresentou a exposição individual Tramas do Tempo também no casarão.
Contemplada no Edital 2020 da Fundação, a mostra apresenta trabalhos fortes, impactantes e carregados de metáforas a respeito da vida enquanto mundo, seu peso e suas transformações.
A exposição Pedra-Carne poderá ser visitada, gratuitamente, de terça-feira a sábado, das 13h às 18h, até 1º de outubro de 2021. E para garantir uma visitação segura, a equipe da Fundação segue todos os protocolos sanitários, tanto que o uso de máscara é obrigatório e a visitação é limitada a cinco pessoas por vez no espaço.
Sobre Meg Tomio Roussenq
Artista visual nascida em Rio do Sul/SC, é graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela PUC/RS, especializou-se em pintura mural e afresco em Mezzolombardo, Itália. Mestrado em Poéticas Visuais na linha de processos de criação PPGAV– UFRGS. Atua há 22 como professora de artes, em Santa Catarina.
Como artista realizou cerca de 36 exposições individuais e 82 exposições coletivas, escreveu textos críticos para artistas de SC, assim como criou, orientou e desenvolveu projetos expositivos nacionais e internacionais. Vive e trabalha em Florianópolis há 15 anos, e participa do Nacasa Coletivo Artístico desde a sua criação.
Serviço: Exposição Pedra-Carne de Meg Tomio Roussenq
Visitação: de 13 de julho a 1º de outubro de 2021 – de terça-feira a sábado, das 13h às 18h Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846 Entrada Gratuita
Exposição Rodrigo de Haro: Sem repetir uma única estrela.
O artista e poeta Rodrigo de Haro morreu na manhã da quinta-feira, 1º de julho de 2021, em Florianópolis aos 82 anos. Nascido na França e radicado em Florianópolis, ele era graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), doutor pela Universidad del País Vasco e pós-doutor em Arte Pública pela UFF-RJ.
Rodrigo de Haro faz parte da história artística de Santa Catarina. Em 2018 recebemos na Fundação Cultural BADESC a exposição Rodrigo de Haro: Sem Repetir Uma Única Estrela. Com curadoria de Fabrício Peixoto e Enéleo Alcides, a mostra reuniu 60 obras – dentre elas pinturas, desenhos, cartazes, livros e manuscritos de coleções particulares e de instituições públicas. E muitas delas foram expostas pela primeira vez.
A equipe da Fundação, em nome da diretora geral, Margaret Waterkemper, expressa os mais sinceros sentimentos para os familiares do artista.
ANA VIEGAS • LENGO D´NORONHA • CARLA LINHARES • CHARLES STEUCK • EGIDIO ROCCI • FELIPE VERNIZZI • GUTO KUERTEN • LEANDRO LOPES DE SOUZA • RADJI SCHUCMAN • SANDRA CORREIA FAVERO • SERGIO VIGNES
CURADORIA DE FERNANDO BOPPRÉ
ESPAÇO 2 | 17 DE SETEMBRO A 16 DE OUTUBRO 2015
Fotografias, vídeos e objetos de 11 artistas em homenagem aos povos ameríndios pré-históricos, os chamados homens do sambaqui, que ocuparam o território litorâneo brasileiro há milhares de anos. “eu considerei que o procedimento de coletar e caçar na atualidade – isso no interior do campo artístico, também se faz por meio de instrumentos modernos como a câmera fotográfica e a de vídeo”, declara o curador e criador da proposição.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografia por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografia por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
Exposição Caçadores e Coletores, Coletiva. Fotografias por Ana Viegas.
APRESENTAÇÃO
Uma singela homenagem aos povos ameríndios pré-históricos, os chamados homens do sambaqui, que ocupavam o território litorâneo em que vivemos. Uma retumbante constatação deque – apesar da tecnologia, dos fast-foods, das bolsas de valores especializadas em sabotar estados nacionais, das impressões fotográficas em papel 100% algodão – continuamos sendo um bando de caçadores, coletores e acumuladores em larga escala. Um convite a artistas que se utilizam com delicadeza do procedimento do estar à espreita e com os olhos bem abertos para o outro e para o ambiente.
