Oficina de observação gratuita será realizada na Fundação Cultural BADESC

jardim_de_percepções_Badesc 2022

Coordenada pela artista Daniela Vicentini, que participa da exposição MEIO, ação será em 25 de outubro

A Fundação Cultural BADESC promove na terça-feira, 25 de outubro, a oficina gratuita Jardim de Percepções. Coordenada pela artista Daniela Vicentini, que junto de Bruna Ribeiro, Elisa V. Queiroz, Lorena Galeri e Shayda Cazaubon, participa da exposição MEIO, a ação acontece das 14h às 18h. As vagas são limitadas e os interessados em participar devem se inscrever no e-mail inscricaofundacaobadesc@gmail.com.

Segundo Daniela, Jardim de Percepções é uma oficina que propõe que um grupo de pessoas elaborem observações com base numa planta. “A partir de indicações com desenho e escrita o objetivo da oficina é construir, através das percepções individuais de cada um, um jardim”, explica.

A artista destaca ainda que a oficina busca semear um encontro de pessoas com as plantas e com isso promover espelhamentos, diferenças, encontros e colaborações.

A exposição Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis/SC.

Serviço: Oficina Jardim de Percepções

Data: 25 de outubro – terça-feira

Horário: 14h às 18h

Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro Florianópolis/SC)

Inscrições: inscricaofundacaobadesc@gmail.com.

Evento gratuito

Nota de Falecimento: Sérgio Goulart, membro do Cineclube Art 7

Sergio

A equipe da Fundação Cultural BADESC se solidariza à família do Sérgio Goulart, mais conhecido como Serginho, que faleceu na quarta-feira, 13 de julho, em Florianópolis. Membro do Cineclube Art 7, Serginho foi um grande colaborador do Cineclube da Fundação.

Durante um bom tempo, era a equipe do Art 7, junto com o Serginho, os responsáveis pelas sessões gratuitas de quarta-feira na Fundação.

Giba Duarte apresenta instalação inédita na Fundação Cultural BADESC

Giba Duarte

Exposição Prólogo Sobre Experiência Coletiva abre dia 31 de maio, a partir das 18h; visitação é gratuita

