Exposição O Nômade e o Sedentário

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 23 de junho, no Espaço 2, às 19h a exposição O Nômade e o Sedentário, de Diane Sbardelotto. Por meio de obras que misturam linguagens como pintura, escultura maleável, objetos e roupas a artista trabalha os conceitos de nomadismo e sedentarismo.
“Nela serão apresentados trabalhos que entremeiam limites das linguagens artísticas da pintura e da escultura, por meio de objetos construídos com tecidos diversos costurados de maneira irregular, onde são aplicadas camadas pictóricas e endurecimentos com cola e goma. São expostos ora com distendimentos, com protuberâncias, ora com maleabilidade e soltura do tecido. A poética é desenvolvida como gesto de ser nômade sem sair do lugar, mover-se em um espaço sedentário, de aprisionamento. Relaciona-se com ideias de revestimento do corpo, roupa ou carne”, explica Diane.
O trabalho começou há oito anos a partir do elemento do molde da roupa, enquanto a artista trabalhava em uma fábrica de roupas em série. Várias foram as maneiras como ele foi apresentado durante esse tempo, através de performances, pinturas mais planas e outros desdobramentos, inclusive com colaborações de outros artistas
“Esse trabalho atingiu mais espacialidade e caráter escultórico. Na associação com o nômade e o sedentário, a pesquisa em torno desses dois conceitos, vem de aproximadamente um ano, quando comecei a estudar temas da educação e filosofias da diferença, a partir de autores como Deleuze e Guattari. Essas associações teóricas são, no entanto, algumas relações possíveis e contaminações de leituras, mas plasticamente o trabalho está atualmente envolvendo bastante as questões de maleabilidade, distensão, fixo e móvel, forma e des-forma, repetição, entre outras”.
Diane Sbardelotto é bacharel e licenciada em Artes Visuais (Unochapecó e UFRGS). Atua em diversos campos das artes com temas como o corpo submisso, a roupa, a mulher em ambientes rurais e poéticas do cotidiano doméstico. Sua trajetória artística é de trabalhos simultâneos em ensino de arte como professora e mediadora, com figurinos e cenografia de espetáculos cênicos. Tem diversos trabalhos colaborativos com textos e ilustrações publicados em livros e revistas.
A expoisção O Nômade e o Sedentário fica aberta para visitação até dia 28 de julho.

“De repente se deu conta do descompasso entre o desejo de se determinar o espaço das árvores e o curso próprio da liberdade dessas. A circunscrição de metal esperava um corpo não tão esguio, ora, havia a expectativa de que se tornasse bojuda, farta em seu preenchimento. Mas nem por isso. O resultado fora o inicial esgarçamento do metal. Ele poderia ser arrebentado e a liberdade diria basta à idealidade roubadora da expansão. O resultado, porém, é a fusão da carne da árvore a engolir a ferragem, a deixá-la existir. O tronco se mescla à imaginação restritiva, a existência arbórea se torna o vestido do esqueleto que passa a envolver. A planta se faz roupa anômala do corpo que lhe fora imposto.” Cesar Kiraly

Serviço:
O que: Abertura da exposição O Nômade e o Sedentário
Quando: 23 de junho (quinta-feira), às 19h – Visitação até 28 de julho
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Quanto: Entrada gratuita

Caderno Anexo, do Diário Catarinense, divulga as duas exposições abertas à visitação

O jornal Diário Catarinense, divulga em seu caderno Anexo, duas exposições abertas a visitação do público na Fundação Cultural Badesc. Corpos e Partes, de Ana Norogrando e Ficções Polaróides, de Joana Amarante. As exposições ficam abertas de segunda a sexta feira, das 12h às 19h. A visitação é gratuita.

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UFSC Cidade acompanha o lançamento da exposição Registro Ficções Polaroides, de Joana Amarante

A equipe do UFSC Cidade, jornal produzido pelos alunos de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, acompanhou o lançamento da exposição Registro Ficções Polaroides, de Joana Amarante. O repórter Lucas Krupacz, bateu um papo com a artista sobre o trabalho que estará aberto a visitação do público, na Fundação Cultural Badesc, até o dia 16 de junho.