Duas mostras seguem em exposição até o mês de julho de 2021
Nos primeiros meses de 2021, as portas da Fundação Cultural BADESC, localizada no Centro de Florianópolis, reabriram para visitação com agendamento, no entanto, a partir de 1º de junho, o casarão estará aberto de terça-feira a sábado, das 13h às 18h.
A equipe da Fundação segue todos os protocolos sanitários, tanto que para a realização da visita é preciso fazer o uso, o tempo todo, de máscara. Na entrada, além da aferição de temperatura, é oferecido álcool em gel para higienização das mãos e a visitação será limitada a cinco pessoas por vez no espaço.
“Estamos preparados para receber os visitantes e proporcionar um passeio seguro, por isso é que limitamos a circulação do público dentro do casarão”, destaca a diretora geral, Margaret Waterkemper.
Duas mostras em exposição Seguem em exposição duas exposições, selecionadas no Edital 2020. Dante Acosta apresenta, até 2 de julho, 19 trabalhos na mostra As Coisas Distantes Parecem Menores Do Que São Na Realidade, já Carol Krügel exibe, até 9 de julho, 27 ilustrações a grafite emolduradas na exposição Retratos Fantásticos.
ESPAÇO FERNANDO BECK | DE 03 DE SETEMBRO A 09 DE OUTUBRO DE 2015
Os imigrantes que chegaram ao Brasil no século passado foram retratados e resgatados por meio de desenhos, aquarelas, intervenções sobre fotografias e pinturas sobre tela. Para a realização Memória Migratória, a artista buscou materiais em fotografias encontradas em mercados, arquivos fotográficos, museus e em coleções privadas. Pauline Zenk é alemã com formação na Academia de Arte Muthesius em Kiel (Alemanha), estudou como Erasmus na Faculdad de Bellas Artes, em Madrid (Espanha) e também na Gerrit Rietveld Academie, em Amsterdã (Holanda). Realizou residências artísticas em Medellin (Colômbia) e em São Paulo. Pauline Zenk mora na França.
Exposição Memória Migratória, de Pauline ZenkExposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline ZenkExposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
“Weights of the Past”, aquarela e lápis sobre papel, 2015.“Weights of the Past”, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
“Weights of the Past”, aquarela e lápis sobre papel, 2015.“Weights of the Past”, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Alien ears, aquarela e lápis sobre papel, sd. 21x15cm. Fonte: Pauline Zenk.
Alien ears, aquarela e lápis sobre papel, sd. 21x15cm. Fonte: Pauline Zenk.
As pessoas do pasado, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
As pessoas do pasado, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Cultura, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Coleção particular. Fonte: Pauline Zenk.
Cultura, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Coleção particular. Fonte: Pauline Zenk.
Dark past, aquarela e lápis sobre papel, sd. 21x30cm. Fonte: Pauline Zenk.
Dark past, aquarela e lápis sobre papel, sd. 21x30cm. Fonte: Pauline Zenk.
Memory drops of times long gone by, aquarela e lápis sobre papel, sd. 21x30cm. Fonte: Pauline Zenk.
Memory drops of times long gone by, aquarela e lápis sobre papel, sd. 21x30cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem Título, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem Título, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem Titulo, aquarela e lápis sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem Titulo, aquarela e lápis sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2015. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, aquarela e lápis sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Força de trabalho, aquarela sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Força de trabalho, aquarela sobre papel, 2014. 30x21cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, acrílica sobre tela, 2014. 30x24cm. Acervo Fundação Cultural BADESC. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, acrílica sobre tela, 2014. 30x24cm. Acervo Fundação Cultural BADESC. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, acrílica sobre tela, 2014. 30x24cm. Coleção Particular. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, acrílica sobre tela, 2014. 30x24cm. Coleção Particular. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, acrílica sobre tela, 2014. 40x30cm. Fonte: Pauline Zenk.