Pela primeira vez o artista Giba Duarte apresenta uma exposição individual na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. Selecionada no Edital 2022, Prólogo Sobre Experiência Coletiva, será aberta na terça-feira, 31 de maio. O evento é gratuito e será das 18h às 20h30.
A mostra, que é uma instalação inédita do artista, é formada por fotografias (algumas pessoais), objetos têxteis, vídeos, desenhos, bordados, pinturas, máscaras e pequenos objetos. Ela também sugere um ambiente de ocupação coletiva, de oficina, de ateliê. Isso, de acordo com o artista, tenciona a ideia de que há pouco algo aconteceu. O que resulta numa atmosfera de prática ao ambiente e que, em algum momento, pessoas e coletivos irão ativar a instalação.
“Por tratar meu trabalho como uma espécie de escrita expansiva, penso essa instalação como um prólogo, por ser uma mostra que contém outras vozes e escritos, com a presença de trabalhos colaborativos e também feitos em ambientes coletivos”, explica o artista. Concepção da exposição
Giba conta que desde 2017 está desenvolvendo e vivenciando práticas coletivas, que são a espinha dorsal da pesquisa. “Em 2020, fiz o primeiro experimento desse formato de escrita com trabalhos colaborativos na Galeria Humana em Chapecó, onde instalei trabalhos autorais e colaborações para a cidade e o entorno afetivo que envolvia o ambiente da galeria”, compartilha.
O artista diz que lá pra cá segue experimentando outras parcerias e práticas artísticas, muitas delas no primeiro ano pandêmico e, agora, apresenta essa produção na Fundação.
A exposição Prólogo Sobre Experiência Coletiva é uma instalação de um conjunto de trabalhos autorais, de processos coletivos e de parcerias com outros artistas e que trata sobre coletividade, vida e longevidade.
“O que mais me agrada na instalação é a ideia de corpo e voz múltipla, que forma uma espécie de Frankenstein, que é um corpo coletivo”, destaca.
Para Giba, embora a instalação não tenha viés pedagógico, neste momento político, ele acredita ser importante que espaços museológicos acolham trabalhos que versem sobre diversidade, inclusão, posicionamento e ativismo, para que poéticas dissidentes possam ocupar lugares institucionais, de modo a ampliar espaços de representação.
“Expor na Fundação é uma oportunidade importante, ainda mais por ser um espaço que é relevante no circuito catarinense e brasileiro de arte contemporânea”, completa.
A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis. A visitação gratuita pode ser feita das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira. Sobre o artista
O artista e professor Bruno Mendonça compartilha abaixo uma breve apresentação do artista Giba Duarte, que fará sua primeira individual na Fundação Cultural BADESC.
Giba é um artista com uma formação transdisciplinar e autodidata. Nascido no Rio Grande do Sul, vive e trabalha entre Florianópolis e São Paulo. Giba, que é co-idealizador da Coletiva Açu, desenvolve uma pesquisa de escrita expansiva desde 2008, onde constrói narrativas e instalações em suportes diversos como: escrita, ilustrações, vídeos, fotografias, performances, bordados, objetos têxteis, desenho e indumentária.
Nessa narrativa expansiva, Giba propõe uma espécie de escrita espacializada que se desdobra em instalações, ambiências, intervenções, colaborações, entre outras, normalmente formadas por uma grande variedade de linguagens como bordados e outras técnicas têxteis, fotografias, desenhos, gravuras e outros formatos impressos: livros de artista, sketchbooks, peças sonoras, vídeos, esculturas, assemblages, entre outros.
Essa escrita quase psicanalítica sobre um “eu-lírico” promove um tipo de reconciliação com sua história e memória e é atualizada o tempo todo nestes projetos. O artista reescreve, sublinha, rasura, sobrepõe e edita esse texto a cada novo “capítulo”- forma conceitual como poderíamos nos aproximar de seus projetos. Essa “outra literatura” proposta por Giba Duarte é extremamente existencialista e filosófica, ou seja, vai para além do fator “psicologizante”.
O artista parece querer nesta eterna escrita refletir sobre um “homem” apontando de forma sútil para questões religiosas, éticas, políticas e culturais. Serviço: Abertura exposição Prólogo Sobre Experiência Coletiva de Giba Duarte
Data: 31 de maio – terça-feira
Horário: 18h às 20h30
Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro Florianópolis/SC)
Visitação de 1º de junho a 15 de julho – de segunda a sexta, das 13h às 19h
Entrada gratuita

Sérgio Adriano H apresenta perfomance na Fundação Cultural BADESC

Sérgio Adriano H Nâo Consigo Respirar Foto Divulgação

Ação acontece das 10h às 15h da terça-feira, 17 de maio, no Centro da Capital

O artista Sérgio Adriano H apresenta na terça-feira, dia 17 de maio, a perfomance “Não Consigo Respirar”, na calçada da Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. A ação, que consiste numa intervenção urbana e exposição, poderá ser vista das 10h às 15h.

Em consonância com uma poética de contestação que denuncia o racismo estrutural no Brasil, Sérgio Adriano convida a pensar no drama dos invisibilizados, quer seja pela cor da pele, pela sexualidade ou condições sociais. Para isso, o artista se apropria das últimas palavras de George Floyd, homem negro norte-americano que em 2020, nos Estados Unidos, foi algemado, jogado ao chão e sufocado até a morte por um policial branco.

As dez fotografias, no tamanho de 80 x 120 cm, que constituem o projeto são fotoperformances da série “Ar Branco e Puro”, realizada em 2020 durante o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19.

Nos autorretratos, Sérgio Adriano faz referência à máscara de Flandres, peça para cobrir o rosto fabricada com folha de flandres e usada no período da escravidão no Brasil para impedir a alimentação dos escravos.

