Exposição Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad

Convite_WEB_ImpossibiliasExposição de Paulo Gaiad revisita sua trajetória artística e ocupa pela primeira vez todos os espaços da Fundação Cultural Badesc

A exposição Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad abre dia 26 de novembro, quinta-feira a partir das 19h, e pela primeira vez todos os espaços da Fundação Cultural Badesc serão ocupados por um único artista.
Com curadoria de Rosângela Cherem, a exposição de Paulo Gaiad traz objetos, desenhos, colagens, vídeos e pinturas que formam as diferentes fases do artista, iniciada na década de 80. É uma produção vasta, variada e serial, com inúmeras imagens, matérias e procedimentos modulares, que se tornam recorrentes e constantemente rearranjadas. Não há séries completas, mas trabalhos em que é possível observar três temas reincidentes: carne (materialidade corporal), passagem (reflexão plástica sobre espaço, lugares, paisagens, viagens), cifra (pequenos segredos biográficos colhidos de diferentes universos e contingências). Importante destacar que muitas vezes estes temas estão embaralhados, disfarçados ou simplesmente recombinados.

“Embora não sejam feitas da mesma matéria, impossível desatar o nó que existe entre vida e obra. Trata-se de fazer da obra a parte central da vida, recolhendo e alterando todos os frutos que se espelham e confrontam sem cessar. Assim, se a vida como a obra não tem nada a ver com beleza e felicidade, mas com uma experiência única e indivisa, em ambas também prevalece a lei de um trabalho sem concessões, sem nenhum fim alhures, sejam eles o lucro, o sucesso, o êxito fácil, a crítica favorável, as benevolências. Pois o que advém do meu processo de criação é obtido por meio uma escuta recolhida, fiel às buscas e penhores que tangenciam os domínios do incomunicável, do escorregadio e do intransferível”, afirma Paulo Gaiad.

Sobre o artista
Paulo Gaiad nasceu em Piracicaba, São Paulo. Vive e trabalha em Florianópolis, onde iniciou sua carreira artística em 1983. Utiliza diversos materiais e procedimentos, combinando constantemente os registros do visual e do dizível, a partir do lance biográfico. Pode-se dizer que seus objetos, desenhos, colagens e pinturas se misturam, combinando traços e palavras, rasuras e avarias, ajustes e camadas, disfarces e revelações.
Incluindo o uso de areia e carvão, jornais e gesso, além de fotos de diferentes naturezas, seus trabalhos acolhem o efeito produzido pelos lixamentos e arranhões, oxidações, rachaduras e rasgos. A clave do vivido serve como manancial incessantemente revisitado e estoque movente com força de consignação poética, através do qual constitui seu repertório, travando uma luta contra o esquecimento e produzindo reverberações para novos trabalhos.
O quê: abertura da exposição Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad, de Paulo Gaiad
Quando: 26 de novembro, quinta-feira
Horário: 19h
Visitação: até 21 de janeiro de 2016, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h. (A Fundação Badesc estará fechada para visitação pública dos dias 19 de dezembro a 3 de janeiro).
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Quanto: gratuito

MOSTRA PRORROGADA
A exposição Impossibilias foi prorrogada até o dia 26 de fevereiro.