Sem título, acrílica sobre tela, 2014. 40x30cm. Fonte: Pauline Zenk.
Else - a German immigrant to Brazil, acrilíca sobre tela, 2014. 40x30cm. Fonte: Pauline Zenk.
Else - a German immigrant to Brazil, acrilíca sobre tela, 2014. 40x30cm. Fonte: Pauline Zenk.
APRESENTAÇÃO
Exposição Memória Migratória, de Pauline Zenk.
Cor, forma – lavrado, valor
Linha, ponto – separação, encontro
A aquarelista com seu apuro investigatório de pertencimento entre Alemanha e Brasil, converte-se própria na compaixão imigrante desbravadora. Em razão
do visível, o seu olhar digressivo excursa vigente até convergir com os traços analógicos no momento que somos absorvidos pelas sensações convidativas que delineiam as memórias de trabalho, lar, família e esperança.
Tenções e intenções percorrem identidades anônimas imaginadas em não temporalidades recorrentes, antes veladas agora reveladas.
Vermelhos consanguíneos, amarelos pósteros, azuis ideados, pretos ponderados, retratam sentimentos de fotografias que deixaram para trás a sua história,
agora reavida.
Memórias desarquivadas de fotos encontradas dentro de livros ou recuperadas em feiras são reconstruídas com percepções que revelam a coletividade ressonante da trajetória do ethos migratório.
ESPAÇO PAULO GAIAD | DE 18 DE OUTUBTO A 17 DE NOVEMBRO DE 2018
Em homenagem ao artista Paulo Gaiad, reconhecidamente um dos mais importantes do Estado de Santa Catarina, a Fundação Cultural Badesc reinaugura o espaço expositivo no piso superior com o seu nome. Entre 26 de novembro de 2015 e 26 de fevereiro de 2016, a exposição Impossibilias: arquivo e memória em Paulo Gaiad ocupou todos os espaços da Fundação reunindo o maior número de obras do artista já expostas em conjunto. Esta foi a última exposição do artista em vida, que faleceu em outubro do mesmo ano. A reinauguração traz um dos vídeos que integrou esta exposição com um vídeo, duas obras inéditas do artista, além de uma série de imagens e textos que resumem a trajetória do Espaço 2 desde a sua criação, em 2014. Paulo Gaiad nasceu em São Paulo. Mudou-se para Florianópolis nos anos 1980. Foi Arquiteto e Desenhista. Sua produção contempla a pintura, o desenho, a fotografia, a instalação e a literatura.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
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Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
After Darkness I, 2014. Acrílica sobre tela com fotografia e colagem, 120x100cm.
After Darkness I, 2014. Acrílica sobre tela com fotografia e colagem, 120x100cm.
Luz e sombra. A tempestade, 2007. Acrílica sobre tela com fotografia e colagem, 120x60cm.
Luz e sombra. A tempestade, 2007. Acrílica sobre tela com fotografia e colagem, 120x60cm.
Logo Espaço 2
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Convite Diálogos Expostos, coletiva.
Convite Diálogos Expostos, coletiva.
Convite Diálogos Expostos, coletiva.
Convite Diálogos Expostos, coletiva.
Convite (In)adequadas, de Silvia Teske.
Convite (In)adequadas, de Silvia Teske.
Convite (In)adequadas, de Silvia Teske.
Convite (In)adequadas, de Silvia Teske.
Convite Rendas no ar, de Sandra Alves.
Convite Rendas no ar, de Sandra Alves.
Convite Rendas no ar, de Sandra Alves.
Convite Rendas no ar, de Sandra Alves.
Convite Reminiscências Urbanas, de Maíra Ishida.
Convite Reminiscências Urbanas, de Maíra Ishida.
Convite Reminiscências Urbanas, de Maíra Ishida.
Convite Reminiscências Urbanas, de Maíra Ishida.
Convite Disability, de Adriana Maria dos Santos.
Convite Disability, de Adriana Maria dos Santos.
Convite Disability, de Adriana Maria dos Santos.
Convite Disability, de Adriana Maria dos Santos.
