Jornalista Rubens Herbst, do jornal A Notícia, divulga a aberta da exposição Schwanke, Habitar os Incorporais

O jornalista Rubens Herbst, em sua coluna Orelhada no jornal A Notícia, destaca a abertura da exposição Schwanke, Habitar os Incorporais, que reúne 89 trabalhos do artista joinvillense Luiz Henrique Schwanke, e que ocupa a partir de manhã (01/12), às 19h, todos os espaços do Casarão da Fundação Cultural Badesc. A entrada é gratuita.

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Obras de Schwanke integram exposição que abre dia 1º de dezembro na Fundação Cultural Badesc

Essa é a segunda vez que todos os espaços expositivos do Casarão histórico são ocupados por um único artista e entre as obras do joinvillense, algumas nunca expostas antes em Florianópolis

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A exposição Schwanke, Habitar os Incorporais, que
reúne 89 trabalhos do artista joinvillense Luiz Henrique Schwanke, ocupa todos os espaços do Casarão da Fundação Cultural Badesc a partir de 1º de dezembro, quinta-feira. Desde 1994, Florianópolis não recebia um conjunto tão expressivo da produção do artista. Com curadoria de Rosângela Cherem, a exposição ficará aberta ao público até 16 de março de 2017, com visitação gratuita.
Essa nova exposição do artista na capital é um desdobramento do curso Schwanke, Arquivo, Interlocuções e Desdobramentos, realizado no segundo semestre de 2016, no Instituto Schwanke, em Joinville. Junto a um grupo de 15 alunos dos três estados do sul, Rosângela mergulhou na produção de Schwanke e selecionou entre as obras, as Sem Título, criadas entre 1988 e 1991, apelidadas como mandala, perfis, maletas, pregadores de roupas, e que têm como matéria-prima o plástico. A exposição inclui também obras da chamada fase das revisitações, em que o artista descontrói a referência original de telas de Georges La Tour, Canova e Leonardo da Vinci, entre outras, adotando signos do design contemporâneo. O público também poderá apreciar desenhos e pinturas de diferentes fases, como os sonetos, os Cristos e os shorts. Inéditas em Florianópolis as obras, Cobra Coral, que será instalada nos Jardins, e a instalação Claro-escuro, criada a partir de plotagem, ferro, 24 spots de luz e 24 espetos.
A iniciativa da mostra é uma parceria entre a Fundação Cultural Badesc, representada por seu diretor Geral, Eneléo Alcides e do Instituto Schwanke e Museu de Arte Contemporânea (MAC Schwanke), representado por Maria Regina Schwanke Schroeder. A Arte-Educadora da Fundação, Carolina Ramos foi uma das assistentes da curadoria e coordenará o trabalho de arte-educação sobre esta exposição.
Esta é a segunda vez que um único artista ocupa todos os espaços da Fundação Cultural Badesc. Em novembro de 2015, o Casarão recebeu a exposição Arquivo e Memória em Paulo Gaiad, de Paulo Gaiad, artista de grande expressão nas artes visuais, que faleceu em outubro de 2016.
Schwanke
Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) nasceu em Joinville, completou a graduação em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná (UFPR), escreveu para jornal e trabalhou em agências de publicidade de Curitiba, onde abraçou o teatro como escritor, ator e cenógrafo. Nas artes plásticas – campo de efervescência entre 1980/90 –, produziu mais de cinco mil obras, entre desenhos, esculturas, pinturas e instalações; lançando noções de arte pública e contemporaneidade, conectado ao movimento artístico internacional. Nesse período, seu nome entrou para a história da arte brasileira. Ganhou cerca de 30 prêmios nacionais e conquistou reconhecimento, como a seleção pela Bienal Brasil Século XX, em 1994. Viajou para a Alemanha, Suécia e Rússia, teve trabalhos expostos no Museu de Arte Moderna de Bruxelas (Bélgica). Com a obra Cubo de Luz – Antinomia, levada a São Paulo em 1991, afetou o tráfego aéreo – única representação do Estado de Santa Catarina – a projeção é lembrada no livro Bienal 50 Anos. As provocações também surgiam de monumentos de baldes plásticos coloridos, carrancas retratadas em pinturas expressionistas – nuances artísticas, com conceitos híbridos, que visitaram a geometria do Minimalismo, as novas linguagens do Concretismo, a apropriação do Barroco, o resgate da Pop Art. A produção de Schwanke é formada desenhos, pinturas, livros de artista, objetos, esculturas e instalações. É objeto de estudo e pesquisa de monografias, dissertações e teses. Trata-se de uma produção intensa e extensa que dificilmente será esgotada, pois requer diferentes abordagens investigativas. As obras integram acervos de museus em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia.
 