Extremos e Escrito ocupam Espaço 2 a partir de 22 de outubro

2A Fundação Cultural Badesc abre na quinta-feira, 22 de outubro, às 19h , no Espaço 2, as exposições Extremos, de Tereza Bossler e Escrito, de Maíra Dietrich. Os trabalhos ficarão abertos à visitação pública até o dia 20 de novembro.
Em Extremos, por meio de para-brisas quebrados, Tereza busca fazer com que as pessoas questionem-se quanto ao ritmo com que levam suas vidas, em que muitas vezes a pressa de ir e vir pode não ter significado algum. A ideia do projeto inédito surgiu quando achou um para-brisa quebrado no mato na beira da ciclovia que circula diariamente. “Achei interessante ver o vidro quebrado em contato com a natureza e veio ao encontro do momento em que eu precisava fazer para a minha faculdade, uma obra de arte na disciplina de pintura. Como eu não queria usar tinta e tela, passei para o tridimensional, em que a cor estaria no próprio material, no caso, o vidro com tonalidades de verde”.
Na exposição Escrito, Maíra Dietrich fará desenhos diretamente sobre as paredes da Fundação, compondo planos que se sobrepõem e remetem ao “desaparecimento” de uma página. “O trabalho será desenhado nos três dias que antecedem a abertura, e como será feito diretamente sobre a parede, será destruído ao fim da exposição”, comenta a artista.
De acordo com Maíra o projeto surgiu por meio de uma pesquisa que realiza há algum tempo buscando traduzir questões do pensamento gráfico para o espaço, como no uso de camadas e seus vazados e uma simbiose entre o desenho e a escrita. “A instalação pretende trazer questões do desenho e da escrita, se compondo como planos de embate, construindo uma pulsão tridimensional no bidimensional. Gostaria de provocar um olhar ao gesto repetitivo de um desenho que vira um plano sobre a parede, na força dessa repetição e desse gesto construtivo e destrutivo ao mesmo tempo”.
As artistas
Tereza Bossler mora em Curitiba e está no 4º ano da faculdade de artes (UFPR). As exposições dela ocorrem dentro do circuito universitário, onde atualmente está participando do CUBIC (Circuito Universitário da Bienal de Curitiba).
Maíra Dietrich é formada em Artes Plásticas pela UDESC, trabalha com artes gráficas, escrita, desenho e publicação. Interessa¬se pela desconstrução da linguagem e da técnica no trabalho de arte, pensando trabalhos que provoquem os meios nos quais são feitos: livro sem começo nem fim, gravura única, desenho que é texto, texto que se rasga. Coordena desde 2012 o selo editorial a Missão.

Caçadores e Coletores ou No Fine Arts

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Exposição coletiva sobre homens do sambaqui abre quinta-feira na Fundação Cultural Badesc

Com a curadoria de Fernando Boppré, a exposição coletiva Caçadores e Coletores ou No Fine Arts abre na quinta-feira, (17/09), a partir das 19h, no Espaço 2, na Fundação Cultural Badesc. O trabalho reúne fotografias, vídeos e objetos de 11 artistas  que homenageiam os povos ameríndios pré-históricos, os chamados homens do sambaqui, que ocuparam o território litorâneo brasileiro há milhares de anos.

Ana Viegas, Lengo D’Noronha, Carla Linhares, Charles Steuck, Egídio Rocci, Felipe Vernizzi, Guto Kuerten, Leandro Lopes de Souza, Radji Schucman, Sandra Correia Fávero e Sérgio Vignes são os artistas envolvidos no projeto inédito que contempla em sua maior parte fotografias “Eu considerei que o procedimento de coletar e caçar na atualidade –  isso no interior do campo artístico, também se faz por meio de instrumentos modernos como a câmera fotográfica e a de vídeo”, declara Boppré.

De acordo com Boppré, Caçadores e Coletores ou No Fine Arts surgiu após uma visita ao museu do Homem do Sambaqui Padre Alfredo Rohr no Colégio Catarinense, em Florianópolis. “A minha formação é na área da história e eu sempre fui fascinado pelo universo da pré-história. Que homens e mulheres eram esses que transitavam por esse mesmo território onde vivemos há milhares de anos? O primeiro registro que se tem desse povo foi há aproximadamente 6.500 anos atrás. Eles tinham um hábito extremamente curioso e ainda hoje enigmático em muitos sentidos, que era o de acumular tanto seus mortos, habitações e restos de alimentação num mesmo local, esses montes elevados que hoje conhecemos como sambaquis”.

Com essa simbologia, Boppré acredita na constatação de que “continuamos sendo caçadores e coletores. A diferença é que temos processos industriais de larga escala, que essa caça e coleta ganhou contornos que, muitas vezes, provocam até mesmo verdadeiras hecatombes ambientais. Tendo isso em vista, eu comecei a pensar em artistas que trabalhassem com a ideia de ‘caça e coleta’ de um modo delicado, sensível, sem ser invasivo com a natureza ou com o outro. A exposição está baseada nessa ideia, de ver a ‘caça e a coleta’ por um viés poético, não destrutivo, mas sim construtor de sentidos e relações entre as pessoas e a natureza”.

