Bruna Granucci e Edinara Patzlaff expõem Buquê Marginal

Visitação gratuita pode ser feita de 20 de julho a 1º de outubro de 2021

Uma instalação de buquês de mato seco suspensos em varais de linha e a projeção de vídeo experimental na parede integram a exposição Buquê Marginal das artistas Bruna Granucci e Edinara Patzlaff. A mostra pode ser visitada gratuitamente a partir de 20 de julho de 2021.

Essa é a primeira exposição individual das artistas visuais e foi selecionada no Edital 2020 da Fundação. Com curadoria de Juliana Crispe, Buquê Marginal é uma exposição inédita que começou a ser pensada ainda em 2019.

“Trabalhamos nela desde 2019 quando iniciamos as coletas de mato em nossas cidades, Florianópolis e Porto Alegre, e paralelamente desenvolvemos algumas pesquisas e reflexões em torno deste corpo-mato-marginal”, explicam as artistas.

O projeto, que reúne duas mulheres-mato, Bruna e Edinara, aborda o feminismo e faz questionamentos sobre a beleza e a liberdade da mulher, tendo o corpo e o espaço como inspiração. Ambas utilizam o mato que brota na rua e é podado pelas mãos da sociedade como forma de protesto, e o corpo do mato como ocupação, trazendo uma nova leitura sobre a beleza.

“O projeto é uma instalação que propõe a materialização deste conceito ´mulheres-mato´ que perseguimos nesta pesquisa sobre a invisibilidade social feminina. Tanto que seguimos investigando sobre esse conceito no @mulheresmato”, salientam Bruna e Edinara.

A montagem de uma parede de plantas, composta por diferentes tipos e espécies de mato coletado nas cidades das artistas, traz a ideia de uma nova leitura sobre ´plantas sem valor´ que crescem em paisagens urbanas e são marginalizadas.

Para as artistas, a Fundação Cultural BADESC é um espaço incrível dentro da cidade de Florianópolis e que tem o papel importante de dar visibilidade a novos artistas e curadores em Santa Catarina.

“Estamos ansiosas para apresentar todo o mato que coletamos juntas nesses meses todos que antecederam a exposição e temos certeza de que vai ser uma experiência potente”, completam as artistas.

A visitação é gratuita e pode ser feita de terça-feira a sábado, das 13h às 18h, no casarão que fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216.  Importante lembrar que o uso de máscara é obrigatório e a visitação é limitada a cinco pessoas por vez no espaço.

Sobre as artistas:

Bruna Granucci é formada em Cinema, nasceu em Mogi-Mirim, interior de São Paulo, vive e trabalha em Florianópolis/SC. É formada em Cinema pela UNISUL – Universidade do Sul de

Santa Catarina, 2010, Artista visual independente. Múltipla, a sua produção abrange desde colagens analógicas, bordados livres passando pelo desenvolvimento de vídeos experimentais e projetos de instalação e murais. Nesses diferentes meios e experimentações procura estabelecer um diálogo com o seu entorno social e político e suas experiências pessoais, materializando a subjetividade de seu pensamento, recorrendo sistematicamente à um discurso feminista e poético. Participou de mostras de arte e feiras gráficas em Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, além de exposições coletivas pelo estado de Santa Catarina.

Edinara Patzlaff trabalha e vive em Porto Alegre/RS. Com formação em Fotografia pela Universidade Feevale em 2017, sua produção abrange processos experimentais dentro da fotografia analógica, oficinas de zines e projetos de instalações/intervenções na rua. Nesses diferentes meios experimentais estabelece um diálogo político e feminista em suas obras, recorrendo à um discurso poético. Expôs em centros culturais de Novo Hamburgo / RS, Porto Alegre/ RS. Participa da Exposição Itinerante Fanzinoteca desde 2016, com 18 zines publicados. Expôs em mostras de artes e feiras gráficas em Porto Alegre/RS, Carlos Barbosa/RS, Bento Gonçalves/RS, Novo Hamburgo/RS, São Paulo/ SP e Santa Catarina/ SC. No momento trabalha como fotógrafa publicitária e em projetos autorais.