O curso
 
Em 40 horas do curso Schwanke, Arquivo, Interlocuções e Desdobramentos foi realizada a análise dos paradoxos contidos nos trabalhos, as filiações e pertencimentos inscritos na história da arte, as experimentações que reverberam na produção. Na combinação de leituras teóricas, Michel Foucault, Georges Didi-Huberman e outros historiadores, críticos e filósofos, como Gilles Deleuze, Walter Benjamin, Giorgio Agamben e Jacques Lacan, a mostra Schwanke, Habitar os Incorporais situa o artista na clave do incorporal, o que para “os estoicos era tudo aquilo que não podia ser medido ou pesado, quantificado ou que ocupasse lugar”. Rosângela Cherem pensa trajetória e produção naquilo “que sempre volta e no que sempre escapa, era lá que ele estava. A essa dimensão do mundo pertenciam o sonho e a memória, a obstinação e a imaginação, o tempo e o próprio pensamento, sendo que na sua condição de incompletude e inapreensão seguiram constantemente frequentados e revisitados. Se a tarefa da arte é aproximar-se das forças heteróclitas e inexprimíveis, imponderáveis e incongruentes que existem no mundo, se a arte vive em zonas inextensas e indeterminadas, então podemos dizer que a matéria artística se refere aos incorporais”.
 
Curadoria
 
Rosângela Miranda Cherem é doutora em História pela Universidade de São Paulo e e doutora em Literatura pela Universidades Federal de Santa Catarina (UFSC). É professora associada de História e Teoria da Arte no curso Artes Visuais e programa de pós-graduação em Artes Visuais do Centro de Artes da Universidade do Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Ceart/Udesc). É coordenadora do Grupo de Estudos de Percepções e Sensibilidades e do Grupo Imagem-acontecimento. Orienta e tem pesquisas e publicações sobre História das Sensibilidades e Percepções Modernas e Contemporâneas. Atualmente desenvolve pesquisa intitulada Maneira de Arquivar, Modos de Experimentar, Paradoxos e Singularidades do Gesto Artístico na Contemporaneidade.
 
Museu
 
Criado em 2002, o Museu de Arte Contemporânea (MAC Schwanke), mantido pelo Instituto Schwanke, filiado ao Ministério da Cultura e ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), tem o compromisso de zelar pela memória de Schwanke e oferecer possibilidades de aprimoramento intelectual em torno da arte contemporânea. Organiza seminários e encontros de discussão, cursos e palestras com pesquisadores, críticos e artistas.
 
 
Serviço
 
O quê: Exposição Schwanke, Habitar os Incorporais, do artista joinvillense Luiz Henrique Schwanke – curadoria: Rosângela Cherem
 
Quando: 1º de dezembro de 2016, às 19h – visitação até 16 de março de 2016 – de segunda a sexta-feira das 12 às 19h.
 
Onde: Fundação Cultural Badesc – rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, telefone: (48) 3224-8846
 
Entrada gratuita
 

O Instituto Schwanke em parceria com a Fundação Cultural Badesc promove em Joinville curso sobre o artista Luiz Henrique Schwanke

Schwanke em Zurich Foto Div InstitutoUm curso de extensão de 40 horas para mergulhar na produção do artista Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) a partir da singularidade de seu repertório e arquivo. Schwanke, Arquivo, Interlocuções e Desdobramentos é um curso de extensão de 40 horas para mergulhar na produção do artista que terá como ministrante Rosângela Miranda Cherem, doutora em história e em literatura, professora de história e teoria da arte no curso artes visuais e programa de pós-graduação em artes visuais no Centro de Artes (Ceart) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A intensão é analisar os paradoxos contidos nas obras e trabalhos, as filiações e pertencimentos inscritos na história da arte, pensar as experimentações que marcaram e que reverberam até a contemporaneidade. A iniciativa tem como realizadores o Instituto Schwanke, a Universidade da Região de Joinville (Univille), o programa de pós-graduação em artes visuais no Ceart/Udesc e a Fundação Badesc.