Convite Topografia da Alma, de Radji Schucman.
Convite Topografia da Alma, de Radji Schucman.
Convite Topografia da Alma, de Radji Schucman.
Convite Topografia da Alma, de Radji Schucman.
Convite ;’. caos na margem^´’,., de Fê Luz e Lela Martorano.
Convite ;’. caos na margem^´’,., de Fê Luz e Lela Martorano.
Convite ;’. caos na margem^´’,., de Fê Luz e Lela Martorano.
Convite ;’. caos na margem^´’,., de Fê Luz e Lela Martorano.
Convite Autorretrato, de Lilian Barbon.
Convite Autorretrato, de Lilian Barbon.
Convite Autorretrato, de Lilian Barbon.
Convite Autorretrato, de Lilian Barbon.
Convite Paragens, de Manuela CostaLima.
Convite Paragens, de Manuela CostaLima.
Convite Paragens, de Manuela CostaLima.
Convite Paragens, de Manuela CostaLima.
Convite Sob o Preço da Carne, de Jenny Granado.
Convite Sob o Preço da Carne, de Jenny Granado.
Convite Sob o Preço da Carne, de Jenny Granado.
Convite Sob o Preço da Carne, de Jenny Granado.
Convite Caçadores e Coletores (No Fine Arts), coletiva.
Convite Caçadores e Coletores (No Fine Arts), coletiva.
Convite Caçadores e Coletores (No Fine Arts), coletiva.
Convite Caçadores e Coletores (No Fine Arts), coletiva.
Convite Escrito, de Maíra Dietrich e Extremos, de Tereza Bossler.
Convite Escrito, de Maíra Dietrich e Extremos, de Tereza Bossler.
Convite Escrito, de Maíra Dietrich e Extremos, de Tereza Bossler.
Convite Escrito, de Maíra Dietrich e Extremos, de Tereza Bossler.
Convite Impossibilias: arquivo e memória em Paulo Gaiad.
Convite Impossibilias: arquivo e memória em Paulo Gaiad.
Convite Impossibilias: arquivo e memória em Paulo Gaiad.
Convite Impossibilias: arquivo e memória em Paulo Gaiad.
Convite Abluções, de Célio Braga.
Convite Abluções, de Célio Braga.
Convite Abluções, de Célio Braga.
Convite Abluções, de Célio Braga.
Convite Registros: ficções polaroides, de Joana Amarante.
Convite Registros: ficções polaroides, de Joana Amarante.
Convite Registros: ficções polaroides, de Joana Amarante.
Convite Registros: ficções polaroides, de Joana Amarante.
Convite O Nômade e o Sedentário, de Diane Sbardelotto.
Convite O Nômade e o Sedentário, de Diane Sbardelotto.
Convite O Nômade e o Sedentário, de Diane Sbardelotto.
Convite O Nômade e o Sedentário, de Diane Sbardelotto.
Convite Linha do Tempo, de Itamara Ribeiro.
Convite Linha do Tempo, de Itamara Ribeiro.
Convite Linha do Tempo, de Itamara Ribeiro.
Convite Linha do Tempo, de Itamara Ribeiro.
Convite Setor Terciário, de Bruno Storni e Renato Maretti.
Convite Setor Terciário, de Bruno Storni e Renato Maretti.
Convite Setor Terciário, de Bruno Storni e Renato Maretti.
Convite Setor Terciário, de Bruno Storni e Renato Maretti.
Convite Habitar, de Joao Aires.
Convite Habitar, de Joao Aires.
Convite Habitar, de Joao Aires.
Convite Habitar, de Joao Aires.
Convite Schwanke: Habitar os incorporais.
Convite Schwanke: Habitar os incorporais.
Convite Schwanke: Habitar os incorporais.
Convite Schwanke: Habitar os incorporais.
Convite Iconografia 344.
Convite Iconografia 344.
Convite Iconografia 344.
Convite Iconografia 344.
Convite O Mundo que Cabe nas Pupilas, de Cassia Aresta
Convite O Mundo que Cabe nas Pupilas, de Cassia Aresta
Convite O Mundo que Cabe nas Pupilas, de Cassia Aresta.