Serviço: Exposição Buquê Marginal de Bruna Granucci e Edinara Patzlaff

Visitação: de 20 de julho a 1º de outubro de 2021 – de terça-feira a sábado, das 13h às 18h
Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846
Entrada Gratuita

Meg Tomio Roussenq apresenta a exposição Pedra-Carne

Mostra inédita apresenta cerca de 20 obras e séries da artista catarinense

A partir de 13 de julho de 2021 a Fundação Cultural BADESC recebe uma mostra inédita para visitação presencial gratuita. Meg Tomio Roussenq apresenta a exposição Pedra-Carne, que faz um recorte dos últimos 10 anos de produção da artista catarinense.

Com curadoria de Anna Moraes e Rafaela Maria Martins, a mostra é composta por cerca de 20 obras e séries, divididas em quatro temas curatoriais: Pedra, Carne, Carnificina e Florescer.

Meg conta que a exposição é um recorte de trabalhos que dialogam com uma ideia de pedra e carne. E ao pintar uma pedra de vermelho como uma representação de carne em seu interior, a artista convida os espectadores a olhar atentamente e refletir sobre as transformações e ciclos vitais da existência.

“A pedra que se faz carne expõe aquilo do interior, transmutando em vida que pulsa e lateja, que vive e morre, completando um ciclo para enfim renascer. A exposição tem a ver com isso: com ciclos de vida e morte, sobre processos de cura e da nossa relação com a natureza”, explica Meg que já participou de outras exposições coletivas na Fundação e em 2004 apresentou a exposição individual Tramas do Tempo também no casarão.

Contemplada no Edital 2020 da Fundação, a mostra apresenta trabalhos fortes, impactantes e carregados de metáforas a respeito da vida enquanto mundo, seu peso e suas transformações.             

A exposição Pedra-Carne poderá ser visitada, gratuitamente, de terça-feira a sábado, das 13h às 18h, até 1º de outubro de 2021. E para garantir uma visitação segura, a equipe da Fundação segue todos os protocolos sanitários, tanto que o uso de máscara é obrigatório e a visitação é limitada a cinco pessoas por vez no espaço.

Sobre Meg Tomio Roussenq

Artista visual nascida em Rio do Sul/SC, é graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela PUC/RS, especializou-se em pintura mural e afresco em Mezzolombardo, Itália. Mestrado em Poéticas Visuais na linha de processos de criação PPGAV– UFRGS. Atua há 22 como professora de artes, em Santa Catarina.

Como artista realizou cerca de 36 exposições individuais e 82 exposições coletivas, escreveu textos críticos para artistas de SC, assim como criou, orientou e desenvolveu projetos expositivos nacionais e internacionais. Vive e trabalha em Florianópolis há 15 anos, e participa do Nacasa Coletivo Artístico desde a sua criação.

Serviço: Exposição Pedra-Carne de Meg Tomio Roussenq

Visitação: de 13 de julho a 1º de outubro de 2021 – de terça-feira a sábado, das 13h às 18h
Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro de Florianópolis/SC – telefone: (48) 3224-8846
Entrada Gratuita

Carol Krügel apresenta primeira exposição individual na Fundação Cultural BADESC

Retratos Fantásticos é o nome da mostra que poderá ser visitada gratuitamente até 15 de abril de 2021

Dona Celestina e seu falecido marido, ilustração em grafite s/ página de livro, 2018. 21 x 26,5 cm. Fonte: Carol Krügel.

Retratos Fantásticos é o nome da primeira exposição da artista Carol Krügel que poderá ser visitada gratuitamente de 9 de março até 15 de abril de 2021, no site da Fundação Cultural BADESC – www.fundacaoculturalbadesc.com. Carol foi selecionada pelo Edital 2020 para expor no Espaço Paulo Gaiad, na categoria Primeira Individual. A visitação presencial na Fundação, que fica na rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis, está suspensa até 14 de março de 2021.

Trabalhando principalmente com lápis sobre papel envelhecido, a artista cria retratos de seres fantásticos, quase sempre em um processo analógico, mas incorporando por vezes o digital. Partindo de fotografias antigas de sua família ou encontradas em feiras antigas, Carol pesquisa determinados períodos da história buscando referências visuais de roupas, móveis, costumes, símbolos e tipos de fotografia do período.