Com materiais ordinários do cotidiano, como sabão, garfo, faca, tijolo, brocha e cédulas de dinheiro em real e dólar, o artista estabelece analogias entre o passado e o contemporâneo para chamar a atenção sobre o ser negro no Brasil.

“Em um mundo cada vez mais conectado na ignorância coletiva, a arte cumpre seu papel resiliente no despertar dos questionamentos e na liberdade individual de pensar, concluir e se expressar”, compartilha Sérgio Adriano H.

Circulação estadual

O projeto, contemplado no Edital Elisabete Anderle de Apoio à Cultura/Artes 2020, conduzido pelo governo do Estado, e que possibilita ao artista realizar o que ele denomina como intervenção urbana/exposição/ação, quando expõe na rua, diante de uma instituição ou em praça pública, teve a curadoria de Claudinei Roberto da Silva.

“Não Consigo Respirar” será apresentada ainda no dia 16 de maio na calçada do Museu de Florianópolis. A circulação estadual vai passar também pela cidade de Itajaí no dia 18 de maio, Criciúma no dia 20 de maio, Lages no dia 21 de maio, Chapecó no dia 22 de maio, Blumenau no dia 24 de maio e Joinville no dia 25 de maio.

Sobre Sérgio Adriano H

Nasceu em 1975, em Joinville (SC). Artista visual, performer e pesquisador. Vive e produz em Joinville e São Paulo. Formado em artes visuais e mestre em filosofia. Tem trabalhos em acervos públicos e particulares. Incluído em 2014 no livro “Construtores das Artes Visuais: Cinco Séculos de Artes em Santa Catarina” como um dos 30 artistas mais influentes do Estado. Já integrou mais de 120 exposições individuais, coletivas e salões. Acaba de conquistar o prêmio aquisição do 11º Salão Nacional Victor Meirelles (2022) que se soma a outras premiações como o edital Reconhecimento por Trajetória Cultural Aldir Blanc SC (2020), a Medalha Victor Meirelles – Personalidade Artes Visuais (2018), concedida pela Academia Catarinense de Letras e Artes (Acla) e da Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2018. Com objetos, fotografias e vídeos, a prática do artista propõe reflexões sobre temas existenciais pensados dentro do sistema simbólico chamado como “verdade”. Essas discussões abrangem questões sobre a morte, a identidade racial, a violência e o apagamento social. A crítica política e social é forjada permanentemente na experiência de campo, no contexto da vida real e nas situações do cotidiano. As instalações e objetos são criados justamente para fazer pensar e provocar incômodo diante de uma realidade de dor e sofrimento.

Claudinei Roberto da Silva

Nasceu em 1963 em São Paulo onde vive e trabalha. Curador, artista visual e professor de educação artística com habilitação em artes plásticas pelo Departamento de Arte da Universidade de São Paulo. 2002 – Bolsista CNPq com a pesquisa “Desenho, Fundador de Linguagem” orientada pelo professor doutor Jorge Aristides Carvajal. Em 2011 foi bolsista do Programa “International Visitor Leadership Program”, do Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos. Coordenador do Núcleo de Educação no Museu Afro Brasil (2010/13), curadoria “13ª edição da Bienal Naïfs do Brasil” Sesc Piracicaba São Paulo (2016), curadoria “PretAtitude. Insurgências, Emergências e Afirmações na Arte Contemporânea Afro-brasileira” para Sesc Ribeirão Preto, São Carlos, Vila Mariana, Santos e São José do Rio Preto (2017/21).

Ficha Técnica

Artista: Sérgio Adriano H

Curador: Claudinei Roberto da Silva

Educativo: Cyntia Werner

Design gráfico: Jan M.O.