Com apenas 20 vagas, a ideia do curso é combinar leituras teóricas, sobretudo de Michel Foucault e Georges Didi-Huberman, para produzir pensamento crítico sobre o artista joinvilense. A bibliografia inclui outros historiadores, críticos e filósofos, como Gilles Deleuze, Walter Benjamin, Michel Archer, Giorgio Agamben, Jacques Lacan e Jacques Rancière. A diretoria do Instituto Schwanke, além de ampliar conhecimento sobre artes visuais, pretende compartilhar o próprio espaço e a biblioteca para que os inscritos ampliem suas pesquisas. O curso também busca estruturar uma mostra planejada para dezembro, com curadoria de Rosângela Cherem, na Fundação Badesc, em Florianópolis.

A ação, uma das primeiras da presidência de Maria Regina Schwanke Schroeder, concretiza um desejo do instituto idealizado em 2012, quando se planejou criar grupos de estudos que pudessem se reunir na sede. Por razões diversas, não foi possível operacionalizar o intento que ganha concretude agora graças ao empenho e a larga experiência de Rosângela Miranda Cherem. “Criado em 2002, o MAC Schwanke, mantido pelo instituto, tem o compromisso de zelar pela memória de Schwanke e oferecer possibilidades de aprimoramento intelectual em torno da arte contemporânea, uma prática que adotamos desde a criação da entidade em 2003. Com esse fim, já organizamos seminários, encontros de discussão, palestras, trouxemos críticos e artistas para a cidade. Agora, temos o interesse de criar um novo modo de estudar, seguindo uma prática disseminada em Joinville, onde há muitos grupos que se reúnem com diferentes objetivos e saberes, do lazer, da gastronomia, da degustação, da arte e da cultura”, situa Maria Regina que também celebra o apoio da Univille, grande parceira do instituto, e do programa de pós-graduação em artes visuais no Ceart/Udesc e a Fundação Badesc, ambos de Florianópolis.

Sobre Rosangela Miranda Cherem

Doutora em história pela USP (1998) e houtora em literatura pela UFSC (2006); profa. associada de história e teoria da arte no curso artes visuais e Programa de Pós-graduação em Artes Visuais no Ceart- Udesc; coordenadora do Grupo de Estudos de Percepções e Sensibilidades e do Grupo Imagem-acontecimento. Orienta e tem pesquisas e publicações sobre História das Sensibilidades e Percepções Modernas e Contemporâneas; atualmente desenvolve pesquisa intitulada Maneira de Arquivar, Modos de Experimentar, Paradoxos e Singularidades do Gesto Artístico na Contemporaneidade.

Serviço

O quê: Curso de extensão: Luiz Henrique Schwanke, Arquivo, Interlocuções e Desdobramentos

 

Quando: nos sábados: 20 de agosto, 17 de setembro, 8 de outubro, 5 de novembro: 8h às 12h; 14h às 18h – com coffee-break. (40 horas/aula com certificação da Univille)

 

Onde: Instituto Schwanke, rua Dr. João Colin, 1.285, sobreloja da Brasilauto, bairro América, Joinville tel.: (47) 9119-3680/3433-2522 institutoschwanke@gmail.com

 

Quanto: R$ 400,00 (possível em duas vezes com cheque para 20 agos. e 8 de out.)

Realização: Instituto Schwanke, Univille, Programa de Pós-graduação em Artes Visuais Ceart/Udesc e Fundação Badesc

 

Saiba mais: www.schwanke.org.br e www.facebook.com/institutoschwanke

 

Ficha técnica:

Presidente: Maria Regina Schwanke Schroeder

Articulação e ass. de imprensa: Néri Pedroso (vice-pres.)

Coordenação: Franzoi e Mônica Juergens

Ministrante: Rosângela Miranda Cherem

Pesquisadora assistente: Carolina Ramos

Design gráfico: Mônica Juergens

 

Assessoria de imprensa: Néri Pedroso (jorn.) neripedroso@gmail.com.br Skype: neripedroso Face: Néri Pedroso (48) 9911-9837/3248-4158.