E com essas referências, a artista cria fotografias desses personagens nesse mundo antigo inventado, onde se apresentam como precisamente históricas e ao mesmo tempo com algo de irreal. A mostra apresenta 27 ilustrações a grafite emolduradas e teve a curadoria de Anna Moraes.

Para Carol, a Fundação fomenta a cultura e oportuniza que jovens artistas, assim como ela, possam realizar uma primeira exposição individual em um espaço expositivo conceituado no Estado. “No momento que conheci o espaço expositivo da Fundação comecei a sonhar em expor aqui. Isso foi na mesma época que a Anna Moraes estava ministrando dois cursos bem interessantes nesse sentido, um sobre currículo e portfólio para artistas visuais e outro sobre elaboração de dossiê para editais. E foi nesse período que a nossa parceria nasceu e deu origem à exposição Retratos Fantásticos”, destaca a artista.

Sobre a artista

Carol Krügel é pós-graduada em Ilustração pela Universidade do Vale do Itajaí (2018) e bacharela em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria/RS (2015). Mora em Florianópolis/SC e trabalha com ilustração, gravura em metal e encadernação e há cinco anos participa do circuito de feiras gráficas locais e nacionais.

Sobre a curadora

Anna Moraes é artista visual, doutoranda em Artes Visuais – PPGAV/UDESC, mestra e bacharela em Artes Visuais pela mesma instituição. Vive em Florianópolis/SC. Pesquisa o desenho contemporâneo em suas práticas artísticas, acadêmicas e de ensino. Atua na gestão e curadoria da galeria do Nacasa coletivo artístico. Realiza curadorias selecionadas em editais em Santa Catarina desde 2018.

Serviço: Exposição Retratos Fantásticos da artista Carol Krügel

Visitação de 9 de março até 15 de abril de 2021
Local: www.fundacaoculturalbadesc.com

Elementos da natureza são inspirações para Dante Acosta que apresenta exposição em Florianópolis

Mostra com 19 trabalhos pode ser visitada gratuitamente no site da Fundação Cultural BADESC

Rios mentais, 2017. Desenho com caneta hidrográfica sobre sketchbook, digitalizado e impresso ampliado, 42x52cm. Pigmento mineral sobre papel Hahnemuhle Enhanced.

Pela primeira vez o artista Dante Acosta participa de uma exposição na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. Nascido no Rio Grande do Sul e residindo atualmente na capital catarinense, o artista foi selecionado no Edital da Fundação em 2020 e apresenta de 04 de março até 08 de abril de 2021 a mostra As Coisas Distantes Parecem Menores Do Que São Na Realidade. Em virtude da pandemia do novo coronavírus, neste primeiro momento a exposição poderá ser visitada no site da Fundação – www.fundacaoculturalbadesc.com.

O artista apresenta 19 trabalhos no Espaço Fernando Beck, executados com diferentes materiais (caneta nanquim, hidrográfica, tinta acrílica, caneta de tinta pigmentada), suportes (papéis, telas) e técnicas (aquarela, digitalização e impressão), numa curadoria que propõe um recorte sobre sua pesquisa gráfica nos últimos cinco anos.

“Para possibilitar que mais pessoas tenham acesso aos trabalhos do artista, vamos seguir mantendo as exposições híbridas, ou seja, a mesma está montada na instituição e pode ser visitada no site da Fundação. E em breve, seguindo todos os protocolos, será possível realizar a visitação de maneira presencial também,” explica a arte educadora Carolina Ramos, que atua na Fundação.

Referências 

Dante, que começou a esboçar a curadoria da exposição ainda em 2018, conta que sempre teve um encanto pelas ilustrações didáticas e que uma delas acabou originando o nome da mostra. A imagem em questão continha uma cena paisagística com a legenda “As coisas distantes parecem menores do que são na realidade”, que foi digitalizada em alta resolução e impressa ampliada, algo que é recorrente no trabalho do artista. Esse processo acabou influenciando e nomeando outros trabalhos, em diferentes técnicas e formatos.