Caçadores e Coletores ou No Fine Arts fica aberta ao público até o dia 16 de outubro na Fundação Cultural Badesc. A entrada é gratuita.

 

Serviço:

O quê: abertura da exposição coletiva Caçadores e Coletores ou No Fine Arts – curadoria Fernando Boppré

Quando: 17 de setembro, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 16 de outubro de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

Fundação Cultural Badesc apresenta Sob o preço da carne, de Jenny Granado

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 6 de agosto, a partir das 19h, no Espaço 2, a exposição  Sob o preço da carne, de Jenny Granado.  O trabalho foi selecionado na categoria Primeira Individual do Edital 2015, que abre espaço a novos artistas.  A proposta da artista acompanha o movimento dos seus projetos anteriores, que giram em torno das diversas manifestações políticas do corpo e reinterpretações de conceitos como pornografia, violência e gênero.

De acordo com Jenny, Sob o preço da carne tece algumas inflexões no que não está exposto, no que diz respeito ao Outro/Outra/Outrem e como nos posicionamos como expectadores do nosso próprio dia-a-dia frente à descarga diária de informações provenientes principalmente dos meios de comunicação televisivos.

“A ideia e abstração geral para essa exposição veio da observação diária na maneira como qual a cultura visual apresenta-se a nós. Principalmente por via de jornais,  noticiários televisivos e meios de comunicação em massa, e de como geram informação. Esses meios parecem adotar uma postura que seria ao mesmo tempo de exploração e espetacularização dos acontecimentos da vida cotidiana. Na minha cabeça, seria reposicionar assim o espectador como sendo um terceiro publico,  ou melhor, como um júri do momento político corrente, como que se quem estivesse no sofá vendo seu programa nãotivesse a ver com tudo o que acontece fora dele, direcionando assim, um caráter passivo frente a ação. Como se ele estivesse apenas numa arquibancada. Ou como diz Guy Debord em Sociedade do Espetáculo: ‘A sociedade produz suas próprias patologias especificas que logo pretende combater, ignorando que são sua própria produção’” declara a artista.

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Mais sobre a artista
Jenny Granado nasceu em Uruana, no Estado de Goiás. É formada em artes visuais pela Udesc e atualmente vive e trabalha na Cidade do México, no México. Seus trabalhos mesclam a performance, imagem em movimento, cine experimental, instalações, publicações impressas e intervenções.  Já participou de mostras e festivais no Brasil, Espanha, UK, Puerto Rico, e México.

 

Serviço

O quê: abertura da exposição Sob o preço da carne, de Jenny Granado
Quando: 6 de agosto, quinta-feira, às 19h
Visitação: até 11 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h
Onde: Espaço 2, da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Entrada gratuita

Fundação Cultural Badesc apresenta Paragens

p_8, de Manuela CostaLima

A Fundação Cultural Badesc abriu em 2 de julho (quinta-feira), a partir das 19h, no Espaço 2,  a exposição Paragens, de Manuela CostaLima. Paulistana, a artista tem no caminhar o ponto de partida de grande parte de seus trabalhos. E foi no caminhar pela orla de Florianópolis por mais de uma semana, que ela coletou pedras marinhas que formam o conjunto deste trabalho.

“As pedras estão sendo gravadas com as coordenadas desses lugares por onde passei. Não me interessam as pedras simplesmente, mas as pedras gravadas com as indicações de seus pontos de origem”, explica Manuela.

Para realizar o trabalho, a artista hospedou-se na praia da Barra da Lagoa, região leste da ilha. “Pela minha localização, acabei percorrendo um caminho para o sul e explorei mais essa região. Florianópolis tem uma natureza deslumbrante vai permitir eu compartilhar com o público estes locais onde estive e me detive e que ganharam novos significados e tornaram-se lugares: Paragens!”, explica a artista.

Paragens é o primeiro trabalho com pedras realizado por Manuela, embora ela as colecione há algum tempo “As pedras me encantam porque são matéria antiga, foram por muito tempo moldadas pela natureza”, declara.

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Sobre a exposição

O nome da exposição baseia-se na morfologia da palavra conforme descrito no dicionário e que tem três significados que se interligam com a proposta de Manuela CostaLima: Paragem – pa.ra.gem 
sf (parar+agem)  – Ato de parar; lugar onde se para; parte do mar próxima à terra e acessível à navegação.

