Haitianos em SC é tema de roda de conversa na Fundação Cultural Badesc

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A Fundação Cultural Badesc promove no dia 10 de junho, às 14h, uma roda de conversa para debater os desafios da inserção laboral e a diversidade cultural dos haitianos em Santa Catarina. O debate é aberto à comunidade e terá a participação da professora Gláucia de Oliveira Assis (Udesc), Luiz Felipe Aires Magalhães (Unicamp), Maria das Graças Brightwell (UFSC) e representantes da comunidade haitiana no Estado.

De acordo com Gláucia de Oliveira, a mesma forma como os imigrantes são recebidos pelos brasileiros, ocorre com  a emigração de brasileiros  para a Europa em busca de novas oportunidades no disputado mercado de trabalho europeu. “Nesse início de século XXI, a dispersão de povos e culturas através de espaços geográficos ou espaços imaginados tem colocado novos sentidos para os deslocamentos. São grupos como afro-americanos, mexicanos, caribenhos, haitianos, portugueses e brasileiros que espalham-se pelo mundo cruzando fronteiras, reconstruindo identidades”, comenta.

Vivem hoje em Santa Catarina aproximadamente 1,6 mil haitianos. A maioria vem em busca de trabalho e de uma melhor condição de vida.

 

Haiti- Bombagai

Quem for até a Fundação Cultural Badesc participar da discussão poderá conferir a exposição Haiti-Bombagai, de Radilson Carlos Gomes. A exposição é um conjunto de 39 fotografias produzidas em 2011, um ano após o terremoto que assolou aquele país e que resultou em pelo menos 100 mil mortos e mais de três milhões de atingidos. A exposição é inédita e fica disponível ao público até 12 de junho.

 

Serviço:

O que: Roda de Conversa: Haitianos em Santa Catarina: os desafios da inserção laboral e diversidade cultural

Quando: 10/06 (quarta-feira), às 14h

Onde: Fundação Cultura Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216- Centro- Florianópolis

Fundação Cultural Badesc apresenta Haiti – Bombagai

Foto de Radilson Carlos gomes.

“Não enxerguei os escombros, apenas a beleza da vida que saltava dos olhares daquelas pessoas A beleza ou riqueza do país estava ali, diante de minhas lentes”

 

A Fundação Cultural Badesc abriu em maio a exposição Haiti – Bombagai, de Radilson Carlos Gomes. A exposição é um conjunto de 39 fotografias produzidas em 2011, um ano após o terremoto que assolou aquele país e que resultou em pelo menos 100 mil mortos e mais de três milhões de atingidos. A exposição é inédita e fica disponível ao público até 12 de junho.

“A exposição se construiu no processo de gente olhando gente e formando imagens que falam por si mesmas.  Essa exposição se resume a uma palavra: bombagai: sangue bom, gente boa, coisa boa. É um verdadeiro agradecimento, um dizer imagético de um fotógrafo que se alimentou pelo afeto do povo haitiano”, destaca Radilson, que é fotógrafo desde 1986.

Radilson foi para o Haiti integrando uma equipe multidisciplinar do Itamaraty e do Ministério da Saúde, que a convite do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas (ONU), participou de um acordo de cooperação técnico científico Brasil-Haiti com o objetivo de redução da violência contra a mulher naquele país.

A missão de Radilson era a de realizar uma oficina de fotografia para  profissionais de saúde para facilitar os registros dos casos de violência contra a mulher que chegavam às unidades de saúde todos os dias. “Assim que cheguei o início dos trabalhos foi adiado, período em que reencontrei um amigo (Martin Wartchow) que conhecera em uma missão no Amazonas e que estava em missão humanitária no Haiti. Acompanhei seu trabalho durante dois dias e registrei as minhas afetações sobre tudo o que observava. Não enxerguei os escombros, apenas a beleza da vida que saltava dos olhares daquelas pessoas. A beleza ou riqueza do país estava ali, diante de minhas lentes. Em cada clique um sorriso, um gesto, um olhar profundo e muita altivez”, conta.

Motivado pela busca daquele povo em se reerguer, Radilson destaca que as colegiais vestidas com uniformes impecavelmente limpos, meias brancas e calçados brilhantes, sem ter sequer água nas torneiras lhe provocavam curiosidade e admiração. “Todos os dias a água tinha que ser conquistada por cada família. Decidi assim, registrar a vida, a luz, as pessoas e não a tragédia. Várias e várias edificações destruídas e com pouca esperança de que sejam recuperadas um dia”, acrescenta.