 

Exposição Registros Ficções Polaroides abre dia 5 de maio na Fundação Cultural Badesc

Convite WEB_Registros ficções polaroides, de Joana Amarante com logo

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 5 de maio, quinta-feira, às 19h, no Espaço 2, a exposição inédita Registro Ficções Polaroides, de Joana Amarante. Por meio de fotografias, escritas e inserções de outros objetos a artista registrou seu trajeto diário por cidades onde passou nos últimos seis anos. “Não significa que a foto e a frase coincidem, muitas vezes as uno, alguns meses e anos mais tarde com anotações realizadas em outras cidades. É um dia fictício e utilizando um dispositivo também falso”, declara a artista.

A exposição contará com aproximadamente 60 fotografias no formato polaroide e com escrita. Todo o trabalho é uma ficção, desde o dispositivo para captar as imagens (fotografias tiradas com câmera digital e posteriormente colocadas no formato de polaroide), assim como as frases (anotadas ao longo dos percursos diários e de viagens, de livros e músicas, de conversas alheias) que são agregadas nessas imagens “fictícias”, de forma a criar uma narrativa de um dia.

“Penso que a memória é um emaranhado de pensamentos e imagens constituídas por aquilo que vivencio, pelo filme que assisti no cinema, um relato ou fala de um estranho que passa pela rua. E, de repente, vejo-me criando uma memória só minha que me faz realmente acreditar que aquela montagem de diversos fatos, que não necessariamente me pertenceram. Diferente das pessoas que guardam as agendas e diários que escreviam na infância, eu joguei todos fora. Toda minha memória no lixo e, a partir disso, criei outra, talvez mais própria. Viajar para outros países, continentes, caminhar pelas ruas desconhecidas dentro da minha própria cidade, sentir temperaturas agradáveis e desagradáveis e criar com essas imagens minhas memórias, o que me lembro daquele tempo, ou melhor, o que eu gostaria de guardar, o que eu gostaria de me lembrar”, comenta Joana.

Nesse conjunto há fotografias de caminhadas por Florianópolis (SC), Antônio Carlos (SC), Uyuni (Bolívia), Buenos Aires (Argentina), Lisboa (Portugal), Porto (Portugal), Amarante (Portugal), Barcelona (Espanha), Paris (França), Amsterdan (Holanda), Bruxelas (Bégica), entre outros.

Joana Amarante é Artista Visual e participou de diversas exposições coletivas itinerantes. É mestre em Teoria e História das Artes Visuais e graduada em Licenciatura em Artes Plásticas, ambas pela UDESC.

Serviço:

O que: Abertura exposição Registro Ficções Polaroides, de Joana Amarante

Quando: 5 de maio (quinta-feira), às 19h – visitação até 16 de junho

Fundação Cultural Badesc abre Abluções em parceria com Museu Victor Meirelles

A Fundação Cultural Badesc abre no dia 1º de março, terça-feira, a partir das 19h, no Espaço 2, a exposição Abluções, do artista mineiro Célio Braga. A mostra, que tem curadoria de Hércules Goulart Martins é uma parceria com o Museu Victor Meirelles. Com atelier em Amsterdã (Holanda) e em São Paulo,  esta é a primeira vez que os trabalhos do artista são expostos em Florianópolis.

De acordo com Hércules, a mostra reúne obras que compõem um conjunto significativo da produção do artista em cinco distintas fases de sua trajetória nas últimas duas décadas. “Esta trajetória é marcada pela habilidade de redefinir e expandir fluidamente categorias convencionais como a fotografia e a escultura, entre outras. Os suportes empregados são levados ao limite e mais além, mediante sucessivas experimentações e o uso de materiais e técnicas artesanais inusitados”, explica.