Paragens é portanto, resultado de um caminho real pela orla em que foi feita a coleta de pedras marinhas. Junto às pedras dispostas no chão está Geopantone, uma escala de cores obtidas por imagens do Google Street View.  Nesse caminho virtual pelo computador o olhar se concentra na linha do horizonte, lugar de repouso, paragem do olhar. A partir de aproximações máximas dessas imagens obtêm-se os planos de cor que compõe a sequência.

 

Sobre a artista

Manuela CostaLima é arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, onde vive e trabalha. Desde 2012, tem participado de exposições com destaque para a 21ª Mostra de Visualidade Nascente, da Universidade de São Paulo; no Centro Maria Antônia, quando foi agraciada com uma menção honrosa; a coletivaAtlas, no Palácio das Artes de Belo Horizonte; o 46º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, e o Duplo, sua primeira exposição individual, realizada na Casa da Cultura de Paraty.

Pedras Errantes, sua mais recente individual, realizou-se durante o mês de maio deste ano, no espaço zip’up da galeria Zipper, em São Paulo.

No site www. manuelacostalima.com é possível conhecer mais sobre o trabalho da artista

 

Serviço

O quê: abertura da exposição Paragens, de Manuela Costa Lima

Quando: 2 de julho, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 31 de julho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

Lilian Barbon apresenta Autorretrato na Fundação Cultural Badesc

 

“Sou ao mesmo tempo fotógrafa e fotografada, torno-me criadora e criatura de minhas imagens e também, deformadora de meu próprio self”

 

A Fundação Cultural Badesc abre a partir das 19h do dia 28 de maio, no Espaço 2, a exposição Autorretrato, de Lilian Barbon, uma série de autorretratos fotográficos produzidos pela artista nos últimos anos. “Os grandes painéis por certo irão gerar grande reflexão e desconforto ao público tendo em vista que utilizo a fotografia como se fosse um espelho sobre o qual é possível criar e recriar o próprio corpo seja ele deformado, multiplicado ou fragmentado”, explica.

Mestre em Artes Visuais pela UDESC, onde fez também sua graduação, investiu ali grande parte de seus dias dentro do laboratório fotográfico, descobrindo as nuanças que a fotografia apresenta. “Aos poucos, compreender a fotografia tornou-se um desafio que logo se transformou em paixão”, confessa a artista. “Utilizei incessantemente meu corpo como objeto de minhas primeiras imagens, por ser o mediador mais próximo de minha expressão e comunicação criativa com o mundo. De fato, o corpo humano sempre foi minha grande paixão. Ter um corpo presente, de maneira rápida e precisa, sem a intervenção do outro, tornou-se, a princípio, a maneira mais rápida e prática para expressar minhas ideias”.

A partir disso, a artista embarca em uma pesquisa teórica sobre o tema do autorretrato e da autorrepresentação na fotografia, tema este abordado em sua Graduação e Mestrado em Artes Visuais (UDESC) e sua Especialização em Fotografia pela Universidade Estadual de Londrina, onde refletiu a questão de como as pessoas se fotografam nos meios de comunicação virtual.

Lilian explica que esta exposição é um desdobramento de imagens apresentadas anteriormente em sua exposição “Cronofotografias doSelf”, produzida por ela em 2012, e a oportunidade de apresentar sua produção, tanto prática como teórica, ao público da Fundação Cultural Badesc.

A artista ministra diversas oficinas e workshops sobre o tema, e ministrará também, no dia 24 de junho, na Fundação Cultural Badesc, o mini-curso “O autorretrato fotográfico na arte contemporânea”, quando abordará questões técnicas sobre seu processo e fará uma breve reflexão sobre a fotografia o autorretrato no contexto atual.

A exposição Autorretrato fica aberta ao público até o dia 26 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h, com entrada gratuita.

 

Serviço

quê: abertura da exposição Autorretrato, de Lilian Barbon

Quando: 28 de maio, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 26 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

 

 

Sobre Lilian Barbon

Formação acadêmica:

Mestre em Artes Visuais (UDESC)

Especialista em Fotografia (Universidade Estadual de Londrina)

Bacharel em Artes Plásticas (UDESC)

Fundação Cultural Badesc apresenta a exposição ;’. caos na margem ^´’,.