Convite O Mundo que Cabe nas Pupilas, de Cassia Aresta.
Convite Silêncio, de Fabio Dudas.
Convite Silêncio, de Fabio Dudas.
Convite Silêncio, de Fabio Dudas.
Convite Silêncio, de Fabio Dudas.
Convite De tanto que vai, algo fica, de Isadora Stähelin.
Convite De tanto que vai, algo fica, de Isadora Stähelin.
Convite De tanto que vai, algo fica, de Isadora Stähelin.
Convite De tanto que vai, algo fica, de Isadora Stähelin.
Convite Nada é imagem, nada é miragem, de Maria Baptista.
Convite Nada é imagem, nada é miragem, de Maria Baptista.
Convite Nada é imagem, nada é miragem, de Maria Baptista.
Convite Nada é imagem, nada é miragem, de Maria Baptista.
Convite Máquinas do Abismo, de Rogério Negrão.
Convite Máquinas do Abismo, de Rogério Negrão.
Convite Olhar o Desenho, de Flávia Duzzo.
Convite Olhar o Desenho, de Flávia Duzzo.
Convite Olhar o Desenho, de Flávia Duzzo.
Convite Olhar o Desenho, de Flávia Duzzo.
Convite Máquinas do Abismo, de Rogério Negrão.
Convite Máquinas do Abismo, de Rogério Negrão.
Convite Empilhamento máximo, de Gabi Bresola.
Convite Empilhamento máximo, de Gabi Bresola.
Convite Empilhamento máximo, de Gabi Bresola.
Convite Empilhamento máximo, de Gabi Bresola.
Convite O não-lugar e outras irrealidades, de Luiz Ferreira.
Convite O não-lugar e outras irrealidades, de Luiz Ferreira.
Convite O não-lugar e outras irrealidades, de Luiz Ferreira.
Convite O não-lugar e outras irrealidades, de Luiz Ferreira.
Convite Avesso de Nós, de Marina de Aguiar
Convite Avesso de Nós, de Marina de Aguiar
Convite Avesso de Nós, de Marina de Aguiar
Convite Avesso de Nós, de Marina de Aguiar
Convite Corpo Vencido, de Júnior Suci.
Convite Corpo Vencido, de Júnior Suci.
Convite Corpo Vencido, de Júnior Suci.
Convite Corpo Vencido, de Júnior Suci.
Convite Íntimo Plural, Sara Ramos.
Convite Íntimo Plural, Sara Ramos.
Convite Íntimo Plural, Sara Ramos.
Convite Íntimo Plural, Sara Ramos.
“Embora não sejam feitas da mesma matéria, impossível desatar o nó que existe entre vida e obra. Trata-se de fazer da obra a parte central da vida, recolhendo e alterando todos os frutos que se espelham e confrontam sem cessar. Assim, se a vida como a obra não tem nada a ver com beleza e felicidade, mas com uma experiência única e indivisa, em ambas também prevalece a lei de um trabalho sem concessões, sem nenhum fim alhures, sejam eles o lucro, o sucesso, o êxito fácil, a crítica favorável, as benevolências. O que advém do meu processo de criação é obtido por meio uma escuta recolhida, fiel às buscas e penhores que tangenciam os domínios do incomunicável, do escorregadio e do intransferível.”
Paulo Gaiad
APRESENTAÇÃO
Oficialização do Espaço Paulo Gaiad.
O Espaço 2 passa a ser oficialmente chamado de Espaço Paulo Gaiad, em homenagem ao artista que figura entre os mais importantes do Estado. Falecido em outubro de 2016, Gaiad realizou sua última exposição poucos meses antes na Fundação, quando ocupou todos os seus espaços expositivos, inclusive este que agora recebe seu nome.