Sem projeto

Radilson destaca que saiu do Brasil sem um projeto específico. Tinha consciência de que o Haiti lhe renderia imagens. Mas não sabia o que especificamente. “Levei todo o equipamento necessário para realizar um documentário fotográfico. No dia de minha chegada houve uma reunião em que ficou decidido que o curso seria adiado em dois dias e no final daquele dia recebi o convite de Martin Wartchow, que conheci dois anos antes na Amazônia. Ele estava no aeroporto para receber sua esposa (médica) que fazia parte da missão. Ele é engenheiro sanitário e foi como voluntário para o país em 2010, logo após o terremoto”, explica ao relatar que o projeto surgiu ao natural.

Representatividade

Questionado sobre a imagem que melhor representa a exposição, Radilson destaca a fotografia das moças em perfil e as meninas da escola correndo em direção à luz. “Como se buscassem conhecimento, energia e sabedoria. Mexe bastante comigo”, conta ao destacar que o Haiti foi por muitos anos conhecido como a Pérola das Antilhas, um país próspero que teve o protagonismo de ser o primeiro do mundo a abolir a escravidão e o segundo país das Américas a conquistar a sua independência em 1804. “Mas desde então foi retaliado, isolado e vítima de várias tragédias sociais, políticas e também naturais.

Curadoria 

Escolher as imagens para compor uma exposição não é tarefa fácil. Para realizar o trabalho, Radilson convidou o fotógrafo e poeta André Ricardo Souza, especialista em artes visuais e pesquisador de processos artísticos contemporâneos. “Mas gostaria de ressaltar que o apoio da equipe da Fundação Cultural Badesc foi fundamental”, diz.

Sobre o fotógrafo

www.radilsongomes.com.br

 

Serviço

O quê: abertura da exposição Bombagai – Haiti, de Radilson Carlos Gomes

Quando: 14 de maio, quinta-feira, às 19h

Visitação: até 12 de junho, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h

Onde: Espaço 2 da Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846

Entrada gratuita

Terra é tema de exposição inédita na Fundação Bades

SAM_9558Uma exposição inédita e que apresenta os 15 anos de dedicação de Odete Calderan às artes abriu em 9 de abril no Espaço Fernando Beck, da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis. Vídeos e instalações formam o conjunto da exposição Volver que apresenta o ato e a prática de mexer ou revirar a terra, propõe diálogos e reflexões devido a singularidades dos lugares de coleta, implicando um olhar diferente sobre o cotidiano, fazendo o expectador repensar situações ou objetos em meio a deslocamentos.

“Sempre atuei com cerâmica, esculturas e a terra, que é um elemento interligado – é a matéria prima principal das obras. Volver é um trabalho fruto de um processo de longos anos e essa exposição complementa tudo o que tenho feito como artista e gera reflexões”, declara Odete, graduada em Desenho e Plástica e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

De acordo com Odete, o “nome Volver surgiu para equacionar a estratégia de interligar questões conectadas aos gestos latentes no processo, aos deslocamentos experenciados e questões que vão sendo apreendidas nos trabalhos: escavar, guardar, perfurar, tensionar”, acrescenta a professora pesquisadora nos cursos de Artes Visuais e Design de Produto da UNESC/SC.

Um dos trabalhos de Odete de grande repercussão foi o Entre Esferas I e II, exposto em Santa Maria e também em Porto Alegre, fruto de seu trabalho de mestrado. Este trabalho teve a cerâmica como objeto principal na investigação do modo prático-teórico no processo de criação de uma obra poética.

O quê: exposição Volver, de Odete Calderan. Quando: 09 de abril a 07 de maio, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Quanto: gratuito.

Fundação Badesc abre “A imagem (des)construída”

Mostra reúne obras que trabalham a litografia como processo artístico.

U$10.000, de Eduardo Amato. 2013.
U$10.000, de Eduardo Amato.

Obras em litografia compõem a exposição “A imagem (des)construída”, que abriu em 26 de fevereiro, quinta-feira, às 19h, no Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis.