Sem título. ;'. Caros na margem^´',., de Lela Martorano e Fê Luz (3)

A Fundação Cultural Badesc abriu em  23 de abril (quinta-feira), no Espaço 2, a exposição ;’. caos na margem ^´’,., das artistas Lela Martorano e Fê Luz. A exposição traz videoinstalações e obras sonoras criadas a partir de pesquisas realizadas no campo da fotografia, do vídeo e da poesia.

As artistas propõe um ritual de imersão, permanência e contemplação, que causa desordem no tempo corrido, fundindo o presente e o passado. O resultado é uma videoinstalação-poético-sonora que busca novas possibilidades de explorar o tempo e o espaço por meio da imagem e da linguagem.

Para as artistas, “toda margem é sempre impregnada de caos”. Por isso, o título da exposição sugere que a margem funde as imagens, a linguagem, os sons e as lembranças.

Embora as artistas trabalhem com a sobreposição e o efêmero, elas lidam com essas questões de modos distintos. Lela Martorano desenvolve um trabalho em que a fotografia e a projeção desempenham um papel fundamental. Fê Luz investiga a palavra falada e escrita desde a captura de sons do cotidiano até a experimentação musical. Dessa maneira, surge uma obra conjunta que transforma o espaço sensório e sugere ao público estados indefinidos entre o real, o vertiginoso e a ficção.

Lela Martorano é doutora em “Linguagens e Poéticas na Arte Contemporânea” pela Universidade de Granada, Espanha. Participou de exposições individuais e coletivas na Argentina, Chile, Brasil e Europa.

Fê Luz é Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina ( UDESC) e autora de três livros e seu trabalho circulou entre diversas cidades do país e também na Suíça, Cuba e Espanha.

Serviço

O quê: abertura da exposição ;’. caos na margem ^ ́ ’,., de Fê Luz e Lela Martorano

Quando: 23 de abril, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 22 de maio, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h 

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

 

Mais sobre as artistas:

Lela Martorano utiliza a fotografia como linguagem para refletir sobre a passagem do tempo e questionar a capacidade da memória em guardar as lembranças e recordações de forma objetiva. As obras da artista são resultantes da exploração implacável da imagem e sua projeção e são construídas muitas vezes com a utilização de dispositivos analógicos. A apropriação de slides e filmes super-8 produzidos pelo seu pai na década de 70 constituiu a base para o desenvolvimento desse processo, que transita entre a fotografia e a videoinstalação. Lela Martorano busca deslocar estas imagens de seu contexto cotidiano para o campo da arte e estabelece uma relação intima com o espectador, remetido à suas próprias lembranças, sonhos ou reminiscências. Pelo procedimento de apropriação e das relações entre a imagem-luz (projeção) e a imagem-matéria (fotografia), a artista faz um cruzamento de tempos, memórias e histórias, que não remetem apenas à percepção, mas também às sensações e emoções operadas pela memoria.

Lela é doutora em “Linguagens e Poéticas na Arte Contemporânea” pela Universidade de Granada, Espanha. Participou de exposições individuais e coletivas na Argentina, Chile, Brasil e Europa, dentre as quais se destacam: “Mar de Dentro”, (Florianópolis e Colônia/Alemanha, 2012); “Olhos D’Agua”, (Granada/Espanha, 2012). “Transportas”, (Florianópolis-SC e Cádiz/Espanha, 2006); “Cidades Inventadas”, Florianópolis-SC; 2005. “Da memória e seus lapsos”, (Florianópolis-SC, 2000); “Fotografia(s) Contemporânea Brasileira: Imagens, Vestígios e Ruídos”, coletiva, (Florianópolis-SC. 2014).

http://www.blurb.es/b/1553302-d-e-s-l-u-m-b-r-a-m-i-e-n-t-o-s

http://www.interartive.org/lela_martorano___deslumbramientos.swf

http://www.centopeia.net/galeria/lela_martorano/index.php

 