Duas obras que integram a exposição podem ser consideradas precursoras da pesquisa do artista. “Rios Mentais”, que são desenhos originários da tentativa de traçar linhas em contínuo movimento sem perder o contato com a superfície desenhada e “Matinho”, digitalizações do caderno de desenho que objetiva preencher totalmente a superfície escolhida com um exercício gráfico uniforme, constante, harmônico, paciente e minucioso.

A partir destes exercícios, surgiram outros trabalhos com o mesmo pressuposto, muitos deles reunidos na exposição. As representações de elementos presentes na natureza, oriundos de uma pesquisa mais antiga sobre a paisagem e suas relações com a arte da memória, também são uma constante no trabalho de Dante. 

Sobre o artista

Dante Acosta (1983) nasceu em São Borja/RS. Estudou Artes Visuais na UFSM/RS, tornando-se Bacharel em 2006. Em 2011 concluiu o curso de Mestrado em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG/MG. Sua produção artística engloba linguagens como a fotografia, pintura e colagem, todas envolvidas pela prática constante do desenho. Dentre suas principais atividades, destacam-se: o mapeamento pelo programa Rumos Itaú Cultural (São Paulo/SP), em 2005; a intervenção urbana “Da epifania de silêncios e outras odes”, selecionada via edital e apresentada no 40º Festival de Inverno da UFMG, em Diamantina/MG; a exposição “Frente/Verso”, realizada em 2014 em Chapecó/SC; a seleção pelo SESC para apresentar a exposição “Sob o corpo/Sobre a terra” nas galerias das unidades de Lages e de Joaçaba, em Santa Catarina em 2016; a participação na exposição coletiva Metanoia, na Galeria Airez, parte integrante da Bienal de Curitiba de 2017, no estado do Paraná.

Em paralelo aos 15 anos de trajetória artística, trabalhou também como produtor cultural e professor universitário; elaborou peças gráficas para exposições, espetáculos de teatro e performances, também assinando algumas cenografias. Alguns de seus trabalhos mais recentes estão em coleções particulares no Brasil e nos Estados Unidos. Atualmente reside em Florianópolis/SC.

Serviço: Exposição As Coisas Distantes Parecem Menores Do Que São Na Realidade do artista Dante Acosta

Visitação no site da Fundação Cultural BADESC: www.fundacaoculturalbadesc.com

Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020 inaugura com live e exposição virtual

Selecionados do Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020, um dos mais relevantes do Estado, apresentam obras em exposição a partir do dia 12/12 em mostra virtual na Fundação Cultural BADESC.

Os finalistas desta edição são Anna Moraes, Edson Macalini e Jan M.O.

Pela segunda vez, a Fundação Cultural BADESC, em parceria com a Aliança Francesa de Florianópolis, realiza exposição dos artistas selecionados em uma das principais premiações do circuito de artes de Santa Catarina: o Prêmio AF de Arte Contemporânea. Em 2020, o projeto se reinventa e a mostra coletiva dos finalistas Anna Moraes, Edson Macalini e Jan M.O. será virtual. Dessa forma, não só o público de Florianópolis, mas de todo o país, poderá visitar as obras dos artistas de Santa Catarina. A abertura será no sábado (12), às 14, em transmissão ao vivo pelo canal da Fundação Cultural BADESC no YouTube, quando será anunciado o grande vencedor/a: uma residência artística de três meses na Cité Internationale des Arts, em Paris.  

Em comum, os três selecionados têm uma trajetória consistente e trabalhos pautados em experimentações de diferentes linguagens e suportes: desde o desenho até processos manuais e experiências industriais, passando por instalação, videoarte, fotografia e intersecção entre arte e natureza.  

— Os artistas selecionados têm uma sensibilidade diferente e uma maneira única de considerar a arte. E o Prêmio AF vai oferecer a eles entrada e visibilidade no mundo artístico de Santa Catarina. Além disso, o ganhador terá a oportunidade de encontrar artistas de diferentes lugares e fontes de inspiração com a residência na Cité Internationale des Arts, em Paris, e voltar para o Brasil com ainda mais bagagem — comemora Marilyn Pelicant, diretora da AF Florianópolis.