Quando o Espaço 2 foi instalado na antiga sala da direção geral, a Fundação optou em deixá-lo com um nome mais aberto, permitindo que construísse uma trajetória mais espontânea. Tanto que a exposição de abertura não privilegiou um artista ou uma modalidade específica, mas uma coletiva que uniu artes visuais, música, moda, design e outras linguagens. O próprio espaço não foi inicialmente delimitado, aguardando como se comportaria e se espalharia pelo hall e outros ambientes da casa.
Nestes quatro anos de existência, o espaço se consolidou como um dos mais importantes para as artes visuais em Santa Catarina, fomentando projetos como o edital de ocupação Primeira Individual e recebendo exposições marcantes como Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad.
Eneléo Alcides
O Espaço 2, recém nascido, desenhará seu ethos ao longo de diálogos com o público, com os setoriais da arte, com as manifestações mais espontâneas da cidade. Já começa organicamente a se espalhar pelo casarão: compartilha com o Cineclube uma parede aberta às movimentações culturais; dali certamente ocupará a escadaria e os corredores superiores da Fundação; abre as portas da sacada superior para a envolvente vista dos jardins, outro espaço que pretende conquistar em breve, levando a Arte para mais perto da rua.
ENELÉO ALCIDES | DIRETOR GERAL,
no plotter de abertura do Espaço 2
Polifonicamente, o Espaço2 inaugura-se com encontros: de artistas que trabalham diferentes linguagens e expressões, aparentemente dessemelhantes, mas apropriadas a interação; de interlocutores que atuam em diversos universos e, aqui, gentilmente coassumem um papel curatorial corajoso, emprestando seus olhares sobre a produção contemporânea, apresentando obras e dialogando com a proposta da diretoria; do público apreciador, conhecedor ou profissional da arte, que compartilha na Fundação Cultural Badesc as certezas e incertezas dos movimentos e das políticas culturais da nossa época.
ENELÉO ALCIDES | DIRETOR GERAL,
fragmento do texto de apresentação da exposição Diálogos Expostos inaugurando o Espaço 2
– E o Espaço 2?
– É uma tentativa de criar mais um canal de diálogo.
– Você sabe que a lógica do complemento (nesse caso, o Espaço 2 em relação ao Espaço Fernando Beck) é de se tornar o centro, né? Preparem-se, eu acho que o 2 logo virará o 1.
FERNANDO BOPPRÉ,
fragmento do texto da exposição Diálogos Expostos
Paulo Gaiad (1953, Piracicaba, SP- 2016, Florianópolis, SC) viveu e trabalhou em Florianópolis a maior parte de sua vida. Utilizou diversos materiais e procedimentos, combinando constantemente os registros do visual e do dizível, a partir do lance biográfico.
Em 2003 o artista pediu a diversas pessoas que lhe enviassem um pequeno texto com frases, sinais, palavras, símbolos para compor um pedaço de um texto único que pretendia fazer. Bloqueado e sem inspiração, não conseguia dar conta desta empreitada. Ocorre que no terreno em frente de seu ateliê, diariamente via pela janela uma vaca que passava os dias ruminando pacífica e indiferente. Esta cena lhe serviu de espelho, ao reconhecer no animal silencioso e vazio uma sensação de espera que era sua. Assim, deu início a uma espécie de inventário da sua vida, através de um trabalho com fotografia e pintura sobre tela, prosseguindo de 2003 a 2008, com texto baseado no Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdã. Assim nasce o Atestado da loucura necessária ou a vaca preta que pastava em frente da minha casa, trabalho em que as palavras ocupam um fundo, enquanto as formas desenhadas retornam como síntese, permitindo construir de modo cifrado inúmeras articulações com seu passado e presente.
Ficcionando um animal que vive as lides humanas e observa suas insânias, consegue não apenas reunir todas as pequenas narrativas que lhe foram enviadas, como fazer uma sequência fotográfica, além de realizar uma performance no Paço das Artes em São Paulo, onde ficou doze dias escrevendo no chão, acompanhado pela foto da vaca numa das paredes, cuja presença permite que o artista possa escapar de si, problematizando a loucura. A questão é registrada no vídeo Atestado da loucura necessária (12’43”).