Fê Luz traz apresenta nesta exposição, a investigação da palavra em seus trânsitos pela fala e escrita, desde a captura de sons do cotidiano, de um cometa distante ou de um poema seu gravado em outra língua, até a experimentação no campo da música eletrônica e da poesia experimental. A artista vem trabalhando com suportes variáveis no campo da poesia visual e sonora como ferramentas da intervenção urbana, da videoarte, do objeto, da instalação e de múltiplos. De um modo geral, seu trabalho é um experimento constante e diversificado, que pratica arte como forma de expressão híbrida. Propondo reflexões e questionamentos a respeito do sujeito e o tempo (atemporal), pensa os processos de comunicação entre ambos, nos habitats urbano e natural. Fê Luz é Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC. Autora de três livros: “Verbalizações do Amor em Transe”, “Pequenas Quinquilharias para Colecionadores Precoces” e “Dormir Pedra Acordar Passarinho”, tendo os dois primeiros premiados pelo Edital de Apoio a Criação e Produção / Fundação Catarinense de Cultura. Seu trabalho já circulou entre as cidades de Florianópolis, Itajaí, Blumenau, Porto Alegre, Londrina, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro no Brasil; Genebra na Suíça; Cuba em Havana, Granada, Barcelona, Sevilha e Cádiz na Espanha. artefeluz.wordpress.com

Fundação Badesc abre Topografia da Alma

Ele estudou economia, turismo, filosofia e cinema. Trabalhou como publicitário, foi dono de bar, vendedor ambulante, fez estampas para camisetas e resolveu largar tudo e tirar fotos do que via. Com um telefone celular em mãos e um olhar diferenciado, saiu a fotografar pessoas e momentos. Ao retornar ao Brasil, organizou tudo e lançou o fotolivro Topografia da Alma, que tem parte das imagens ampliadas e disponíveis ao público de 12 de março à 17 de abril no Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc.

As fotos tiradas em segredo e que instigam pensamentos e reflexões coletivas são de Radji Schucman. Em Topografias da Alma, o observador pode compartilhar do olhar de Radji sobre imagens que gosta de registrar sem saber o porque mas que o atraem pela realidade cotidiana e a solidão, tanto humana quanto urbana. O conjunto de quase 100 fotografias reúne fotos registradas entre 2012 e 2013, no Brasil, Europa, Marrocos e Turquia.

“Rasgos de fina ironia crítica perpassa boa parte do conjunto das fotografias. Uma ironia delicada e elegante que apenas é uma pelica da luva que aponta e critica. Nisto a foto ganha em intensidade poética indiscutível”, diz a artista visual Doraci Girrulat, no texto de abertura do fotolivro.

Radji Schucman nasceu na Índia e mora em Florianópolis, onde recentemente voltou a fazer estampas para camisetas.

O quê: abertura da exposição e lançamento do fotolivro Topografia da Alma, de Radji Schucman. Quando: 12 de março, quinta-feira, às 19h – Visitação até 17 de abril, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: entrada gratuita –

Corpo e mutilação são tema de exposição na Fundação Badesc

Adriana Maria dos Santos relaciona estados de corpo e alma na mostra Disability.

Linhas e formas compõem as pinturas de Adriana Maria dos Santos na exposição Disability, que abriu em 05 de fevereiro, quinta-feira, às 19h, no Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc.

Buscando relacionar os estados do corpo, a artista trabalha com a deficiência e tensão entre os meios externos e internos, relacionando as mutilações com os estados da alma e trabalhando com a impotência do corpo em ser completo, ou seja, aceitar a fragmentação como potência.

“O corpo vem sendo pensado em meu trabalho como meio de dissolução de sentimentos e humores traduzidos pela ação de massas de tinta, linhas e sobreposições que remetem a sentimentos afetivos mal digeridos ou que já não possuem condição ou disposição de serem sustentados”, retrata a artista.

Disability, cujo título deu nome a proposta de doutorado de Adriana, além de repensar a ação do corpo e a dissolução dos sentimentos, traz figuras da iconografia pop que retratam de forma diferenciada a leitura do corpo transgressor.

Adriana Maria dos Santos nasceu em Rio do Sul (SC) e tem doutorado em teatro pela Universidade de Estado de Santa Catarina (Udesc). Mora em Florianópolis, é artista plástica e professora no Centro de Artes da Udesc.

O quê: exposição Disability, de Adriana Maria dos Santos. Quando: visitação até 06 de março, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: gratuito.