O curador explica que o interesse conceitual do artista é pautado pela fragilidade do corpo, a cura, a passagem irrevogável do tempo, a memória, a natureza definitiva da morte, o luto e a sexualidade. “A série de objetos orgânico-abstratos Camisas Brancas (2000-2001) foi concebida a partir de doações feitas por uma rede de amigos de diversos pontos do mundo. Essas peças, que se assemelham a insólitas crisálidas, foram produzidas enquanto a AIDS e seus efeitos nefastos continuavam atingindo a vida e a identidade sexual de milhares de pessoas. Com o ato laborioso de coser e pespontar um item universal e formal do vestuário masculino, o artista desejava, simbolicamente, tocar, proteger e abluir aqueles que lhe eram mais próximos.”

Outros trabalhos que compõem a exposição são Ex-Votos (2006-2007), que são fragmentos híbridos realizados em porcelana de ossos e suturados com tecido de algodão e linha; Brancos e Negros (2003-2006), elaborados com feltro, contas de vidro, cabelo, linha e seda, que evocam órgãos fictícios e joias ritualísticas ancestrais; e Desvelar (2008-2009), uma diáfana cortina de anelos feitos com bulas de remédios, fornecidas por amigos, incluindo desde aspirinas a medicamentos para doenças terminais.

O trabalho mais recente de Célio Braga, Sem Título (2015), os limites da fotografia são estendidos. Imagens de pele são dobradas, amassadas, descamadas e perfuradas indefinidamente, surgindo texturas análogas às do envelhecimento da pele humana e das afecções cutâneas. “Com uma carga altamente simbólica, os trabalhos apresentados operam como uma narrativa multidimensional, proporcionando ao público múltiplas leituras e estados de fruição. A orquestração espacial das obras, bem como o ato de caminhar entre elas, suplementam-se. Essas, em virtude da delicadeza e da riqueza de detalhes, requerem uma relação mais intimista e de proximidade. É a partir da locomoção do visitante que distintas imagens e objetos passam a configurar um espaço narrativo e afetivo, revelando, assim, inter-relações complementares e infindáveis associações”, acrescenta o curador.

Sobre o artista

Célio Braga foi aluno do Museu da Escola de Belas Artes de Boston (EUA) e do Rietveld Academie Gerrit (Holanda). Expôs individualmente em espaços como a Galeria Pilar e Galeria Vermelho (ambas em São Paulo), Hein Elferink Galerie, Brummelkamp Galerie, Rob Koudijs Galerie (estes três na Holanda), Galeria Pilar de Londres (Inglaterra) e Galeria Amparo 60 (Recife). Também participou de coletivas na Fundação RAM, Textiel Museu Tilburg, Museum voor Moderne Kunst, Museum voor Moderne Kunst (todas na Holanda), Kunstmuseum, (Áustria), Weltkunstzimmer (Alemanha), Gustavsbergs (Suécia), e MAD-Museu de Artes e Design (USA)

Revitalização

A parceria com a Fundação Cultural Badesc, que possibilitou a realização da exposição Abluções, acontece no momento em que Museu Victor Meirelles passa por obras de ampliação, adequação e expansão de suas instalações.

Encontro com o artista

Antes da abertura da exposição, às 18h, a Fundação Cultural Badesc e o Museu Victor Meirelles promovem o Encontro com o Artista, evento em que o expositor conversa com o público sobre sua obra e carreira artística que, nesta edição, contará também com a presença do curador.

Exposição Impossíbilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad é destaque no Diário Catarinense

Caderno Anexo do jornal Diário Catarinense divulga a exposição Impossíbilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad como uma das atrações para os apreciadores de arte em Florianópolis. A exposição fica aberta para visitação na Fundação Cultural Badesc até sexta-feira, 26 de fevereiro. Para o encerramento da atividade está marcada uma roda de conversa às 16h com pensadores, críticos, colecionadores e jornalistas e às 19h com  artistas e professores que irão compartilhar seus olhares sobre o trabalho do artista.

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