 

Contatos: Maria Regina Schwanke Schroeder (47) 9119-3680/3433-2522

 

Curso Schwanke flyer

Exposição Impossíbilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad é destaque no Diário Catarinense

Caderno Anexo do jornal Diário Catarinense divulga a exposição Impossíbilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad como uma das atrações para os apreciadores de arte em Florianópolis. A exposição fica aberta para visitação na Fundação Cultural Badesc até sexta-feira, 26 de fevereiro. Para o encerramento da atividade está marcada uma roda de conversa às 16h com pensadores, críticos, colecionadores e jornalistas e às 19h com  artistas e professores que irão compartilhar seus olhares sobre o trabalho do artista.

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Concreto: confira vídeo gravado na Fundação Cultural Badesc

A produtora Carbono 12, gravou o vídeo “Concreto”, utilizando como locação as dependências da Fundação Cultural Badesc. A produção contou com a direção de Ju Malinverni, produção executiva de Fêre Rocha, mixagem e masterização de Arthur Thiesen. No elenco o ator Marcelo Venturi. A produção teve o apoio da Fundação Badesc e do artista Paulo Gaiad.

Exposição Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad

Convite_WEB_ImpossibiliasExposição de Paulo Gaiad revisita sua trajetória artística e ocupa pela primeira vez todos os espaços da Fundação Cultural Badesc

A exposição Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad abre dia 26 de novembro, quinta-feira a partir das 19h, e pela primeira vez todos os espaços da Fundação Cultural Badesc serão ocupados por um único artista.
Com curadoria de Rosângela Cherem, a exposição de Paulo Gaiad traz objetos, desenhos, colagens, vídeos e pinturas que formam as diferentes fases do artista, iniciada na década de 80. É uma produção vasta, variada e serial, com inúmeras imagens, matérias e procedimentos modulares, que se tornam recorrentes e constantemente rearranjadas. Não há séries completas, mas trabalhos em que é possível observar três temas reincidentes: carne (materialidade corporal), passagem (reflexão plástica sobre espaço, lugares, paisagens, viagens), cifra (pequenos segredos biográficos colhidos de diferentes universos e contingências). Importante destacar que muitas vezes estes temas estão embaralhados, disfarçados ou simplesmente recombinados.

“Embora não sejam feitas da mesma matéria, impossível desatar o nó que existe entre vida e obra. Trata-se de fazer da obra a parte central da vida, recolhendo e alterando todos os frutos que se espelham e confrontam sem cessar. Assim, se a vida como a obra não tem nada a ver com beleza e felicidade, mas com uma experiência única e indivisa, em ambas também prevalece a lei de um trabalho sem concessões, sem nenhum fim alhures, sejam eles o lucro, o sucesso, o êxito fácil, a crítica favorável, as benevolências. Pois o que advém do meu processo de criação é obtido por meio uma escuta recolhida, fiel às buscas e penhores que tangenciam os domínios do incomunicável, do escorregadio e do intransferível”, afirma Paulo Gaiad.

Sobre o artista
Paulo Gaiad nasceu em Piracicaba, São Paulo. Vive e trabalha em Florianópolis, onde iniciou sua carreira artística em 1983. Utiliza diversos materiais e procedimentos, combinando constantemente os registros do visual e do dizível, a partir do lance biográfico. Pode-se dizer que seus objetos, desenhos, colagens e pinturas se misturam, combinando traços e palavras, rasuras e avarias, ajustes e camadas, disfarces e revelações.
Incluindo o uso de areia e carvão, jornais e gesso, além de fotos de diferentes naturezas, seus trabalhos acolhem o efeito produzido pelos lixamentos e arranhões, oxidações, rachaduras e rasgos. A clave do vivido serve como manancial incessantemente revisitado e estoque movente com força de consignação poética, através do qual constitui seu repertório, travando uma luta contra o esquecimento e produzindo reverberações para novos trabalhos.
O quê: abertura da exposição Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad, de Paulo Gaiad
Quando: 26 de novembro, quinta-feira
Horário: 19h
Visitação: até 21 de janeiro de 2016, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19h. (A Fundação Badesc estará fechada para visitação pública dos dias 19 de dezembro a 3 de janeiro).
Onde: Fundação Cultural Badesc – Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis – Fone 3224-8846
Quanto: gratuito

MOSTRA PRORROGADA
A exposição Impossibilias foi prorrogada até o dia 26 de fevereiro.