Para Eneléo Alcides, diretor da Fundação Cultural BADESC, a exposição ocorre em um período muito singular, com os espaços culturais em Santa Catarina fechados ao público em razão da pandemia.

— Mesmo assim, a Aliança Francesa de Florianópolis e Fundação Cultural BADESC decidiram montar a exposição nos espaços Fernando Beck e Paulo Gaiad e transmitir virtualmente tanto as obras quanto conversas com os artistas selecionados — diz ele.

Exposição híbrida

A sétima edição do Prêmio AF de Arte Contemporânea inaugura um formato de exposição híbrido na Fundação Cultural BADESC. As obras dos artistas serão montadas no espaço expositivo da instituição, na Capital, ainda que a portas fechadas. Na abertura, os três finalistas participam de um bate-papo e o público poderá interagir e fazer perguntas.

A mostra permanecerá montada até final de janeiro a portas fechadas, mas a visita virtual será possível a qualquer dia e horário pelo site da instituição até 28 de janeiro. 

A artista Anna Moraes, de Florianópolis, apresenta o resultado de uma pesquisa sobre lugares que possuem o nome Anna, visitados e percorridos virtualmente por ela durante o isolamento social. Essas e outras questões se traduziram em desenhos, objetos, vídeos e esculturas que evocam as possibilidades da representação da linha — tanto no papel quanto no espaço.  Já Edson Macalini, de Palhoça, apresenta desenhos, fotografias, objetos e instalações. Ele aborda principalmente a questão da natureza devastada, seus riscos e capacidade de regeneração. Por fim, de Joinville, o artista Jan M. O. exibirá vídeos, objetos, máquinas e mecanismos de poesia visual, numa abordagem sobre como as tecnologias que intermediam as relações humanas como redes colaborativas.

— Esperamos que até o fim do período haja oportunidade para que o público possa conferir presencialmente a mostra, com todo o controle, limitação de pessoas e visitas agendadas. Isso dependerá, evidentemente, das situações do controle do vírus e das deliberações do poder público — observa Eneléo Alcides.

Conheça os finalistas

Anna Moraes (1988) | Florianópolis
Anna Moraes é artista visual, doutoranda em Processos Artísticos Contemporâneos e mestra em Artes Visuais pela Udesc. Pesquisa diferentes entendimentos acerca do desenho contemporâneo. Seu processo artístico é pautado na investigação de possibilidades do desenho por meio de linhas, traços, fios e territórios que dialogam com a paisagem. Com o isolamento social de 2020, passou a pensar possibilidades de se desenhar junto, ainda que isolados, adentrando a linguagem da videoarte. Também criou uma coleção e catalogação de paisagens vistas da janela de casa em desenho e em caixinhas de acrílico. Anna foi finalista da edição 2019 do Prêmio AF de Arte Contemporânea e já foi contemplada com o Prêmio do Júri no Salão Nacional da Quarentena (2020). Também participou da Bienal Internacional de Curitiba (2019), entre outros reconhecimentos.

Edson Macalini (1983) | Palhoça
Edson Macalini é doutorando e mestre em artes visuais pela Udesc. Já mostrou seu trabalho em exposições, além de ter participado de residências artísticas, feiras e produções em coletivos de artistas. Seu trabalho envolve ações e movimentações que correlacionam artes e natureza, como uma arqueologia dos lugares onde viveu e visitou. Sua obra reflete o interesse pelas relações entre arte e natureza, biologia e arqueologia, política e meio ambiente urbano, rural e modos de vidas humanas, animais, plantas e culturas.

Jan M.O. (1986) | Joinville
Jan M.O. é artista visual, ilustrador e graduado em design gráfico e programação visual. Nasceu no Rio de Janeiro e mora em Joinville desde 2005. Já exibiu suas obras em exposições, coletivas, bienais e salões em vários estados do Brasil e países como Colômbia e Espanha. Há mais de 15 anos explora técnicas do desenho e, recentemente, passou a pesquisar as práticas da gravura e a criação de objetos. Sua produção utiliza tanto os processos manuais quanto as experiências industriais na elaboração de obras tridimensionais ou na multiplicação delas. Seu trabalho explora diferença e repetição, palavra e imagem.  Seu processo artístico passa pela possibilidade de pensar novos aparatos e meios — imagéticos, móveis, estáticos ou abstratos.

O Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2020 é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Patrocínio da ENGIE. Apoio do Consulado da França em São Paulo, do Institut Français, do Institut Français do Brasil e da Fundação Cultural BADESC. A produção é Marte Inovação Cultural. Realização da Aliança Francesa de Florianópolis, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Agende-se
Exposição 7º Prêmio AF de Arte Contemporânea 2020, com Anna Moraes, Edson Macalini e Jan M.O.
Quando
: abertura – 12 de dezembro, às 14h. Visitação virtual até 28 de janeiro de 2021
Onde: Canal da Fundação Cultural BADESC no YouTube (abertura). Visitação até 28/1/2021 pelo site https://fcbadesc.dreamhosters.com/
Quanto: gratuito

Coleção Catarina com curadoria de Ylmar Corrêa

Mostra apresenta um conjunto de artistas relacionadas com Santa Catarina, entrada é gratuita

Pensar a importância das coleções é o ponto de partida da exposição Coleção Catarina – Coletar e Cuidar, que abre no sábado, dia 30 de novembro, às 14h, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis, com entrada gratuita. Com curadoria do médico, colecionador e pesquisador Ylmar Corrêa Neto, a mostra apresenta um conjunto de artistas relacionados a Santa Catarina.

A coleção começou a ser construída há cerca de 40 anos e, como o próprio curador diz, não tem a pretensão de ser uma enciclopédia, mas facilitar a compreensão dos percursos dos artistas, estimular pesquisas e promover estratégias de colecionismo.

“A coleta envolve pesquisa, procura, disponibilidade, oportunidade e escolha, identificando ou criando relações entre as obras e os artistas, estabelecendo os limites e características da coleção, um quebra-cabeças potencialmente infinito”, destaca Corrêa.

A exposição é um convite da Fundação ao curador-colecionador com o objetivo de evidenciar a importância das coleções para o circuito e a memória das artes visuais.

Ocupando os Espaços Fernando Beck e Paulo Gaiad, a mostra traz obras de Carlos Asp, Diego de los Campos, Eli Heil, Elke Hering, Fernando Lindote, Gabriela Machado, Júlia Amaral, Louis Choris, José Silveira D’Ávila, Heinrich Kreplin, Luiz Henrique Schwanke, Martinho de Haro, Paulo Gaiad, Pedro Weingartner, Rubens Oestroen, Rodrigo de Haro, Victor Meirelles de Lima, Walmor Corrêa, Walter Wendhausen e Yiftah Peled.

Um dos destaques são os trabalhos de Paulo Gaiad, que dá nome ao espaço expositivo do segundo andar da Fundação. Ylmar é o maior colecionador do artista e as obras ocupam todo o espaço.

O colecionador destaca que 2019 é um ano muito importante para o cenário da arte catarinense. É que além de marcar os 100 anos do nascimento de Meyer Filho e 90 anos de Eli Heil, comemora-se os aniversários de 80 anos de Rodrigo de Haro e 70 anos de Carlos Asp.

A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. A mostra pode ser visitada de terça a sábado, das 12h às 19h, até o dia 27 de fevereiro de 2020.

Serviço: Abertura da Exposição Coleção Catarina – Coletar e Cuidar
Data: 30 de novembro de 2019 – sábado
Horário: 14h
Local: Fundação Cultural BADESC – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro – Florianópolis/SC
Entrada gratuita
Visitação de terça a sábado, das 12h às 19h, até o dia 27 de fevereiro de 2020

Reabitar, exposição coletiva virtual

A exposição virtual Reabitar, é um projeto coletivo desenvolvido em parceria por Radilson Carlos Gomes, Eneléo Alcides, Franchêscolli Gohlke e equipe da Fundação Cultural Badesc.