Ainda naqueles anos, entre O atestado da loucura e A divina comédia, o artista realiza as chamadas Séries soltas. Além de cerca de 18 placas de gesso forradas com papel e desenhadas com pasta de carvão moído e álcool, implicando numa fatura com diferentes experimentações e combinações, destaca-se uma irônica pintura. Numa espécie de díptico emendado, um morro perto de sua casa continua na tela seguinte com um morro imaginado, obtido pelo dorso da vaca com a qual resolveu seus impasses poéticos. Porém, o recurso da paisagem é realçado pela beleza de um céu carregado de nuvem dourada pelo efeito de uma luz solar, apesar de prenunciar uma tempestade, tal como evidenciada no título: Luz e sombra. A tempestade (acrílica sobre tela com fotografia e colagem, 2007).
No ano de 2014 o artista realizou uma série de oito pinturas em tinta acrílica sobre tela, combinando desenho e texto, fotografia e colagem, todas com o mesmo título: After Darkness. Assim como não há hierarquia entre estes procedimentos, também não há distinção entre cena e retrato, paisagem e natureza morta, sendo que corpos e paisagens se diluem e contaminam, tornando-se coisas díspares e aglutinadas em situação onírica. O que se destaca nestas telas é a recorrência de certas preferências, tais como o gosto pela fotografia em preto e branco, a apropriação atenta de certos detalhes ampliados, o cuidado na escala e proporcionalidade das formas, conjugado com um efeito de inacabamento. A variedade de tonalidades cinza e bege, passando pelas sutilezas esverdeadas e azuladas produzem um efeito dramático e noturno, sendo que, além das rasuras e riscos que produzem um efeito de desgaste, a encenação da passagem temporal é produzida pelo efeito amarelado. Enquanto a figuração de certas partes anatômicas é evidenciada, os ambientes que o artista visitou em viagens e residências artísticas são alterados, tal como acontece com as localidades de Corme na Galícia, Amesterdã na Holanda, Brda na Eslovênia, Istria na Croácia, Lion na França, Sloestika na Macedônia.
Assim, destaca-se a tela After Darkness I (acrílica sobre tela com fotografia e colagem, 2014), em que a foto de um corpo masculino, em situação de escorço, aparece à esquerda e em primeiro plano, enquanto que no lado direito, em segundo plano, comparece o desenho feito pelo artista de um nu deitado de lado com a genitália evidenciada. Ambos os corpos estão numa sala escura, apesar da abundante entrada de luz pelas vidraças fechadas. Completando a montagem, fragmentos textuais ampliam o descontexto, por onde se infiltra uma atmosfera erótica. Neste jogo de rememoração e metamorfose, recombinando enredos e cenas, o conteúdo biográfico é obliterado, gerando deslizamentos e novas potencias mnemônicas. Os abandonos e as redefinições, as tentativas e as premeditações surgem cifradas, funcionando como significante para o espectador que se encontra diante da obra.
Imagem disponibilizada para a sessão Gerlach Cine Desterro, ocorrida no Cineclube da Fundação em setembro de 2012.
A Fundação Cultural BADESC manifesta com pesar o falecimento do escritor, pesquisador e cinéfilo Gilberto Gerlach, ocorrido em 6 de maio de 2021.
Nascido em São José, Santa Catarina, Gerlach era um apaixonado pela sétima arte, referência para o cineclubismo e foi fundador e administrador do Cine Clube Nossa Senhora do Desterro no Centro Integrado de Cultura (CIC). Ainda na área, ele produziu um filme sobre o município de São José.
Gerlach também era membro da Academia Catarinense de Letras, desde 2011, e lançou livros importantes como “São José da Terra Firme” (2007), “Desterro” (2010), “Ilha de Santa Catarina – Florianópolis” (2015) e “Colônia Blumenau no Sul do Brasil” (2019).
Emitimos nossos sentimentos aos familiares, amigos e admiradores de Gilberto Gerlach.
VISITAÇÃO E CONTATO
SEGUNDA A SEXTA | 13 ÀS 19H* Todas as atividades são gratuitas.