Assessoria de imprensa: Néri Pedroso

Produção: Franzoi

Palestrantes: Célia Maria Antonacci, Ana Paula Nunes e Ana Lucia Martins

Serviço: Intervenção urbana/exposição/ação “Não Consigo Respirar”

Data: 17 de maio – terça-feira

Horário: 10h às 15h

Local: Calçada da Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis/SC)

Gratuito

Artistas da Grande Florianópolis expõem na Fundação Cultural BADESC

colagem

Topologias da Imaginação: Residência Artística pode ser visitada gratuitamente até 31 de março

Pinturas, desenhos, fotografias, instalações, vídeo, perfomance, entre outras linguagens integram a exposição Topologias da Imaginação: Residência Artística Fundação Cultural BADESC. Em cartaz até 31 de março de 2022, a mostra gratuita reúne dez artistas residentes em Santa Catarina. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis.

Cinco artistas participantes da mostra, que teve orientação de Alexandre Sequeira, Carolina Ramos, Eneléo Alcides e Rosângela Cherem, são da Grande Florianópolis: Ana Soukef, Daniel Leão, Edson Macalini, Estela Camillo e Mila Kichalowski.

A pesquisadora e fotógrafa Ana Soukef busca, através da aproximação e imersão nas histórias do Morro do Cambirela, localizado no município de Palhoça/SC, trazer neste projeto a montanha como um ser vivente. Para Ana, o trabalho é um convite para olhar e experimentar as diferentes peles que formam a montanha, unindo-nos àquilo que chamamos natureza.

Já Daniel Leão, que é graduado em cinema e doutor em artes visuais, apresenta uma videoinstalação work in progress realizado com imagens de arquivo da Casa da Memória, da própria família e de participantes convidados, além de fragmentos de vídeos e trabalhos de outras artistas que já expuseram na Fundação. O título do trabalho é “Fagulhas – a manhã em que nos amávamos tanto”.

Edson Macalini, que mora em Palhoça, na Grande Florianópolis, apresenta “Desenhos do Fogo”, trabalhos divididos em “I – Escritas do Fogo”, “II – Vestígios do Fogo” e “III – Desenhos fósseis”. Estes últimos são pseudofósseis, resultado da acumulação de resíduos de manganês carregados pela água nos espaços vazios de pedras vulcânicas.

“Os Pombos”, acrílica sobre tela, é um dos trabalhos apresentados por Estela Camillo na exposição. A artista explica que apresenta como resultado da residência, pinturas em tela com o uso de tinta acrílica e que elas foram baseadas em recortes fotográficos registrados por ela ou de fotografias retiradas de jornais. Segundo Estela, a ideia é transmitir um estudo pictórico das imagens em questão.

Mila Kichalowski, é outra artista residente na Grande Florianópolis. Ela apresenta fotografias que evocam a presença de um pai que partiu e como a memória dele está presente no cotidiano dos filhos ainda crianças. Mila propõe uma reflexão sobre “o que enxergamos já não existe mais”.

Também participam da exposição: Diana Chiodelli (Chapecó), Felipe Coff (Blumenau), Flávia Scóz (Joinville), Jan M.O. (Joinville) e Mayara Voltolini (Brusque), também apresentam trabalhos.

Ana Soukef Daniel Leão Edson Macalini Estela Camilo Mila Kichalowski

Mais de mil pessoas visitaram a Fundação Cultural BADESC em 2021

Desde maio de 2021, quando as portas da Fundação Cultural BADESC reabriram para visitação, até 14 de dezembro de 2021, mais de mil pessoas visitaram a instituição que fica localizada no Centro de Florianópolis.

Para a diretora geral da Fundação, Margaret Waterkemper, esse é um número expressivo, se levarmos em conta a situação da pandemia.

“Durante a pandemia a Fundação se reinventou e conseguiu manter o seu compromisso com a cultura. Seja em eventos online, como por oportunizar a visitação de exposições de maneira virtual”, destaca a diretora.

Ao longo de 2021 foram apresentadas seis exposições inéditas, na qual o público pode visitar presencialmente e também conhecer o trabalho dos artistas virtualmente.

Aberta em 23 de novembro, a exposição Topologias da Imaginação: Residência Artística Fundação Cultural BADESC, que apresenta trabalhos de 10 artistas residentes em Santa Catarina, poderá ser visitada até 31 de março de 2022.