Com o objetivo de mostrar a litografia como um processo artístico, a mostra reúne os trabalhos de Dalton Reynaud, Eduardo Amato, Francisco Anibal Santos, Jozé Roberto da Silva, Julcimarley Totti, Lahir Ramos, Larocca, Maria Lucia de Júlio, Maria Teresa Calmos Abagge e Valdir Francisco, e mostra o trabalho que desenvolveram nos ateliês do Solar Barão – Museu da Gravura Cidade de Curitiba.

A reunião da produção dos 10 artistas apresenta múltiplas possibilidades de (des)construção como processo artístico, além de deixar a interpretação em aberto para cada um. Ampliando as discussões sobre a litografia, o projeto busca, além disso, trocar experiências com outros processos e contextos artísticos.

“O projeto ‘A imagem (des)construída’ busca viabilizar atividades que possibilitem o conhecimento do fazer artístico e técnico da litografia, assim estimulando a produção local” diz Maria Lúcia de Júlio, mentora do exposição.

O quê: exposição “A imagem (des)construída”. Quando: visitação até 1º de abril, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

Fundação Badesc abre mostra Nome aos bois

Luciano Boletti trabalha a ligação memorial entre o corpo e o artista

Objetos, desenhos, fotografias e pinturas compõem a exposição Nome aos bois, de Luciano Boletti, que abriu em 22 de janeiro, quinta-feira, às 19h, na Fundação Cultural Badesc em Florianópolis.

A mostra apresenta trabalhos produzidos desde a década de 1990 até os mais recentes anos. Em comum entre eles, a referência ao corpo humano e animal. Apesar de não dar títulos aos trabalhos, metaforicamente, o conjunto em exposição é um esforço em se dar “nome aos bois”.

Segundo o curador da mostra, Fernando Boppré: “Se, inicialmente, observa-se a recorrência (a repetição quase obsessiva) de elementos figurativos que sugerem algo como vértebras e estruturas ósseas, mais a frente, no meio do caminho, havia uma vaca (havia o acaso). Ou um boi, vai saber (isso também foi o acaso que decidiu). E ele mudou, definitivamente, o trabalho do artista. Ou melhor, o artista deixou-se mudar pelo caminho do meio”.

Luciano Boletti nasceu no Paraná e formou-se em Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Estadual de Londrina, PR. Artista plástico e restaurador, expôs em diversas capitais do país e atualmente mora em Florianópolis.

O quê: exposição Nome aos bois, de Luciano Boletti. Quando: visitação até 20 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

Percepção metamórfica é tema de exposição na Fundação Badesc

Javier Di Benedictis trabalha com técnicas e tecnologias mistas

Vídeos e fotogramas compõem a mostra Metamórficas, de Javier Di Benedictis que abriu em 27 de novembro, quinta-feira, às 19h, no Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc.

Na abertura, Javier fará uma apresentação de visuais junto com o músico Obtuso (André Godoy), com quem forma o duo Symbiosis. Contaremos ainda com a presença da curadora da exposição Rosângela Cherem (Artes Visuais/UDESC), que apresentará o artista e suas obras.

Instigando a percepção, pequenas unidades fílmicas são organizadas em folhas de impressão e sofrem intervenções plásticas, sendo digitalizadas logo em seguida e recompostas em sequência. O processo, semelhante ao found footage, conhecido em português como filme perdido, faz referência à metamorfose, conceituando algo que foi extraviado sendo alterado posteriormente.

Composta por dois ambientes – um de vídeos e outro de fotogramas – a exposição exige imaginação e memória do observador. As imagens foram dividas em três grupos – Introspecção / Extrospecção, Estudos para Sarles e Bosque, Praia, Dança, – e remetem a condição de mistério e distância.

Javier Di Benedictis é designer de imagem e som pela Universidade de Buenos Aires. O artista argentino se interessa principalmente por técnicas e tecnologias mistas. Trabalha com produções experimentais em territórios híbridos, onde entram em convivência elementos e linguagens de diferentes áreas. Vive em Florianópolis desde 2011.

O quê: exposição Metamórficas, de Javier Di Benedictis. Quando: visitação até 16 de janeiro, de segunda à sexta-feira, das 12h às 19h. Onde: Espaço Fernando Beck da Fundação Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis. Fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

FCBadesc abre exposição produzida em laboratório flutuante

Quatorze artistas trabalharam em película 16mm reversível desenvolvendo uma narrativa entre a ilha e o continente.