A Fundação Cultural Badesc é uma casa de encontros. Neste evento, seu público não passa pelos antigos portões de ferro, nem sobe as escadas do casarão eclético amarelo, mas acessa diretamente suas paredes, janelas, jardins, galerias, pisos e tetos. Todos os rostos são conhecidos. Os que fazem parte da equipe, os que frequentam a casa, os que encontramos ao acaso pela cidade e os que nunca vimos antes, mas reconhecemos entre expressões que conectam a humanidade.

Visitar virtualmente, exibir digitalmente, conectar-se à distância. Nada disso é novo, mas o fenômeno mundial do isolamento empurra a todos para esse portal. Algo que levará muitos anos para ser devidamente compreendido. Enquanto isso, acessar o público, ativar amigos e circuito, insistir, resistir, realizar, são sentimentos comuns de pessoas que não sabem deixar de fazer. Entre as inquietudes das incontáveis instituições de arte, produtores, artistas e público mundo afora, a equipe da Fundação Cultural Badesc também registra a sua história. Comprometida com a realização diária de múltiplos eventos, não é sem espanto que a equipe observa as pilhas de jornais que se acumulam sobre a antiga escrivaninha de madeira do hall de entrada. Para além das atividades que cada integrante da equipe realiza a partir de sua casa, é preciso também reativar o casarão amarelo, espaço convergente no centro da Cidade de Florianópolis, no Estado de Santa Catarina, no Brasil, que nos últimos meses exibe, a portas fechadas, uma coletiva de artistas da América Latina. Assim como as cidades e o mundo, a Fundação Cultural Badesc quer ser reabitada e convida o fotógrafo Radilson Carlos Gomes para povoar suas paredes, pisos e tetos com os mais de mil rostos que fotografou originalmente para sua exposição Floripa em 3 x 4, exibida no Espaço Fernando Beck entre março e abril de 2019.

Não é por acaso que esses retratados retornam à casa. Para seu projeto original, Radilson se instalou ao longo de um ano em praças, ruas e eventos de Florianópolis, conversou com quem passava e, com câmeras lambe-lambe antigas, fez mais de mil registros de pessoas que nasceram, adotaram, frequentaram ou passaram pela cidade. As entrevistas recolhidas documentam que um quarto dos fotografados é de origem local, enquanto 28% vêm de outras 77 cidades catarinenses, 41% de outras 162 cidades brasileiras e os 6% restante são originários de 48 cidades pertencentes a 21 países estrangeiros. Além de revelar projetos de habitar a cidade, a investigação evidencia a circulação através do mundo. É essa vontade de conhecer, percorrer, pertencer, habitar, por longa ou curta duração, que vincula a humanidade, propagando o que porta de melhor e o seu revés.

Em tempos de números, cada um dos rostos que reabita as paredes da Fundação esconde uma história, ao mesmo tempo que a reverbera. Alguns olhos já sabemos fechados, outros interrogamos o que olham e como olham este momento. Se originalmente foram retratados como habitantes locais, hoje representam cada cidade do mundo. São pessoas conectadas pelo isolamento.


Texto: Eneléo Alcides.
Projeto, execução, captura de imagens: Radilson Carlos Gomes, Eneléo Alcides, Franchêscolli Gohlke e Equipe da Fundação Cultural Badesc.
Retratos originais: Radilson Carlos Gomes.
Apoio: Câmera Criativa.


Fundação Cultural BADESC promove exposição virtual Reabitar

Projeto coletivo desenvolvido a partir de retratos do fotógrafo Radilson Carlos Gomes será apresentado a partir do dia 4 de junho nas redes sociais da Fundação

O casarão eclético amarelo, que se destaca como um dos espaços mais importantes para exposições em Santa Catarina, não recebe o público desde o começo da pandemia. E com o objetivo de reabitar o espaço, a equipe da Fundação Cultural BADESC, coordenada pelo diretor geral Eneléo Alcides, desenvolveu, em parceria com o fotógrafo Radilson Carlos Gomes, a exposição virtual REABITAR. Os registros vão ser divulgados a partir das 19h da quinta-feira, dia 4 de junho.