A combinação de fotografia still com vídeos e projeção de filme em película compõe a exposição Efeito escotilha, com curadoria de Pedro MC, que abriu em 30 de outubro, quinta-feira às 19h, na Fundação Cultural Badesc.

Navegando entre a Ilha de Santa Catarina e o continente, os artistas Diego de los Campos, Raquel Stolf, Bill Lühmann, Ruth Steyer, Lia Letícia, Irma Brown, Abel Alencar, Pedro Veneroso, Rodrigo Amboni, Mercedes Rodrigues, Lucas Ruiz, Julia Varela, Diego Canarin e Julia Amaral foram convidados a compor narrativas em película 16mm reversível a bordo de um laboratório flutuante.

O trabalho é resultado do projeto LABarca, vencedor da categoria artes visuais do Edital Catarinense Elisabete Anderle 2014. A proposta é questionas as apropriações de território e as delimitações geográficas entre a terra e o mar. A flutuação faz alusão ao inacabado, sempre em processo procurando traduzir a situação do artista em busca por terra firme.

O quê: exposição Efeito escotilha, com curadoria de Pedro MC. Quando: visitação até 20 de novembro, de segunda à sexta, das 12h às 19h. Onde: Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone 3224-8846. Quanto: gratuito.

Cinema de exposição

LABOR-ILHA. De Jenny Granado em baixa

Acontece nesta sexta-feira, 24 de outubro, às 19h, a primeira parte da plataforma de experimentação Labor Ilha, em formato happening com projeção e montagem manual.

Os artistas Tiaraju Verdi, Michele Diniz, Chico Caprário, Diego Canarin, João Rosa, Flavia Klein, Fran Favero, Pablo Paniagua, Bento Gago, Camila Peña, Rafael Schlichting, Ana Carolina Nogueira, Lucas Feitosa, Ruth Steyer, Jenny Granado, Letícia Cardoso e Fernando Weber desenvolveram narrativas de três minutos filmadas em película e reveladas artesanalmente.

O resultado do trabalho desses artistas será projetado em película com projeção paralela em vídeo e terá uma intervenção musical ao vivo com o grupo de jazz experimental chileno Trio Domingo, composto por Julian Zuppa, Jean Cosmos e Domingo Duclos.

O evento, coordenado por Pedro MC, funciona como uma exposição relâmpago, tem entrada gratuita e classificação indicativa de 18 anos.  

Rubens Oestroem e Yara Guasque na Fundação Badesc

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Rubens Oestroem e Yara Guasque fazem curadoria recíproca em mostra convidada Nem Tanto ao Mar, Nem Tanto à Terra

A Fundação Cultural Badesc abre na quinta-feira, 25 de setembro, às 19h, a exposição convidada Nem Tanto ao Mar, Nem Tanto à Terra, de Rubens Oestroem e Yara Guasque.

Sem compartilhar uma mostra há quase 20 anos, quando apresentaram o projeto Terra Incógnita com as artistas Marilyn Green e Dagmar Diekmann, no Brasil e na Alemanha, o casal faz uma curadoria recíproca para Espaço Fernando Beck da Fundação.

Ao recorrer ao tema da incomensurabilidade do mar e da terra, que marca a carreira de ambos, Yara e Rubens exploram diferentes mídias: pinturas, objetos-instalações, fotografias e vídeos.

“Matéria da terra, rocha que resfriada se biparte, mar o mineral em estado líquido, o memorial e arquivo vivo, inventário de nossa formação milenar […] Antes de tratar de detritos, os trabalhos testemunham e se riem da pretensão humana de erguer pedra sob pedra e enfrentar o oceano com seus fantasmas”, escrevem os artistas no texto de apresentação.

Rubens é natural de Blumenau e fez mestrado em artes na Escola Superior de Arte de Berlim, na Alemanha. Yara é paulista, fez pós-doutorado no departamento de Estética e Comunicação da Universidade de Aarhus (2013), Dinamarca, e é professora do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Udesc. O casal vive em Florianópolis.

O quê: abertura da exposição Nem tanto ao mar, Nem tanto à terra, de Rubens Oestroem e Yara Guasque. Quando: 25 de setembro, quinta-feira, às 19h. Visitação até 23 de outubro, de segunda a sexta, das 12h às 19h. Onde: Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, fone 3224-8846. Quanto: gratuito.