“Assim como as cidades e o mundo, a Fundação quer ser reabitada e convida o fotógrafo Radilson Carlos Gomes para povoar suas paredes, pisos e tetos com os mais de mil rostos que fotografou originalmente para a exposição Floripa em 3×4, exibida no Espaço Fernando Beck entre março e abril de 2019”, explica Alcides.

O diretor geral destaca ainda que não é por acaso que os rostos retratados retornam à casa. Afinal, para a realização do projeto original, Radilson fotografou durante um ano pessoas que passavam na rua ou frequentava eventos. A conversa com esses fotografados revelou a enorme circulação de pessoas em Florianópolis e no mundo.

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E agora, em tempos de números, cada um dos rostos que reabita as paredes da Fundação esconde uma história, ao mesmo tempo que a reverbera. 

“Alguns olhos já sabemos fechados, outros interrogamos o que olham e como olham este momento. Se originalmente foram retratados como habitantes locais, hoje representam cada cidade do mundo. São pessoas conectadas pelo isolamento”, completa o diretor.

A exposição virtual será apresentada no @fundacaobadesc e na página do Facebook da Fundação.

Serviço: Exposição virtual REABITAR

Data: 4 de junho – quinta-feira
Horário: 19h
Local: Redes Sociais da Fundação Cultural Badesc –  @fundacaobadesc e na página do Facebook da Fundação.
Projeto coletivo: Eneléo Alcides, Franchêscolli Gohlke, equipe da Fundação Cultural Badesc e Radilson Carlos Gomes
Apoio: Câmera Criativa.

Crédito das fotografias: Radilson Carlos Gomes

Fundação Cultural Badesc lança três catálogos virtuais gratuitos na sexta-feira, dia 13 de dezembro

A partir do dia 13 de dezembro, a Fundação Cultural BADESC disponibiliza gratuitamente, na plataforma online Issuu, três catálogos virtuais dos artistas Sérgio Canfield (Exposição Corpos Vinculantes), Cristian Segura e José Maria Dias da Cruz (Exposição Pensamento Pictórico) que passaram recentemente pelos espaços expositivos ou participaram de ciclo de palestras sobre suas obras na Fundação.

Para fazer os downloads ou visitar os conteúdos disponíveis basta acessar o link: www.issuu.com/fundacaoculturalbadesc. Neste endereço, também estão disponíveis outros materiais gráficos da Fundação como catálogos e folders de programação.

Os catálogos organizados por Rosângela Cherem e Enéleo Alcides contam com a colaboração de 22 autores. Já a produção e edição foi realizada pela equipe da Fundação Cultural Badesc.

Corpos Vinculantes, de Sérgio

O artista e cirurgião Sérgio Canfield ocupou todos os espaços da Fundação com desenhos, pinturas, escritos, vídeos, fotografias, objetos e instalações na mostra que ocorreu de 1º de dezembro de 2018 a 9 de fevereiro de 2019.

Cristian Segura

Artista argentino graduado em desenho pela Escola de Educação Artística de Tandil (AR), trabalha com diferentes suportes e meios, tendo apresentado objetos, instalações e vídeos em exposições individuais e coletivas tanto na Argentina como em países como Brasil, Chile, Estados Unidos e Espanha.

De 18 a 20 de abril de 2018, a Fundação, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV) do Centro de Artes (Ceart) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), recebeu o curso “Arte e linguagem no trabalho de Cristian Segura”, que contou com a participação do artista.

Pensamento Pictórico, de José Maria da Cruz

Um conjunto de aproximadamente 70 obras, entre pinturas, desenhos, montagens textuais e objetos, integraram a exposição José Maria Dias das Cruz, Pensamento Pictórico, que foi realizada pela Fundação de 25 de outubro a 22 de novembro de 2018.

José Maria Dias da Cruz nasceu em 1935, no Rio de Janeiro. Atualmente vive e trabalha em Florianópolis. É artista, professor e autor de livros sobre cor e espaço pictórico.

Serviço: Lançamento dos catálogos virtuais

Data: 13 de dezembro de 2019
Local: online, no site www.issuu.com/fundacaoculturalbadesc
Telefone: (48) 3224-8846
Visualização e download totalmente gratuitos.